“Vou balançar ao ritmo do lustre, do lustre

Vou viver como se não houvesse amanhã

Como se não houvesse amanhã

Vou voar como um pássaro pela noite

Vou sentir minhas lágrimas enquanto elas secam

Vou balançar ao ritmo do lustre, do lustre”

Chandelier – Sia

— Oh meu Deus, eu não acredito que aceitei essa idéia maluca de ter fugido de casa.

— Calma, eu já liguei para o meu pai e ele já ligou para sua mãe, ela acha que a gente está na casa dele. — Falou calma como se nada estivesse acontecendo.

— Isso mesmo, ela acha!! Não gosto de mentir para ela.

— Mas você não está mentindo. Afinal das contas Mia, você está na minha casa. — Sorriu

Eu nunca esperava na minha vida que um dia eu iria na casa da mãe da Layla, muito menos ir em uma festa. Mas acho que a Layla está certa, eu tenho que aproveitar minha vida, e depois no futuro eu vou ter pelo menos uma história para contar aos meus filhos.

— Eu não vou colocar isso. — Bufei — É muito justo e curto.

— Ah Mia tenha dó, você nem viu como fica no seu corpo, experimenta, não custa nada. — Falou me entregando um vestido preto, que realmente era justo e curto.

Justo e feito. Coloquei o vestido, e até que não ficou mal. Pensei que ficaria curto demais pelo fato de eu ser maior que a Layla, mas ficou um tamanho bom.

— Tá vendo! Ficou lindo! Você fala das minhas roupas, mas não tem comparação com aquelas coisas que sua avó obriga a te vestir.

Concordo com a Layla, minha avó parece mandar na minha vida, por isso é difícil esquecer esse lance todo de princesa, e sinceramente? To gostando dessa idéia de ir para uma festa.

[...]

Eu simplesmente não me lembro de nada. Acordei com uma dor de cabeça terrível, e eu estou vestindo um pijama da Layla. Ai meu Deus, que merda eu fiz?

Me levantei e fui tomar banho porque eu estava cheirando puro álcool, mas espera.. Eu não bebo. Será que eu cheguei a esse ponto ontem? Terminei de tomar meu banho, tirei a maquiagem do meu rosto que por sinal estava toda borrada e vesti uma roupa limpa que tinha trago.

Eu já ia ligar para um táxi me buscar quando a princesa adormecida resolve acordar.

— Ah você ta viva Mia. — Falou me debochando.

— Pelo amor de Santo Deus Layla, você pode me contar o que eu fiz? Como você me deixou beber! Você sabe que eu detesto e..

— Ai Mia para de falar, minha cabeça vai explodir. — Disse se levantando — E claro que eu deixei você beber, você estava sem vida lembra? Tinha que se animar, e cara, eu nunca te vi tão feliz na sua vida como você ficou feliz ontem. Você pegou quantos caras? Quatro ou cinco, nem me lembro.

— O que ??? Como assim eu peguei quatro ou cinco caras? Layla você tá zoando né? Meu Deus do céu minha mãe vai me matar e..

— Não, ela não vai te matar porque ela não vai saber de nada, não vai saber que você veio aqui, nem que você bebeu feito uma louca, nem que dançou até o chão, e nem que beijou 5 caras, sendo um deles o maior traficante da região. E não me pergunte como você conseguiu fazer essa proeza, porque eu também não sei.

— O QUE???? COMO ASSIM EU BEIJEI UM TRAFICANTE LAYLA?

— Ué Mia, ele gostou de você, me pediu ajuda e eu ajudei. — Sorriu — A propósito, nós vamos voltar semana que vem porque ele vai querer te ver.

— Deixe-me respirar. Você ajudou um traficante a ficar comigo, e ainda quer que eu volte aqui?

— Sim, e você vai voltar, não vai?

— Vou — Sorri — Aquele não é seu pai? — Disse olhando para a janela .

— É ele mesmo, pedi para ele nos buscar. Arruma as suas coisas porque vamos pra sua casa.

No fim das contas, isso tudo que eu passei nesse fim de semana foi uma loucura, mas foi uma loucura que eu gostei, eu realmente gosto de passar por coisas diferentes, e em nenhum momento se quer me senti como uma princesa.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.