Princesa Emily

22 Eu só me ferro.


Notas iniciais
TO POSTANDO TARDE PQ TO FELIZ!!! TO ELIZ TO FELIZ TO FELIZ!!!! Ok, oi oi gente :) Como devem ter percebido, eu estou nas nuvens de tanta felicidade, sério, to explodindo aqui, não vou dizer porque mas lendo as notas dos outros capítulos vcs podem imaginar um motivo bem convincente para isso acontecer. Mas enfim, vamos ao que interessa, o capítulo. Tenho certeza que vou receber muitas ameaças de morte por facadas (com facões divossos kkk entedores entenderão), asfixiamento, tiro entre outros. Mas também me corta o coração fazer isso, mas é preciso ok? Boa leitura.

Ela procurou por cima do ombro dele alguém que pudesse ajudá-la e como era realmente a pessoa mais azarenta da face da terra, a pessoa que não poderia ter visto aquele beijo estava ali.

O seu guarda, quase namorado. Charlie Martin.

– E-eu tenho que ir – ela saiu correndo atrás de Charlie quando o mesmo se virou dando meia volta.

Dylan não conseguiu nem protestar, ela já havia saído.

Emily correu atrás de Charlie, o perdeu no meio do caminho, mas o achou depois. O lugar estava vazio por isso ela gritou.

– Charlie!

Ele parou de andar e virou para ela, o rosto dele estava triste de um modo que Emily nunca havia visto e nunca mais queria ver.

Ela foi até ele devagar não sabendo o que falar. Olhou os olhos verdes que pareciam marejar e quis chorar ao ver o quanto ele parecia decepcionado com ela.

– Não devia ter mentido pra mim – ele disse firme – você disse pra mim que não sentia nada por ele!

– E não sinto, foi ele...

– Não tente se explicar Emily – ele disse quase chorando respirando fundo.

– Charlie, por favor...

– Não Emily, pra mim chega. Eu achei que conseguiria suportar você com outros meninos, mas não consigo.

– Não diga isso.

– Acabou Emily, quando quiser mesmo ficar comigo você me procura, agora pode ir com o Principezinho, seja feliz – ele disse antes de dar a volta e sair de novo.

Emily franziu os lábios lutando com as próprias lágrimas, mas não conseguiu contê-las as derramando pelas bochechas.

Voltou correndo para o castelo ignorando tudo e todos e entrou na biblioteca que sabia que estaria vazia e correu até o mais longe que conseguiu e se jogou no chão entre duas estantes se debulhando nas próprias lágrimas.

Ela juntou os joelhos ao peito s envolvendo com os braços se balançando lentamente extravasando tudo, liberando todas as lágrimas que enchiam seus olhos.

Queria tanto ir atrás dele e o abraçá-lo com força pedindo desculpa mais de 1000 vezes até ele aceitá-la de novo, mas ele parecia muito triste, um simples "desculpa" não iria bastar.

Ouviu alguns passos lentos e ficou quieta para que quem quer que seja não a descobrisse ali. Devia ser um guarda, e ela no momento não queria ver guardas, exceto um.

Mas parece que isso não adiantou muito porque os passos continuaram se aproximando cada vez mais.

– Princesa? – ela ouviu a voz doce a chamar. Levantou os olhos vendo o Duque Simon, da Áustria com um livro na mão.

Ela não respondeu apenas se escondeu um pouco mais, não gostava de chorar.

Simon foi andando calmamente até ela e se ajoelhou ao seu lado pensando o que ele podia fazer para ajuda-la.

– O que houve? – ele perguntou.

O choro foi tão forte que ela começou até a soluçar.

– Por favor, não chore – ele pediu quase implorando acariciando de leve o rosto dela – se não parar eu vou te abraçar – ela não parou – não diga que eu não avisei.

Ele a abraçou de lado apoiando a cabeça dela em seu ombro deixando que ela chorasse ali.

– Calma, eu não sei o que aconteceu, mas vai ficar tudo bem – ele afagou docemente os cabelos dela.

– O-Obrigada – ela gaguejou se espremendo nele, um abraço nunca era de mais.

– Por nada Princesa. Se quiser me contar o que houve, eu sou todo ouvidos.

Ela negou com a cabeça.

– Não vou te encher com os meus problemas – ela disse baixinho no ombro dele.

