Primeiro Amor

19 Capítulo 19 FINAL


Notas iniciais
Como eu havia dito no capítulo anterior, essa história não será tão longa quanto as últimas postadas, e por isso, chegamos ao fim. Agradeço a todos que estão acompanhando, aos que favoritaram, quem fez recomendação e aos comentaram. Boa leitura e até a próxima!

Regina permanecia no quarto ao lado de Emma. Por alguns instantes, não houve necessidade de palavras. A conversa entre elas aconteceu apenas com a troca de olhares e sorrisos, as carícias singelas e o entrelaçar de dedos.

— Regina… — Emma quebrou o silêncio. — Eu quero beijar você — acrescentou, apertando-lhe os dedos com mais pressão.

— Você não está em condições de beijar — disse Regina.

— É isso mesmo ou está com medo de pegar gripe? — indagou Emma, num tom brincalhão.

— Não seja bobinha. Eu sei me cuidar, e agora terei que cuidar de você também! Que ideia foi essa de se banhar na chuva?

— A gasolina do meu carro acabou e nesse fim de mundo é difícil encontrar alguém na estrada.

— Onde isso aconteceu?

— Depois da placa da cidade.

— Você caminhou tudo aquilo?

— Sim, no frio e na chuva — ela falou, exibindo um “bico” capaz de derreter qualquer pessoa.

— Coitadinha! Tudo isso por mim? — Regina perguntou, divertidamente.

— Tudo isso por você! O que não fazemos por amor…

A manhã inteira se passou naquela troca de carinhos. Emma não se continha de tanta felicidade, Regina tampouco, e só se desgrudaram quando o médico informou que a loira seria submetida a outros exames para que no final da tarde, se ela não tivesse uma recaída, pudesse receber alta.

— Eu volto no final da tarde para saber se você receberá alta ou não — Regina falou.

— Está bem, meu amor.

— Comporte-se — ela disse, beijando-lhe os lábios delicadamente.

— Sentirei saudade.

— Pensarei em você todo o tempo…

— Te amo, Regina.

— Eu também te amo.

No final da tarde, como o médico já havia previsto, não era necessária a permanência de Emma no hospital, e por esse motivo, ela recebeu alta. Regina já se encontrava a sua espera e juntas, seguiram direto para a pensão de Granny.

— Já ligou para sua mãe informando o que aconteceu? — Regina perguntou, enquanto subiam para o quarto.

— Sim, mas ocultei algumas coisas para não preocupá-la. Ela ficou feliz em saber que voltamos — disse Emma.

— Quando a minha casa estiver pronta, aliás, nossa casa, a convidaremos para passar uns dias aqui.

— Nossa casa? — indagou Emma.

— Nossos planos de morar juntas…lembra?

— Sim, mas…pensei que isso aconteceria em Augusta — ela disse, enquanto Regina fechava a porta atrás de si.

— Eu não pretendo voltar para Augusta.

— Regi, eu falei com o diretor do hospital…

— Eu sei e ele me ligou essa tarde se desculpando. Pediu-me para voltar a trabalhar com ele.

— Amor, isso é ótimo…

— Eu não aceitei — Regina a interrompeu. — Tenho meu orgulho e isso ninguém vai tirar de mim. Além disso, já recebi uma ótima proposta aqui e pretendo aceitar — acrescentou, aproximando-se lentamente para logo em seguida, beijar-lhe os lábios com delicadeza. — Emma, sei que você estava retomando suas atividades e eu não tenho direito algum de interferir. Por isso, quero deixar claro que você poderá voltar para Augusta quando quiser, embora meu desejo seja tê-la aqui comigo todos os dias.

— Seus desejos são meus desejos. Eu não quero me separar de você nunca mais, Regina. Nunca mais — Emma falou, atirando-se em seus braços. — Estive esperando o dia todo por isso…para ficar sozinha com você, para beijá-la…

Regina respondeu àquela confissão com um sorriso que logo sumiu para dar lugar a uma expressão cada vez mais séria à medida em que os lábios se aproximavam para começar a tão familiar troca de beijos. Beijos de puro desejo e cheios de exigência deixando-as praticamente sem ar.

— Você quer? — indagou Regina, num tom quase inaudível.

— Mais do que qualquer coisa — Emma murmurou.

— Tem certeza? Não está se sentindo…

— Estou me sentindo excitada e vou enlouquecer se você não fizer amor comigo agora mesmo… — ela interrompeu, enquanto as roupas eram retiradas de ambos os corpos e atiradas em um canto qualquer daquele cômodo.

Emma se deixou conduzir até a cama e recebeu o corpo de Regina sobre o seu. As mãos macias deslizaram pelas costas da mulher sobre si, deixando uma trilha de desejo no caminho. Já ofegante, Emma inalou o cheiro inebriante de Regina e seu corpo tremeu ao sentir os dedos dela roçando na beirada da renda de sua calcinha. Só o fato de pensar que logo Regina sentiria o quão ela estava excitada e pronta para se entregar, o tecido da peça íntima encharcou. Quando suas coxas se afastaram e com a mão firme Regina deslizou a ponta dos dedos sobre o tecido molhado, Emma gemeu sem pudor, e em resposta, teve sua calcinha arrancada sem qualquer delicadeza, para logo em seguida, receber as arremetidas dos dedos habilidosos e firmes de Regina.

