Primeiro e único amor de Sirius Black

14 Corações partidos e bêbados


Notas iniciais
Oi, oi gente! Como vão? Viu não demorei pra postar! Hahaha

Fomos então todos até os três vassouras lá, a nossa espera, estava James, Remo e Pedro chegamos e nos sentamos.
– Estão bebendo o que? – Tonks perguntou ao sentar-se.
– Uísque de fogo – James disse dando um cole e fazendo uma careta.
– Que pacote é esse? – perguntei a Sirius que quando olhou o pacote ao meu lado tirou de minha visão.
– Não é nada, só um negocio que a Evans pediu para que eu segura-se.
– Falando de mim Black? – disse ela sentando na frente dele.
– Lily! Oi – eu disse.
– Oi Anna, quanto tempo. Uma cerveja amanteigada por favor – ela disse a uma bruxa baixa e com o rosto que me lembrava um porco, ela tinha uma verruga grande perto de seu lábio inferior com pelos grandes.
– E vocês? – ela tinha uma voz rouca.
– Oito copos de uísque de fogo – James disse.
– Oito? – Nora perguntou.
– Lógico, uma para cada um – James disse se largando na cadeira e enrolando o cabelo de Lily que o olhou feio.
– Eu não bebo – ela disse afastando o cabelo nas mãos dele.
– Não bebia até hoje.
E chegou nossas bebidas, quando coloquei na boca desceu queimando eu implorava por água, mas ninguém me ouvia e apenas riam um do outro e até a Lily bebeu. Remo estava no quarto copo.
– Eu me sinto o rei do mundo! – disse ele virando o copo e colocando-o na mesa.
– O rei do mundo garanhão? Olha quem está na mesa lá trás – Sirius disse a ele e passou os braços sobre mim.
Ele virou-se para trás e todos nós olhamos na mesma direção. Era Clara Duff que estava na mesa de trás acompanhada de um pessoal da Grifinória, ela o viu e sorriu dando-lhe um tchauzinho. Ele retribuiu o tchauzinho. Tonks torceu os lábios.
– Eu vou lá – ele disse empolgado, e na mesma hora Sirius e James começaram a rir. Olhei direto para Tonks que percebia controlar o máximo possível para não mudar a cor do cabelo.
– Ér... Remo, não acho uma boa ideia... – Sirius colocou o dedo na minha boca pedindo silêncio.
– Shiiiu, não sabemos quando esse fenômeno vai acontecer de novo!
– Sirius, a Tonks... – olhamos para ela e ela acompanhava Remo no olhar.
Ele caminhava devagar até ela e quando ela percebeu que ele estava próximo se virou e assim Remo Lupin tacou-lhe um beijo e ela entregou-se aos seus braços. Sirius, James e Pedro comemoravam Tonks levantou-se da mesa com o cabelo pegando fogo e saiu do Três Vassouras, os meninos não perceberam a sua saída, mas eu e Nora fomos correndo atrás dela. Saímos correndo sem dar explicações e vimos que ela corria empurrando qualquer um que se estive a sua frente, corremos atrás dela até a perdemos de vista.
– Eleanora, certeza que não a viu por ali? – perguntei apontando para o norte.
– Não Anna, passou um enorme coral na frente dela e não pude ver aonde ela foi. Mas que droga!
– Droga digo eu.
– Anna, Eleanora! – disse alguém atrás de nós, nos viramos rapidamente e Rosa vinha na nossa direção – O que ouve com a Tonks?
– Você a viu? – perguntei.
– Sim, ela foi em direção a Casa dos Gritos eu a vi correndo a chamei, mas ela não pareceu me escutar.
– Nos leve até ela e explicamos – Nora disse e saímos correndo contando tudo que ouve para Rosa, ela enfureceu. Chegamos à parte onde a Casa dos Gritos estava cercada, não havia movimentação por lá era um ótimo lugar para ficar afastado de todos, Tonks não era tão inteligente, pois conseguimos seguir suas pegadas que levavam para entre as árvores e assim fomos atrás, andamos até não haver mais pegada e ouvimos um choro baixinho e quando olhamos atrás da árvore lá estava ela sentada chorando seu cabelo agora estava preto sem luz.
– Ah Tonks – ajoelhei-me ao seu lado e num rápido movimento ela se jogou em meus braços e chorou. Nora acariciava sua cabeça e Rosa segurava em sua mão.
– Como ela é uma puta desgraçada! – ela falava com raiva enquanto chorava.
– Calma Tonks, calma. Remo não sabia o que estava fazendo – Nora disse.
– Lógico que sabia! A bebida foi apenas um passo para ele se declarar a ela!
– Mas, bom, ele vai se arrepender depois – Rosa arriscou a falar.
– Não vai não!
– Ele só fez isso porque não sabia que você gostava dele, se ele soube nunca teria feito isso – eu disse a abraçando mais forte e podendo sentir o calor das suas lágrimas.
– Como não sabe Anna?! Está na cara, todos sabem.
– Ele é um garoto Tonks, garotos não percebem – Nora disse.
Decidimos não falar mais nada e deixar apenas ela desabafar, ela logo se acalmou e secou as lágrimas seus olhos estavam vermelhos como o rosto, apenas seu cabelo que estava preto num tom sem brilho.
– Quer andar por ai, para arejar a cabeça? – Rosa perguntou e ela fez sim com a cabeça. Ajudamo-la a se levantar e fomos caminhando devagar, todas juntas, todas unidas.

