Princesa em apuros
2 A start to the day for the princess
Notas iniciais
Angelique me empurrou para o banheiro, onde uma banheira já me esperava. Ela me empurrou lá dentro e soltei um gritinho: a água estava tremendamente gelada. Pouco depois, já estava acostumada e nem liguei mais
Minha governanta arrumava a cama e ,pelo barulho e cheiro, preparou a mesa do café no quarto mesmo. Logo, terminei meu banho, me enxuguei, enrolando-me no roupão, saí.
O quarto estava impecavelmente em ordem, e meu café já estava organizado na pequena mesinha do meu quarto. Angelique estava no closet, arrumado algo para me vestir. Assim que ela achou algo "decente e digno", convidei-a para tomar café comigo, como todas as manhãs.
Angelique era minha governanta desde que me conhecia por gente. Ela começou sendo minha babá aos dez anos e, logo quando não precisava mais de babá, mamãe decidiu contratá-la como minha governanta particular, já que ela conhecia todas minha manias e teimosias. Agora, com vinte e oito anos, Angelique insistia em ficar no meu pé, sabendo driblar perfeitamente todas as minhas rebeldias
Apesar de tudo, ela era a minha única amiga aqui dentro deste enorme palácio. O que me chateava era que nenhum cara se interessava por ela, e eu vivia dando uma de cupido, o que já nos meteu em grandes enrascadas, principalmente ela.
Tomamos café, conversando sobre coisas "normais", e Angelique não escondia a animação para o grande casamento real. Ouvimos Marie, a babá de meus irmãos mais novos gritando no corredor e ficamos encarando uma a outra em silêncio, até que os gritos cessaram
Brad e Paul são as crianças mais fofas e diabólicas que eu já conheci. São também meus irmãos mais novos. São gêmeos idênticos, causando grande confusão em que os vê. E com cinco anos, são as crianças mais serelepes de todo esse lugar. Já haviam colocado óleo de cozinha nos vidros de shampoo das governantas, baldes com lama nas portas de modo que, quem abria, recebia um bom banho. Já haviam conseguido até congelar uma sala inteira após quebrarem o ar condicionado. A principal vítima era a babá, Marie.
Porém, era impossível discutir com eles, já que faziam cara de cachorrinho de cai da mudança.
Papai ria, orgulhando-se em dizer que fazia as mesmas coisas quando tinha aquela idade e mamãe só rolava os olhos, tentando arrancar paciência do último fio de cabelo.
Angelique nunca havia caído em um truque de meus doces irmãos, mas ela vivia dizendo que não demoraria tanto para que ela caísse.
Terminamos o café e, mesmo com a discordância de Angelique, a ajudei a arrumar a mesinha.
Me vesti com a roupa que ela selecionara, desenrolando meus cabelos e penteando-os. Logo, uma batida rompe na porta e Angelique olha pelo olhinho mágico que havia ali
– São os cabeleireiros. Preparada? — ela perguntou, com um sorriso quase rasgando a cara
Suspirei e afirmei que sim
– Então sorria querida. O nosso dia vai começar! — ela abriu a porta
Coloquei o melhor sorriso no rosto enquanto aquele monte de gente entrava no meu quarto
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