Primeiro Beijo.

1 Capítulo Unico.


Notas iniciais
Eu estou super doente, maaas, eu não podia perder a oportunidade, espero que gostem ;D
GRUVIA O/

Já era tarde na Guilda quando todos estavam indo embora, menos a maga da água que não fazia nenhum esforço para se locomover.


Mirajane vendo a possível depressão de Juvia se aproxima com intuito de levá-la para Fairy Hills.


— Oe, Juvia-chan?


— Ah, – respondeu a maga de cabelo azul aparentemente saindo do transe – Juvia estava distraída, disse alguma coisa Mira-chan?


— Vamos para casa, não tem mais ninguém aqui. – ofereceu-lhe a mão com seu típico sorriso amigável.


— Sim Mira. – respondeu com o mesmo sorriso.


As duas magas saíram da Guilda e não tardaram a chegar em Fairy Hills, logo notaram a diferente movimentação, todas as garotas estavam no saguão, de pijamas.


Até Lucy estava lá. Mira e Juvia se apressaram e fizeram o mesmo que suas nakamas, trocaram-se e desceram.


Mira chegou primeiro e logo se juntou a conversa. Juvia desceu com pouco ânimo e sentou-se entre as amigas, aparentemente estavam falando sobre roupas, e não demorou até Levy inserir Juvia na conversa.


— E você Juvia?


— Juvia o que? – perguntou ela distraída.


— Que tipo de roupas você prefere? você sempre usa tantas roupas, não sente calor?


— Juvia usa qualquer roupa que chame a atenção de Gray-sama. – disse ela com coração nos olhos.


— Entendo... – disse Erza pensativa. – Mas o Gray tem uma certa aversão á roupas.


— Isso é verdade – comentou Evergreen que também estava entre elas.


Juvia assumiu um tom escarlate, sua mente girou várias vezes antes de Cana chamar atenção de todas com um novo assunto.


— Falando em falta de roupa, alguma de vocês já deu o primeiro beijo?


— Mas o que isso tem haver? – disse Lucy com uma gota de suor.


Foi a vez de Erza corar até quase não conseguir identificar onde era seu cabelo e onde era seu rosto.


— Eu n-não. – respondeu Levy timidamente.

— Não precisam de vergonha. – começou Mirajane – um dia o cara certo e a hora certa vão aparecer.


— Mira-nee-chan tem razão. – Disse Lisanna.


— Você já beijou alguém lisanna? – perguntou Cana desconfiada, com uma garrafa de sakê.


— Já. – disse ela despreocupada.


— QUEM? – todas gritaram.


— Foi o Natsu. – ela continuava a dizer despreocupadamente.


Mira estava impressionada, nunca havia pensado nisso.


— Lisanna, estamos falando de outro tipo de beijo, sabe... – falou Mira tentando explicar.


— Com a língua. – falou Evergreen simplesmente.


— Ah, – disse Lisanna pensativa – eu sei.


Todas as meninas não conseguiam acreditar e foi a vez de Levy fazer a pergunta indiscreta a outra garota.


— E você Lu-chan? Já beijou alguém?


— Eu j-já. – disse Lucy corada.


— QUEM? – gritaram novamente.


— Foi o Gray-sama?! – disse Juvia revoltada.


— NÃÃÃO! – gritou Lucy com medo da maga vingativa da água.


— Quem foi então Lu-chan?


— F-foi o Loki. – disse ela ainda mais corada.


— Eu sabia – disse Juvia fazendo todos ficarem com enormes gotas de suor.


— Acho que já está bem tarde. – disse Erza levantando-se.


— Eu concordo – falou Mira – Hora de dormir meninas.


— Mas ta muito cedo... – reclamou Levy.


— Agora! – disse Erza autoritária, em pouco mais de 1 minuto o saguão estava vazio.


Levy foi para seu quarto com Lucy que dormiria com ela e todas as outras garotas foram aos seus respectivos aposentos.


Juvia deitou-se e começou a pensar sobre essa questão, o primeiro beijo.


Ela nunca tinha dado atenção á isso, mas a verdade agora era que a única pessoa que poderia ter seu primeiro beijo era seu Gray-sama.


Não, ele poderia ter todos os seus beijos, Juvia daria todos a ele se ele quisesse, mas parecia que ele não se importava muito com isso, esse era um dos grandes motivos da grande tristeza de Juvia.


E sem perceber ela estava chorando, por que a vida tinha que ser tão injusta com ela.


