Primeiro Amor

3 Regnum Jalus


Notas iniciais
Então pessoal, eu sei que demorei mais do que nunca, mas eu tive alguns probleminhas que já resolvi e não pude ficar acordada durante o ápice da minha inspiração (03:00 as 04:00 da madrugada). Eu só consigo postar um ou dois capítulos por semana, desculpem. Mas depois eu recompenso com uns extras haha' Agora vamos a isso:

–Você precisa de concentração para fazer isso, Natsu! Vamos lá, eu sei que você consegue.

–COMO VOCÊ QUER QUE EU ME CONCENTRE COM VOCÊ ZUMBINDO AQUI PERTO DE MIM? CADA VEZ QUE VOCÊ BATE AS ASAS EU QUASE ENLOUQUEÇO, LUCE!

–É Lucy, cyyy, com Y de Yakuza!

–Que exemplo lindo, hein!

Hoje, a fadinha que conheci há pouco tempo está me dando aulas... de etiqueta. Etiqueta não é algo que princesas e garotinhas mimadas aprendem?! E eu vou ter que aprender? Eu teria recusado, mas ela me olhou tão assustadoramente... Vai saber que tipo de macum... "magia" ela pode fazer?

–O QUE POSTURA TEM A VER COM NOSSOS OBJETIVOS?

–Nenhuma garota iria querer um garoto corcunda, né? Pelo ao menos eu não.

–E DESDE QUANDO VOCÊ É UMA GAROTA?

–E nenhuma garota gostaria de um garoto que fica gritando com ela. E desde que eu nasci, respondendo sua pergunta! Bleeh, você é um caso perdido. — Suspirou ela mostrando a língua. — Bem, que tal darmos uma pausa e irmos ao cinema?

–Cinema? Você sabe o que é cinema? — Perguntei incrédulo — Você tipo não vive reclusa, livre de contato com os humanos e vestindo roupas de flores e folhas, ou peles de animais? E controlar os elementos que nem nos jogos?

–Que tipo de coisa você andou assistindo?- Ela me olhou com uma cara de Poker Face, e pude perceber que se afastou um pouco.

–O quê? Eu acho que sei muito pouco sobre você... sobre seu mundo.- Pera um segundo, o que eu tô fazendo?- Acho que eu tô mesmo louco, vou visitar minha tia no hospício e já volto, tipo... quando me soltarem!

–Pare aí mesmo, ainda não acabamos!!! — A fadinha veio gritando em minha direção até chegar bem perto do meu rosto. — Se você não me obedecer eu vou fazer você virar um sapo!

–Você é uma fada ou uma bruxa, afinal de contas?

–Bem... isso depende.

Recuei alguns passos e engoli e seco. Acho que eu realmente estou lidando com algo de outro planeta aqui, agora mesmo, bem na minha saaaala!

–Nee, Luce... Eu estava pensando, de que planeta você veio?

–O QUÊ? Que rude você, Natsuu, isso não é algo a se dizer pra uma donzela, snif... — Falou antes de abaixar a cabeça e encarar seriamente o chão.

Droga, acho que ela está chorando... O que eu faço?! Eu definitivamente não sei lidar nada mesmo com garotas chorando, acho que eu vou morrer.

–E-eu n-não t-t-ti-tive a intenção de t-te f-fazer chorar, L-Luce...

–Gehehe, brincadeirinhaa!

–WHAT? — Gritei o mais alto possível.

–Fraqueza número um do Natsu: ele não sabe lidar com garotas chorando- Disse Luce surrindo enquantom anotava isso em um caderninho que era prorpocional e ela- Hee, que tipo de homem você é? Geralmente você deveria abraçar a garota e passar a mão em seu cabelo, dizer: "Yosh, yosh, está tudo bem agora, eu estou aqui por você."

A fadinha se aproximou ainda mais de mim e encostou no meu peito, ela abriu os curtos bracinhos como se estivesse me abraçando, não pude evitar dar um pequeno sorriso, o motivo eu não sei porque, foi algo que fiz sem perceber.

