– Anna –mamãe mexia suavemente no meu cabelo – Vamos acordar.

– Já está na hora? – perguntei bem sonolenta. Eu havia dormido depois do almoço e provavelmente já estava na hora de voltar para Hogwarts.

– Sim, são exatamente 14:30 – ela disse – Vamos andando que acho que hoje seu pai ainda tem que organizar algumas coisinhas.

– Do tipo? –perguntei já sentada na cama, enquanto coçava meus olhos.

– Do tipo que você terá mais companhias para te levar para a estação – mamãe respondeu enquanto sentou-se ao meu lado e ficou olhando seriamente para mim. Ela já estava uniformizada para trabalhar, ela estava com um sobretudo preto e seu cabelo estava amarrado no alto de um coque.

– Como assim? – perguntei.

– Depois do que houve seu avô e seu pai decidiram fazer uma escolta para te levar, eles acreditam que aquele comensal pode voltar.

– Mas mãe eu vou está em Hogwarts! – eu disse enquanto já ia me levantando para me arrumar.

– Do mesmo jeito Anna, não serão muitos, apenas alguns amigos dos dois lá do Ministério, é para seu melhor.

– Ah mãe, não precisava disso tudo – entrei no banheiro e deixei minha mãe no meu quarto.

Mas caramba, pra que isso? Ele não iria voltar, aliás ele não é louco de voltar. Tirei minha roupa e fiquei algum tempo me observando no espelho e no que eu mais focava era nas marcas das minhas clavículas que faziam conjunto com meu colar com pingente de cachorro, e fiquei com saudades de todos. Como estaria Tonks, Rosa, Eleanora, James, Remo e todo o resto do pessoal? Bom eu os veria logo. Entrei no banho e não demorei muito, vesti uma calça jeans e coloquei os all star vermelho, uma blusa de lã preta e uma camisa jeans por cima, cabelos? Fiz uma trança de lado, pois não estava com tempo para me arrumar bem mesmo.

Sai do banheiro e minha mãe não estava mais lá e nem mesmo meus malões, observei o quarto e analisei se não faltava mais nada, bom parecia que não. Desta fez eu iria demorar para voltar, bom tchau quarto até a próxima. Desci as escadas e quando cheguei na sala estava Alfredo e Rufus Scrimgeour sentados lado a lado, fazia um bom tempo que eu não havia visto Rufus ele era um cara sério e bem sem graça tinha os cabelos castanhos escuros diferente do meu avô e um pouco maiores, seus olhos, diferente do meu avô, eram castanhos também.

Alfredo e Rufus não entram tão chegados, vovô era o mais novo e sempre fora o mais rebelde enquanto Rufus sempre manteve a pose de responsável e sério.

– Anna – ele se levantou quando viu que eu havia entrado na sala.

– Oi Rufus – sorri e estendi minha mão a ele.

– Quanto tempo, espero que esteja bem – ele disse apertando bem forte minha mão, mas em nenhum momento ele sorriu.

– Ela está sim Rufus – Alfredo colocou a mão no meu ombro e virei para ele e tentei caçar alguns traços iguais dos dois, e sim eles eram iguaizinhos, mas com a cor do olho e do cabelo diferente – Anna é uma garota forte e resistiu bravamente.

– Parabém parece que tem talentos para se tornar uma aurora – ele disse e realmente a família Scrimgeour era famosa pela maior quantidade de aurores e minha mãe foi uma grande decepção para Rufus que esperava que ela mantivesse isso.

– Ela tem talentos para diversas coisas – Alfredo olhou para Rufus e senti mais a pequena rivalidade sobre os dois.

– Espero, pelo menos, que seu talento valha a pena – ele olhou para nós e saiu para a cozinha.

– Dormiu bem? – ele perguntou.

– Aham. Qual seu signo? – perguntei.

– Pra que você quer saber? – ele perguntou desconfiado.

– Pra nada. Qual é?

– Escorpião.

– E o do Rufus?

– Anna...

– Sério. Qual é?

– Leão.

– Ah entendi – e disse saindo pra cozinha.

– Entendeu o que? – ele perguntou confuso.

– Nada, coisa de trouxas.

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Estava lá também Gawain Robards um grande amigo de Rufus que iria também nos acompanhar e Alastor Moody que tinha a aparência de ser um cara bem legal, ele tinha um olho mágico, uma perna de pau e algumas cicatrizes que lembravam as que meu avô tinha, só que ele tentava as esconder com diversas pomadas.

