Notas iniciais
Oi pessoal. Então, eu sei que a maioria deve estar querendo lançar uma maldição imperdoável em nós por demorarmos tanto (eu estou querendo fazer isso em mim mesma). Mas como o pior já passou (final de ano para terceiranista não é fácil) prometemos ser mais rápidas. Sem contar que a Alesanttos está trabalhando em uma fic dela de PJO e eu estava escrevendo uma fic de Percy Jackson (trabalhar em mais de uma fic é complicado) e isso me distraía as vezes (mas não sei se vou chegar a postar ou não, ainda estou decidindo). O próximo capítulo não irá demorar muito para sair, afinal a inspiração voltou o/ Espero que aproveitem o capítulo e que tenha feito a espera valer a pena

Como explicar os últimos dias de forma simples?

Primeiramente o trabalho de Harry nos arquivos ia de chato para mortalmente monótono, Lina ainda tentava descobrir quem havia lhe enviado o colar que ainda se recusava a usar, Hermione continuava sua caça a identidade do Príncipe Mestiço (o qual suspeitava de ser uma garota), alguma coisa deixava Safira inquieta nos últimos dias e ela não revelava o que era, e a única coisa relativamente boa era que Harry quase não pensava mais no livro do Príncipe, sua cabeça estava cheia com outras coisas.

Quarta-feira à tarde. Depois de um dia cansativo de aula Harry finalmente retorna para a sala comunal. Nem podia acreditar que o ano letivo já estava acabando, o dia estava incrivelmente lindo, sem uma nuvem no céu, porém Harry estava cansado demais para sair para aproveitar. Não demorou muito para seus amigos aparecerem, porém Safira não estava entre eles. Harry começou a estranhar a demora dela, ficou se perguntando onde ela estaria. Quando a sala comunal estava começando a encher ela finalmente apareceu.

– Safira? Você está bem? – Harry levantou em um salto e foi para o lado da namorada.

Ninguém estranhou sua pergunta, afinal sob os olhos dela estava começando a brotar umas olheiras, como se fizesse dias que não dormia direito, sem falar que seu rosto parecia muito abatido. Embora tenha se achado um idiota por não ter reparado nas olheiras de manhã, Harry podia garantir que Safira não estava com uma expressão tão exausta antes.

– Está tudo bem. Só... só não estou conseguindo dormir direito.

– Por onde você andou que demorou tanto para chegar aqui? – perguntou Lina.

– Resolvi dar uma volta. Sabe, respirar um pouco de ar puro. – Safira forçou um sorriso. – Harry, que tal pegarmos nossas vassouras e irmos para o campo de quadribol?

– Agora?

– É que eu não queria ir sozinha e preciso me distrair um pouco.

– Talvez seja uma boa ideia.

Harry também precisava se distrair um pouco.

Os dois ficaram quase duas hora voando pelo campo de quadribol, como não tinham acesso as bolas que usavam no jogo, e nem uma bola qualquer, eles passaram a maior parte do tempo apostando corrida e brincando de pega-pega (sim, era algo meio infantil, mas Harry não dava a mínima), claro que o dono da Firebolt levava a melhor.

O dia foi incrivelmente tranquilo, algo que Harry não tinha há um bom tempo. Para falar a verdade ele estranhava esse clima tenso que surgiu de repente, mas essa era a última coisa que ele queria pensar. Enquanto iam para o Salão Principal para o jantar ao lado de Safira, ambos sem nenhuma pressa, ele pensava em coisas que ele poderia fazer nas férias ao lado dela e de Sirius (que ele ainda achava engraçado ser seu sogro). Seria bom ter pelo menos um dia normal e tranquilo ao lado das pessoas que ele amava, sem ter que se preocupar com profecias, em tentar sair vivo de uma luta mortal, um dia onde a coisa mais perigosa que poderia acontecer era Sirius fazendo ameaças a Harry caso ele magoasse Safira (algo que o bruxo achava até que um pouco engraçado, e imaginava que Sirius também achava).

Quando voltou a prestar atenção nas coisas que aconteciam ao seu redor, percebeu que a mão de Safira estava muito próxima da sua, e sem pensar duas vezes ele diminuiu essa distância e entrelaçou seus dedos nos dela. Obviamente a morena estava mais distraída que ele, pois quando sentiu o contato foi como se tivesse recebido uma pequena carga elétrica e seus olhos de repente ficaram mais atentos. Assim que percebeu que sua mão estava sendo segurada virou o rosto para o outro lado. Harry teve vontade de rir, imaginando que ele devia estar ficando corada agora.

Ambos passaram pelas grandes portas ainda de mãos dadas e se juntaram ao grupo. Nada de muito extraordinária aconteceu, o que tornava o clima mais agradável.

