Princesa da Neve.
8 Em busca de Elsa, novamente.
Notas iniciais
Em algum lugar no subterrâneo, uma mulher loira tentava sair das profundezas, enquanto era observada pelo Bicho Papão. Ele tinha em sua face um sorriso de quem apreciava tudo aquilo. Elsa tentou quebrar as paredes com os seus dons, mas estavam fracos, pois Breu a colocou diante de um vilão pior do que todos para o gelo. O calor. Ao seu lado, uma fogueira enorme queimava. Sua testa estava suada e seu corpo fraco.
– Lutar é inútil Elsa. – disse Breu.
– Mas eu lutarei até o fim. – ela disse com a voz carregada de ódio.
– Isso só lhe trará mais fraqueza, minha querida.
– Não me chame de querida! – ela gritou.
O Bicho Papão deu uma gargalhada alta e sinistra. Elsa o olhou enfurecida e tentou acertar um raio de gelo nele, que sumiu às sombras. A rainha se sentia frágil, sua vista escurecia, mas não tinha como sair dali. Além de estar perto do fogo – o que a enfraquecia –, estava trancada com um dos mais novos poderes que Breu adquiriu no exílio. Em seu pensamento, apenas uma garotinha imperava. A sua filhinha. Onde Ella estaria? O que estava fazendo nesse instante?
(...)
Em Arendelle, todos estavam reunidos no gabinete de Elsa. Jack, Anna, Kristoff, Fada do Dente, North, Coelhão, Olaf, Olívia e até Sven. Todos estavam reunidos por um propósito apenas.
– Precisamos encontrar a Elsa. – Ella disse sentada em um canto. – Eu me candidato para essa missão.
Todos a encararam de supetão.
– Mas Ella, foi o Breu quem te sequestrou no passado, ele pode te torturar ou fazer coisa pior com você querida! – a Fada tentou argumentar.
– Mas a Elsa é minha mãe, nada mais natural de que eu vá à busca dela. – disse.
– Eu te entendo querida, mas pode ser perigoso... – North disse. – É necessário que alguém te acompanhe...
– Eu me ofereço para ir. – o Coelhão disse abaixando um pouco as orelhas.
– Eu lhes agradeço muito pela preocupação. – Ella disse sorrindo para os dois. – Mas eu acho que a Elsa gostaria de que eu e o Jack fôssemos ao seu encontro. Então nós dois iremos, e vocês nos dão cobertura. Iremos precisar de muita...
Nesse instante, um cavalo negro irrompe a sala, relinchando com graciosidade. Os olhos da loira se detém em uma figura enorme de um homem de preto. Ela já havia o visto antes. Estava mais no canto, ele não a percebera ali. North tomou frente e ergueu a sua espada na direção do mesmo.
– Eu pensei que tivéssemos te mandado para longe. – disse com o seu sotaque russo.
– Pensou errado, meu velho. – o homem disse. – Ainda há crianças no mundo que acredita no Bicho Papão.
Ele curvou a cabeça para o lado e piscou para Ella, então, sumindo. Jack a abraçou de lado, como se a protegesse de tudo. Ella gostou disso. Proteção. Era disso que precisava agora.
– O que foi isso? – a Fada perguntou.
– Não sei. – Coelhão falou. – Uma ameaça?
North arregalou os olhos.
– As crianças! É isso! Ele sequestrou a Elsa porque queria que nós nos afastássemos de nossos afazeres para lhe proteger. Por ela ser a aprendiz de Jack, ele sabia que ela era mais do que a mãe de sua filha! Desde o começo era tudo um plano! Eu... não sei dizer... isso é muito irritante da parte dele!
– Precisamos voltar ao Polo. – disse Jack. – Eu vou na frente.
Ele pegou o cajado e saiu voando pela janela, mas algo o enfraqueceu e o fez cair em uma queda de mais de quatro metros.
– Jack! – Ella gritou estendendo a mão para ele.
A garota correu e fez o mesmo gesto que o pai fez. A loira o segurou pelo braço antes que pudesse atingir ao chão. Ele a encarou abismado e sorriu. Ella o levantou até uma árvore, onde pararam para recuperar o fôlego.
– Você sabe voar! – ele comentou assustado.
– Eu sei. – Ella sorriu corada. – Precisamos ir ao Polo, não podemos deixar que as crianças parem de acreditar em vocês! Eu dirijo e você guia.
Sim, a garota sabia tudo sobre os Guardiões, já que tiveram muito tempo para se conhecerem melhor, ou nem tanto. Eles voaram junto ao vento para o Polo, onde apenas os iaques cuidavam da segurança. Minutos depois de terem chegado lá, o coelho, a Fada e North chegaram lá, e então, Sandman apareceu em sua nuvem dourada.
– As luzes. – Ella sussurrou. – Elas estão apagando!
Muitas luzinhas douradas estavam ficando escura, assim como há anos atrás. Jack se sentia culpado por dar mais atenção a Ella do que a todos os pequenos. Instantaneamente se lembrou de Jamie e de Sophie, e de sua irmã. Todas as crianças que acreditavam nele. Mas Elsa era a escolhida. O que ela diria se estivesse ali? Que ele deveria protegê-los? Que deveria lutar por eles? É isso!
– Precisamos deter o Breu. – North disse.
– Mas a Elsa está com ele, pode acontecer alguma coisa contra ela. – indagou Jack.
– Vocês cuidam do Breu. Eu vou atrás da Elsa. – Ella disse com convicção.
– Está certa disso, minha filha? – Jack perguntou.
– Mais certa do que nunca. Elsa é minha mãe, e não há pessoa melhor no mundo para salvá-la agora do que eu.
O Guardião assentiu, enquanto via a filha ganhar altitude e sumir na luz da lua.
– Que o homem da lua lhe proteja, minha criança.
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