– Prazer garotinha Scrimgeour – ele chegou e disse a mim.

– Prazer Moody – sorri a ele.

– Você não se parece com o bundão do seu avô – ele disse simpaticamente.

– Ah fique quieto Olho-Tonto – Alfredo disse apoiando-se nele – A menina tem traços do bundão aqui, traços que a torna sensacional.

– Não, se eu sou sensacional não puxei o senhor, certamente – Moody riu e balançou meu cabelo.

– Essa menina é das minhas.

Mamãe me fez tomar o café da tarde enquanto os cinco ficavam na sala discutindo estratégias.

– Mãe isso é idiotice, eles estão perdendo tempo comigo – eu disse comendo um pedaço de bolo de milho.

– Não é Anna, seria mais um comensal preso! – ela disse tomando uma xicara de café.

– Mãe, ele não estará lá.

– Se Rufus disse que ele iria estar, ele vai estar eles conhecem esse tipo de marginais Anna!

– Katherine seu café estava excelente – Rufus entrou na cozinha e depositou sua xicara na pia – Está pronta para ir Anna?

– Sim Rufus, vamos – caminhei com ele até a sala, mamãe despediu-se de mim e pediu que eu tomasse as poções certas e mandasse carta quando pudesse, logo isso aparatamos e aparecemos num lugar mais vazio onde não havia circulações de pessoas.

– Vou com Jorge e Anna leva-la até lá e vocês observam toda a movimentação ao nosso redor – Alfredo disse a nós seis e todos concordaram.

Gawain me deu um tchau e já saiu, mas Moody foi bem diferente.

– Foi um prazer conhece-la garotinha Scrimgeour – ele disse.

– Obrigada – sorri – O prazer foi inteiramente meu.

– Aguardo você daqui a alguns anos lá, okay? – ele riu – Iremos infernizar a vida do seu avô.

– Com certeza! – o abracei e logo mais ele saiu escondendo seu olho com um grande chápeu.

– Bons estudos Anna – Rufus veio numa aparência séria se dirigindo a mim – Aproveitei seu ano e – ele deu uma pausa – também te espero daqui a alguns anos – ele ensaio um sorriso do lado, mas apenas isso e logo saiu e fomos nós três até lá.

Fiquei um pouco com medo, mas em todos os lugares eu via os três nos rodiando.

– Anna! – Tonks e Eleanora veio correndo até mim e me abraçaram.

– Boa tarde Sr. Scrimgeour e Sr. Paixão – Eleanora e Tonks disseram aos dois.

– Boa tarde meninas – os dois responderam.

– Vamos indo? – papai disse e fomos indo todos nós enquanto eu e as meninas conversávamos

sobre esses três dias em casa papai e Alfredo foram observando a movimentação.

– Quer bala? – Tonks perguntou.

– Canela? – perguntei.

– Lógico – ela disse debochada e depois as duas riram.

– Quero. Vou jogar o papel no lixo, calma ai – eu corri até a lata de lixo mais próxima, mas quando me virei senti uma mão fria tocar meu ombro e logo me arrepiei e senti que aquela mão já havia me tocado. Quando virei-me estava lá o Sr. Black com um sorriso no rosto e olhava profundamente para mim, mas na sua pele fria e pálida havia algo diferente, um arranhado na bochecha estava marcado naquela pele e aquele machucado meu trouxe lembranças...

– Anna Scrimgeour Paixão – ele balbuciou meu nome com entusiasmo.

– O...Olá Sr. Black – eu disse ofegante.

– Como vai? – ele sorria a cada palavra.

– Bem... E você?

– Se melhorar piora – ele sorriu maliciosamente, mas logo soltou meu ombro e sua expressão mudou.

– Bom tarde Black – papai disse a ele.

– Boa tarde Paixão, trazendo a filha na estação? – ele perguntou sério.

– Sim, e você trazendo os meninos?

– Sim.

Logo Régulo e Sirius vieram até nós, Sirius veio e me abraçou tanto a mim quanto ao meu pai.

– Estava já com saudades garoto – papai se referiu a Sirius que sorriu – Tem um filho incrível.

– Eu sei – Sr. Black sorriu a Sirius que aparentemente não gosto muito.

– Pai, irei com Anna até lá okay? – Sirius disse ao pai.

– Tudo bem, bons estudos – ele disse e saiu com Régulo ao seu lado.

