Princesa Pop
1 Capítulo 1 - Idas e voltas
Notas iniciais
boa leitura...
_Shikamaru? Caramba quanto tempo.
O moreno se virou e viu a mulher loira, linda, esbelta e com um sorriso gigante vindo em sua direção, então franziu a testa, quem era ela?
_Nossa você sumiu rapaz. –ele o abraçou carinhosamente.
_Desculpa, mas...
_Ah, fala sério, não se lembra de mim, seu bebê chorão?
_Temari... –só havia uma pessoa no mundo que o chamava assim. –Caramba, é você mesmo?
_Em carne, osso e purpurina. –ela riu a vontade.
_Nossa... Tipo... Nossa...
Ele retribuiu o abraço carinhoso, estava surpreso por vê-la depois de tantos anos.
_Precisamos por a conversa em dia né? –ela sorriu. –Quer tomar café?
_Seria ótimo.
Eles se encontraram no aeroporto internacional e era a volta de Shikamaru ao seu país de origem depois de sete anos morando fora. Saíra de casa assim que completou dezoito anos, foi pra uma universidade do outro lado do mundo pra garotos super dotados, depois disso, arrumou trabalho em uma grande corporação, onde trabalhou exaustivamente por anos sem pode sair, desde o inicio do estágio, e só agora voltava pra ver seus pais e seus amigos.
Na época de sua partida, Shikamaru não disse nada a ninguém, mas ele era loucamente apaixonado por Temari, a irmã mais velha de seu grande amigo Gaara Sabaku, mas a loira era cobiçada por todos os caras do colégio, e sabendo que nunca teria chance com ela, teve o incentivo que faltava pra ir embora, mas o problema é que nunca conseguiu se relacionar de verdade com outra garota, e Temari agora estava mais bonita do que nunca, ainda deixando seu coração batendo forte no peito.
Eles seguiram pra um café no aeroporto e se sentaram confortáveis nas cadeiras, depois fizeram seus pedidos e começaram a conversar.
_Nossa meu irmão não disse nada que você estava voltando, se não teria preparado uma festa surpresa. –ela riu divertida do jeito que ele sempre admirou.
_É que eu não contei pra ninguém, eu queria fazer a surpresa. Meus pais convidaram todo mundo pra um jantar, disseram que era por uma festinha sei lá do que, ai queria pegar todo mundo de surpresa.
_Você não tem jeito, sempre pregando peças na gente.
Os dois riram.
_Mas como está sua vida em Washington DC.?
_Melhor impossível. Finalmente posso trabalhar só quando quero, não posso reclamar do salário, e garanti o emprego como vitalício.
_Isso é ótimo.
_E você, como está? Casada e com filhos?
_Quem me dera... Nem namorado tenho.
_O que há com os homens desse lugar que não se aproximar de mulheres lindas como você? –ele disse sorrindo de canto.
_Acho que eles tem medo do meu gênio forte.
_Ah, isso com certeza dá medo. –ele abriu mais o sorriso.
Passaram horas conversando, até que o celular de Temari tocou.
_Não vai atender? –indagou Shikamaru percebendo a insistência do aparelho e a falta de interesse da loira.
_Não, não é importante. –ela desligou o celular e guardou no bolso. –Mas eu tenho que ir. Vai ficar até quando na cidade?
_Estou de férias, tenho um mês livre, mas devo ficar por aqui apenas uma ou duas semanas, depois quero viajar e curtir um pouco o mundo, conhecer novos lugares sabe?
_Sei como é... Bom então vamos nos ver de novo, certo?
_Mais é claro, nos vemos a noite não?
_Não perderia isso por nada.
_Só não vai espalhar a noticia e estragar minha surpresa em?
_Pode deixar, quero rir a beça da cara de baka do pessoal, se bem que você vai ter muitas surpresas também.
_Como assim?
_Não vou estragar o momento né? –ela deu uma piscadela, se levantando da cadeira. –Até mais tarde Shika. –ela beijou o rosto dele e se foi.