Não, a vida não era mais a culpada, aliás, a vida trouxe lhe o Gray-sama, a vida lhe levou á aquela Guilda cheia de gente maluca, divertida e amável. Ela tinha que agradecer a vida, mas ela queria mais, ela o queria.


E Juvia adormeceu enquanto as grossas lágrimas encharcavam seu travesseiro.



OOOOOOOoooooOOOOOoooooOOOOOoooooOOOOOoooooOOOOOoooooOOOO



Pela manhã, Mirajane esperava como sempre ser a primeira na Guilda. Mas para sua surpresa a “mulher chuva” estava em um canto a debulhar-se em lágrimas.


— Juvia-chan, – chamou Mirajane docemente. – está tudo bem?


— um* – confirmou ela tentando secar as lágrimas.


— Tem certeza?


— um*, – disse ela ficando em pé decididamente. – Mira-chan você pode me mostrar algum trabalho que não seja fácil?


— Mas... – Mirajane começou a argumentar, porém, ela viu a determinação nos olhos azulados da maga, afinal, ela era forte, talvez ela precisasse mesmo de um desafio para espantar toda a tristeza. – Sim, tenho um perfeito para você, siga-me.


Mirajane mostrou a Juvia um trabalho que não era fácil e que também não era difícil. Era basicamente uma vila pequena que estava sendo atacada e antes dos ataques haviam chuvas fortíssimas, forçando as pessoas a não saírem de casa; parece que deste jeito o monstro ou seja lá o que for, atacava as casas e as pessoas não conseguiam ajudar umas as outras ou fugir.


E Juvia partiu, decidida a provar ao Gray-sama que ela não era uma fraca, ela iria mostrar á todos que ela podia ser forte, não iria mais chorar pelos cantos e nem implorar pela sua atenção, naquela manhã Juvia tomou uma decisão, ela iria tê-lo para si.



OOOOoooooOOOOOooooOOOOooooOOOOOooooOOOOooooOOOOooooOOOOoo



Quando Gray, Natsu e Lucy chegaram á guilda ela já estava cheia e barulhenta como sempre era.


Gray já não estava totalmente vestido e Natsu estava desafiando Laxus para uma briga, Lucy sentou-se com Erza e Wendy em uma mesa.


— Eu soube que a Juvia-chan foi em uma missão sozinha Charlie. – disse Wendy preocupada.


— Será que ela vai ficar bem? – disse a Exceed branca.


— Tomara que sim – disse Lucy preocupada.


— A Juvia é forte – dizia Erza enquanto devorava um pedaço de bolo de morango – tenho certeza que ela dá conta, eu lembro quando a Grimoire Heart nos atacou, ela foi incrível.


— é a Juvia é realmente forte, ela é uma ex-Four Elements. – completou a exceed.


— Não se preocupem com a mulher chuva. – disse Gajeel, que estava na mesa ao lado mastigando alguns parafusos.


— O que tem a Juvia? – Disse Gray finalmente se aproximando.


Gajeel soltou seu típico gi-hih antes de Lucy explicar a ele onde ela tinha ido.


— Mas porque ela iria sozinha? – perguntou ele aparentemente preocupado.


— Nós também não sabemos, nudista. – disse Gajeel enquanto Gray percebia que usava só uma cueca.



OOOOooooOOOOooooOOOOoooOOOoooOOOoooOOOoooOOOoooOOOooooOOO


Passaram-se dois dias sem notícias da maga da água. Todos já estavam preocupados e então Mirajane pediu que o “grupo mais forte da Fairy Tail” fossem atrás de notícias.


O vilarejo onde ela teria ido fazer o trabalho não era muito perto, ficava entre as montanhas.


Ao chegarem ao tal vilarejo foram recebidos e acomodados, até que o Chefe do local veio lhes explicar a situação.


O chefe era um homem de idade que tinha os cabelos e barba longos.


— Sejam bem vindos ao nosso vilarejo, a sua amiga passou por aqui sim e partiu durante uma tempestade que imaginávamos que seria o próximo ataque. – disse o senhor enquanto mexia na barba.


— Entendemos senhor. – disse Erza seriamente.


— Hey velhote! – disse Gray um pouco alterado – Você sabem ao menos em que direção ficam esses desgraçados que pegaram a Juvia?


— Hum... – disse o senhor parecendo ponderar – Não.


Gray em um impulso de raiva saiu da cabana onde eles conversavam e foi em direção as montanhas.


Ele sentia, ele sabia que alguma coisa ruim havia acontecido á sua Juvia, e ele não deixaria barato.