Fomos todos caminhando até a estação 9 ¾ e atravessamos um de cada vez, estava cheio como sempre o expresso já nos esperava.

– Anna, quando Black encostou em você.... – Alfredo disse.

– Só senti algo estranho, ele me assustou.

– Tem certeza que é só?

Não.

– Sim, tenho sim.

– Okay então – ele ainda estava desconfiado, ele olhou para os lados, mas nenhum dos três vigias estava lá – Boa volta – ele me abraçou – Mande cartas e fique esperta tudo bem?

– Sim, eu te amo.

– Eu te amo mais.

Logo soltei Alfredo que sorriu e saiu, papai veio desperdice de mim.

– Tenho certeza que estará em segurança – papai me abraçou – Me mande cartas okay? – ele olhou para mim e segurou meus ombros.

– Pode deixar – sorri.

Ele me soltou e logo Sirius veio até meu lado e segurou na minha mão.

– E você cuide da minha menina – papai sorriu a ele.

– Sim senhor – ele sorriu para mim.

– Boa volta rapaz – papai abraçou Sirius – E estou de olho em vocês.

Rimos.

– Okay pai – peguei a mão de Sirius e puxei meu malão – Eu te amo pai.

– Eu também – ele beijou minha testa e ficou lá parado olhando eu e Sirius entrar no trem, ele ficou parado nos olhando, mas eu sabia o porquê daquilo certamente ele ficou observando se ninguém olhava para nós. Eu e Sirius deixamos o malão e entramos no trem.

– Leãozinho!!! – James veio correndo e meio que pulou no meu colo.

– Pontas!! – o abracei.

– Okay, okay podem se soltar – Sirius disse meio enciumado.

– Nada disso Almofadinhas, aquieta o rabo – ele me beijou na bochechas – Eai como foi as férias?

– Tranquilamente tranquila – sorri.

– Paixão! – Remo veio até mim e também me abraçou.

– Aluado! Que saudades! – eu disse.

– Definitivamente não é bacana dividir a namorada com os amigos – Sirius disse e colocou a mão no meu ombro.

– Almofadinhas a namorada é sua, mas o leãozinho é nosso – James disse.

– Concordo plenamente – Remo disse rindo – Vamos pra cabine, as meninas já estão lá.

Fomos andando até uma das cabines, quando entramos lá estava as três nos esperando.

– Achei que você não vinha – disse Tonks – Demorou pra caramba.

– Ah cale a boca – rimos.

O trem começou a andar.

Todos nós estávamos conversando juntos eu estava sentada de pernas de índio no banco enquanto Sirius estava esparramado com o braço apoiado no meu ombro, James estava ao meu lado e estava igualmente sentado igual a Sirius, Remo estava a minha frente e Eleanora, Rosa e Tonks ao seu lado enquanto Pedro estava sentado no chão.

– Cara que vontade de comer um doce – James disse.

– Vamos juntar grana e comprar alguns feijãozinhos – disse Pedro.

– Beleza – James respondeu.

– Cada um deu cinco galeões e eu e James fomos atrás da tia que vendia doce.

– Já voltamos – dei um selinho em Sirius.

– Cuidarei dela Almofadinhas – ele disse passando braço pelo meu ombro e mostrando a língua para Sirius.

Saímos do vagão e procuramos a tia que estava um pouco longe de nós e estava atendendo um grupo de garotas.

– As garotas do litoral são inesquecíveis – ele disse enquanto caminhávamos até a tia.

– Me poupe Potter – comecei a rir.

– Mas é verda... Ah Santo Merlin! Olha quem está lá! – ele me parou e veio até a minha frente – Como estou?

– Hum, normal. Evans tá lá?

– Sim! Leãozinho to bem arrumado mesmo?

– Tá sim, aja normal e vamos até lá.

– Okay – ele disse meio ansioso.

Chegamos até lá e James imediatamente foi falar com Lily.

– Olá só quem está aqui, a ruiva mais linda do mundo – ele disse e suas amigas riram.

– Olá Potter – ela não deu tanta atenção a ele – Anna! – quando ela me viu veio imediatamente me abraçar.

– Lily! Eai como foi o feriado? – perguntei.

– Ah tudo normal – ela sorriu.

– De repente este lugar ficou tão mal frequentado – Marlene disse fechando a cara imediatamente ao me ver.

– Fica quieta Lene – Clara veio até nós e igualmente a Lily me abraçou – Paixão que saudades! Potter, como vai essa força?

