Notas iniciais
Oii galera,demorei mas to de volta. u.u Triste por não ter nenhum comentário,acho que a fic tá ruim neh, ninguém comenta. = '( Apareçam leitores fantasmas,quero a opinião de vocês Okay

Abro meus olhos,e vejo que tudo não passou de um sonho, ou melhor ,um pesadelo.Não consigo dormir direito e quando durmo só tenho pesadelos.Minha mãe está ''preocupada'' comigo,então resolveu marcar uma consulta com uma psicóloga pra mim e...


_Alice,o café está na mesa.Levanta e se arruma que hoje eu vou te levar até a psicóloga. — diz minha mãe ao bater na porta


_Ta bem mãe,já to indo. — digo desanimada


Se pudesse ficaria o tempo inteiro sozinha,sem ter que falar com ninguém.Eu não quero falar da minha vida pra um estranho,contar o que me deixa triste e blá blá blá.Eu só quero ficar com o meu diário e contar tudo pra ele,porque ele não vai me julgar e não vai me dizer o que fazer.


Me levanto da cama e me arrumo.Chego na cozinha pra tomar café,sem nenhuma vontade de ver o rosto ameaçador da minha mãe.


_Alice,anda rápido,vamos na psicóloga e depois eu te deixo na escola. — diz minha mãe


_Eu preciso mesmo ir? — pergunto


_Alice já falamos sobre isso,você vai e pronto.Não quero ver você trancada dentro do quarto o dia inteiro ou então no cemitério com seu ''diário'',filha eu sei que você amava o seu pai mas ele não vai voltar e ir no cemitério não vai trazer ele de volta.


Eu engulo o café pra não falar nada.Me levanto rapidamente da mesa e vou para o meu quarto e minutos depois minha mãe abre a porta.


_Levanta dessa cama,já está na hora vamos.A Carol já chegou, vamos logo — diz minha mãe já nervosa.


*A Carol é a babá dos gêmeos,ela é nossa vizinha e todos os dias ela olha os pirralhos pra minha mãe ir trabalhar.*


(...)


Estou sentada em uma cadeira de uma sala bem iluminada no consultório da psicóloga,esperando chegar a minha vez pra minha mãe falar mal de mim e eu ter que falar da minha vida pra uma pessoa que eu nunca vi.


_Alice! Vamos lá — diz a psicóloga sorrindo para mim


Entro na sala e a psicóloga pede para minha mãe esperar do lado de fora.Nunca tinha visto essa mulher mas ela me parece muito familiar.


_Sente-se Alice — diz a psicóloga apontando para uma das cadeiras de frente a sua mesa.


Eu me sento olhando para o relógio,pensando na hora de sair daquele lugar.
Ela marca 1 hora em seu relógio.Olha pra mim e diz:


_Então Alice,porque está aqui? pergunta


_Porque minha mãe me obrigou -digo


_E porque ela fez isso? ela pergunta


reviro os olhos


_Pergunta pra ela! — digo


Ela me olha sem paciência,respira fundo e diz:


_Alice,eu só quero te ajudar.Mas você pelo visto não quer ajuda.


Fico encarado o relógio fingindo não prestar atenção nela.


_Então já que você não quer conversar,acho que vou ter que chamar sua mãe. — diz a psicóloga


Ela estava indo em direção a porta,mas eu digo:


_Espera!Talvez eu precise de ajuda. — digo de cabeça baixa


Ela sorri e se senta em minha frente


_Então me diga o que faz aqui e como posso te ajudar Alice — diz ela sorrindo pra mim


Eu a encaro friamente antes de responder.Respiro fundo e olho para aquela mulher com semblante triste e sofrido,parece que foi maltratada pela vida.


Eu não quero contar a minha vida pra ninguém,não quero ser a ''coitadinha'' que perdeu o pai.Dizem que sou durona , só porque não chorei pela morte do meu pai,mas não percebem que pra mim parece ser impossível chorar,eu simplesmente não consigo e as pessoas parecem não entender isso.


_E então Alice me fala — diz a psicologa


_Mas eu nem sei por onde começar — digo


_Me diz o que te deixa triste Alice


_A ausência do meu pai — digo


_O que aconteceu com ele? -pergunta


_Morreu num acidente de carro — digo triste


Só de me lembrar eu tenho tanta vontade de chorar,se eu conseguisse chorar acho que derramaria rios de lágrimas.


_Eu sinto muito Alice — diz a psicologa


_Não,não sente — digo


Quando alguém diz ''eu sinto muito'' na verdade ela não sente nada,porque não é ela é você,é você que está passando por maus momentos,é você que esta sofrendo e ela não está sentindo a sua dor.


Eu converso um pouco mais com a psicóloga até ela chamar a minha mãe,que se senta ao meu lado.


Minha mãe reclama com a psicologa por eu ficar escrevendo em um diário e no meio do cemitério,reclama por eu ficar muito tempo trancada dentro do quarto só tocando guitarra(que pra minha mãe é só barulho),reclama por eu não ter amigos .


Eu e minha mãe conversamos mais,ou melhor,discutimos mais.Até a psicóloga resolver marcar outra sessão,porque minha mãe estava ''um pouco'' nervosa.


(...)


Estou dentro do carro com minha mãe ,estou indo para a nova escola.Pelo caminho vou observando as paisagens pela janela do carro.Não disse uma palavra pra minha mãe desde que saímos do consultório da psicóloga.


Acabamos de chegar na nova escola,ela é imensa.Fico contemplando o lugar por um momento,é tão lindo que nem parece ser uma escola.


_Mais tarde eu venho te buscar — diz minha mãe


Estou completamente perdida,essa escola é gigantesca.Não faço ideia para onde ir.


_Tchau Alice


Antes que pudesse falar com minha mãe,ela já tinha ido embora.


Ando um pouco pra tentar conhecer a escola,até alguém esbarrar em mim deixando meus livros e meu diário cair.

Notas finais
E então o que acharam??? Comentem please *-* Como será a nova escola?