Notas iniciais
Desculpa, desculpa, desculpa, mil vezes desculpa. Falando sério, a escola tá uma coisa. Muito trabalho para fazer. Mas espero que gostem do capítulo.

Estava chegando o Natal e o castelo já estava decorado com os mais diversos enfeites, inclusive as habituais doze arvores de natal trazidas por Hagrid.

Harry estava novamente na posição de ser melhor amigo de duas pessoas que não pareciam que iam voltar a se falar. Quando resolveu passar um tempo com Hermione na biblioteca foi alertado pela amiga que algumas garotas, incluindo Romilda Vane, tinham comprado poção do amor de Fred e Jorge para dar para ele. E Hermione aconselhou Harry a convidar alguém para acabar com essa confusão.

Quando estavam saindo da biblioteca Harry estava pensando no que Hermione disse, sobre chamar alguém, mas só uma pessoa passou por sua cabeça.

– Aquela é a Safira? – perguntou Hermione.

De fato era Safira que estava na frente deles, mas ela não percebeu a presença dos dois, pois acabara de trocar outro selinho com Ernesto Mcmillan.

– Tchau – disse Safira quando os dois se afastaram.

– Até amanhã. – disse Ernesto. – Ah, oi Harry. Hermione.

Safira olhou para trás e viu os dois grifinórios parados olhando ela.

– Bem, já vou indo.

Ernesto deu um beijo na bochecha de Safira e foi andando até a sua sala comunal.

– Oi gente – disse Safira, parecendo um pouco vermelha.

Harry não falou nada, novamente ele estava ardendo de raiva de Ernesto. Ele tinha pensado em pedir para Safira acompanha-lo ao baile do Slughorn, ele não se importava se ela estava saindo com alguém ou não. Mas a cena que acabara de ver o fez perceber que Safira já deve ter convidado Ernesto para ir ao baile com ela, pelo menos ele percebeu isso antes de ser rejeitado.

– Oi Safira – disse Hermione.

– Então, o que estão fazendo por aqui?

– Estamos indo para a sala comunal.

– Certo. Bem, vou com vocês.

Quando Safira colocou sua bolsa no ombro a alça acabou rasgando e todo o seu material se espalhou pelo chão.

– Droga.

Ela usou a varinha para concertar os vidros de tinta e começou a juntar os pergaminhos. Harry se ajoelhou para ajuda-la.

– Vai na frente Hermione – disse. – Depois te alcançamos.

– Tudo bem.

Depois de um minuto tudo estava dentro da bolsa e Safira a carregava nos braços.

– Obrigada pela ajuda.

– Não há de que.

Quando Safira ia dar as costas para Harry para ir para a sala comunal ele a chamou:

– Safira.

– Sim?

– Ah... quem você vai levar para a festa do Slughorn?

– Ninguém.

Ao mesmo tempo em que Harry ficou confuso, já que pensava que ela iria com Ernesto, ele ficou muito feliz, mas tentou ao máximo não demonstrar.

– Sério?

– É. Eu não vou aquela festa.

– Como assim?

– Eu não quero ir. Não sou muito fã de festas e o Slughorn não pode me obrigar a ir, não importa se a rainha da Inglaterra ou Merlin esteja lá.

– Certo.

Uma coisa inesperada aconteceu, Safira beijou a bochecha de Harry. Quando ele olhou para ela viu que estava apontando para alguma coisa. Harry olhou para o alto e viu um visco. Ele pensou que era por isso que Safira e Ernesto se beijaram quando ele chegou.

– É melhor irmos.

Harry seguiu Safira até a sala comunal, mal chegou lá e Romilda Vane lhe ofereceu uma bebida, lembrando-se do conselho de Hermione ele recusou, mas depois ela lhe deu uma caixa de caldeirões de chocolate que Romilda disse ter ganhado da avó. Ele pegou a caixa e se afastou.

*

Harry estava indo para a festa de Slughorn acompanhado de Luna Lovegood, que usava um vestido prateado com estrelas. Mal chegou lá e Slughorn o estava apresentando a um ex-aluno que estava muito interessado em fazer sua biografia. Mas se afastou ao avistar Hermione, que estava fugindo de Córmaco McLaggen.

Houve um momento que Slughorn estava elogiando as habilidades de para poções, e o garoto viu uma pessoa que ele não esperava: Safira.

Ela usava um longo vestido preto de uma manga só (que Harry achava que já tinha visto em algum lugar), seu cabelo estava em um coque lateral propositalmente bagunçado com uma rosa de prata presa nele, segurava uma pequena bolsa de mão, e na mão direita usava o anel que Sirius lhe deu no natal do ano passado. Sem falar na sombra preta que realçava seus olhos e o batom vermelho.

Harry não sabia que palavra usar para descrevê-la, até mesmo perfeita parecia pouco.

– Oi Harry.

Safira teve que levantar um pouco o vestido para não pisar na barra ao andar, e Harry viu que Safira usava um pequeno salto preto. A única coisa que o incomodava em ela estar linda, é que outras pessoas reparavam. Alguns homens, entre eles convidados de Slughorn, olhavam para Safira por alguns segundos, depois voltavam ao que estavam fazendo.

– Pensei que você não iria vir – disse Harry por fim.

