Princesa Serpente - Secret
1 Visita a Rua dos Alfeneiros
Notas iniciais
Aproveitem.
PS: Essa é a roupa que Safira está usando. http://www.polyvore.com/safira_going_to_privet_drive/set?id=45767538
O que acham?
POV Safira
Já era tarde da noite, por volta de umas 22:00. Já havia jantando e agora Opalas estava jantando tranquilamente um ratinho que eu havia lhe dado. Quando eu estava pegando minhas coisas para tomar banho ouvi a campainha tocar e o retrato da Sra. Black, ou como eu infelizmente tenho que assumir, minha avó, começou a gritar pela casa.
- SANGUES-RUINS, ESCORIA DA TERRA, SUJANDO MINHA CASA, MESTIÇOS, DESGRAÇADOS.
Desci correndo até chegar a ela e fechei as cortinas para que ficasse quieta.
- Mulher maluca. – eu disse aliviada
- Muito Obrigado, Sirius.
Eu ouvi alguém falando lá de baixo com meu pai, de imediato não sabia de quem era, mas ai meu pai me chamou.
- SAFIRA DESÇA AQUI. – ele gritou.
Entendo de quem ele puxou a voz. Ao descer percebi que o homem que tinha entrando em casa era Dumbledore.
- Professor, o que faz aqui? – eu disse espantada.
- Boa noite, minha cara. – ele disse sorrindo amigavelmente – Eu gostaria de lhe fazer um convite!
- Um convite? – não sabia exatamente do que se tratava. – Claro senhor.
- Já falei com seu pai que hoje eu tenho uma missão um tanto que peculiar... e gostaria que você viesse comigo para – ele me encarava de um modo tranquilo – me acompanhar.
- Ora é claro! – eu respondi rapidamente – Pai?
- Claro. – Sirius parecia relutante, mas eu sei que ele acreditava plenamente em Dumbledore.
Subi as escadas correndo para me arrumar, cheguei ao meu quarto e Opalas já estava rastejando para de baixo da minha cama, se preparando para dormi, corri ao armário e peguei minha calça social preta favorita, uma camiseta azul e uma das minhas capas de inverno, eu não sabia explicar por que, mas essa noite estava estranhamente fria, me vesti correndo, prendi os cabelos e desci.
Dumbledore me esperava na porta. Antes de ir eu dei um abraço rápido no meu pai e corri para fora. Há essa hora não há muito movimento, não passavam muitos carros e a maioria dos trouxas estava em casa.
- Onde nos vamos, professor?
Eu estava ansiosa, mas ao mesmo tempo nervosa. Sabia que fosse o que fosse, era importante, Dumbledore não chegaria ao ponto de me chamar se não fosse.
- Iremos à casa de seu amigo, Harry!
Na mosca. Pelo que sei qualquer coisa que se refira a Harry é importante.
- Mas... para fazer o que?
- Logo você verá.
- Tudo bem.
Quando nós paramos estávamos na pracinha que ficava em frente de casa.
- O que houve professor?
- Pegue no meu braço sim – ele estendeu o braço – Temos que chegar logo.
Não entendi, mas segurei seu braço, depois disso não conseguia mais descrever o que estava acontecendo, parecia que algo me puxava pelo umbigo e me rodava pelo ar, começava a ficar tonta ate que... PUF, chegamos. Chegamos a uma rua estreita e escura iluminada somente por algumas... Coisas que estavam pela rua.
- Esta tudo bem? – perguntou Dumbledore tirando um negocio estranho do bolso.
- Claro! – eu disse confiante como uma estranha vontade de não ter jantado.
Dumbledore sorriu e logo em seguida pegou aquela negocio e começou a apagar as luzes que iluminavam a rua. Tudo ficou escuro não se enxergava quase nada a não ser por mais luzes que saiam das casas. Aqui era bem mais iluminado que o Largo Grimmauld, o que me fez achar que esse era um típico bairro de pessoas de classe média, exibicionistas e que parece que saíram de algum seriado ruim de “famílias perfeitas”.
Dumbledore começou a andar pela Rua... Rua dos Alfeneiros e foi até no numero 4 se não me engano. Corri atrás dele e lá, batemos numa porta.
POV Petúnia
Tarde da noite, Valter estava na sala e Dudinha comendo uma laranja por causa de seu regime e o Potter... aquela aberração esta no quarto. HUMPF espero que volte para o mundos das aberrações ou sei lá o que o quanto antes. Ao lugar onde ele e minha “irmã perfeita” pertencem.
DING DONG
Campainha? Essa hora? Será que esses vizinhos não fazem mais nada além de me importunar e cobiçar o MEU filho perfeito?
- Quem será que está tocando à uma hora dessas? – Valter exclamou com impaciência e foi atender a porta enquanto eu voltava a cozinha para preparar a dieta de Duda.
- Boa-noite. O senhor deve ser o Sr. Dursley. Será que Harry não o preveniu que eu viria buscá-lo?
