Notas iniciais
Oi gente!!!! Minha primeira fic então peguem leve comigo, pliss. Essa foi uma ideia maluca que surgiu simplesmente do nada, e eu ainda não tenho a historia toda planejada então se quiserem comentar dizendo o que seria legal acontecer, eu fico grata. Bjs, Boa leitura

– Princesa Emily, acorde – ela ouviu a voz doce de sua criada Carla lhe acordar devagar lhe despertando do sono mais profundo e aconchegante que poderia existir.

Emily abriu seus olhos azuis com o lindo tom esverdeado rodeando a pupila e olhou para Carla ainda meio sonolenta.

– Estão te esperando para o café – ela disse enquanto Emily colocava uma mecha de seu cabelo dourado e levemente encaracolado para trás.

– Que horas são? – ela perguntou docemente olhando para Carla.

– 08h12min – ela disse e Emily assentiu saindo do meio de seus macios cobertores e o colchão mais macio impossível.

Seu quarto era digno de uma Princesa. Era o quarto mais chique que alguém poderia imaginar. Lilás com detalhes em prata e dourado. A cama enorme de casal com a cabeceira esculpida em madeira e pintada de branco. Os brinquedos de criança em uma prateleira no canto do quarto ao lado de um quadro com seus horários e várias fotos de família. Um enorme piano branco ao lado de seu saxofone e clarinete. A penteadeira dourada com gavetas repletas de joias, maquiagens e sua a tiara de diamantes, uma delas pelo menos.

Usava como sempre uma curta camisola de seda, hoje era uma verde clarinha, quase um verde água. Olhou para Carla que abriu a porta do banheiro.

– Seu banho está pronto.

– Obrigada Carla, você é um anjo.

Emily descansou a cabeça no encosto almofadado da banheira branca de porcelana e quase dormiu novamente, passaram uns dez minutos ali, só relaxando até se levantar e se enrolar na toalha.

Carla lhe vestiu um belo vestido azul celeste que ia até os pés, os ombros eram rendados e era meio rodado no fim. Como sempre, era lindo. Calçou um salto azul com fivelas douradas e se sentou na cama enquanto Carla amarrava o vestido atrás.

Carla era um anjo, uma irmã mais velha para Emily e agradecia muito por tê-la consigo.

Carla penteou delicadamente os cabelos loiros de Emily enquanto ela apenas pensava em como estava com fome.

– Os quero soltos hoje, Carla – Emily disse.

– Sim, Emily.

Carla apenas prendeu a franja da loira de um jeito delicado a deixando linda, como sempre. A maquiagem foi leve, mas perfeita destacando ainda mais os belos olhos da menina.

Ela piscou os cílios grandes agora pretos e Carla sorriu abrindo a gaveta de jóias e tirando de lá o colar de ouro com um coraçãozinhos feito de uma esmeralda (presente de quinze anos que virou seu xodó), pulseiras prateadas, um anel com um topázio incrustado, brincos, e por último, mas não menos importante, sua tiara.

Colocou todos os apetrechos em Emily deixando a tiara por último. A colocou suavemente no topo da cabeça dela arrumando seu cabelo com a mão. Carla sorriu.

– Está pronta.

– Ótimo, obrigada Carla – ela se virou para o espelho da penteadeira sorrindo ao se ver.

Se levantou saindo de seu majestoso quarto.

O palácio era majestoso, e extremamente chique e refinado em todos os mínimos detalhes.

Desceu os infinitos degraus da escada cumprimentando todos por quem passava. Olhou para os dois guardas que estavam à frente da porta do salão com a postura ereta e os uniformes vermelho e branco, intactos e sorriu educadamente. Eles lhe fizeram uma reverência abrindo a porta em seguida.

Na mesa do café estavam o Rei, a Rainha, e o pequeno Príncipe Carter, de apenas dez anos, sete anos mais novo que a irmã.

Emily se aproximou em passos elegantes e fez uma reverência.

– Bom dia – ela disse se sentando ao lado de Carter impecável em seu terninho preto com a gravata vermelha, como a de seu pai Edwin.

Carter era a réplica do pai, literalmente.