– Por que ela não viria? – perguntou Slughorn.

– Bem... é que... – Harry não sabia o que dizer, mas não podia revelar que Safira detestava essas festas e havia optado por não vir.

– Hoje à tarde eu estava com muita dor de cabeça, e achei que não daria para eu vir, mas estou melhor agora.

– Iai Harry.

Uma menina de cabelos loiros apareceu segurando um salgadinho em uma das mãos e um copo de suco de abóbora na outra. Ela também usava um vestido preto, mas mais curto que o de Safira e de alça, usava maquiagem trouxa de forma que seus lábios estavam com um leve tom dourado e usando uma sombra prata.

– Lina? Você veio com quem?

– Comigo – disse Safira. – Ernesto não gosta de festas e eu não iria forçá-lo. Então trouxe Lina. Que a propósito foi quem me emprestou a maquiagem.

– Você ainda não me disse o que tem na bolsa – disse Lina.

– Só uma velha máquina fotográfica. Achava que teria alguma coisa para fotografar, mas acho que me enganei.

– Sua mãe adorava tirar fotos – disse Slughorn. – Sempre que acontecia algo importante ela estava com uma câmera em mãos. Safira, eu poderia tirar uma foto sua com Harry?

– Para que professor?

– Eu guardo muitas fotos de meus ex-alunos, e adoraria ter uma de vocês para a minha coleção. Tenho certeza que você e Harry irão fazer grandes coisas no futuro.

Harry conhecia a Safira bem o bastante para dizer que, mesmo com um leve sorriso no rosto, no funda ela estava dizendo: “Não quero fazer parte de coleção nenhuma”.

– Acho que não tem problema. Harry?

– Bom... por mim tudo bem.

– Vou pegar o Harry emprestado só um minutinho Luna, depois eu te devolvo.

– Está tudo bem – disse Luna com sua voz sonhadora.

Safira entregou a câmera para Slughorn e foi para o lado de Harry, mas Slughorn pediu para que eles se aproximassem mais, teve um momento que eles estavam tão próximos que Harry pensou em por a mão na cintura de Safira, e inconscientemente foi isso que eles fez. Assim que a foto foi tirada Harry tirou a mão da cintura dela, para só então ele perceber que a mão dela estava em seu ombro.

– Não me entenda mal, foi só para a foto – Safira sussurrou para Harry.

– Bem como eu estava dizendo, Harry tem uma grande habilidade para preparar poções, igual à mãe.

Chegou uma hora que Slughorn chamou Snape para parabenizá-lo por ter sido um ótimo professor de Poções para Harry, até que Snape falou que não achava que tinha conseguido ensinar algo a Harry.

Quando chegou no assunto do futuro do garoto, Luna fez um comentário engraçado sobre os Aurores do Ministério, fazendo tanto Harry, quando Safira e Lina rirem.

Então ele viu algo que era certo elevar sua animação às nuvens: Argo Filch vinha em direção ao grupo arrastando Draco Malfoy pela orelha.

– Professor Slughorn – chiou o zelador, as bochechas tremendo e nos olhos saltados o brilho maníaco ao descobrir malfeitos. – Encontrei este rapaz se esgueirando por um corredor lá de cima. Ele diz que foi convidado para a sua festa e se atrasou na saída. O senhor lhe mandou convite?

Malfoy se desvencilhou do aperto de Filch, furioso.

– Está bem, não fui convidado – respondeu com raiva. – Eu estava tentando penetrar na festa, satisfeito?

– Não, não estou! – retrucou Filch, uma afirmação em total desacordo com a alegria em seu rosto. – Você está encrencado, ora se está! O diretor não avisou que não queria ninguém nos corredores à noite, a não ser que a pessoa tivesse permissão, não avisou, eh?

– Tudo bem, Argo, tudo bem – disse Slughorn, com um aceno de mão. – Hoje é Natal, e não é crime ter vontade de ir a uma festa. Só desta vez, vamos esquecer o castigo; você pode ficar, Draco.

– Ótimo – disse Safira em voz baixa.

Harry viu que seus olhos demonstravam um enorme desgosto em ter Draco por perto, talvez raiva.

Havia uma série de coisas que estavam incomodando Harry, uma delas era o fato de Malfoy parecer infeliz de estar lá e Snape parecer receoso com alguma coisa.

Draco começou o seu famoso puxa-saquismo com Slughon, então Harry reparou que ele parecia doente, tinha olheiras escuras e sua pele parecer acinzentada.

Ouve um momento que Draco olhou para os lados e avistou Lina, ela conversava com Safira sobre alguma coisa, mas quando seus olhos se encontraram com os de Draco ela desviou o olhar imediatamente e mexia de forma nervosa no copo que estava em suas mãos.

Depois de um tempo Snape chamou Draco para terem uma conversa.

Harry aproveitou a chance para segui-los, e ouvindo coisas que fizeram seus pensamentos dispararem, entre elas teve algo que lhe chamou a atenção, uma tal de “Voto Perpétuo”.

Notas finais
Bem, dentro de duas semanas vamos postar o próximo capítulo. Mas o que acharam desse, gostaram? O que acharam da roupa da Safira? Merecemos reviews? Até a próxima.