Depois de correr em círculos, congelar diversos lugares por sua frustração, ele conseguiu finalmente avistar uma cabana ao lado de um grande lago, e percebeu uma movimentação suspeita.


Decidiu então fazer a melhor coisa para quando você nota uma movimentação suspeita em um lugar esquisito, congelou tudo com sua magia Ice make.


Assim que entrou na cabana percebeu um grupo de homens, aparentemente magos, jogando cartas.


— Oe! – gritou chamando a atenção deles.


Os homens viraram-se para olhar para o mago seminu.


— O que você... – começou a dizer um deles antes de ser interrompido pelo seu nakama.


— Ele é da mesma guilda que aquela mulher esquisita! – gritou ele apontando para a marca da fairy tail em seu peito.


— Então ela mentiu. Maldita, devíamos ter matado-a. – continuou o que foi interrompido.


— O que fizeram com a Juvia seus malditos?! – Gritou Gray entrando em desespero.


— Nós? – grunhiu ele com desdém – aquela mulher é uma desgraça, ninguém sobreviveria á aquela chuva e ela conseguiu, então fizemos o contrário...


— A queimamos. – completou o outro com uma gargalhada.


Gray perdeu totalmente o controle e partiu para cima de um deles, mas para a sua má sorte ele era um mago também, e sua magia podia criar ilusões.


— Mas que diabos...? – reclamou ele ao ver-se em cima de um vulcão e sentir o calor exorbitante do local.


— Agora terá o mesmo destino que ela. – disse o homem.


— Sim, sim, o mesmo destino. – concordou o outro.


— Seus malditos, não vou cair em seus truques, e vou salvar a Juvia! – disse decidido – IceMake: Lance!


— ele usa magia de gelo, corre! – gritou o homem que fazia as ilusões, e logo ela se dissipou fazendo Gray perceber que nunca saíra da cabana.


— Não seja frouxo! – gritou o outro. – eu posso fazer tudo o que você faz, com uma pequena diferença, invertido. E o contrário de gelo é...


— Fogo! Fogo!


— Exato – disse sorrindo sadicamente – FireMake: Lance! – e as lanças de fogo vieram com a mesma intensidade que suas lanças de gelo.


Antes que o ataque o alcançasse, ele desapareceu ao ser engolido pelo dragon slayer do fogo.


— Você saiu correndo igual um idiota! – gritou Natsu colocando-se em sua frente.


— Estamos juntos Gray – disse Erza que vinha junto de Lucy, Wendy, Happy e Charlie. – sabemos que quer salvar a Juvia, mas isso não é uma tarefa só sua.


Aquilo fez Gray corar e gaguejar tentando explicar que era porque ele não podia abandonar seus nakamas.


— Não se preocupe, vamos todos salvar a Juvia – falou Lucy com uma piscadela e o dedão erguido em um sinal positivo.


— Aye, sir! – disse Happy animado.


— Vamos Happy, – disse Natsu – acabaremos com esses caras por tentarem roubar a Juvia de nós.


A luta seguinte foi mais rápida que a primeira que havia sido interrompida, Natsu e Erza deixaram os cinco homens inconscientes.


— Onde está a Juvia? – perguntou Lucy.


— Eu sei. – disse Natsu – é só seguir o cheiro dela, não está longe.


Natsu começou a guiá-los até o lugar, depois de muito procurar, a encontraram. Juvia estava inconsciente e presa embaixo de alguns escombros, logo removeram tudo o que atrapalhava de tirá-la de lá.


Wendy se apressou e cuidou dos ferimentos mais graves de Juvia, ainda desacordada, Gray a carregou de volta ao vilarejo.


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Juvia acordou não conseguindo identificar onde realmente estava, seu corpo e cabeça doíam e ela não conseguia lembrar-se dos acontecimentos anteriores.


A voz grave e rouca dele a fez despertar por completo.


— Ela vai ficar assim por muito tempo Wendy? – disse Gray preocupado.


— Não Gray-kun, provavelmente acordará hoje. – respondeu ela docemente – eu espero que tenha ajudado.


— Não seja boba Wendy – disse alguém que Juvia identificou ser Charlie – Você ajudou muito, se não fosse por você a Juvia estaria muito pior.


— Charlie tem razão Wendy-chan, Obrigado por ajudar. – agradeceu ele com um meio sorriso.


— Não foi nada, – disse Wendy envergonhada – eu só quero ajudar no que eu puder ser útil.