Ouvi uma voz grossa na porta e ainda falando do Potter olhei e vi parado à porta, estava um homem alto e magro, com barbas e cabelos prateados até a cintura. Usava oclinhos de meia-lua encarrapitados no nariz torto, uma longa capa de viagem e um chapéu cônico. E uma garota que ficava claramente avaliando cada detalhe da casa, mas com um rosto que demonstrava falta de interesse, parecia que não se impressionava com nada. Como ela ousa não apreciar a minha casa impecável? Devia ser mais uma aberração daquele lugar.
Mas é claro, não sei como não reparei antes, ela era uma daquelas pessoas esquisitas que vieram nos ameaçar á algum tempo na estação King’s Cross por causa daquele garoto, mas agora ela estava bem vestida e tinha os cabelos presos, espero que ela pare de encarar minha casa e... OH Potter desceu, ótimo.
POV Escritora
- A julgar pelo seu ar aturdido e descrente, Harry não o avisou da minha vinda – disse Dumbledore em tom amável. – Mas vamos presumir que o senhor tenha me convidado, cordialmente, a entrar. Não é sensato demorar demais à soleira das portas nestes tempos perturbados.
O bruxo cruzou o portal com elegância esperou uma Safira entrar desconfiada e assustada e fechou a porta ao passar.
- Faz muito tempo desde a minha última visita – falou Dumbledore, olhando por cima dos óculos para o tio Válter. – Devo dizer que os seus agapantos estão bem floridos.
Válter continuou calado. Harry não duvidou que o tio logo recuperasse a fala – a veia que latejava em sua têmpora estava quase explodindo. Mas alguma coisa em Dumbledore parecia ter lhe roubado temporariamente o fôlego. Talvez fosse a sua inegável aparência bruxa ou o fato de que mesmo o tio Válter podia perceber que ali estava um homem muito difícil de intimidar.
Safira começou a encara Harry que estava na escada e que a encarava de volta, os dois sorriam.
- Ah, boa-noite, Harry – cumprimentou Dumbledore, erguendo a cabeça para olhá-lo através dos óculos com ar de satisfação. – Ótimo, ótimo.
Tais palavras pareceram despertar o tio Válter. Em sua opinião, era óbvio que qualquer homem que pudesse olhar para Harry e dizer "ótimo" era alguém com quem ele jamais concordaria.
- Não quero ser grosseiro... – começou ele, em um tom que ameaçava se tornar grosseiro a cada sílaba.
-... Contudo, a grosseria acidental ocorre com alarmante frequência – Dumbledore terminou a frase, sério. – É melhor não dizer nada, meu caro. Ah, e esta deve ser Petúnia.
A porta da cozinha se abrira, revelando a tia de Harry, de luvas de borracha e um robe por cima da camisola, visivelmente interrompendo sua receita sem calorias para tentar diminuir o tamanho de Duda. Seu rosto cavalar expressava apenas choque.
- Alvo Dumbledore – informou o bruxo, já que o tio Válter não o apresentara. – Temos nos correspondido, é claro. – Harry achou que era um modo esquisito do diretor lembrar à tia Petúnia que certa vez lhe enviara uma carta explosiva, mas ela não protestou. – E esse deve ser o seu filho Duda, não?
Naquele instante, Duda espiara à porta da sala de estar. Sua cabeça grande e loura, emergindo da gola listrada do pijama, parecia estranhamente separada do corpo, a boca aberta de espanto e medo. Dumbledore esperou um momento, aparentemente para ver se os Dursley iam dizer alguma coisa, mas, como o silêncio se prolongasse, ele sorriu.
- Oh sim, já ia me esquecendo. Esta é Safira. Safira Stevens – Dumbledore fez um gesto em sua direção – Ela uma de nossas melhores alunas de Hogwarts.
- Prazer – disse agora tentando ser educada.
- Stevens!? – disse Petúnia automaticamente.
- Sim. – disse Safira que se assustou com o olhar intimidador que Petúnia lhe lançava. Parecia uma mistura de espanto, medo e nojo.
Quando o clima parecia que ia começar a ficar pesado Dumbledore falou.
- Posso presumir que os senhores tenham nos convidado a sentar em sua sala de estar?
Duda afastou-se depressa do caminho quando Dumbledore e Safira passaram. Harry, ainda segurando um telescópio e os tênis, saltou os últimos degraus e acompanhou Dumbledore e Safira, que se acomodaram no sofá mais próximo da lareira enquanto Safira olhava ao redor da casa, como se examinasse em que tipo de ambiente Harry viveu durante todos esses anos.
- Não vamos embora, professor? – perguntou Harry ansioso.
- Certamente, mas primeiro há umas questões que precisamos discutir. E preferia não fazer isto ao ar livre. Por isso, vamos abusar da hospitalidade dos seus tios por mais uns minutinhos.
- E como vão!
Válter Dursley entrara na sala, Petúnia ao seu lado e Duda, mal-humorado, atrás deles.
- É – disse Dumbledore com simplicidade. – Abusaremos.
E sacou a varinha com tanta rapidez que Harry mal chegou a vê-la; a um gesto displicente, o sofá arremessou-se para frente, atingiu os joelhos dos Dursley e os fez perder o equilíbrio e desmontar nele. A um segundo gesto com a varinha, o sofá voltou rapidamente à posição inicial.
- E é melhor fazermos isso com conforto – disse o bruxo cordialmente.
Notas finais
Até o próximo capítulo.
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