– E eu posso te ajudar de alguma forma?

Ela negou novamente.

– Ok, então vou ficar aqui até você se acalmar.

Ele tinha um agradável cheiro de hortelã que fez Emily se espremer ainda mais nele.

– Uma garota tão linda não devia chorar, é um crime – ele disse e Emily acabou sorrindo no ombro dele.

Simon sorriu pensando que finalmente poderia se aproximar mais de Emily e com sorte ser o escolhido. Não conseguia parar de pensar nela desde o encontro em que jogaram arco e flecha.

Um arrepio surreal correu seu corpo inteiro, era tão bom tê-la nos seus braços daquele modo, imaginava poder fazer isso sempre.

. . .

Emily estava amontoada em meio aos seus cobertores. Os travesseiros estavam encharcados por suas lágrimas.

Não, aquilo não podia estar acontecendo isso com ela, ela só se ferrava com TUDO, impressionante.

– Charlie...

Ela não parava de murmurar o nome dele rodando na cama como uma maluca. Seu rosto estava vermelho e sua cara não era das melhores, ela definitivamente não estava bem.

Sabia que não era simplesmente chegar nele e pedir desculpa de novo, ele parecia bem furioso, triste e decepcionado.

E o pior de tudo era que nada disso era culpa dele.

Simon havia a ajudado um pouco na biblioteca, ela nunca havia parado para pensar em como ele era legal, e bonito, e simpático... ele era gentil e bem carinhoso e foi muito bom com ela.

Mas Charlie continuava sendo Charlie, ele era feito para ela e vice-versa. Ela sabia que sim.

O jeito que seu beijo a levava as nuvens, seu toque a arrepiava... era tudo muito forte quando se tratava dele.

Porém Dylan também era lindo, fofo e meigo e agora tinha Simon no páreo... ela não podia estar mais confusa quanto a situação. Por um lado seria bem mais fácil escolher Dylan ou Simon, por outro ela continuava sentindo falta de Charlie e queria lutar por ele...

– Ahhhhhhhhhhhhh! – ela gritou no travesseiro, grito que saiu abafado pelo mesmo – eu quero sumir!

. . .

– Emily, mamãe e papai estão te chamando, a sua entrevista ta passando – Carter disse na manhã seguinte depois do café entrando na biblioteca.

– Ah, legal – ela disse cabisbaixa sem mover um músculo sequer e permanecendo com os olhos no livro.

– Vamos, levante!

– Não to muito afim não.

– Está sim, vem – ele a puxou pelo braço, mas ela resistiu fazendo força e permanecendo parada.

– Carter...

– Emily levanta!

– Não quero!

– Quer que eu traga o papai aqui?

Emily suspirou olhando para Carter que fez um biquinho pidão e ela acabou cedendo e se levantando.

Ela assistia a entrevista pouco interessada, só quando chegou na de Simon que ela parou para prestar atenção.

Ele havia sido extremamente fofo com ela e ela burra não havia percebido isso.

Será que ele poderia ser uma... opção?

– Para o primeiro programa de televisão você foi bem – Edwin disse.

– Sim, o contraste da imagem está perfeita, você ficou linda.

A Rainha chamou a filha de... feia?

– Não que você já não seja linda, mas a luz favoreceu.

Desde quando ela entedia de luz? Não sabia nem trocar uma lâmpada, como pode falar de luz?

– De acordo com esses garotos, você é maravilhosa, filha – disse o Rei coçando o queixo com um sorriso.

Às vezes Edwin não dava muito valor aos filhos que tinha e não percebia que ambos eram ótimos... e pela primeira vez desde que tudo aquilo havia começado, ele começou a sentir ciúmes de Emily com aqueles garotos.

– Ela é maravilhosa – Anne reafirmou dando ênfase no "é".

Emily estava tão desligada que nem ficou vermelha de vergonha com os comentários.

– Acho que ela morreu – Carter disse estalando os dedos em frente ao rosto dela.

– Acha que a pressão dela caiu de novo? – Anne perguntou meio preocupada.

– Hey! – Carter gritou no ouvido da irmã a fazendo pular de susto e cair no chão.

Ela olhou para o Príncipe Carter totalmente assustada, o que havia sido aquilo?