– Quer fazer o que? – Eleanora perguntou.

– Comer doces – Tonks disse ainda soluçando.

– Mas, não...

– Não almoçamos, nós sabemos disso – cortei Rosa – Mas quem precisa de almoço quando temos doces?

– Precisa de um almoço, quando se..

– Quando se tem uma dieta regular, nó sabemos disso – Nora disse.

– Quer saber vamos nos foder, e encher o rabo de doce! – disse Rosa.

– É assim que se fala – Eleanora deu-lhe um soco carinhoso no braço – E o corvino?

– Hum, o que tem ele? – ela perguntou envergonhada.

– Corou, gamou – Tonks completou e rimos.

– Ele é meio doidinho, mas é muito fofo – ela disse com aquele tom meloso de quem ama alguém.

– Meio doidinho..? – Eleanora disse.

– Completamente – ela assumiu – Mas ele diz meu sorriso é igual as lágrimas de Fênix.

– Isso é estranho – eu disse.

– É estranho, mas soa fofo – disse Tonks que parecia mais calma e seu cabelo voltou a ter algum brilho, mas continuava um preto de imensa escuridão.

– Por que fênix? – Eleanora perguntou sem entender.

– Bom, lágrimas de Fênix curam ferimentos – respondi pensativa.

– E que eu curo a dor do mundo com meu sorriso, saca? – ela disse.

– Ahhh – Eleanora disse num tom de entendimento – Que viadagem! Vou vomitar!

– Ah é fofo! – ela disse – E inteligente – ela suspirou.

– Vai ter casamento! – bati palmas.

– Credo, o lunático e a sabichona que lindo – Tonks disse.

Chegamos à Dedos de Mel e lá fizemos uma festa!