– Bom dia – eles disseram de volta.

Logo o café foi servido.

Emily pegou um pedaço de torta de maçã, sua favorita.

– Mas eu queria torta de maçã – Carter reclamou cruzando os braços.

Emily revirou os olhos, a birra matinal ia começar.

– Tem mais torta, querido – disse a Rainha Anne comendo seu bolo de chocolate com morango.

– Mas eu queria esse pedaço – ele olhou para o prato de Emily fixamente com um bico nos lábios.

– Se deu mal, baixinho – Emily disse olhando pra ele rapidamente.

Implicância de irmão nunca perde a graça, mesmo quando a diferença de idade é bem grande.

– Mamãe! – ele reclamou dando um berro e olhando para a Rainha que fechou os olhos, provavelmente contando até dez.

– Emily Milhonnet Kristen Davis e Carter Milhonnet George Davis, quantas vezes terei que repetir para não ficarem com frescuras desnecessárias? – Edwin disse olhando amedrontador para os filhos que paralisaram na mesma hora.

– Mas eu não... – Emily foi protestar. Em vão.

Edwin a parou com a mão e Emily suspirou se calando. Pegou seu prato, ergueu e trocou com o de Carter dando o pedaço intacto de torta para ele. Pegou outro e comeu lentamente.

Era assim que as coisas funcionavam, sempre a mesma coisa. Se Emily não desse o maldito pedaço de torta de maçã para Carter, ele ficaria de bico a refeição inteira e no final, sobraria para Emily e seu pai lhe diria algo como: "você alimenta a discussão", "você é mais velha, tem que ser mais sensata" e "como quer que confiemos tarefas adultas a você se ainda age como criança?".

Sinceramente já estava cansada de tudo de errado que acontecia ser jogado em suas costas. Era sempre tudo culpa da Emily, mesmo se ela não tivesse absolutamente nada a ver com a situação.

O resto do café foi um silêncio absoluto que dava até agonia. Mas uma refeição silenciosa era o parâmetro normal para eles.

– Emily – Edwin disse limpando a boca após terminar de comer – precisamos conversar na minha sala, agora.

Emily limpou a boca também com o guardanapo branco com Gardênia bordado em dourado na lateral direita do pano.

– Tudo bem, senhor – ela disse.

Ele se levantou da cadeira e saiu andando. Emily olhou para sua mãe esperando que ela lhe alertasse algo com o olhar, mas ela apenas suspirou... coisa boa não era, ela sabia.

Emily meio nervosa, medrosa e aflita se levantou seguindo seu pai até a porta.

Ele deu o braço á filha que o segurou docemente e juntos subiram as escadas até o gabinete do Rei.

Entraram e Edwin indicou para a filha que se sentasse, e ela assim fez colocando as mãos entrelaçadas no colo delicadamente olhando ansiosamente para seu pai, esperando o que ele tinha a dizer.

O Rei parecia meio aflito e aparentava procurar as palavras certas para falar, o que sem dúvida deixou Emily ainda pior no aspecto medo. "Será que ele vestátuar meus livros de novo?" ela pensou nervosa. Em uma vida solitária e de certa forma entediante no palácio, sua única companhia sempre foi e sempre seriam os livros.

– Filha – ele disse e Emily permaneceu o olhando atentamente – você deve ter uma ideia do que eu irei falar.

– Não fui eu que quebrei a estátua do vovô no salão principal, eu juro – ela disse antecipadamente.

Edwin a olhou com o cenho franzido.

– Estátua? Do que esta falando?

– Então não era isso que iria falar... – ela olhou para o chão percebendo que meio que havia se entregado, mesmo tendo sido Carter quem quebrou a estátua.

– Não, mas...

– Por favor, prossiga com o assunto inicial – ela disse nervosa, muito nervosa.

– Certo... – ele disse meio receoso com a tal estátua – bem, você fará seus gloriosos 18 anos daqui há duas semanas.

– Sim... – ela disse ainda sem entender o objetivo daquela conversa, mas aliviou ao ver que não era nenhuma bronca ou algo do tipo. Mas seu pai ficar andando de um lado ao outro com as mãos nos bolsos da calça não ajudava muita coisa.