– Tranquila Duff e a tua?

– De boas, e o Reminho? – ela perguntou já num ar maroto e eu e James nos entreolhamos.

– Ele tá lá na cabine – respondi.

– Manda um beijo para ele por mim? – ela disse a nós.

– Ah claro – James disse, quando olhei para suas mãos ele já estava com os doces.

– Gente, por Merlin, vamos logo – Marlene reclamou.

– Ah Marlene calma! Tchau meu amor – Clara me abraçou – Até mais, falou Potter – ela abraçou ele e saiu.

– Tchau Anna até daqui a pouco – Lily me abraçou.

– Até Lily.

Ela parou na frente de James e com muito esforço sorriu.

– Tchau... James – ela sorriu e saiu e ele ficou lá parado olhando ela ir.

– É impressão minha, mas o mundo fica mais bonito quando ela sorri? – ele disse bobo.

– Vamos logo apaixonado – peguei sua mão e disse a ele rindo – Vamos logo se não Six tem um troço.

– Leãozinho você viu como ela sorriu pra mim? – ele disse.

– Sim, ela quis dizer com aquele sorriso “James Potter me coma”.

– Sério?! – ele parou de repente.

– Lógico que não Pontas! Você vai ter que ralar muito pra conquistar a Lily.

– Acho que não – ele me parou no meio do caminho – É só eu dar meu sorriso sensual.

Ele sorriu marotamente para mim tentando, talvez, “me seduzir”. Eu olhei para ele e comecei a rir.

– O que foi? Está tão ruim assim? – ele perguntou rindo também.

– Não é que – disse entre risos – Comigo não funciona isso não, eu sou tua amiga.

– Com você não funciona, mas com outras garotas funciona – ele piscou pra mim e saiu na minha frente e foi até um grupo de garotas que estavam perto da nossa cabine.

– Boa tarde garotas – ele disse com aquele sorriso que ele havia dado a mim e com uma voz sedutora.

– Boa tarde Potter – elas responderam timidamente dando risinhos envergonhados.

– Peguem uma varinha de alcaçuz – ele estendeu a elas que cada uma pegou uma e continuaram a dar risinhos tímidos a ele – Até mais garotas.

– Tchau Potter – quando ele saiu deu para ouvi-las suspirando.

– Pontas você me enoja – empurrei-o levemente.

– Por quê? – ele riu.

– Você é um canalha.

– Do melhor tipo – rimos mais e entramos na cabine.

Ficamos um bom tempo comendo doces enquanto ficamos nos desafiando com os feijõezinhos de todos os sabores, a tarde ia caindo enquanto nós comíamos os feijãozinhos, logo depois os meninos saíram da cabine enquanto nos trocávamos e depois nós é que saímos.

– Ah não aguento mais Herbologia – Tonks disse.

– Achei que todos os lufanos eram bons em Herbologia – Pedro disse.

– Não necessariamente – Tonks respondeu.

– Teve uma vez no nosso terceiro ano que “sem querer” explodimos algumas raízes na aula de Herbologia – disse James – Se lembra Almofadinhas?

– Como esquecer Pontas? A professora Sprout ficou uma fera conosco.

– E ficamos de detenção com ela duas semanas, tínhamos que ficar plantando morangos silvestres no campo da escola – Remo disse.

O trem apitou.

– Chegamos! – Pedro se levantou – Que saudades, estou morto de fome!

– Quando você não está Rabicho? – Remo disse.

Sirius e eu nos levantamos e ele segurou na minha mão.

– Hum, vamos sair de mãos dadas? – perguntei.

– Sim, por quê?

– Não nada, só achei que você não iria se sentir muito a vontade, aliás, não assumimos pro pessoal da escola.

– Anna, eu quero que todos vejam que você é minha – ele colocou a mão no meu rosto – e que todos fiquem longe de você.

Eu ri e ele me beijou rapidamente até saímos da cabine.

– “Que você é minha” vírgula – Aluado disse.

– Que você é dos Marotos – James completou sorrindo.

– Dos Marotos? Ela é nossa – Rosa disse.

– Eu sou de todos, okay? Okay.

Fomos saindo da cabine com aquele monte de gente e logo fomos até a carruagem para irmos para o castelo.

– Nomes – o professor Flitwick nos pediu.

– Professor acredito que o senhor já sabe nossos nomes – Remo disse a ele.