Rosa comprou feijãozinhos de todos os sabores, delícias gasosas, diversos pirulitos, diabinhos negros de pimenta (sim ela gostava daquilo), ratinhos de sorvete e uma garrafa de suco de abóbora, Tonks acabou-se mesmo comprou os feijãozinhos, varinhas de alcaçuz, sapos de chocolate, pirulitos de sangue, tabletes de nugá, canetas de açúcar, caramelos cor de mel, bombons explosivos e cachos de baratas, Nora comprou pouca coisa devido a sua repentina dieta ao entrar lá comprou varinhas de alcaçuz, pirulitos de sangue, bolas maciças de sorvete de fruta e flores dentais de menta, já eu... Eu comprei meus amados sapos de chocolate, varinhas de alcaçuz, feijãozinhos, delícias gasosas, Chocobola recheada de creme cozido, lesmas gelatinosas (que maravilha era isso!), Chicles de baba e bola e por fim penas de algodão doce, aquela loja era um ruína para mim. Logo depois fomos a loja de penas compramos algumas penas, fomos tomar cerveja amanteigada (não no Três Vassouras Tonks ia chorar e se descabelar de novo e iríamos arriscar ela ver o Remo de novo). E passamos em diversas lojas comprando algumas coisas até comprei alguns presentes para meus familiares. Uma pena de pavão para a mamãe, um sapato novo dançante para o papai, um saco de diabinhos pimentas com um suéter da última moda do natal da Trapobelo Moda e Mágica e alguns presentes para as meninas como um pacote de bomba de bosta pra Tonks, James e Pedro, um bibilhoscópio para Rosa e Remo, um livro de quadribol que Nora tanto queria e para Sirius um canivete de mil e umas funções.

– Não está na hora da gente ir? – Rosa perguntou.

– Que horas são? – Nora perguntou.

– São 16:40 – respondi olhando o grande relógio de uma loja vizinha.

– Melhor irmos mesmo – Tonks disse e saímos da loja e fomo caminhando até onde o trem nos encontraria e numa gritaria ouvi alguém me chamar.

– Juba! Juba! – era James que vinha correndo e gritando.

– Que foi Pontas? – perguntei preocupada.

– Sirius bêbado e se a McGonagall nos pegar estamos fodidos!

– Puta merda Sirius Black – eu disse.

– Vai lá o ajudar, ficamos com suas coisas – Rosa disse colocando a mão no meu ombro.

– Certeza chefia – Nora disse brincalhona.

– Merecer ele não merece, mas vai lá – eu a olhei, Tonks estava melhor não queria deixá-la estava com medo dela ficar mal de novo – Vai boba, o que ta esperando?

Dei as sacolas a Rosa.

– Obrigada – sorri e sai com James.

– Suas amigas são firmezas – ele disse.

– São, são incríveis!

– Tonks ficou mal com o Aluado?

– Lógico né Pontas.

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Chegamos e ele estava sendo segurado por Remo, ele cantava enroladamente e animadamente.

– Aluado, meu velho amigo. Me diz o porquê o céu é azul – Remo revirou os olhos.

– Remo pensei que estivesse bêbado também – eu disse surpresa.

– Paixão meu amor! Chegou para a festa! – ele disse enrolado e se jogando nos meus braços.

– Claro que não! Tomei um café depois daquilo, que besteiras eu fiz – ele balançou a cabeça.

– Fica quieto Aluado você queria, vamos pensar num jeito de colocá-lo no trem sem a McGonagall ver.

– Cadê o Rabicho?

– Tá comendo as cocotinhas – Sirius ria.

– Hã?

– Ele saiu com uma menina – Remo disse.

– Oi? Rabicho? Como você é pesado Almofadinhas – reclamei e o ajeitei em meus braços.

– Sou pesado de amor por você – ele tentou me beijar, mas desviei seu hálito de bebida estava forte.

– Milagres acontecem Juba – James disse pensativo.

– Melhor não interromper um milagre se é assim, por que o deixaram beber desse jeito?!

– Alguém para Sirius Black? – disse Remo.

– Já sei! Alguém distrai a McGonagall enquanto eu entro no trem – eu disse.

– Meeus olhooos te viram triiiste – Sirius cantada.

Eu e James olhamos juntos para Remo.

– Não vou distraí-la! – ele disse – Por que eu?!

– Você é o melhor que se da com ela – James disse, num tom maroto.

– Realmente Aluado, você é um de seus melhores alunos – eu tentei o convencer.

– E não vai ser por muito tempo, eu vou fazer alguma coisa que chame atenção dela e você já a larga e Juba entra com o Almofadinhas pro trem.

– Ótimo Pontas! Por favor Aluado – implorei.

– Umm beiijo seeeu a luaa eu peeediiii – Sirius novamente cantava.

– Por favor Aluado – James implorou com a voz de uma menininha.

