Princesa do Sol — Elia Martell

1 1. Rochedo Casterly - Na Toca dos Leões


Notas iniciais
Oi, você que ficou curioso ou não tem nada melhor pra fazer, fique á vontade para dar uma olhada no que imagino de como foi alguns fatos importantes na vida da tão querida dornesa. x A narração é por mim, com trechos da visão da personagem. Você pode opinar se devo continuar seguindo assim, ou escolher apenas um tipo de narrativa. Pra mim está sendo um teste, de fã pra fã, conjecturando sobre o que pode ter acontecido ou não. x A mãe de Elia e Oberyn não tem o nome descrito nos livros nem na série, e eu não me senti capaz de criar um nome á altura de G.R.R.M. É isso, boa leitura.

Rochedo Casterly — Na Toca dos Leões.

Elia não esperava que fosse conhecer mais um pretendente na mesma semana. Seu irmão mais próximo, Oberyn fazia questão de sempre expor sua opinião sobre esses arranjos para futuras alianças com famílias nobres, rejeitava à todos.

Nascera na cidade conhecida por suas areias vermelhas e brancas, em Lançassolar, mais ao norte havia o Mar de Dorne, as famosas ilhas conhecidas como Degraus e ao sul, o Mar de Verão.

Era a quarta herdeira, última nascida e única menina do principado de Dorne. Seus irmãos mais velhos, Mors e Olyvar morreram cedo, deixando Doran solitário e com direito sobre as terras.

Elia mexeu-se inquieta por causa das reclamações de Oberyn que estava visivelmente cansado dessas viagens apesar dele sempre frustrar os planos de sua mãe, causando assim mais viagens.

Sua última tentativa fora totalmente derrubada por Tywin Lannister. Elia permitiu-se lembrar do famigerado episódio enquanto Oberyn falava sobre suas novas experiências sexuais, quais já estavam lhe causando fama, dessa maneira atraindo mais olhares.

“- Não me diga que a bela Cersei têm garras para você temer tanto esse encontro, Oby. — murmurou Elia para seu querido irmão.

Eles viajavam de navio juntamente com sua mãe e duas empregadas, estavam à caminho de Rochedo Casterly à ordens da matriarca para fazer uma proposta de casamento aos Lannister. Eles não estavam muito satisfeitos com isso, todavia não havia nada que pudessem fazer para evitar tal encontro.

— Ela podia criar um terceiro olho no meio da testa e até uma densa juba de leão que eu iria querer me enfiar debaixo daquelas sedas. — Oberyn respondeu, sorrindo. — É do gêmeo que quero distância... ou não, vai que ele esteja aberto aos costumes quentes de Dorne.

Oberyn adorava toda atenção que recebia seja ela vinda de mulher ou de homem, porém seus sentimentos são distribuídos de acordo ao que lhe é oferecido. Cersei e Jaime se mostravam igualmente indiferentes, fato que se comprovou quando finalmente se encontraram.

Elia guardou seus pensamentos, já recebera muitas reprimendas por palavras afiadas. Ouviram todo tipo de comentários sobre os gêmeos de ouro nos cabelos e nos bolsos, lindos e frios.

Elia e seu irmão, se retiraram do quarto principal para o quarto dele. Deixaram sua mãe e as empregadas confabulando sobre esse acordo, a senhora estava com grande expectativa. Deitaram-se na mesma cama, exaustos da viagem e de toda essa agonia provocada pela mãe. O balanço do mar contra o navio aumentava essa sensação de estafa.

A matriarca estava com a ideia fixa de que devia arranjar um bom casamento e estabelecer alianças para que eles não viessem a fazer o mesmo que Doran, o irmão mais velho, que casara por amor com uma estrangeira das Cidades Livres sem berço.

Joanna Lannister é o novo trunfo. Seus gêmeos dourados de Lannisporto seriam ótimos pretendentes para união e selo de paz com os dorneses que temiam retaliações por não fazerem parte dos Sete Reinos de forma oficial com.

As melhores opções no momento já que Oberyn fez questão de estragar todo e qualquer acordo até ali, eram se juntar aos Lannister que tinham muito reconhecimento e poder aquisitivo ou aos Targaryen que estavam sob posse do Trono de Ferro.

Iriam para a busca mais possível primeiro.

— Mamãe está ficando cada vez mais determinada, acho que é por sua culpa. — Elia confidenciou, apertando as mãos do seu irmão nas suas. — Cada recusa sua a fortifica.

— Então que bom que ela tem um combatente à altura. — Oberyn se gabou, piscando um dos olhos e sorrindo.

— Eu lhe sou muito grata por sempre interferir nesses planos de mamãe. – Elia suspirou pesado. – Que ela queira um bom casamento pra você eu entendo, sua fama já se espalhou... – ela riu. – Mas, eu, sou a última na sucessão. Ela deveria me deixar viver antes de me aprisionarem em um casamento por contrato, afinal Doran e você viverão muito anos até que eu seja a Princesa.