Shika... Nunca teve isso em nenhum outro lugar do mundo, e não importava quanto tempo passaria, quantos quilômetros se poriam entre ele e ela, Temari continuaria fazendo seu coração disparar e continuar a desejar aquela mulher com cada parte do seu ser.
Desde pequenos eles eram unidos, os dois e mais oito amigos, e tinha um carinho especial por cada um deles, mas aquela loira era diferente, tinha algo nela que o prendia, o sugava e nunca conseguiria esquecer sua paixão adolescente, porque agora ela era mais madura.
Claro, nunca sucumbira aquele sentimento, isso não ia ser diferente agora, no entanto, era bom de mais a ter por perto e poder desfrutar disso tudo mais um pouco.
Ele não sabia o que ela tinha feito da vida, não sabia o que tinha conquistado e nem o que havia mudado, mas o mais importante ele sabia, no momento nenhum outro homem a tinha como ele queria ter.
Temari foi pra seu apartamento e jogou a mala de lado, depois ficou olhando a vista pela sacada, e suspirou pesadamente pensando na grande loucura que fazia abandonando tudo, inclusive a maior viagem de sua vida apenas por alguns dias com Shikamaru e conseqüentemente seus amigos.
Deveria estar rumando pro auge de sua vida, pra conquistar a maior coisa que já tinha sonhado e agora se realizava, mas estava abrindo mão de tudo pro que era sua real felicidade.
Por sete longos anos se culpou por nunca ter dito ao moreno que sempre o amara, mesmo que platonicamente, afinal, este era o símbolo de sua fraqueza, o símbolo da única vez que não teve coragem de se jogar na vida e realizar suas vontades, a única vez que não fez o que devia fazer, porque se gostava dele deveria dizer e pronto.
Não, não esperava que ele resolvesse então lhe pegar nos braços e dizer que passariam o resto do seus dias juntos, mas pra Temari Sabaku, ter um símbolo de fraqueza em seu passado era desonra e com a vida lhe dando mais uma chance de reparar esse erro, ela não poderia perder.
Soltou mais um suspiro longo... A quem queria enganar?
Tudo o que queria ficando naqueles dias era poder estar perto dele, sentir aquela sensação engraçada que sempre aparecia em sua barriga e o ver sorrir da forma tranqüila e leve que ele sempre tinha, e pra isso acontecer não poderia ficar em sua casa, assim como não poderia levar as roupas que tinha em seu armário, mas não poderia também sair e fazer compras, então o que faria?
Depois de pensar um pouco, decidiu ir se encontrar com Tenten, e assim o fez.
_Temari? –disse a outra surpresa.
_Oi Tenten, posso entrar?
_Ah, claro... Entre.
Temari entrou na casa da amiga, de forma discreta e se deparou com Neji, o noivo de Tenten e um dos seus amigos também.
_Temari?
_Nossa, parece que viram um ET. –disse a loira sorrindo, fazendo força pra parecer descontraída quando ela mesma estava se sentindo em outro planeta.
_Desculpa, é que não esperávamos te ver tão cedo. –disse o moreno arqueando suas sobrancelhas masculinas e bem feitas sobre os olhos perolados.
_Pequena mudança de planos... E estou precisando de um favor, Tenten.
_Pode pedir.
_Preciso de algumas roupas emprestadas.
_Como é? Pra que? Você te um guarda roupas incrível, que toda mulher sonha em ter.
_Eu sei, mas é que não posso ser eu mesma por uns dias, e tudo o que tenho é chamativo de mais. Claro que há uma ou duas peças usáveis, mas de resto...
_Temari, sabe que vou te ajudar, mas porque não conta pra gente o que está havendo, estou ficando preocupada.
_Mais tarde eu explico tudo, mas no momento preciso mesmo de sua ajuda.
