Princípio e o Fim (Long Fic)
2 Capítulo 2 - Os Mason - parte 2
Notas iniciais
– Sim, o que deseja?
– Meu nome é Darwin, Annabell Darwin.
– Todos já sabem disso. — Disse uma voz fina e feminina atrás dele.
E então uma mulher, provavelmente a mãe dele, chegou na porta.
– Como você vai, Annabell?
– Hum, eu acho que estou bem... viva, ou não. — Ele riu da minha cara, pediu licença e saiu.
– Me chame de Angelica, quer entrar? sei que quer saber de muitas coisas.
– Obrigada, quero sim.
Entrei na casa sem problema nenhum. Em uns livros, dizem que vampiros tem que ser convidado pra entrar na casa, se não for, é interrompido por uma barreira. O que foi "quebrada" quando me convidaram.
– Desculpe-me perguntar, mas, só você pode me deixar entrar?
– John também pode.
Então esse era o nome dele.... John, um lindo nome.
E então Angelica me pegou pela mão delicadamente e me levou até seu sofá tinha uma televisão de plasma. Parece que os Mason tem boas condições; será porque fizeram bruxaria? ou algum tipo de macumba braba? talvez. Meus pensamentos críticos as vezes me matam, pois cada assunto puxa outro, e isso é ruim, pois sempre alguém fala comigo nessas horas, e eu não escuto, ou falo besteira.
– Você está bem? — perguntou Angelica, meio confusa pelo o acontecimento tenso.
– Estou, mas estava pensando o motivo dela vir aqui. — menti.
– Veio saber mais de sua mãe? é isso?
– Isso! exatamente. Achei um papel dentro de seu diário com esse endereço e umas palavras que no momento não importam muito. Mas, não querendo mudar de assunto... Vocês moram aqui a muito tempo?
– Sim, moramos. Faz uns anos me mudei para outro país, tive o John e voltei a morar aqui.
John é o filho mais velho de Angelica. Um ano mais velho que eu.
– Hamm, realmente é muito interessante esse assunto, mas me fale um pouco sobre minha mãe, por favor. — Eu disse meio apressada e sem paciência pra ficar de mimimi com uma bruxa que pode me matar num Avada Kedavra, como nos livros de Harry Potter que li ano passado.
– Bom, Victoria era uma bruxa, só que não possui poderes. Após ficar grávida, veio pedir ajuda à nós, pensando que poderia sobreviver ao parto. Mas infelismente não. Ela era uma boa pessoa, e realmente queria te ter. Mas após estudar muito sobre esse assunto, ficou uma pessoa malígna, viciada em livros de híbridos. Não sabia se essa pessoa era realmente a Victoria doce que conhecí.
– Entendi. E por acaso, você conhece mais híbridos?
– Realmente, eu conheço uma. Por sorte é uma pessoa como você. Foi criada como humana, e as vezes vem me fazer visitas. Mas ela mora muito longe, no Brasil.
– Olha... eu preciso muito de ajuda. Cat anda fazendo muitos plantões, está sendo difícil controlar a sede, por sorte, tenho muitas bolsas de sangue ainda.
– Bolsas de sangue é uma boa idéia. Já bebeu sangue diretamente da veia?
– É, já. Mas foi só uma vez.
– E se arrependeu? quer disser, soube se controlar? — perguntou ela, passando uma madeixa de seu cabelo para atrás da orelha, delicadamente.
– Ãhn... — Minha resposta foi interronpida por John chegou na hora e sentou numa cadeira, bem virada à nossa direção, como se estivesse interessando em nossa conversa. Como se ele fosse ajudar ele à passar num vestibulário, ou algo parecido. — Sim, e não, não me arrependi. Porque é a minha natureza, e também por que não fiz nada de mal com a minha irmã. Ela que teve a idéia. E isso foi num dia que as bolsas tinham acabado.
– Ah, e foi dela? tá explicado. E tudo isso para que você não tenha cara de morta. — disse John, rindo, como se fosse piada.
Sinceramente, ele já está me irritando! Rir toda hora não é legal, ainda mais com um assunto tenso desses. Vampiros sinceramente não tem muita paciência com bruxos. Ainda mais bruxos irônicos!
– Olhe John, eu não preciso de sangue diáriamente. Tenho uma parte humana, e posso muito bem sobreviver sem sangue. Apenas ficarei meio desidratada, nada que três bolsas por semana não resolva.
– E outras pessoas que precisarem, não vão ter.
– Eu preciso. Sou humana. E daí? tirando o fato que meu sangue é limpo, posso doar. — menti novamente, só para ver o que ele irá falar.
Ele ficou calado.
– Totalmente limpo, Annabell? — perguntou Angelica.
– Não totalmente. Se a pessoa ingerir pouco, e ela tiver alguma ferida, ficará curada. Mas se ingerir bastante de meu sangue, esse sangue ficará em seu organismo, e se ela morrer, pode virar vampira, não híbrida.
Meu sangue era realmente uma cura. Já tive a idéia de Cat coletar um pouco, e 'dar' aos seus pacientes que precisam. Assim, ela não fará muitos plantos e salvará algumas vidas sem fazer esforço.
– Assustador. — respondeu ele. — Isso realmente é verdade?
– É sim. Lembro de quando eu era pequena, e Catarina se cortou, sangrava muito. Então ela me pediu para que eu fosse pro quarto. Na época eu não entendia muito, mas depois ela me explicou o que meu sangue faz de bom, e de ruim.
A porta da sala se abriu, e entrou uma menina, muito parecida com John. Cabelos longos, batendo em sua cintura e de cor castanho, olhos avelã e ao contrário de John, ela é baixinha.
E ela esperou de costas para a porta, olhou para mim e suspirou.
