Notas iniciais
Olá povo, esse capítulo é o meu favorito até agora. Espero que gostem, bjs e boa leitura!

A festa havia sido muito agitada para Emily. A loira era fraca quando se tratava de bebida, e com apenas uma taça de Champanhe ela já ficou meio avoada (e foi a única bebida que tomou a noite toda), mas mesmo assim conseguiu manter o censo e contar com quantos meninos dançou a noite toda.

Os 30 selecionados, 2 Condes, 1 Duque, seu irmão e seu pai. Ou seja, dançou com 35 pessoas a noite toda, e isso que a festa começou as 8h00min e terminou entre 03h30min e 04h00min.

E por esse motivo que naquele sábado ela dormiu até 02h00min, perdeu o café e o almoço, isso mesmo.

Emily ia andando calmamente até o gabinete de seu pai, não sabia se estava confusa, com raiva ou o que quer que seja. Só precisava esclarecer as coisas o mais rápido possível.

Parou de andar quando finalmente chegou á seu destino, a porta de madeira com a maçaneta dourada e a plaquinha dourada escrito "Rei" no centro e em cima da porta.

Havia dois guardas ao lado da sala de seu pai, um do lado direito e outro do lado esquerdo da porta. Ambos com a postura reta olhando para frente, ou melhor, para o além como se Emily não estivesse ali. Ela olhou para cada um deles e foi abrir a porta.

– O Rei está ocupado, Princesa, disse que não queria visita de ninguém até que terminasse tudo – o guarda da direita disse, Emily leu seu nome na plaquinha em seu peito "Jackson".

– Mas eu não sou ninguém, soldado Jackson, sou a Princesa, agora com licença que eu preciso falar com meu pai.

Ela abriu a porta sem hesitar e como esperado nenhum dos guardas a impediu, não eram malucos de discutir com a Princesa... não discutiam nem com o pequeno Príncipe Carter, muito menos a Princesa.

O Rei Edwin estava sentado em sua confortável cadeira de couro preta, os óculos quadrados estavam em frente os olhos verdes que permaneciam bem concentrados nos papéis espalhados por cima da mesa de madeira maciça.

Ele parecia bem concentrado em seus papéis, concentrado de mais para notá-la ali.

– Pai, posso falar com o senhor? – ela perguntou hesitante fechando a porta atrás de si.

Os olhos de Edwin se ergueram lentamente dos papéis para a filha, finalmente havia a notado ali.

– Emily, eu estou ocu...

– É importante – ela o cortou enlaçando as mãos uma na outra as apoiando sobre a barriga.

Ele a olhou sem reação por alguns segundos e cedeu piscando e indicando com a cabeça para que ela se sentasse enquanto se afundava na cadeira arrumando a gravata verde escura.

– Seja breve, por favor – ele pediu ajuntando os papéis em um montinho e os deixando ao conto da mesa.

Ela assentiu se acomodando na cadeira a frente de seu pai.

– Então, o que tem de tão importante para me falar?

Emily o olhou e mordeu o lábio, no caminho estava decidida a dar uma bela "bronca" em seu pai, mas agora, ali, em sua sala de frente para ele o plano todo havia ido para os ares... Coragem? Ela nem sabia mais o que era isso.

– Então... porque não me contou que eles ficarão aqui no castelo? – ela decidiu ser direta sabendo que ele entenderia o que ela queria dizer.

Edwin a olhou despreocupado como se não ligasse para o que ela acharia sobre isso. Tirou os óculos os botando sobre a mesa com um suspiro cansado mesmo antes de começar.

– É só por uma semana e... achei que seria uma ótima surpresa – ele disse dando de ombros.

– Eu não gosto de surpresas – ela disse, novamente foi direta e franca – ainda mais quando se trata de coisas tão... grandes e complexas como essa.

– Deixe de ser radical, Emily – ele fez um gesto de desdém com a mão se afundando ainda mais na cadeira.

– Eu não estou sendo radical, você está. Eu não estou pronta pra isso, pai, não quero me casar agora e não quero que seja a força desse modo. Eu não consigo.

– Já conversamos sobre isso filha.

– Mas eu não falei o que queria, eu só ouvi, mas agora vou ter que falar. Porque tem que ser em um mês? Não posso ter mais tempo que isso?

– Bom, foi o prazo estipulado.

– Por você. Por quê?

– Porque sim, Emily, você vai assumir o trono quando eu sair – ele disse já meio cansado da conversa.

– O que vai demorar muito. Então porque não deixa... que eu decida me casar sozinha, com alguém que eu ame, não que serei forçada a aturar ou fingir amar.

– Terá que se casar em um mês e pronto, Emily – ele foi mais autoritário – sugiro que pense nas opções que conheceu ontem e comece a bolar algo porque eles ficarão uma semana aqui e eu não quero mais ouvir nada a respeito disso, fui claro?

Emily suspirou enraivecida. Levantou sem dizer nada e saiu praticamente correndo para o jardim.

Foi até o lugar mais afastado do castelo e olhou para a fonte jorrar água pela boca de um lindinho querubim.

Sentou a beirada da fonte com cuidado para não se desequilibrar e cair de costas para a mesma. Apenas ouvindo o barulho relaxante da água. Fechou os olhos deixando uma lágrima escapar sem sua permissão, ela sempre odiou chorar.