– Por amigos a gente faz tudo, pelos amigos a gente não sente medo – ele bufava.

– Eu te amo Aluado! Vou saindo com ele, Pontas pensa em algo e Aluado tente a entreter.

– Vocês teram que me pagar – ele disse.

– O corpo da Juba ta ai pra isso – James disse sarcástico.

– Vai se ferrar – eu disse e sai andando com Sirius apoiado em mim, ele tinha o passo mole e a voz enrolada.

– Anna, quer namorar comigo? – ele perguntou.

– Não seu otário – eu disse seca e o arrumei em meus braços.

– Não? – ele disse sem acreditar, realmente aquela voz bêbada me irritava – Vai me trocar pelo Light?! Ou pelo Diggory?! – ele disse gritando e saindo de meus braços.

– Sirius Black pare com isso! – eu gritei com ele e senti meu rosto queimar de vergonha e vi que muitos olhavam para nós ele havia começado a chorar.

– O que eles tem que eu não tenho?! Eu sou o mais desejado de toda Hogwarts! – ele dizia em tom alto e todos comentavam baixinho e eu pude ouvir alguns comentários “O que essa jovem tão bonita faz com um bêbado deste jeito?”, “Garotas sempre atrás de garotos trastes!”, “Essa menina teria um futuro brilhante se não fosse esse vagabundo! Veja isso Ruana, veja! O que essas meninas tem na cabeça?”, “Ah se fosse meu filho teria abandonado!”, “Por que ela não o larga e vê se arruma coisa melhor?”, “Imagino Gertrudes que deve haver vários meninos bonzinhos atrás dessa menina, mas ela importasse somente com esse crápula!”.

Meu rosto queimou de vergonha e fui até Sirius e disse o mais calma possível.

– Sirius me amor, vamos embora.

– Não me toque! – ele disse e afastou-se para trás, mas caiu e eu fui até o chão para levantá-lo.

– Ah Sirius, por favor, vamos embora! – eu o tentava levantar-lo e num movimento rápido ele abraçou-me e chorou como uma criança.

– Não me deixe! Eu amo você! Amo – ele colocou as duas mãos geladas na minha face quente e seus olhos azuis vivos estavam banhados em lágrimas, estavam sem foco e eu acreditava que ele não me enxergava bem devido as lágrimas – Quer uma prova de amor?! EU AMO A ANNA, ELA É O AMOR DA MINHA VDA, DE TODAS AS GAROTAS QUE PASSARAM NA MINHA VIDA ELA FOI A QUE MAIS ME FEZ COMPLETO.

Coloquei meu dedo na boca de Sirius pedindo para que se calasse, eu queria chorar aquela hora vê-lo naquele estado, daquele jeito e sentir que suas palavras eram verdadeiras, eram tão verdadeiras quanto a sua bebi se.

– Eu amo você, não me deixe eu sou um idiota sem você. NÃO ME DEIXE AMOR – ele começou a cantar e a única solução que achei para que ele parasse com tudo aquilo foi beijá-lo, não foi o melhor beijo de fato, mas impressionou-me o fato de mesmo um beijo bêbado dele ainda sim continuava a ser o melhor que eu já tinha ganhado. O soltei e ele ficou imóvel olhando-me, se ele vê-se no estado lúcido ele morreria de vergonha.

– Não vou deixá-lo Almoffadinhas, você é o amor da minha vida. Nunca o deixarei, nem nas horas mais difíceis se um dia eu te deixar é porque realmente fiquei louca (ou você me deixou louca, pensei) agora vamos embora, sim?