– Bom, serei curto e direto com você.

– Por favor.

– Você precisa se casar.

Emily se engasgou com o ar colocando a mão no coração.

– O que disse?

– Disse que você precisa se casar. Como terá que assumir o trono já que seu irmão é bem mais novo e não pode ocupar tal cargo, você é a primeira na linha de sucessão.

– Me casar? – ela repetiu, ainda não havia processado a informação muito bem.

– Sim.

– Com quem?

– Bem, eis o problema, "com quem?" – ele disse coçando o queixo meio pensativo – se fossemos nos basear em regras antigas, não importava quem se casasse com a Princesa, mesmo quando virasse Rainha, ele não seria Rei, mas hoje as coisas mudaram.

Ele fez uma pausa e Emily quase gritou querendo ouvir o resto.

– Por isso, você pode casar até com um plebeu que ele ainda sim se tornará Rei quando você virar Rainha.

– Então quer que eu case com um aleatório, um plebeu? – ela perguntou, não via nenhum problema em se casar com um plebeu, só achou meio impressionante seu pai permitir que isso acontecesse.

– Não, não, claro que não – ele disse. Bem que Emily estranhou – quero que case com alguém de sangue azul... não precisa ser um Príncipe, mas tem que ser da realeza.

– E pelo visto você tem alguém em mente, certo?

– Ter, eu até tenho, porém há muitos sangues azul que adorariam se casar com você e eu não consegui decidir qual seria o melhor... já que por mim você nunca se casaria.

"Nossa, valeu" Emily pensou.

– Então o que sugere? – ela perguntou.

– Bom, eu e sua mãe andamos conversando e achamos que o certo é... que a decisão de escolher seu noivo seja sua.

Agora sim Emily ficou surpresa. Ela poderia escolher algo importante como seu noivo sozinha? Sem interrupções nem opiniões de alheios?

– Eu? Jura?

– Sim, você decidirá com quem se casará entre 30 candidatos escolhidos a dedo por mim e sua mãe.

Novamente, desceu do céu á terra.

– E como garantem que eu gostarei de algum deles?

Ele se sentou a frente dela.

– Terá de ser sábia, Emily. A sua decisão não pode apenas ser de um garoto que lhe agrade, mas um que agrade ao povo, e saiba governar Gardênia ao seu lado.

Emily pensou um pouco.

– Então não quer que eu escolha um marido, quer que eu escolha um Rei – ela disse olhando pra ele.

– Exato querida, que bom que compreendeu – ele disse – teremos um baile no seu aniversário aonde você conhecerá todos eles, e bem, depois é com você.

– Eu só terei um baile para tomar essa decisão? – ela perguntou indignada.

– Não, você pode armar encontros e tudo o que precisar... desde que dure no máximo um mês.

– E os meus sentimentos, não valem de nada?

Edwin suspirou.

– Quem quer que seja que escolha, você vai aprender a amá-lo. Escolhi sua mãe do mesmo modo e eu a amo muito, sem dizer que ela me deu você e Carter, que são os meus maiores presentes – ele acariciou o rosto da filha – quero muito que seja feliz, mas tem que assumir sua pose como Princesa e começar a pensar no país como primeiro plano, e em você como segundo.

Ela assentiu meio cabisbaixa.

– Certo, iremos seleciona-los e daqui duas semanas você os conhecerá... se prepare com Carla e Sylvia para isso, elas já foram avisadas.

Novamente Emily assentiu.

– Agora pode ir, sua aula de piano começa em alguns minutos, se apresse.

Emily se levantou ainda absorvendo a notícia, era muita coisa.

Ela sempre se imaginou, feliz, casada com o homem que ela amaria e a amaria, que seria feliz... mas se casar com alguém desconhecido, que ela não amava não era mesmo uma coisa que ela imaginou que poderia acontecer.

Notas finais
Então gente, é o que temos pra hj. Comentem por favor o que acharam, se tiverem 5 reviews (no mínimo, podem comentar mais) eu posto o outro capítulo. É isso, bjs e obrigada por lerem!