— Sim, amor…assim…não pare… — Emma sussurrava, ao mesmo tempo em que arqueava os quadris como se buscasse um maior atrito.

— Se abra mais para mim… — murmurou Regina, e sem questionamentos, Emma o fez. Quando Regina retirou os dedos e voltou a enfiá-los com mais força, numa pressão contínua, entrando e saindo, com o polegar circulando-lhe o clitóris, teve certeza que Emma gozaria a qualquer momento. — Eu preciso saboreá-la… — acrescentou, mordiscando-lhe o queixo para dar início ao percurso que seus lábios fariam pelo corpo da mulher amada. Emma tentou protestar quando Regina cessou as investidas em seu sexo, todavia, as palavras foram reprimidas em sua boca no exato momento em que a língua ávida, quente e molhada, acariciou-lhe os seios, atiçando ainda mais os mamilos que já se encontravam rijos, prontos para serem explorados.

Emma levou uma de suas mãos até os cabelos curtos de Regina, pressionando-lhe a cabeça contra os seus seios.

— Oh, Regi…isso é tortura… — ela falou pausadamente.

Ela se manteve firme em suas carícias, e só depois de se sentir satisfeita, sua boca abandonou os seios sensíveis para dar continuidade ao percurso. Não houve um só pedaço do corpo de Emma que não tivesse experimentado a sensação causada pelos lábios quentes e molhados de Regina. Quando finalmente chegou ao destino desejado, Emma se contorceu mediante o toque propositalmente tímido da língua tão familiar em seu sexo.

— Mais forte, Regina…mais rápido… — Emma pediu numa quase súplica, e embora Regina pretendesse retardar o máximo possível aquele orgasmo, não conseguiu resistir diante daquele pedido, e dessa forma, ela se esmerou, enfiando a língua o mais fundo que podia, depois voltando ao clitóris ávido, lambendo-o e em seguida, chupando-o com força.

— Ah! — Emma estremeceu ao sentir o clímax chegando, sacudindo seu corpo conforme os espasmos começavam. Sem qualquer aviso prévio, Regina substituiu sua boca pelos seus dedos, desta vez, com golpes bem mais fortes, quase punitivos, e sem acreditar, Emma gozou mais uma vez. Seu corpo tremia de prazer, seu quadril avançava com tanto furor que foi preciso Regina segurá-la.

Regina não esperou sequer Emma recuperar o fôlego. Acomodou novamente seu corpo sobre o corpo dela e beijou-lhe a boca com toda a paixão que residia em seu peito. Os lábios só se afastaram quando as duas necessitaram respirar.

— Prometa que nunca mais me deixará — disse Emma.

— Prometa que nunca mais me fará te deixar — Regina falou.

— Eu não faço isso.

— Sim, você faz.

— Tá bom! Eu prometo não fazer.

— Sendo assim, eu prometo não te deixar.

O final da tarde foi totalmente dedicado ao amor. Dessa vez, Emma conduziu a transa, as carícias e até o momento exato em que Regina deveria gozar.

Regina estava deitada de bruços sobre cama, enquanto Emma percorria-lhe as costas com seus lábios, beijando, mordendo, lambendo, marcando o que ela chamava de “seu território”. As mãos espalmadas apertaram-lhe as nádegas nuas e sedosas, para logo em seguida, uma delas se infiltrar por baixo do corpo, escorregando pelo abdômen até alcançar-lhe a intimidade.

— Quero que goze em meus dedos… — Emma sussurrou ao pé do ouvido de Regina, mordiscando-lhe o lóbulo da orelha, ao mesmo tempo em que esfregava seu sexo na bunda dela.

— Isso é uma ordem? — Regina perguntou, empinando-se o máximo possível como se buscasse mais contato.

— Sim, é uma ordem e não aceito protestos ou recusas — disse ela, começando a movimentar seus dedos sobre o sexo de Regina, investindo ora lentamente, ora com força, fazendo-a arquear as costas para erguer a bunda de encontro ao seu sexo.

Emma beijava-lhe a nuca, mordia, beijava de novo, enquanto seus dedos alternavam os movimentos, acelerava-os e os diminuía apenas para provocá-la.

— Emma…eu… — Regina sussurrou.

— Sim, faça…goze em meus dedos… — disse Emma, e como se estivesse apenas esperando aquelas palavras, Regina gozou violentamente.

Ambas permaneceram na mesma posição por alguns segundos, em silêncio, ofegantes, enquanto recuperavam o fôlego. Emma foi a primeira a se manifestar, retirando seus dedos banhados de prazer e os levando à boca, chupando um por um. Regina se virou para observá-la e um arrepio percorreu sua espinha mediante aquela cena tão erótica e excitante. Ainda em silêncio, elas se beijaram, se abraçaram até que finalmente foram vencidas pelo sono e cansaço.

