Primeiro Amor
1 Capítulo único
Notas iniciais
E que todos tenham tido um bom dia, independente de estarem namorando ou não!
Kisskiss, Boa leitura!
O mundo inteiro estava naquele clima de romance típico do dia dos namorados e Mirajane juntamente com todas as garotas estavam enlouquecidas com planos mirabolantes e arrumando a guilda para aquele fatídico dia. Cana tinha dó dos rapazes da guilda, afinal, aquelas loucas ficavam ainda mais insanas em datas como aquela. Com olhos sonhadores e sonhos bizarros. Estava tranquilamente sentada sobre o balcão de madeira com uma generosa caneca de cerveja observando a agitação.
Foi quando uma certa albina mais nova sentou-se no banco com aqueles grande olhos azuis sonhadores fitando um certo rosado que corria sobre as mesas com Gajeel em seu encalço, provavelmente aquela cena aos olhos dela era romântica.
- Então, Cana... – ela olhou para cima, visto que a Alberona estava sobre a barra – O tema desse ano é primeiro amor, o seu está na guilda?
A morena fez movimentos engraçados com as sobrancelhas que arrancou risadas com da amiga.
- Lisanna, tem noção de quantos namorados eu tive? Primeiro amor... Por Mavis isso deve fazer um século.
- Ah Cana, eu não estou falando dessas coisas, vai me dizer que não lembra da primeira vez que um rapaz te encantou... Não precisa ter sido reciproco, só precisa ter sido o seu primeiro amor.
- Amor não correspondido, a história da minha vida...
Cana riu alto e a Strauss fez uma careta. Como era difícil tirar alguma coisa daquela mulher!
- Vai, puxa pela memória...
- Tudo bem, Lis... Vou tentar, me dá um minuto!
Assim os olhos violetas correram a guilda vendo todos aqueles homens que um dia foram tão crianças quanto ela compartilhando histórias tristes de abandono, morte e solidão. Talvez fosse por isso que os magos da Fairy Tail fossem tão unidos, afinal, todos tiveram ali suas segundas chances.
Bateu os olhos em Macao, muita gente achava que ele foi seu primeiro amor, mas não... Oh por Mavis, o que sentiu por ele foi mais um problema psicológico relacionado a figura paterna do que qualquer outra coisa. Não tinha nenhum ressentimento do Combolt, mas também hoje não queria nada além de sua amizade.
Continuou seu tour com os olhos e viu Jet, Droy e Elfman... Riu levemente, eles também não foram... Nunca mesmo! Eles eram tão tolinhos quando crianças. Seguiu mais um pouco descartando outros candidatos quando finalmente bateu os olhos em Gray Fullbuster. Podia ter sido ele. Eram os melhores amigos, o mago do gelo foi uma peça muito importante em seu processo de socialização na guilda.
Sem dizer que numa fase terrível da adolescência, bem ali aos quinze anos, decidiram enfrentar juntos a experiência da primeira vez. Foi tão desajeitado e confuso, nenhum dos dois sabia o que fazer ou como fazer e por fim... Não podia ter sido com mais ninguém. Obviamente que isso foi só uma coisa de cumplicidade, nunca gostaram um do outro dessa maneira, mas pensando bem o Fullbuster era um bom candidato a primeiro amor.
Quando já estava quase terminando sua busca pelo salão e chegando a conclusão que seu primeiro amor foi Gray, seus olhos bateram na figura robusta e com gosto de moda duvidoso de Laxus. Foi instantâneo, suas bochechas coraram, o coração se contraiu e teve que desviar o olhar.
Parando para pensar, desde que chegou a guilda quando era pequenina sempre gostou de observá-lo. O Dreyar sempre lhe pareceu tão interessante com aquela cara amarrada, sem dizer que passava aquela imagem de comando. Lembrou-se das vezes que ficava escondida atrás das pilastras, das mesas ou de qualquer coisa só para vê-lo usar sua magia. Sempre achou tão bonita e brilhante.
Conforme foi crescendo já não era mais tão pequenina para se esconder sem ser vista, então teve que sofisticar seu sistema de observação, só que ninguém na guilda reparava em sua mania de ficar observando o mundo ao seu redor, era uma característica sua de qualquer maneira.
O engraçado é que a magia de raio que ele usava nunca deixou de lhe encantar... Não era como se quisesse ter essa magia, era só que tinha alguma coisa ali que a hipnotizava. Com certeza a magia mais bonita que já viu alguém usando. Talvez a única outra pessoa que conseguiu lhe arrancar aquele grau de admiração fosse Gildarts, mas aquele ali era concorrência desleal e os filhos sempre adoram a magia dos pais.
Nossa... Até hoje não conseguiu interagir com Laxus.
Isso foi uma surpresa para a mulher afinal, lembrava-se da infância, todas as vezes que ele simplesmente a cumprimentou, saiu correndo como se sua vida dependesse disso, e atualmente apesar de não correr, não conseguia interagir com ele por mais do que alguns segundos de cortesia.
Oh droga... Laxus Dreyar era seu primeiro amor.
Sem querer seus olhos caíram sobre a figura dele que naquele exato instante a fitou fazendo com que todo sangue que tinha corresse para o rosto. Desviou no segundo seguinte como se não fosse com ela e viu Lisanna esperando sua resposta com aquele olhar digno de Mirajane curiosa.
- Então Cana, seu primeiro amor ainda está na guilda?
- Oh sim... – para sua sorte, tinha o dom nato dos ilusionistas, as pessoas só viam o que ela desejava que vissem – Foi o Gray, que a Juvia não me ouça! – riu –
- O Gray? Nossa... Bem eu lembro da amizade forte de vocês quando criança! Acho que faz sentido!
- Pois é, nós crescemos e tudo o que existe entre nós é amizade, mas essa coisa de primeiro amor não poderia ser com outra pessoa.
- Nossa, que lindo!!!
- O que é lindo, Lisanna?
- Essa coisa de amor toda! Não é só o amor romântico que devia ser valorizado, tipo, você e o Gray são amigos de uma vida e mesmo não sendo o amor da vida um do outro, isso não torna esse carinho em nada menos lindo!!!
- Pois é...
Sem querer, novamente seus olhos caíram sobre o Dreyar que a encarava com uma sobrancelha franzida. Nesse instante o desespero tomou conta de seu corpo e num momento desastrado quase caiu atrás do balcão chamando atenção das pessoas. Oh mais que droga, já não era mais uma menininha para ficar corando e desastrada! Que droga de admiração idiota!
Saltou da barra e passou a mão pelos cabelos num gesto que a comunidade masculina que presenciou quase babou. Ela era Cana Alberona, um poço de sex appel. Passou a mão pelo balcão, pegou sua bolsa e resolveu tomar um ar. Essa piração das meninas da guilda estava lhe afetando!
Saiu andando com uma sensualidade tão natural e aterrorizante para outras garotas tentando tomar posse de seu destino e pensamentos como sempre fez. Só que assim que saiu do alcance dos olhos de todos, saiu correndo como se sua vida dependesse disso, igualzinho quando Laxus se apresentou e lhe falou pela primeira vez muitos anos atrás.
Maldita Mirajane e suas maluquices!
E aquela irmãzinha dela também era uma criadora de caos!
Owari...
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