Em Dorne, o título de principado equivale ao de realeza, além de que mulheres tem total direito ao “trono” desde que respeite a ordem de nascimento, diferentemente de todas Westeros, onde somente os homens podem comandar.

— Irmã, casar-se não vai impedi-la de viver. – Oberyn objetou, lhe olhando ternamente. Afagou o rosto de sua doce irmã.

— Já imaginou se nos casarmos com os dourados, nunca mais vou voltar pra Dorne. – a morena lamentou. – Os costumes daqui são muito diferentes, não sei se conseguirei me adaptar.

— Não sofra por antecipação, somos de areia podemos facilmente chegar á qualquer lugar. Somos quentes e adaptáveis, você será feliz. – prometeu Oberyn, puxando-a para um abraço.

— Só quero que essas viagens cessem, e que alguém dome você. – Elia brincou. – E acho que você está pronto para ser domado pela leoa dourada. — Oberyn sorriu em concordância.

— Confesso que já estou muito cansado e também estou me irritando com isso, se não virar marido e foder logo a Lannister e o irmão dela, caso-me com a primeira que passar e o caso de amor de Doran será história pra dormir perto das proezas que tenho em mente.

— Essa sua cabeçorra tem ideias extravagantes, amado irmão. – Elia disse. – Creio que será sua melhor afronta á mamãe. Estou torcendo que tenha nascido olhos extras e uma cauda na filha Lannister. — Elia brincou, soltando as mãos de seu irmão. Deitou-se de costas, contemplando o dossel da cama enquanto sentia o vai e vem das ondas contra a embarcação. Talvez essa fosse mesmo sua última viagem.

— Não se importa de eu também me interessar pelo gêmeo? — Oberyn perguntou, aparentemente curioso. Levantou-se da cama, indo em direção a mesa onde havia bebidas.

— Não vejo nada de tão especial nele. Desde que isso deixe mamãe satisfeita e me deixe em paz, foda-os juntos.
Oberyn riu.

— Ah, com certeza isso está nos planos.

Elia fechou os olhos e sorriu, realmente não achava nada de tão incrível nos Lannister

São extremamente lindos era sabido por toda Westeros, mas isso pouco lhe interessava.

Só queria a paz que tinha quando ainda não tinha sangrado, quando ainda não tinha corpo suficiente pra fazer sua mãe começar a planejar seu futuro.

Estava bem em todos os aspectos, seria a última na linha de sucessão do principado e Doran estava conduzindo Dorne com tranquilidade, também era jovem e muito inteligente. Ela não tinha preocupação alguma, até sua mãe despertar a ideia de que era chegada a hora de haver casamento e consolidação de alianças.”

Viajaram por dias, até enfim chegarem ao porto da cidade. Pela amizade entre a matriarca dornesa e à esposa da Mão do Rei, sabiam que não seria tão dificultoso serem aceitos para chegar até o castelo.

Se estabeleceram, foram bem tratados apesar da animosidade presente nos rostos de Tywin e Cersei, tal como Elia tinha imaginado.
Linda e furiosa, essa poderia ser uma descrição fiel da menina Lannister.

Também eles chegaram no meio de uma grande perda, Joanna Lannister falecera ao dar à luz ao pequeno Tyrion, que diziam ser um bebê deformado. Tudo isso aconteceu um pouco antes deles chegarem a cidade real, talvez algumas horas deles terem aportado.

Passado os dias de luto, a mãe de Elia sugeriu ao Tywin um possível casamento ou dois. Dorne se juntaria finalmente, tornando-se um dos Sete Reinos.

Então o patriarca Lannister com toda sua pomposa arrogância declinou da proposta, expondo que Cersei iria se casar com alguém melhor que o próximo sucessor do principado de Dorne, ela se casaria com Rhaegar Targaryen e mais, não era interessante pra ele casar Jaime com uma dornesa que nem tinha tanta beleza.

Quando tudo isso chegara aos ouvidos de Elia, ela estava com Oberyn ao seu lado, que ficou furioso, não pela desfeita da proposta e sim pela ofensa ao seu povo. A ofensa foi muito clara, os de pele acastanhada das terras quentes de nada valia aos olhos dos pálidos dourados, e de nada adiantaria continuar ali por mais tempo.

Até que ela soube que sua mãe já tinha outro plano em mente.

Um plano que mudaria todo seu futuro.


Pobre Elia.

Notas finais
Então, ficou legal ou me distanciei da personagem? Temos poucas informações sobre ela e eu acho isso uma droga, pois até nisso a coitada foi injustiçada, tio George, espero de coração que fale mais da Elia. Façam sugestões, dêem críticas. Gente, não será uma história longa, os capítulos não são tão grandes e focam nos fatos principais da vida dela. Já tenho uma boa base e creio que não chegará a ter mais de dez "episódios". É isso, um grande beijo no estilo de Dorne, molhado e mortal.