–Vamos lá, me abrace, não vai doer, né?

–Provavelmente eu te esmagaria.

–Idiota! Você é realmente um idiota.

Ela se afastou, e sentou no braço do sofá, então começou a lentamente balançar as finas perninhas, olhando daqui dá a impressão de que se eu tocá-la ela irá quebrar tão facilmente quanto o vento sopra as pétalas do dente-de-leão para longe.

–Então... eu vou falar um pouco mais sobre de onde eu venho.

Levo um tempo pra processar, ela irá falar sobre o "mundo" dela? Para... para mim?

–O quê? Tem certeza? Isso não é, tipo... proibido?

–Lógico que não, apesar de tudo, é uma sociedade normal.

Apenas assenti e me sentei ao lado dela no sofá, engoli em seco e esperei ela começar a falar.

–Bem, de onde eu venho chamamos o nosso "país" de Regnum Jalus, que na sua língua significa algo como "O Reino do Arco-Íris", e as cidades tem nomes diversificados, eu nem sei como são escolhidos direito hehe, falamos uma língua chamada Ljust, que significa "Brilhante". Nosso mundo é igual ao seu para nós, ele fica em lugares que nenhum humano pode alcançar sem ajuda das fadas e é cheio de prédios e casas tal como o seu mundo. As fadas trabalham, estudam, há casais, ladrões, assassinos, e muitos... mais da metade, bem mais da metade com toda a certeza não fazem a mínima ideia que existem humanos. Bem, eles veem na TV documentários, alguns acreditam e outros discordam, mas somente um punhado de pessoas sabe que eles verdadeiramente existem.

–Uau! — Digo impressionado, acho que fiquei tão atraído pela história que esqueci de piscar, meus olhos ardem. Nunca imaginaria que algo assim acontece no mesmo mundo que nós humanos habitamos, sempre pensei que fossem apenas contos, mas Luce me explica que é bem mais que isso

–E... — ela engole em seco antes de recomeçar a falar, mas desta vez ela abaixa a cabeça para baixo, encarando o chão, eu percebi que ela faz isso quando está constrangida ou algo não a agrada. — Há a realeza, um Rei e uma Rainha, e eles tem duas filhas, duas princesas... Uma delas, a mais nova, é respeitada por quase todos de Jalus, ela tem uma beleza incrível e é muito magnífica, sabe lidar bem com as coisas, ao contrário da irmã mais velha, uma bastarda filha de uma amante do harém do Rei, que foi descoberto há 16 anos pela Rainha e desfeito, todas as crianças que o Rei tinha com as amantes foram mortas, menos uma, a irmã mais velha, que a Rainha achou de beleza estupenda e quis para si mesma, mas eles mataram a mãe dessa princesa, e depois de um tempo, quando a filha da Rainha nasceu ela abandonou a bastarda assim como o Rei e mimaram a princesa real, uma linda bebê de cabelos albinos e olhos castanhos. A princesa mais nova não é ruim, pelo contrário, ela trata bem a sua irmã mais velha, ela age como se elas fossem amigas, ela não a discrimina por ser uma bastarda, mas sim a trata com amor e gentileza, ela é a mais apta, segundo todo o reino para se tornar a próxima Rainha.

Nesse momento estou boquiaberto, isso parece uma novela mexicana, mas mesmo assim eu sinto tanta dó da princesa mais velha, que deve ter sofrido tanto por ser apenas filha de uma amante... Isso também acontece na nossa realidade atual. Mas... há algo suspeito nisso.

–Como você sabe tanto assim sobre isso?

Luce vira o rosto pra mim e vejo uma expressão contínua de desespero em seu rosto, que vai se tornando pior ainda e de repente volta a sua cara habitual, então ela sorri

–Uma amiga me contou, ela é amiga da princesa, o nome dela é Charle, ela é um pouco mais nova que eu, uns 15 centímetros mais baixa, tem cabelos brancos também, a maioria das pessoas de Jalus é albina, ela é um pouco rude com as pessoas de fora mas com seus amigos ela é gentil e se preocupa muito.

