Princesa Sparta: A Herdeira de Cronos - 1 Temporad
20 Batalha contra o Círculo Mortal - Felipe
— Eles chegaram!
Felipe se pôs de pé em um salto quando viu Vitor subir correndo a ladeira da favela. Até que o Circulo Mortal havia demorado para atacar.
— Muito bem, pessoal! Já sabem o que fazer, aos seus postos!
Assim que Felipe acabou de dar a ordem, todos os membros de sua gang saíram correndo para seus respectivos lugares. Um grupo, que continha os melhores atiradores, correu para onde estava Vitor e depois se dividiram em quatro grupos menores e correram na direção das entradas que davam acesso à favela.
Julia seguiu Felipe até a entrada principal. Ali seria concentrado o maior ataque e era ali que estavam a maioria dos Calibres.
O filho de Zeus passou na frente de seus comparsas e subiu em cima de uma pirua que servia de barreira para impedir que os carros da gang rival subissem, rasgando, ladeira acima.
— O que vocês querem?
Uma garota, aparentemente um pouco mais velha que Felipe, saiu de um dos carros e disse:
— Matar vocês.
A afirmação foi seguida por vários gritos de aprovação vindos dos membros do Circulo Mortal.
— Muita presunção da sua parte.
— Muita covardia da sua colocar essas carroças para nos impedir de entrar. Está com medo?
— Medo, eu? Acho que quem está com medo é o seu chefinho. Por que ele não sai de Santos e vem aqui me encarar de frente?
Foi a vez dos Calibres gritarem em aprovação. O mandante do Circulo Mortal morava em Santos na favela onde originalmente a gang havia nascido. Devido a sua força e influencia, Capão havia conseguido expandir o Circulo Mortal para a capital de São Paulo.
— Ele não manda em nada aqui, eu estou no comando. Vou avisar só uma vez: tire essas piruas da frente e vamos lutar de igual para igual ou serei obrigada a mandar meus comparsas esmagarem vocês feito insetos.
Felipe olhou em volta e viu que todos os moradores inocentes já haviam entrado em suas casas e trancado as janelas. Estavam parcialmente seguros.
— Acho que não vai rolar.
Ele ergueu a mão e os atiradores, que haviam sido colocado a postos nos telhados das casas próximas a entrada, saíram de seus esconderijos e apontaram suas submetralhadoras para os carros do Circulo Mortal.
Por um momento a jovem hesitou e então um sorriso apareceu em seus lábios.
— Como queira.
Ela sacou sua arma e deu um tipo para o céu. Era um sinal.
Na hora ouviram-se tiros vindos dos outros pontos da favela. Estavam atacando também nas outras entradas. Felipe se jogou para trás da pirua rápido o suficiente para evitar uma saraivada de tiros. Ele ouviu os carros acelerando.
— Se afastem da barreira!
Seus membros se espalharam e sacaram suas armas. Os atiradores do telhado trabalhavam com todo o vigor e o impacto dos carros na barreira improvisada estava sendo tão forte que uma pirua foi arrastada para o lado e abriu caminho para três carros.
Muitos dos membros do Circulo Mortal, que se aventuraram a escalar a barreira, foram atingidos e caíram no chão no mesmo instante. Felipe viu Julia se agachar atrás de um carro que estava estacionado na rua e disparar tiros em direção às rodas dos carros invasores que pararam logo em seguida.
Os inimigos que estavam lá dentro saltaram para a batalha e mais tiros foram disparados. Um homem de mais ou menos vinte e cinco anos surgiu na frente de Felipe e afastou seu braço, impedindo-o de usar a arma.
Felizmente o filho de Zeus era treinado para situações como aquela. Ele aplicou toda a sua força em uma cabeçada bem aplicada que deixou o inimigo zonzo durante tempo suficiente para Felipe envolver sua cintura com os poderosos braços e joga-lo no chão.
Usando os joelhos para prender os braços do agressor ao chão, Felipe pôs a socá-lo continuamente no rosto. Quando percebeu que seu rival estava desacordado, ele levantou sua cabeça pelos cabelos e bateu-a no chão com força. Alguém o agarrou pelas costas.
Usando a força de suas pernas, o príncipe deu um impulso para trás e recuou até bater seu agressor contra a parede. Projetou o braço para trás e acertou a lateral da cabeça do sujeito com o cotovelo direito varias vezes seguidas. Sentiu as mãos que o seguravam se afrouxarem e aproveitou a oportunidade para se libertam com um solavanco.
Virou-se e bateu com a coronha da arma na testa do garoto que o havia segurado. Ao vê-lo cair ao chão, Felipe se afastou e se agachou atrás de uma caçamba de entulho. Disparou tiros na direção dos invasores e ouvia alguns projéteis batendo inofensivamente contra o ferro da caçamba que o protegia.
Olhou para Julia mais a frente, agachada atrás do carro. Um homem se aproximou da filha de Hades por trás, mas ela era mais forte do que parecia. Com uma cambalhota para a frente, Julia o jogou ao chão e ficou por cima, apertando-lhe o pescoço com as duas mãos. Felipe não precisava estar muito próximo para saber que os olhos dela deveriam estar brilhando com o ardor da batalha e da morte.
Com mais uma pequena analise em volta, viu que a situação estava parcialmente controlada. Um atirador caiu do telhado alguns metros ao lado da caçamba. Cronometrou o tempo dos tiros e disparou rua acima na direção da segunda entrada mais próxima.
Foi um alivio ver que as coisas por ali também estavam indo a favor dos Calibres. Correu e se juntou à luta. Atirava nos alvos distantes e dava coronhadas a direita e a esquerda em qualquer um que ousasse se aproximar o suficiente.
Depois de mais alguns minutos todos os invasores haviam sido nocauteados, mortos ou fugiram. Realmente havia sido sorte ele ter pensado nas barreiras. Se não fosse por elas, os membros do Circulo Mortal teriam entrado com facilidade e metralhado todos.
Forçou os ouvidos para ver se ainda se ouvia algum tiro, mas tudo estava em paz. Voltou por onde havia vindo e desceu a ladeira na direção da entrada principal.
Quando virou uma esquina viu que Julia corria em sua direção. Um filete de sangue escorria de seu nariz.
— Felipe, o Vitor foi atingido.
Os dois desceram a ladeira correndo e o líder pôde ver um aglomerado de pessoas em volta de um corpo. Um corpo que estava a alguns metros da caçamba onde Felipe esteve protegido alguns minutos atrás.
O filho de Zeus empurrou os outros e se ajoelhou ao lado de seu melhor amigo que agora não passava de um corpo inerte no chão. Suas pernas e braços estavam quebrados em ângulos estranhos devido à altura que Vitor havia caído.
— Alguém viu quem foi? – Olhou em volta, pingando de ódio.
— Foi aquela mulher que falou com você no inicio. – Quem falava era uma garota de mais ou menos dezesseis anos. — Ela não atravessou a barreira, ficou atirando do lado de fora. Depois que viu como as coisas estavam a nosso favor, entrou no carro e fugiu.
Felipe não sabia quem era aquela mulher, não fazia ideia de como se chamava ou quem pensava ser. Porém ele sabia de uma coisa: iria caça-la e mata-la nem que fosse a ultima coisa que ele fizesse.
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