– Porque gritou no meu ouvido, seu nanico? – ela disse meio irritada fuzilando Carter com o olhar.

Carter a olhou depois olhou para os pais.

– É, ela ta bem – ele disse dando de ombros voltando a olhar para a televisão.

– É que você desligou por algum tempo – a Rainha disse.

– Ah, desculpa.

Ela se sentou novamente olhando para a televisão.

– Eles... são bons com você? – Edwin perguntou aleatoriamente.

– Hã? – Emily perguntou.

– Os garotos, eles são bons com você? – ele perguntou novamente.

– S-sim, eles são bem educados comigo – ela respondeu meio confusa – porque a pergunta?

– Por nada.

. . .

Charlie entrou furioso em seu quarto. O turno de Nathan ainda não havia acabado e Charlie aproveitou para extravasar sua raiva no quarto.

Ele chutou com força sua cama e depois se sentou apoiando os cotovelos nos joelhos e com as mãos em frente ao rosto começou a chorar.

Ele sabia que não daria certo, ela era a princesa e estava prestes a se casar. Como ele havia sido burro de pensar que aquilo poderia dar certo, que ela de alguma forma ia mexer os pauzinhos e ficar com ele.

– Burro, burro, burro!

As lagrimas escorriam por seu rosto. Ele a amava tanto, mas tanto que chegava a doer. Seu coração doía por não poder dormir ao lado dela todas as noites, por só vê-la uma vez por dia (às vezes duas), por não tê-la inteira e exclusivamente para ele.

Os olhos dela eram tão chamativos e atraentes, o corpo o deixava maluco, os cabelos dourados descendo em cascatas onduladas até metade das suas costas, aquela boquinha avermelhada...

"Eu te amo" a voz dela ecoando em seus ouvidos não o deixava em paz.

Ele não só a queria como precisava dela.

De todas as mulheres no mundo ele teve justamente que se apaixonar pela princesa, clichê? Talvez, mas ele nunca quis que isso acontecesse, ele simplesmente não conseguiu a tirar da cabeça desde que a viu pessoalmente pela primeira vez quando começou trabalhar no castelo.

Ele havia acabado de chegar e estava muito feliz por ter passado no treinamento para estar ali, sem dizer que pegava muito bem a pesar de ele não precisar daquele dinheiro desde pequeno queria ser um guarda do palácio. Ele mal havia posto o pé dentro do jardim quando viu Emily com seu irmão entrando no castelo.

Os olhos dele não saíram dela nenhum momento, ele j-á havia a visto na televisão, mas nunca pessoalmente... e aquela beleza não era nenhuma correção nem nada, ela era linda naturalmente.

E depois de um ano que ele conseguiu falar com ela naquela abençoado dia.

E quando ele achou que estava dando tudo muito certo, seu mundo literalmente cai ao vê-la beijando outro.

– Oi cara – Nathan entrou no quarto e Charlie levantou os olhos para ele.

– Oi – Charlie disse apenas.

– Tudo bem? – ele perguntou percebendo que o amigo estava meio cabisbaixo.

– Tudo – ele mentiu, não, não estava tudo bem, estava tudo mal, tudo péssimo.

– Ok, eu vou tomar uma ducha e dormir.

Charlie assentiu enquanto Nathan pegava suas roupas e ia para o banheiro.

Charlie suspirou tirando a camisa e a jogando dentro de seu armário e coçou os cabelos tirando a calça logo depois. Pegou uma calça de moletom preta que prendia na cintura e a vestiu se jogando na cama e apagando a luz para quem sabe conseguir dormir.

Não, era impossível dormir daquele modo.

Notas finais
Como eu já sei que vou ser tão xingada nos comentários, pelo menos comentem nem que seja pra me xingar kjnfkjahfdjzsk. Certo, dessa vez as coisas com o casal maravilha não vão se resolver tão rápido e vai acontecer muita coisa até a história voltar ao lindo romance, é, eu sou muito cruel, eu sei. Mas é isso gente linda, comentem, recomendem, favoritem, acompanhem... Amo vcs! To amando todo mundo hj, mas ok, eu to de bem com a vida e é o que importa. Tchau, tchau e até amanhã meus lindinhos e lindinhas. PS: Se eu postar tarde amanhã culpem um certo menino muito perfeito, não a mim, a culpa é dele... hehhehe.