Ele apenas balançou a cabeça concordando levantei-me e o levantei ele passou o braço sobre mim e o encaminhei até o trem, ele não havia mais dito nada. Quando cheguei próxima do trem vi vários alunos e vi Remo conversando com McGonagall, quando ele viu-me olhou-me aliviado e virei a cabeça para o outro lado James estava com uma blusa, mas suas pernas estavam de fora e ele tremia ao ver-me tirou a blusa e mostrou o corpo com apenas uma cueca “Louco! Ele deve estar morrendo de frio!”, pensei. Ele saiu gritando “E que corpo!Uau!”, todos o olharam surpreso e começaram a rir, era uma cena engraçada eu riria se eu não tivesse o que fazer. Os alunos olhavam para ele então aproveitei que ele chamava mais atenção do que um garota quase carregando um cara completamente bêbado, Remo foi até mim e ajudou-me a levar Sirius.

– Ele é louco? – perguntei.

– Sim, ele é – ele disse tomando de mim Sirius que resmungou ao ver que não era eu que o carregava – Assine a lista.

Balancei a varinha e imediatamente a pena em que a professora McGonagall segurava junto de uma prancheta se agitou e escreveu no pergaminho preso a prancheta “Anna Paixão”, “Sirius Black”. Entrei correndo no trem e vi que Remo carregava Sirius corri e peguei o outro lado de Sirius para ajudá-lo.

– Vamos pro último vagão – ele disse – Não sentaremos com vocês, ficaremos no penúltimo vagão vigiando.

– Tem certeza?

– Aham.

– Aluado, estão chegando! – ouvimos vozes de pessoas aproximando-se do trem.

– Tente ir mais rápido Juba esta lá na frente – ele disse e saímos correndo o quanto era possível com Sirius nos braços. Então entrou algumas pessoas no trem e eu abri a porta correndo e Remo jogou Sirius no banco da cabine – Fique ai, não saiba. Daremos um jeito para sair, tente o fazer dormir e se acalmar.

– Aluado, você acha que consigo fazer isso? – perguntei angustiada ele tomou-me em seus braços e me abraçou, e beijou-lhe minha testa.

– Consegue, consegue sim. Confio em você, qualquer coisa mostre seus seios e tudo ficará bem – ele riu e eu também.

– Idiota – o soltei rindo ele pegou minha mão.

– Vai dar tudo certo – ele sorriu e saiu me deixando sós no vagão, só eu e um bêbado.

– Eu vou conversar com aquele folgado fica te abraçando ai! – Sirius disse nervoso levantando-se e pronto para esmurrar a porta até abrir.

– Sirius não! Aluado é meu amigo, nosso amigo! – eu tentava o empurrar, mas quase em vão ele era mais forte.

– Amigo?! Traíra isso sim! Fica agarrando a mulher dos outros.

– Sirius para, por favor!

– Sai da minha frente Anna, não quero machucá-la não me impeça!

– Sirius, não está me assustando – as lágrimas começaram a cair – Para com isso!

– Saia da minha frente sua idiota! – ele gritou.

“Mostre seus seios e tudo ficará bem”.

– Sirius não, por favor, por mim – minha voz estava ficando fraca.

– Farei por você, darei uma lição a aquele lobisomem maldito!

“Mostre seus seios e tudo ficará bem”.

– Para, para! – gritei.

– Você não entende! – ele tentava me empurrar sem forças mas permaneci em meu lugar.

Afastei-me um pouco dele, (e por sorte o vagão estava bem quente) e tirei o blusão e camiseta ficando na frente dele de sutiã e calça. Ele parou de gritar e ficou imóvel me olhando, como ele estava lindo. Remo por que você sempre tem razão?

Ele veio devagar até mim e abraçou meu tronco quase nu e pude sentir o seu toque que me arrepiava toda, ele ia beijando meu pescoço até chegar a minha boca. Eu não imaginei ser assim minha primeira vez, nem queria que fosse assim eu estava insegura Sirius não era o mesmo, mas para salva-lo eu precisava, eu tinha que fazer.

Ele pegou-me no colo segurando-me pelas pernas abertas que passavam um pouco acima de sua cintura, ele cambaleou, mas conseguiu-me colocar sentada no banco onde ele ajoelhou-se e começou a beijar minha barriga até subir entre meus seios eu o ajudei a ficar sem camisa, ele beijava-me com força e eu tinha medo, um medo misturado com amor. Ele foi até minha calça jeans e começou a desabotoá-las, mas numa hora parou e olhou fixamente para mim.