– Safira, me passa o frango? – disse Harry. – Safira? – não houve nenhuma resposta. Harry não sabia para o que, ou quem, ela estava olhando exatamente, mas sua cabeça estava virada em direção à mesa dos professores.

– Safira ele está te chamando. – disse Hermione que estava de frente para a morena.

– Desculpa. O que você disse?

– Frango.

– Certo – rapidamente ela entregou a bandeja com frango pra Harry e voltou a apoiar seu queixo na mão.

– Tá pensando no que?

– Bem... lembra da última aula que teve com Dumbledore?

O grifinório simplesmente acenou com a cabeça.

– Você pediu para ele te chamar se encontrasse, bem, você sabe o que. – ela começava a falar mais baixo. – Só estou meio nervosa. Pode ser perigoso.

– Teve algum ano que ele não fez algo perigoso? – perguntou Rony.

– Verdade. É só para não perder o costume. – concordou Lina, com um sorriso de diversão.

– Muito engraçado – disse Harry.

– Não deixa de ser verdade – disse Safira, colocando sua mão sobre a de Harry, que pendia ao lado de seu corpo. – Quando chegar a hora, tome cuidado e não faça nada imprudente.

Mesmo que conhecesse bem a garota, Harry não pode negar que havia momentos que ele não sabia identificar o que se passava na cabeça dela, esse era um desses momentos. Sua voz era de preocupação, mas seu rosto estava pensativo e sério, seus olhos pareciam estar tentando ver algo que estava muito distante, de forma que estavam desfocados.

– Não posso prometer nada.

Safira riu com esse comentário.

– De fato. No que estava pensando quando pedi para você prometer uma coisa dessas?

Não muito tempo depois todos estavam novamente na sala comunal. Enquanto conversavam Jimmy Peakes apareceu com um pergaminho e entregou para Harry.

– Obrigado – ele agradeceu, começando a desenrolar o pergaminho logo em seguida. – É de Dumbledore – disse depois de terminar de ler.

– Nossa. Uma hora dessas? – disse Lina.

De fato faltava pouco para o toque de recolher.

Os olhos de Safira estavam ligeiramente arregalados. O grifinório pensou na mesma coisa que ela.

– Bem, é melhor eu ir.

Dito isso passou correndo pelo buraco do retrato.

– Nossa, até parece que você previu isso Safira – disse Rony. – Você deve ter mais desse “dom da adivinhação” do que a Trelawney.

– Acho que pode chamar isso de sexto sentido.

Alguns minutos se passaram e ninguém disse uma única palavra. Enquanto observava a madeira sendo engolida pelas chamas, Safira, sem perceber, ficou batendo os dedos no braço da poltrona. Lina não tirava os olhos da amiga, esta por sua vez não parecia reparar em absolutamente nada que estava ao seu redor.

– Safira – disse Lina, segurando a mão da amiga cessando o movimento de seus dedos. – eu sei que está preocupada com o Harry, só que foi como dissemos, ele sempre se mete em encrencas mas no final volta inteiro.

– Tirando no segundo ano, quando ele ficou sem os ossos do braço – disse Rony. – E teve a vez que ele teve o crânio fraturado depois de um jogo de quadribol. Se bem que ele sempre dá um jeito de se machucar nos jogos. – Rony se perdia em pensamente a cada palavra, uma parte dele parecia se divertir com algumas lembranças. – E teve aquele incidente com os dementadores no tercei... – uma cotovelada de Hermione foi o bastante para fazer com que se calasse.

– Tudo bem, ele quase sempre volta inteiro. – disse Lina, com um olhar de reprovação pelos comentários do ruivo. – Porém volta vivo e se recupera rápido.

– Acho que vou dar uma volta – antes que terminasse a frase Safira já estava de pé.

– Falta pouco para o toque de recolher, não acho uma boa ideia. – disse Hermione.

– Desde que ninguém veja um aluno andando pelos corredores, não terá problema nenhum. – e com uma piscadela e um sorriso maroto a morena saiu pelo buraco do retrato e se apressou em encontrar um lugar sem ninguém por perto.

Assim que teve certeza que não havia ninguém por perto Safira abandonou sua forma humana e assumiu sua forma animago. Já estava ficando bem escuro, mas para garantir que não fosse vista ela usou os corredores que tinha certeza estarem completamente desertos a essa hora. Na verdade ela sabia que não precisava tomar muito cuidado, as únicas pessoas que sabiam que ela era uma animaga eram Harry e seus amigos, Sirius e mais uma ou duas pessoas de confiança.

Safira estava começando a andar sem rumo, porém uma coisa que não saia de sua cabeça era quando, ou se, Harry saiu com Dumbledore atrás dessa misteriosa Horcrux. Para responder essa pergunta ela avistou um Harry ofegante indo em direção ao Saguão de Entrada. Ela não pensou duas vezes antes de ir atrás dele.

