Princípio e o Fim (Long Fic)

1 Capítulo 1 - Os Mason (parte 1)


Notas iniciais
Oi gente, voltei a escrever fics e livros. Essa 'fic' já está guardada à um bom tempo, então só betei esses dias com a diva da Cecí - autora de Promiscuos- minha beta desde sempre ♥
Tomara que gostem desse novo romance sobrenatural.

Um dia qualquer acaba de nascer, qualquer um mesmo, tudo para mim não tem valor. A única coisa que realmente importa, é comprir o equilíbrio. Nunca matar humanos, tanto que minha irmã é uma. E é a pessoa mais importante que tenho, que sinto que tenho que a proteger. É a única que me faz sentir viva.


Minha irmã é cinco anos mais velhos que eu. E o amor que ela tem por mim é inexplicável, ela podia muito bem ter me deixado de raiva, após a morte de nossa mãe. E o que eu mais admiro nela: sua coragem. Não é fácil criar uma híbrida. E pior, ela que me ensinou a ter o controle de minha sede, aproveitando seu trabalho como médica consegue bolsas de sangue para eu me alimentar uma vez por dia, o resto, só alimentos humanos.



Quando eu fiz 15 anos, meu presente de aniversário foi um anel, que eu vi em uma foto, aonde minha tataravó usava. Provavelmente um anel que os híbridos usam que deve ajudar em alguma coisa, ou não, apenas uma velharia da raça. Perguntei a Cat, mas ela disse que eu saberia em breve, que era só eu pesquisar. Deve ser alguma bruxaria no anel, para sei lá, talvez para segurar a sede, ou um acessório que minha mãe usava. O material do anel era bastante desconhecido, um... Rubi talvez?!



Levantei-me da minha cama, fui em direção ao banheiro para lavar o rosto. Vi o anel em cima da pia, com um papel em baixo bem chamativo.



"Use-o, Anna!"



Botei em meu dedo, olhei para o espelho em cima da pia. meus lábios estavam cortados, aonde ficavam os caninos, mais uma noite de tédio, que me faz me morder por nada. As vezes, a minha gengiva chega a ficar inchada. Desci as escadas e espiei pelo cantinho, olhando pra cozinha. Depois sai correndo, de pijama e tudo, parando na porta da cozinha.



– Bom dia. — eu disse, já abrindo o freezer secreto e pegando meu "café" da manhã.



Cat não podia por as bolsas de sangue na nossa geladeira, seria capaz de alguém ver. Então ela as põe na lavanderia, dentro de um freezer ou frigobar, escondido.



– Boa, dormiu bem? Vou fazer plantão hoje.



– Não. Olhe meus lábios. Plantão? De novo? Hum, está bem, me ligue de vez em quando. — Eu disse apontando para meus lábios cortados.


– Ah, que má sorte. Sim, mas, o que vai fazer hoje?

– Talvez eu vá a biblioteca, para ver se tem mais informações deste anel estranho.

– Tem uns livros aí, era de mamãe. Parece que ela estudava sobre os bruxos e híbridos...

– Aonde? Na estante do escritório?


Nós temos ainda o escritório de minha mãe. Aonde ela estudava, trabalha e fazias suas pesquisas. Quase um laboratório de estudo híbrido.



– Sim, mas a porta está trancada, e não sei onde está a chave. — respondeu Catarina, meio despreocupada.



Corri em direção ao escritório, chegando lá, a porta estava mesmo trancada. A chutei e o trinco da porta quebrou, junto com a maçaneta fazendo-a abrir. Sua estante era lotada de livros. E a maioria deles tem o título de começo com híbridos, imortais, bebês imortais, vampiros e coisas do tipo. No meio de seus livros também tinha um diário, aonde escreveu tudo o que passou. Suas escritas eram como florestas mortas, e submersas em um lago negro, minha mãe era meio maligna.



Ela sabia de tudo que ia acontecer. Sabia que ia morrer na hora que eu nascesse, e que se tivesse uma filha, ela iria ser uma híbrida, por genética. Dizia em seu diário, que vampiros não são só os seres naturais no mundo. Que existem bruxos espalhados por aí também, e também de anos em anos por genética. Mas todos disfarçados de pessoas normais, como nós. Ela conhecia uns, que são da família Mason, que está há uns anos aqui em Atlanta.



A família Mason é uma das mais velhas de bruxos, que veio de algum lugar para cá, como nós, recomeçar como humanos. A sorte deles que não são monstros, bebedores de sangue humano e podem agir normalmente, pois podem controlar seus poderes. Mas o estranho é, por que minha mãe tinha escrito sobre eles em seu diário? Vampiros hoje em dia são inimigos de bruxos, pois seus problemas trouxeram consequências para a natureza e os bruxos tem controle da natureza. Elas foram criadas para controlarem o equilíbrio da natureza e quando a natureza é prejudica os bruxos também são. E com isso, veio à rivalidade.



Comecei a folhear seu diário, até que fui interrompida por uma folha velha, escrito um endereço que dizia Casa dos Mason. Indicava que eles moram bem pertinho daqui, num prédio de luxo.



Sai do escritório, descendo as escadas correndo, indo a direção onde Cat estava sentada na mesa, escrevendo em sua agenda. Joguei a tal folha em cima da mesa, a fazendo olhar a mesma. Ela olhou para mim com um rosto tenso.



– É o endereço dos Mason.



– Eu sei que é. Só quero saber porque ela tem, e o que ela faz com isso. — respondi, impaciente.


– Anna, eu não sei. Pelo menos achou alguma coisa no escritório? Depois de arrombar totalmente a porta? Se controle.

– Achei. O diário dela e um monte de livros sobre híbridos.

– Ela nunca me disse nada sobre os Mason. Aí não diz nada?

– Não li para saber. Só achei esse papel.

– Então eu acho que está na hora de você dar uma visitinha pros Mason, quer que eu vá contigo?

– E é isso que irei fazer. Não obrigada, deixa que eu me viro. — eu disse, subindo as escadas indo em direção ao meu quarto. pego uma roupa qualquer e visto, pego minha mochila e saio, descendo as escadas em seguida.

Sai da casa andando em passos longos, aliás, eles não moram longe, é perto da biblioteca. É de manhã ainda, mas eles devem estar acordados. Cheguei ao prédio, fui até a portaria e perguntei para o porteiro, se realmente a família Mason morava aqui. Ele disse que sim, e disse até o apartamento, mas eu já sabia, pois estava escrito no papel de minha mãe. Peguei o elevador e fui em direção à porta da casa deles. Toquei a campainha. A porta se abriu e um garoto atendeu. Ele tinha cabelos cor de mel, olhos verdes e era bonito. Porém... bruxo. Senti o seu cheiro de perfume forte de longe.


– É da casa dos Mason? — perguntei.



Notas finais
Quem atende a porta? Dica: bruxo! Esse cap na verdade foi dividido em dois, estava com 3000 e tal! :O
Fiquem ligadas(os) nos grupos de Fanfics no Facebook, irei postar spoilers.
E obrigada novamente, Ana :v
Até o próximo cap, postado todas as quartas!