Tenten resolveu não fazer mais perguntas, sabia que era inútil, e assim fez o que a outra queria, e Temari acabou saindo de lá e indo pra sua antiga casa, onde morava com seus irmãos antes dos dois se casarem. Era um lugar discreto, afastado do centro e quase ninguém sabia que tinha morado ali.
À noite, foi pra casa dos pais de Shikamaru como o combinado, e assim que entrou todos olharam pra ela surpresos e quando a avalanche de perguntas iria se iniciar, Shikamaru apareceu, com um sorriso animado, fazendo todos realmente ficarem surpresos pela sua volta, mas tendo explicado o motivo de Temari estar ali.
_Nossa, que bom que está de volta, Nara. –disseram os rapazes.
_Mais charmoso do que nunca, em Shika. –brincou as meninas.
Mas não foi só os amigos que tiveram uma novidade, Shikamaru também ficou surpreso com tudo o que aconteceu em sua ausência.
Neji estava noivo de Tenten, Gaara se casara com Ino, assim como Sasuke com Sakura e Naruto com Hinata, este último casal aguardava a chegada do primeiro filho deles.
A noite passou de pressa, era muito papo pra por em dia, e entre uma bebida, um aperitivo e outro, Shikamaru não conseguia deixar de observar a Sabaku mais velha, que vestia uma calça jeans azul escura e uma bata roxa com um decote discreto, mas chamativo, prendendo os cabelos nas suas quatro maria-chiquinhas tradicionais e que ele sentira falta pela manhã, quando se encontraram.
Depois que os amigos foram embora pra suas casas compartilhadas, os dois solteiros ficaram na sala de estar se encarando.
_O que tem pra fazer agora? –ele indagou.
_Nada, vou pra casa dormir.
_Não quer sair e me mostrar como está a cidade?
Ela pareceu pensar mais do que deveria, mas acabou aceitando.
Temari mostrou todas as mudanças que se lembrou, e relembrou com ele os lugares que eles mais gostavam de passar algum tempo, e foi bem divertido, mas consumiu quase que a noite toda.
_Quer ir pra minha casa e tomar mais alguma coisa? –ela perguntou olhando o relógio e constatando que logo o dia iria amanhecer.
_Pode ser, a noite é uma criança né?
Eles foram pra antiga casa dos Sabakus e a familiaridade do local, trouxe os sentimentos que Shikamaru tinha, ainda mais a tona.
Eles beberam, conversaram até que o dia começou a nascer.
_É melhor eu ir embora, consumi toda sua noite.
_Não tem problema, eu adorei cada momento. –ela sorriu gentil.
_Eu também gostei, mas é melhor mesmo eu ir, preciso dormir um pouco, sabe como eu fico quando não durmo.
_Ah, me esqueci, estou com o senhor preguiça em pessoa.
Os dois riram a vontade, mas nenhum queria se separar do outro.
_É, deixa eu ir... –ele se ergueu e pegou a jaqueta jogada no sofá.
_Quando vai ter um tempo pra nos vermos de novo?
_Que tal amanhã? Hoje tenho algumas coisas pra fazer com meus pais.
_Claro, seria ótimo.
_Posso vir te buscar pra almoçarmos juntos? Depois poderíamos ir ao parque e observar os pássaros...
_Até você se deitar sob as arvores e ficar horas admirando as nuvens? –ela ergueu a sobrancelha desconfiada, o fazendo rir.
_Isso seria ótimo, mas se não quiser deitar comigo, podemos arrumar outra coisa pra fazer depois.
_Está bem, pode vir me pegar.
_Certo.
Ele se aproximou pra beijar o rosto dela e ela o mesmo, na confusão, seus lábios se tocaram involuntariamente, fazendo uma corrente elétrica percorrer seus corpos e os arrepiarem, fazendo os dois se olharem sem graça.
_Ah... Até amanhã.
_Até amanhã.
Shikamaru saiu dali sorrindo de orelha a orelha, e Temari foi dormir com os anjos.
Notas finais
um grande beijo e até o proximo...
Fale com o autor