[…]

Alguns dias depois…

As obras na casa em que Regina passaria a dividir com Emma finalmente haviam sido concluídas, restando apenas alguns detalhes que elas resolveram que ficaria para depois, uma vez que desejavam mais do nunca um espaço apropriado que não fosse aquele quarto na pensão de Granny. Emma transferiu o seu escritório de advocacia para Storybrooke, embora imaginasse que naquela cidade longe da capital, poucas pessoas necessitassem de um advogado, todavia, o que lhe importava era estar ao lado de Regina.

Regina, por sua vez, aceitou a proposta de trabalhar no hospital de Storybrooke, mesmo que tivesse recebido propostas melhores de outras partes do país.

No dia das eleições, a última máscara que James ostentava em sua face, caiu diante de todos quando algumas de suas conversas imorais onde ele falava com todas as letras sobre sua repulsa pelos pobres e seu preconceito para com os negros e gays. August, o responsável pelo vazamento dos áudios, vibrou quando os votos foram contados e para James, não havia mais que três, uma quantidade ainda superior para alguém tão desprezível como ele.

Nenhum membro da família Swan se mostrou chocado diante daquele fato, embora tivessem se assustado por terem sido enganados por tantos anos, uma vez que James nunca tinha se mostrado dessa forma, tão nojento e asqueroso, digno de pena, nojo e nada mais.

Uma semana se passou depois das eleições e Emma nada soube sobre o seu pai e nem fazia questão alguma de saber. Sua vida ao lado de Regina não poderia estar mais perfeita e feliz. Dormir e acordar juntas foi o que ela sempre desejou, e agora, seus desejos estavam se realizando um por um.

— Regina, para! Se essa tinta não sair do meu cabelo, você vai me pagar! — dizia Emma, enquanto desastrosamente, pintava a janela da casa.

— Você se suja de tinta e a culpada sou eu?

— Mas a ideia de pintar as janelas foi sua!

— Eu estava brincando! E agora terei que contratar dois pintores porque você sujou a parede.

— Nem casaram e já estão brigando? — indagou Ingrid, aparecendo de surpresa ao lado de Elsa.

— Mamãe! Porque não avisou que viria…Regina e eu não teríamos feito esse desastre — disse Emma, cumprimentando sua mãe com um abraço. — Elsa, como está? — ela disse, direcionando o olhar a sua irmã para logo em seguida, cumprimentá-la.

— Ingrid, como tem passado? — Regina perguntou, beijando-lhe o rosto.

O dia em família transcorreu entre conversas e sorrisos. No final da tarde, Robin apareceu para uma visita e acabou caindo nos encantados de Elsa, o que contribuiu para prolongar a estadia de Ingrid e sua filha na cidade.

— Elsa é uma moça sensível e você tem namorada! Então acho bom…

— Aurora e eu terminamos a muito tempo! Pelo visto você esqueceu, né? Agora só lembra da sua garota mimada — disse Robin, interrompendo a fala de Regina.

— Eu realmente havia esquecido esse detalhe — ela disse, claramente sem graça.

— Agora que já lembrou, vê se não banca a estraga prazeres — ele falou, se retirando aos risos quando Regina tentou protestar, todavia, nenhuma palavra conseguiu se formar em sua boca.

Ao anoitecer, todos se dirigiram à cozinha para contribuir com o jantar, exceto Elsa e Robin, que haviam saído para fazer um passeio pelo centro da cidade.

Emma e Ingrid cozinhavam, enquanto Regina, organizava a sala de jantar.

— É verão, meu amor. Não vamos comer aqui dentro. Vamos comer no jardim, em baixo daquela linda macieira — Emma falou.

— E só depois que eu arrumei tudo aqui é que você vem me falar?

— Eu não sabia que você estava arrumando aqui.

— Hum, que cheiro bom! Já sei que não foi a Regi quem cozinhou — disse Robin, causando risos em todos.

— Palhaço! — exclamou Regina.

— Agora que seu irmão chegou, os dois podem arrumar à mesa no jardim — disse Emma.

— Emma…

— Querida, a comida vai esfriar.

— E você vai apanhar se não fizer o que a “patroa” está mandando! — exclamou Robin, recebendo um tapa no ombro por parte de Regina.

Em questão de minutos, a mesa se encontrava posta no jardim e instantes depois, o jantar foi servido. Ingrid não se continha de felicidade ao contemplar a alegria estampada no sorriso de suas duas filhas.

— Vamos fazer um brinde — ela disse, erguendo a taça de vinho que mantinha na mão. — Um brinde à família, a nossa família. Que haja respeito, sinceridade e sobretudo, amor entre nós, e que através desses bons sentimentos, sejamos felizes para sempre!

— Felizes para sempre! — todos gritaram em uníssono, erguendo para o alto suas respectivas taças.

FIM

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