– Você, você quer?

Fiquei imóvel o olhando.

– Sim – eu disse fraca.

– Não, está insegura – ele colocou a mão em meu rosto ainda estava com os sintomas de bêbado – Você é especial, não tem que ser aqui. Tem que ser quando você quiser.

Eu agarrei seu pescoço e levei sua cabeça até a minha para que nossos lábios se encontrassem, ele abraçava-me fortemente num gesto para que eu não fugi-se dali para mostrar que eu o pertencia.

– Eu te amo – ele disse.

– Eu também o amo – eu respondi.

– Seja minha Anna, só minha. Não agüentarei vê-la longe dos meus braços.

Ele deitou-se no banco com a cabeça repousada em meu colo, ele acalmava aos poucos seu fogo e estava segurando minha perna. Eu aliviada comecei a passar a mão entre seu cabelo enrolado.

– Não me deixe, por favor – ele dizia tristonho.

– Nem se eu quisesse – sussurrei em seu ouvido – Eu sou sua Sirius, não teria como deixá-lo.

Ele sorriu e fechou os olhos, e eu fiquei acordada a viagem toda garantindo que ele estava realmente bem, não fiz esforços para terminar de vesti-me Sirius aquecia uma parte de meu corpo e estava quente na cabine rezei apenas para que ninguém me incomodasse lá e que ele não acordasse.

Cada vez que ele se remexia em meu colo era de medo dele acordar, não sabia do que ele poderia ser capaz bêbado, mas a viagem foi tranqüila. Começou a chover na metade do caminho que me distraiu e pude até permitir-me cochilar um pouco, mas sempre atenta. Acordei com a gritaria do lado de fora, havíamos chegado não queria que nem Remo nem James me visse naquele estado poderiam pensar algo errado, mas não havia saída quando tudo se acalmou mais Remo bateu na porta.

– Pode entrar – quando ele abriu foi desconfortante ele chegou e olhou diretamente pros meus seios.

– Ér...

– Eu tive que fazer o que você me falou.

Ele entrou no vagão deixando que James entrasse também.

– Eai Juba, como... Uau!

– Pontas! – eu o censurei.

– Desculpa, mas Merlim do céu, o que é isso?

– Tive que fazer isso para ele se acalmar, ele queria sair para bater em Remo.

– Mas ouve, o sexo selvagem?

– Pontas!! – disse para.

– Desculpa, desculpa – ele disse rindo – Vou começar a ficar bêbado também.

– Pontas é sério, vamos sair logo daqui. Temos que ir – Remo deu uma olhada rápida novamente em meus seios o que me deixou desconfortável e logo foi ajudar Sirius a acordar.

– São bonitos, só pra avisar – James disse marotamente e foi ajudar Remo – Quando quiser ficar assim junto de mim não me importo. Ai! – bati em sua cabeça enquanto me levantava peguei minha camiseta e coloquei depois o blusão.

– Almofadinhas, acorda – dizia Remo.

– Hã? – ele dizia sonolento.

– Senhores – a professora McGonagall estava parada na porta o que nos deu um belo susto – Todos já saíram, vamos adiantando?

– Ah desculpa professora, é que Sirius dormiu e estamos tentando acordá-lo – eu disse.

Ela pegou a varinha e a agitou e imediatamente Sirius estava em pé assustado sem saber o que aconteceu.

– Onde eu to? – ele perguntou coçando o olho.

– Está em Hogwarts Sr.Black e vamos indo não quero me atrasar para o jantar.

Olhei para os três e saímos acompanhando a professora McGonagoll, andei na frente enquanto Remo e James ajudavam Sirius a se locomover.

Notas finais
Fala sério Sirius Black é fofo até mesmo bêbado! Eai gostaram desse cap? Continuam ligados, pois nos próximos capítulos o bicho vai pegar e eu posso dar um pequeno adiantamento sogras são sempre ruins (ou quase né), mas e como é a sogra da Paixão?