Tomando o maior cuidado para não ser notada ela se aproximou da escadaria a tempo de ver Harry desaparecer sob a capa da invisibilidade. Dumbledore estava lá e assim que Harry desaparece começou a ir em direção aos portões da escola. Em momentos como esse Safira agradecia por possuir uma pelagem preta. Mesmo estando um pouco afastada ela conseguia ouvir parte da conversa dos dois. Quando os dois passaram em frente ao Três Vassouras a grande raposa ficou mais alerta, pois Madame Rosmerta surgiu empurrando uma pessoa para fora.

– ... E permaneça aí fora! Oh, olá, Alvo... você saindo tão tarde....

– Boa noite, Rosmerta, boa noite... me perdoe, eu estou indo ao Cabeça de Javali... Não se ofenda, mas eu prefiro uma atmosfera mais quieta hoje...

Assim que a dona do pub retornou para dentro Safira prosseguiu com sua perseguição. Na verdade ela estava se sentindo uma idiota, uma vez que os dois estavam do lado de fora tudo que ela poderia fazer era esperar do lado de dentro e se preparar para quando eles chegassem, e isso poderia ocorrer antes do que ela esperava, se tiverem sorte.

Depois que passaram pelo Cabeça de Javali, Dumbledore estendeu o braço para que Harry segurasse nele para, assim guia-lo em direção ao lugar onde teria que aparatar.

– No três – disse Dumbledore. – Um... Dois... Três.

Safira tinha certeza que, milésimos de segundo antes deles desaparecerem, Dumbledore olhou exatamente para o ponto onde ela se encontrava. Na verdade tinha poucas dúvidas se ele não olhou diretamente para ela.

Ainda um pouco receosa de ter sido pega fora dos terrenos de Hogwarts a essa hora da noite, a grande raposa voltou o mais depressa que pode. Mesmo que os portões estivessem fechados não seria nem um pouco difícil entrar no castelo, uma vez que Sirius fez isso há pouco mais de três anos.

*

Lina, Rony, Hermione e Gina estavam reunidos ao redor de uma das mesas da sala comunal olhando para o Mapa do Maroto, que estava cercado por pilhas imensas de livros e pergaminhos. Harry havia saído há quase cinquenta minutos e por enquanto as coisas estavam calmas. Lina e Hermione mantinham os olhos atentos na parte do mapa que se encontrava o corredor do sétimo andar, prontas para identificar qualquer pessoa que aparecesse repentinamente, já Rony e Gina ficavam de olho em Snape, que no começo ficou em sua sala e agora estava vagando pelo castelo sem um objetivo aparente. Rony ainda segurava as meias que escondiam a Felix Felicis, que foi combinado que só tomariam se realmente tivesse algum problema. Hermione possuía seu galeão falso em uma das mãos, prontas para mandar qualquer alerta de perigo para os membros da AD, sendo que alguns já estavam informados de que algo poderia acontecer logo. Lina ainda estava inquieta por não ter recebido respostas de Safira e teve um momento que queria largar sua posição para procurar a amiga e saber se está bem.

– Até agora nada – disse Lina.

– Será que o Harry não estava exagerando um pouco? – perguntou Rony. – Ultimamente ele anda muito neurótico com tudo isso.

– Sem contar que Safira realmente tem razão em uma coisa: se Snape não fosse de confiança Dumbledore não o defenderia tanto.

– Snape não é flor que se cheire.

– Rony, quase ninguém gosta dele, e eu entro nessa lista, mas antipatia é uma coisa e infelizmente eu tenho que admitir que acusar alguém de ser um traidor e ainda por cima um Comensal da Morte, é uma coisa séria.

– Olhem – Gina chamou a atenção de todos.

No corredor do sétimo andar, sem mais nem menos, surgiu um nome conhecido: Draco Malfoy. Porém não foi o único que apareceu, mais sete ou oito também surgiram de repente, e parecia que mais estava por vir.

Rony abriu o frasco da poção e tomou um pequeno gole, depois passou a diante.

– Mas e Safira? – perguntou Lina quando chegou sua vez, não tinha mais que o suficiente para um gole.

– Beba a sua parte, assim que a encontrarmos entregamos o resto para ela.

Lina se limitou em acenar com a cabeça, quando a poção tocou em seus lábios ela teve muito cuidado para não tomar o tudo que restava. Imaginou que se o frasco fornecia um dia de sorte, o que eles tomaram devia dar para umas duas horas. Esperava que fosse o suficiente.

Hermione pegou seu galeão e mandou a mensagem que esperava não ser necessária.

“Hogwarts foi invadida”

Notas finais
Então? Espero que não estejam com raiva suficiente para nos deixar sem algum comentário, né? Novamente lamentamos pela demora.