–Tem certeza que não tá mentindo? — Pergunto levantando uma das sobrancelhas. Ela demorou tanto pra responder que me deixou confuso.

–T-tenho sim. Tem mais alguma dúvida?

Desconfio mas acho melhor deixar quieto, talvez ela não goste de falar disso, e não quero deixá-la desconfortável.

–Quando nos encontramos você falou que seria minha parceira e tals, mas como assim parceira?

–Ah, em Regnum Jalus há um sistema que várias fadas escolhidas que desejam ir ao mundo dos humanos encontram um parceiro ou uma parceira e os ajudam, somos tipo fadas madrinhas da 'Cindefairy', mas nossa magia dura bem mais de uma noite, e depois de um tempo junto a esse parceiro, chega "O Dia" — fala Luce enfatizando "O Dia" — As fadas que realizam bem a missão desse dia são consideradas fadas de alta escala, recebem vários títulos e são respeitadas por todos. Mas a realeza não pode.

Os olhinhos pequenos dela brilhavam ao falar isso, e não pude evitar rir, eu a conheço há pouco tempo mas quando ela fica animada parece que o ar ao seu redor muda, talvez seja algum tipo de magia de fada, mas talvez seja somente sua presença, que consegue animar até mesmo alguém que tirou 0 na prova, ela com certeza daria um treinamento espartano a essa pessoa, e com esse pensamento rio ainda mais, e quando percebo já estou rolando pelo chão.

–Hey! O que tem de tão engraçado?! — Perguntou Luce constrangida, seu rosto estava vermelho, não sei se era de raiva ou de vergonha.

Olhei para a pequena fadinha inofensiva e vi que ela estava com um pequeno sorriso.

–Então, agora podemos ir ao cinema? Quero ver como é os filmes daqui. Ou podemos voltar com as aulas, né? — E piscou. Isso me deu calafrios, acho que é uma ameaça.

–Vamos ao cinema, qualquer coisa que voltar para as minhas "aulas", eu tô de férias gente!

–Ok! Então preciso trocar de roupa, né?

–Acho que sim, mas o maior problema não é esse. O que vão pensar se verem uma fada voando por aí?

–Os humanos sem a minha permissão não podem me ver.

–Então o que estamos esperando?!

–Isso aí!

Luce estalou os dedos e sua roupa mudou pra uma calça jeans, uma blusa listrada e seu cabelo ficou com as pontas diferentes, ela até tinha um all-star nos pés.

–Quando eu tava vindo pra cá eu vi uma garota com um look assim. Achei bem fofinho hehe.

Só podia olhar incrédulo. Acho que há muitas coisas que ela pode fazer que eu ainda não sei sobre a Luce, mas eu tenho certeza que eu vou descobrir. Sorrio para ela e vice-versa, então saio andando em direção a porta e a pequena fadinha voa ao meu lado.



–-------------------- Quebra-de-tempo -------------------------------



Já passou uma semana desde que Luce chegou, parece como se ela fosse da família, eu acostumei com ela aqui todo dia, assim como com a Wendy, que muitas vezes ficou me perguntando com quem eu tava discutindo. Eu mandei fazer uma casa de bonecas enorme pra ela, com móveis e tudo mais, e com uma equipe enorme fazendo ficou pronta em dois dias, Luce amou logicamente, e eu não aguentava mais ela dormir na cama comigo, acordar junto a mim, escovarmos os dentes juntos, fazíamos quase tudo juntos. Desde que a Luce chegou minha irmã fala que eu ando bem mais contente, mas acho que é porque Luce veio me ajudando a mudar, inclusive eu tive um "encontro" com Lisanna há alguns dias atrás, e desde o dia que a pequena fadinha chegou aqui nenhuma garota sem ser a Lisanna, Wendy (e a Luce, lógico) entrou na minha casa. Eu acho que realmente estou conseguindo mudar e estou feliz por isso. Lisanna também parece mais feliz esses dias, ela vem bem mais frequentemente para minha casa. Por algum motivo meu amor pela Lisanna diminuiu, acho que...

