Primordium

1 Capítulo 1


Parecia para mim que eu havia passado pouco tempo dormindo, como se estivesse repousando serenamente após um estafante dia de trabalho. Assim que eu acabara de despertar e sentira vindo do teto um incômodo e quente clarão de luz, percebi que ali não era meu quarto, minha cama, minha coberta, mas uma pequena sala composta de paredes doloridamente brancas aos meus olhos.

Ela estava completamente fechada por todos os lados, sem janelas nas paredes, nem frestas visíveis — sequer limites de porta ou maçanetas. Levantei-me então sobre a cama, ligeiramente macia, em que dormira. Na verdade, não parecia uma cama, mas uma longa mesa ou armário também branco, ou seja, da mesma cor de todo o ambiente e colado às paredes. Comecei a andar em volta para achar algo que pudesse me tirar dali, pois ao menos uma porta parecia não existir. Fui andando devagarzinho, tateando as paredes a fim de encontrar ao menos uma maçaneta escondida, um buraco ou uma campainha. Naquele momento, precisei fechar um pouco os olhos tanto por causa da forte luz como pelo ardor que eu sentia neles, parecia que não estavam acostumados ao ar seco. "Por quanto tempo eu dormi aqui?", pensei.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.