Não queria trinta garotos no castelo, não queria ter que escolher um entre eles... não queria se casar!

Colocou a mão na água sentindo o líquido gelado contra sua pele de um modo relaxante e imaginou como deveria ser bom não ser da realeza. Escolher o que fazer, poder sair na rua sem ter 300 seguranças com você e uma permissão escrita do Rei, fazer as coisas sozinha para variar, estudar em uma escola normal com pessoas normais... se apaixonar e casar com quem quisesse e quando quisesse. Nada forçado, tudo simplesmente... normal.

A maioria das garotas pensa que ser Princesa devia ser ótimo... mal sabiam das coisas que uma Princesa tinha que fazer e passar para ocupar tal cargo na monarquia.

– Princesa, tudo bem?

Ela ouviu uma voz masculina desconhecida atrás de si. Já estava demorando para alguém vir atormentá-la, com certeza era algum guarda vindo "garantir sua segurança".

– Sim – ela disse olhando para a fonte, evitando contato visual com quem quer que fosse para que não visse que ela estava chorando, o que poderia causar algo nada bom, e ela já estava com problemas de mais para ter mais um.

– Me desculpe, mas não é seguro ficar nessa área do jardim sozinha – o homem disse calmo, parado apenas olhando para a Princesa de costas para ele mexer na água cristalina na fonte de querubim.

– Eu estou bem – ela disse quase o mandando sair dali e deixá-la chorar e brincar com a água em paz.

– Certo, mas terei que ficar com você.

– Eu já disse que estou bem – ela se virou meio enfezada pronta para mandar o homem embora dali.

Era um guarda (como ela esperava), com o uniforme vermelho e branco que Emily estava tão acostumada a ver. Ele tinha uma arma em um cinto preso na cintura, seu cabelo era castanho escuro e os olhos tão verdes quanto a esmeralda em seu colar de coração que ganhará em seus 15 anos.

Simplificando o homem era lindo, tinha cara de ter 19 anos, por ai. Era realmente um guarda bem novo.

– Desculpe, é que...

– Eu que peço desculpa, você só está fazendo seu trabalho – ela enxugou o rosto molhado vendo o quão boba estava sendo por se zangar com alguém que só estava fazendo seu trabalho de protegê-la.

O guarda se aproximou dela ficando a sua frente.

– A senhorita estava chorando?

– Não, é o pólen das flores que me deixam com alergia – a desculpa mais esfarrapada de todas.

O guarda sorriu, e que sorriso lindo.

– O pólen, claro – ele disse ainda sorrindo.

– É verdade – ela sorriu vendo que ele estava tirando uma com a cara dela.

– Princesa, eu cresci em uma casa com 3 irmãs mais velhas, sei diferenciar uma alergia de um choro – ele disse olhando para além do jardim.

– Tudo bem, você venceu.

– Porque estava chorando?

– Nada.

– Desculpe, estou sendo intrometido.

– Não, não se preocupe. É que eu só estou meio cansada, a festa de ontem foi muito pra mim.

O guarda sorriu.

– Deve ter sido uma noite cheia.

– Foi, cheia e bem cansativa.

– Queria que a noite de sexta não fosse minha folga – ele disse.

– Por quê?

– Queria te ver, os outros disseram que você estava linda – ele sorriu.

Emily sorriu envergonhada, nunca tinha conversando com um guarda, e bem, aquele em si era bem simpático.

– Estava pensando seriamente em fugir, ou fingir um desmaio ou algo do tipo – ela riu de si mesma.

– Por quê?

– Não estou pronta pra isso, tudo isso.

– Imagino que não deva ser bom se casar com alguém que não ame e não a ame...

Emily olhou para ele, de todas as pessoas com quem havia conversado sobre isso, ele foi o único que não achou um ponto positivo nisso tudo, e foi franco com ela.

– Obrigada – ela disse, mas não foi ironia.

– Desculpa, eu não quis...

– Não se desculpe, você foi o único que foi franco comigo sobre isso – ela olhou para ele vendo seus lindos olhos. Ela sorriu negando com a cabeça – desculpa por desabafar, você não merece ficar ouvindo meus problemas.

– Não tem problema, eu gosto de conversar – ele deu de ombros.

Emily sorriu.

– Qual o seu nome soldado simpático? – ela perguntou sorrindo.

– Martin.

– O primeiro nome.

– Charlie, Charlie Martin.

– Certo, Charlie Martin, pode fazer a minha escolta até o castelo novamente antes que outro guarda apareça para fazê-la?

Charlie sorriu se levantando e estendendo a mão para a loira que a segurou. Charlie a ajudou a levantar e depois Emily segurou no braço dele (andar de salto na grama não é fácil) o que o fez corar, mas ele manteve a postura.

Ele a acompanhou até o castelo a deixando na porta. Ela agradeceu e se virou subindo as escadas. Charlie sorriu, a conversa que sempre sonhou em ter com a Princesa não foi exatamente como ele esperava, mas ele a fez sorrir, e isso já era um ganho para ele.

Notas finais
GENTE eu amo, AMO o Charlie, então amem ele também, viu? Então pessoas, eu quero muito que vcs comentem pra eu saber o que vcs estão achando da fic e tals... não custa nada, por favor, eu to me esforçando pra postar um capítulo todo dia, então tirem um minuto da sua vida para comentar, é possivel? Bom por hj é isso, até amanhã.