– Sinto muito Sr. Lupin, mas são regras. Nomes – Remo bufou – Remo Lupin, James Potter, Sirius Black, Pedro Pettigrew, Anna Paixão, Rosa Zeller, Eleanora Branstone e... – Remo olhou para Tonks – eu não sei seu primeiro nome.

– Ah... – Tonks abriu a boca para falar, mas Rosa se adiantou.

– Ninfadora Tonks – ela disse.

– Rosa! – Tonks disse nervosa.

– Ué tinha que falar seu nome! – ela disse rindo e todos nós seguramos o riso.

– Belo nome – Remo disse.

– Você acha? – ela disse meio envergonhada.

– Com certeza.

– Apenas seis pessoas numa carruagem – o professor Flitwick nos disse.

– Não podemos nos apertar um pouco? – Nora perguntou.

– Negativo – e ele respondeu.

– Vão vocês, eu e Sirius esperamos a próxima – eu disse.

– É, podem ir.

– Tem certeza? – Remo disse.

– Aham, nós nos encontramos lá – eu disse segurando a mão de Sirius e assim a carruagem que levava nossos amigos partiu. Coloquei minha cabeça no ombro de Sirius.

– Está cansada? – ele perguntou.

– Mais ou menos, eu dormi a tarde.

– Nomes, por favor – o professor Flitwick atrás de nós.

– Bellatrix Black – ouvimos a voz de Bellatrix e nos viramos imediatamente.

– Droga – Sirius disse baixinho.

– Tá tudo bem Six.

– Ora, ora priminho – ela sorriu, ela estava inteiramente de preto e seu cabelo cheio e cacheado balança ao vento frio que fazia naquele fim de tarde. Sirius se virou.

– É feio ignorar a família Sirius – Narcisa apareceu por trás de Bellatrix e mais atrás veio Régulo — Vejo que está acompanhado. Olhei para elas que me fuzilaram com o olhar.

– Vai mesmo de rebaixar ao lado dela? – Bellatrix disse.

– Cala a boca Bellatrix – Sirius disse nervoso.

– Six calma ta tudo certo — eu disse segurando seu braço

. — Quem diria Sirius Black sendo controlado – Narcisa disse e começou a rir junto com Bellatrix. — A carruagem chegou, vamos e parem com isso – Régulo falou e eu me assustei ao ouvir sua voz era seca e sem emoção, acho que nunca tinha ouvido a voz dele, mas certamente não achei que era daquele jeito. Subimos eu e Sirius primeiro e depois os três vieram conosco.

– Olha que cômico estamos em família – Bellatrix disse – Seja bem vinda Paixão e cuidado com as tradições dos Blacks – ela sorria ameaçadoramente.

– Hum, obrigada – disse indiferente.

– Realmente Sirius nunca teve um bom gosto – Narcisa disse.

– Lembra quando ele pegou a Caroline Listom – Bellatrix disse e as duas caíram na risada e eu, como uma boa ciumenta, fique brava.

– A melhorzinha foi a McKinnon, apesar de grifina ela tem muitos traços sonserinos – Narcisa disse.

– Ela seria uma digna Black – Bellatrix disse.

– Parem de idiotice – Régulo disse e ele novamente me impressionou.

– O que houve Régulo? Ficou irritadinho por sua cunhadinha? – Bellatrix disse.

– Não Bella, é você que fica de babaquice só para irritar a menina e atrapalhar o namoro dos dois – ele disse. Olhei para Sirius e ele pareceu surpreso também com aquela fala de Régulo.

– É melhor você ficar quieto Régulo – Narcisa disse sério.

– Ele fala o que ele quiser – me interferi no meio e os quatros viraram para mim com uma cara surpresa.

– Não se intromete lufana – Bellatrix disse.

– Você mesmo falou que eu sou da família – retruquei

. — Com ironia sua imbecil – Narcisa disse.

– Na verdade não ela é da família, fazer o que – Sirius disse – Mas ela está certa Régulo diz o que ele quiser vocês não mandam nele.

– Nós não, mas tem alguém que manda – Bellatrix o olhou como se ele estivesse muito ferrado. Régulo ao mesmo tempo se encolheu para o lado e calou-se.

– Não quer ser tirado da família com alguns membros e outros que estão prestes a sair – Narcisa virou-se para Sirius.

– Ser tirado da família de vocês é uma honra – eu disse.

– Você não sabe o que diz lufana – ela retrucou.