— Bom, – disse Charlie chamando a atenção dos dois – acho melhor deixarmos a Juvia descansar um pouco mais, para podermos voltar ainda hoje.


— Hai – disseram os dois em uníssono.


Juvia que fingia estar desacordada ainda percebeu que Gray-sama iria sair do aposento onde estava, e resolveu chamar sua atenção.


— G-Gray-sama – chamou ela com a voz fraca.


O mago do gelo congelou¹. Ela havia acordado finalmente, ele aproximou-se da cama onde ela estava deitada.


— Juvia...


— Obri-Obrigada. – disse enquanto tentava sentar-se.


— Não levante – disse Gray impedindo-a de se mover – você precisa descansar mais um pouco, e não há porque agradecer, somos da Fairy Tail, é nosso dever proteger nossos nakamas.


— entendo...


— Juvia? – chamou ele baixinho.


— um*?


— O que eles fizeram com você? – disse ele apertando os punhos.


— Nada, – disse ela sorrindo fraco – Juvia foi fraca e se deixou ser enganada por uma ilusão.


Gray não entendia o porquê de o homem dizer que a havia queimado, ela estava apenas inconsciente em baixo de escombros, e de acordo com Wendy e um curandeiro do vilarejo, não havia marcas de queimaduras.


— Juvia, por que eles disseram que te queimaram?


— Juvia acha que foi porque na ilusão Juvia caía em um vulcão, e Juvia podia sentir queimar, por mais que fosse só uma ilusão. – Gray entendeu finalmente, ele também sentiu o calor do vulcão por mais que fosse só uma ilusão.


— Juvia? – chamou ele – Não faça mais isso.


— Nani*?


— Não faça mais loucuras que coloquem sua vida em risco, e afinal, porque decidiu ir sozinha nessa missão?


— Juvia só queria mostrar que também podia ser forte, mas Juvia se enganou... – dizia ela com um sorriso fraco para o mago ao seu lado.


— Você é forte Juvia, e não precisa mostrar isso á ninguém, e se você queria tanto fazer essa missão podia ter pedido minha ajuda. – disse ele com um sorriso não muito comum de sua parte.


— Obrigado Gray-sama. – agradeceu ela antes dos dois entrarem em um silêncio constrangedor.


Foi ela quem cortou o silêncio com uma pergunta que fazia parte de sua lembrança.


— Gray-sama? – chamou ela corada. – Você já deu o seu primeiro beijo?


— Claro Juvia, eu já beijei a Erza e a Lucy várias vezes, – disse ele com um sorriso – ah, e a Mira também, Por que a pergunta?


— Não é desse tipo de beijo que a Juvia estava falando... – disse ela o fazendo corar também.


— N-Não, quero dizer, mais ou menos – disse ele gaguejando um pouco – e você Juvia?


— Não. – ela disse olhando para algum ponto no teto da cabana.


E novamente eles mergulharam em um silêncio constrangedor, Juvia acabou por adormecer já que não havia muitas forças.


Gray ao perceber a maga dormir, pela primeira vez sentiu suas bochechas esquentarem enquanto a admirava e notava a beleza de Juvia.


Inconscientemente curvou-se sobre ela até sentir a respiração fraca, o que estava havendo com ele, não conseguia ao menos se controlar, e desde quando ele se sentia assim perto dela, muitas vezes Juvia o estava perseguindo e observando e ele nunca havia a entendido. Agora as coisas pareciam mais claras, mais simples.


Ele em um impulso juntou seus lábios aos dela que acordou ao senti-lo sobre si.


Foi tão suave e ao mesmo tempo intenso que Juvia mal conseguia pensar no que estava realmente havendo, seu corpo começou a reagir e seus braços circularam o pescoço do mago de gelo aprofundando o beijo.


Não durou muito e eles se separaram em busca de ar, principalmente ela que estava fraca, mas que em seu interior praguejava precisar respirar em um momento daqueles.


Ele sorriu á ela e ela respondeu-lhe com um sorriso ainda maior, era uma ironia que a “mulher chuva” pudesse ter um sorriso tão luminoso, brilhante, como o sol.


A partir daquele instante, Juvia não responderia com um não quando lhe perguntassem sobre o seu primeiro beijo.


Notas finais
*um = sim, informal, usado apenas por mulheres.
*Nani = Por que?, como?.
¹= foi uma piadinha tosca, ignorem USHAUHS.
Desculpem os erros, nem consegui revisar, passei o dia todo me dedicando a ela, mas essa porcaria de gripe fica tentando me matar D:
REVIEW! REVIEW!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!