– John, leve sua irmã para o quarto.
Ele se levantou, pegou ela pela mão e a levou ela ao seu quarto, enquanto a mesma olhava para trás com um olhar de medo. Ele trancou a porta do quarto.
– Ela nunca tinha visto uma híbrida antes. — Explicou Angelica.
– E como ela sabe que eu sou?
– Pelas fotos que tem da sua mãe. Você é uma cópia dela.
– Posso ver alguma? — Eu pedi, com um olhar meio dócil.
Angelica se levantou e foi em sua estante, que estava do meu lado, tirando um álbum de fotos, me entregando o mesmo. Abri ele e fui observando as fotos, folheiando as páginas... até parar em uma. A qual minha mãe está gravida de mim. E ao seu lado, a Angelica, com John ainda bebê em seu colo.
Parei de olhar para a foto e olhei para Angelica, como se estivesse escutando alguma coisa. Fiz sinal de silêncio com o dedo, encostando sem seus lábios. Dá para escutar o que Lisa e John estão falando graças a minha audição incrível.
– John, saia da frente! É uma híbrida, é raro ver uma hoje em dia.
– Nem pensar. Você só tem 15 anos, é nova demais para se preocupar com isso. Ela pode ser uma boa híbrida, mas é não é muito confiável.
– Mas e Victoria? não é uma delas? e não era amiga da mamãe?
– Não, Lisa! a Victoria era bruxa, de descendência híbrida, e sim, era amiga da mamãe. — respondeu John, já estressado.
E então ouvi a porta do quarto batendo, como se fosse aberta brutalmente. Os passos de Lisa vindo em nossa direção, ansiosa. A mesma parou em minha frente, e John logo atrás a segurando pelos ombros.
– O que eu disse? que não! que não poderia vir aqui na sala agora! — gritou John, segurando seu braço, aparentemente com força.
– Não tem problema, John! Ela não está atrapalhando em nada.
– Lisa é curiosa, queria te conhecer. E isso não é certo, ela é muito nova para saber da realidade.
– E por que não? aposto que Annabell adorará falar mais sobre ela. — disse Angelica, olhando para mim. Eu concordo com a cabeça.
E então Angelica se levantou do sofá, e pediu para que Lisa se sentasse em meu lado, e logo depois saiu da sala. John se sentou na cadeira que estava antes.
Começou as perguntas. Percebi que Lisa é bastante curiosa como o irmão disse. Pelas perguntas que ela faz, dá para quase montar um wikipédia. Me perguntou sobre meu nascimento, minha idade, meus hobbies, o que eu faço, como eu estudo, como faço para me alimentar e como me relaciono com as pessoas, sem machucar ou perder o controle.
– Satisfeita? agora vamos. — disse John, já levantando da cadeira.
– Calma! só falta uma coisa. — E cuidadosamente, Lisa botou a mão na direção de meu coração, sentido as fortes batidas do mesmo, um coração bipolar. — Bate muito forte. Como é ser metade humana e vampira?
– Para mim, uma pessoa já acostumada, é normal. Nasci assim, e fui criada como humana, minha irmã Catarina, é médica, consegue bolsas de sangue para mim.
– E se não fosse pelas bolsas? sairia matando por aí?
– Nunca. Eu jamais faria isso.
– Você mora com uma humana, sua irmã? — perguntou, tirando a mão de meu coração.
– Moro, e foi ela que me criou, e nunca me escondeu nada.
Ela suspirou novamente, olhou para John e voltou seu olhar para mim.
– Lisa, eu jamais machurarei ninguém inocente.
– Já chega né? — disse John.
– Mas, eu confio em você, Annabel. Acho que é uma boa pessoa, e que jamais faria nada de mal mesmo para as pessoas.
Engraçado o fato de uma bruxa recém, que nem deve saber fazer qualquer coisa já CONFIAR em uma híbrida que mal conhece. Ingênua.
Então Lisa se levantou, me acenou dando tchau e foi para seu quarto. Do nada. Deixando a mim, John e Angelica que chegou agora na sala. Me levantei. Também dei tchau a Angelica que estava em pé ao lado de John e a agradeci.
– Pode voltar sempre quando quiser.
– Obrigada.
Ela abriu a porta e sai. Andei em direção ao elevador, que eu abertei seu botão imediatamente. Ouvi passos no corredor, não dei a mínima. Deve ser algum morador, ou faxeiro. Escutei novamente, mas desta vez mais perto. Olhei para trás, era ele... o risonho e irritadinho do John. Ele é realmente, o bruxo que conheço que não me dou bem. Angelica me parece uma boa pessoa.
– Não deveria ir de escadas? quer dizer... seria mais rápido não? vampiros são muito velozes.
– É uma boa idéia, mas, não. Prefiro agir normalmente.
– Desnecessário.
– Olha quem fala. É bruxo e nunca fez nenhum fentiço sequer.
John bufou e abriu a porta da elevador, que tinha acabado de chegar. Entramos no mesmo, e cada um ficou de um lado. Ele estava com uma calça jeans, blusa polo como antes e uma mochila estufada que deve ter acabado de pegar. Como se tivesse muita coisa dentro.
– Você vai onde?
– Trabalhar. Porque a pergunta?
– Nada, é na biblioteca? Por acaso tem livros sobre híbridos lá?
– Talvez tenha, não muitos.
– Pode separar para mim? passo para pegar lá amanhã.
– Se for assim, posso.
A porta do elevador se abriu e sai andando na frente dele, rapidamente. Eu quero mostrar autoridade. Não só porque sou híbrida, e sim porque se ele for risonho do nada mais uma vez, capaz de eu perder a paciência e arrancar sua espinha. Não estou falando sério, mas eu sou capaz.
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