– Ela sabe sim, aquilo não pode ser chamado de família – Sirius disse.

– Não temos culpa que você é um rejeitado da família – Bellatrix ao dizer isso foi diretamente levada para o chão, pois não me aguentei e pulei em cima dela e caímos as duas no chão. Ela podia ser boa em feitiços, mas certamente na briga ela era horrível eu não conseguiu enxergar muito bem, mas parecia que eu havia arranhado bem o rosto dela Sirius não demorou muito e tirou-me de cima de sua prima que gritava, quando tirei meus cabelos dos olhos vi que ela gritava que nem louca e havia alguns arranhados em seu rosto, Narcisa estava segurando ela e vendo seu rosto enquanto Régulo a segurava também.

– Sua vaca!! Eu mato você!! – ela tentou sair dos braços dos dois, mas eles se seguraram e eu também tentei sair dos braços de Sirius.

– Vem então sua fraca! – gritei.

– Anna para! – Sirius me disse segurando um pouco mais forte.

Bellatrix empurrou os dois e parou na minha frente.

– Você arrumou uma inimiga pra vida toda sua vadia – ela disse nervosa e eu pude prestar um pouco mais de atenção no seu rosto e realmente havia um arranhado feio.

– Eu não tenho medo de inimigos – eu disse ainda nos braços de Sirius.

Ela riu.

– Não sou qualquer uma lufana. Sirius sabe – ela sorriu ameaçadoramente para Sirius.

– Você nem ouse tocar um fio de cabelo dela – ele disse nervoso e deixou-me de lado e deu um passo para frente.

– Deveria ter educado sua namoradinha antes, agora é tarde – ela riu de novo e olhou para mim com um ar de louca.

– Vamos embora Bella – Narcisa disse pegando em seu braço.

– Cala a boca sua idiota! – Bellatrix tirou a mão da irmã de seu braço – Você sabe que é inútil contra mim Sirius.

– Talvez não... Bella – ele disse e deu mais um passo para frente.

– Chega disso, vamos embora – Régulo disse.

– Fica quieto Régulo – Bellatrix balançou a cabeça e levou-a em sua direção – Fica caladinho bebezinho, porque o negócio aqui é entre eu e o idiota do teu irmão, e a namoradinha dele – ela disse indiferente quando quis disse de mim.

– Fica quieta você Bella, os deixa ai – ele disse.

– O que você tem Régulo? – ela perguntou ameaçadoramente indo até ele – Você sabe o que acontece com os “malcriados”.

Ele recuou.

– Deixa ele em paz Bella – Sirius disse – Ele só é um garoto.

– Você era um garoto quando trocou de lugar! – ela gritou – Temos que educar Régulo direito para ele não seguir o seu caminho babaca!

– Querem educar?! Isso é um absurdo o que estão fazendo com ele! – eu disse.

– Estou esgotada com você, é melhor você calar a boca – ela se virou para Régulo – E você também.

– Está tudo bem por aqui? – Dumbledore apareceu e todos nós nos calamos.

– Está tudo certo professor – Régulo disse e puxou as duas primas pelo braço e saiu.

– Confusões de família? – Dumbledore perguntou a Sirius que abaixou a cabeça e afirmou que sim – Nas melhores famílias tem isso meu jovem – ele colocou a mão velha no ombro de Sirius que sorriu – Melhor vocês irem, seus amigos já devem estar esperando e não quero que perdão o pudim – ele sorriu.

– Já estamos indo professor – eu sorri a ele e peguei a mão de Sirius.

– Senhorita Paixão – ele disse e eu me virei imediatamente.

– Sim professor.

– Pode passar na minha sala amanhã – ele disse.

– Tudo bem.

– Ótimo. Boa noite aos pombinhos.

Saímos de lá e fomos direto ao Salão Principal.

– Sabe o que ele quer? – Sirius me perguntou.

– Não faço a mínima ideia – respondi.

Despedimo-nos com um selinho e Sirius foi pra mesa da Grifinória e eu para a da Lufa-lufa.

– Mas que merda Anna! Onde você estava? – rosa perguntou brava.

– Nós tivemos um pequeno contratempo – respondi olhando fixamente pra mesa da Sonserina enquanto Bellatrix Black olhava fixamente para mim com uma expressão de ódio enquanto ela enrolava o garfo no prato de macarrão – Hum, me passa o suco de abóbora por favor Tonks.