–Natsu-nii, essa noite vou dormir na casa da Chelia, tá bom? — disse Wendy com o celular na mão.

–Acho que da próxima vez você poderia ficar na casa da Chelia mesmo. — Digo sem conseguir tirar os olhos de Luce, que dorme na minha mão.

Olho pra Wendy relutante, e vejo que ela está inflando as bochechas.

–Haha, esquilinha, tudo bem, pode ir, se quiser que eu te busque é só ligar.

–Ok! E para de olhar pra sua mão! — Disse enquanto corria em direção a porta, onde estava Chelia com uma pequena bolsa, que devia ter as roupas de Wendy, aceno pra ela que retribui e dá um sorrisinho.

–Aquelas duas parecem um casal.- Disse uma sonolenta uma vozinha que eu conheço muito bem.

Levo um susto e pulo do sofá, o que faz com que Luce caia no chão, acho que ela estava tão sonolenta que nem conseguiu abrir as asas e voar.

–Kyaaaah!

Rapidamente corro até onde ela caiu, meio desesperado, se ela tiver se machucado a culpa vai ser inteiramente minha, e... Deus, não posso nem imaginar o quanto eu me sentiria culpado se ela se machucasse, porque apesar de fazer pouco tempo nos conhecendo, ela se tornou praticamente minha melhor amiga, sendo que está 24 horas comigo, tipo, ela faz tudo comigo! Eu trato ela como uma pessoa da minha idade, aquilo de ser parceiro evoluiu pra uma amizade forte, ela já sabe minhas comidas, filmes, roupas, lugares favoritos e todas as coisas que gosto de fazer, ela já sabe da história da minha vida, porque eu estou quase sempre usando cachecol. Acho que ela jogou uma magia em mim, porque eu me sinto tão protegido perto dela, apesar dela não poder me proteger e... que diabos eu tô pensando? Eu estou preocupada com ela porque eu tenho um instinto de protegê-la!

–Luce, Luce, você tá bem? Se machucou? Tá doendo? — Pergunto preocupado me ajoelhando ao lado dela.

A fadinha senta e junta as pernas ao corpo, então apoia o rosto sobre elas e começa a tremer. Opa, ela tá chorando?

–Hey Luce, fala comigo.

–N-não foi nada. — Diz ela chorosa, a voz sai abafada mas eu estou tão perto que consigo ouvir claramente. — Eu só cai ao equivalente de você cair de cima de uma casa, mas eu tô bem, demais, super 10.

–Tá doendo em algum lugar?

–Tá, meu corpo todo.

–E agora? — Pergunto desesperado.

Pego Luce na mão e a coloco perto do meu corpo, talvez assim possa aquecê-la ou... não sei...

–Você aprendeu bem como tratar uma mulher, evoluiu demais.

–Eu tive uma boa professora.

–Ano nee... Natsu... Está chegando, "O Dia".

–Mas... o que é "O Dia?"

–"O Dia" é a prova final para a liberdade e reconhecimento que uma fada precisa. É

–Mas... o que exatamente há de especial nesse “O Dia?”

Luce levanta como se estivesse tudo bem e começa a andar pela minha mão, ela dá voltas em círculos, por fim suspira e senta, como se tivesse sido derrotada.

–Natsu... “O Dia” é o dia em que a fada vira a fada-madrinha da 'Cindefairy'. Esse é o dia em que o escolhido da fada... poderá realizar qualquer desejo que ele queira no mundo inteiro.



Notas finais
Algumas coisinhas foram esclarecidas, né? Tomara que tenham gostado amores *u* Roupa da Lucy: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=147664337 PS: Uesh Lucy, um desejo? Tu não era uma fada?