Primeiro Amor
1 Capítulo 1
Jellal desde que liberto pelo concelho uniu-se a Fairy Tail e por ser tão angustiante ficar próximo a Erza sem tê-la para si pediu-a em namoro ainda nos primeiros messes, obviamente ela precisou expulsa-lo da guilda chorando por não suportar toda a dor que lhe causava o mal habito de considerar-se “imperdoável”.
“_Erza...”
Sentado a beira de rio contemplando a beleza de uma rosa escarlate em suas mãos pensava, talvez fosse o momento perfeito para pedir a mão dela em casamento. Lembrava-se de quando eram crianças, uma das poucas coisas que fazia Erza sorrir era imaginar-se como noiva e agora que era finalmente um homem livre e não mais tão jovem queria realizar aquele desejo dela para então gozar da plena felicidade de estar ao seu lado a cada amanhecer.
Bem quietinha em uma árvore, Wendy observava tudo afastada. Ele não a ouviu chegar distraído com os próprios pensamentos e embora ela já estivesse há algum tempo naquela lugar não conseguia aproximar-se naturalmente sem nenhum assunto em mente.
Era algo estranho o que sentia, gostava de ficar na companhia de Jellal mesmo assim seu rosto ficava ardendo e avermelhado como se estivesse febril e seu corpo perdia o peso que a aprisionava no chão, perdia-se imaginando como seria beija-lo. É claro, havia a Erza, que desde sempre foi uma ótima amiga e depois de Grandine o mais próximo de uma mãe que conseguiu ter. Gostava de Jellal e de Erza, mas... era algo tão confuso, que ninguém jamais entenderia, nem mesmo ela.
Wendy respirou fundo e por fim tomou coragem de falar com ele mesmo que não houvesse assunto, queria mostrar-lhe a roupa, ou melhor dizendo, como ficava sensual na roupa de coelhinha que comprou especialmente para ele depois que o mesmo confessou achar aquilo sexy. Uma roupinha preta e bem justa no corpo com decote nada discreto, um salto perigosamente alto, as orelhas altas e lábios de um vermelho tão marcante quanto os cabelos da Erza. Nem ele seria cego o suficiente para negar que ela estava extremamente provocante vestida daquela forma. Aproximou-se sorrindo e tentando rebolar sem cair enquanto andava.
“_Oiie Jellal, o que você está fazendo”
Ela sentou-se ao lado dele, esbarando em seu braço
“_Oi Wendy, nada meso apenas pensando. Eu deveria pedir a mão da Erza em casamento?”
A azulada congelou por dentro, era aquilo ciúmes? Casamento com a Erza! Ela seria uma esposa muito melhor sem duvida, sabia curar e lutava quase tão bem quanto Erza, era bem mais dócil e carinhosa que ela com certeza. Recuperou-se do choque e tentou posicionar-se de forma imparcial ignorando seus próprios sentimentos para aconselhar o amigo.
“_Isso provavelmente a tornaria a mulher mais feliz do mundo, mas a quantos messes estão juntos? Um ou dois? Não é melhor esperar até que complete 3 messes, aproveitar a fase do namoro. Gostou da minha roupa?”
“_É, você esta certa e fofíssima nesta roupinha”
Fofíssima? Não estava fofíssima coisa nenhuma, fofo é adjetivo para crianças como a Asuka, e ela não uma criança definitivamente. Era uma mulher tão adulta quanto qualquer outra da quilda, contudo ainda haviam pessoas que tratavam-na como criança. Que injusta a vida.
“_Jellal você me acha criança?”
“_Eu tenho idade para ser seu pai, isso responde sua pergunta?”
“_ Quanto exagero, nem é tanta diferença assim se contar os anos em que eu fiquei presa no tempo”
“_ Não há nada de errado em ser criança, um dia você vai crescer”
“Um dia eu vou crescer?” Pensou Wendy indignada e enfurecida enquanto cruzava os braços abaixo do baixo e inflava as bocheixas em sinal de protesto. Ergueu os olhos para o céu azul, tão límpido e ensolarado, uma borboleta passou sobre si fazendo-a pensar um pouco. Talvez Jellal fosse distraído demais para notar que ela já não era a garotinha que salvou sua vida na luta contra a Oracion Seis e sim um mulher, apaixonada por ele.
“_Jellal, qual idade mínima para ganhar um beijo seu?”
“_19, a idade da Erza. Por que pergunta, quer um?”
Ela ficou completamente confusa e isto tornou-se tão evidente que fê-lo cair em gargalhadas
“_Foi brincadeira Wendy, relaxa”
Então ela escondeu o rosto roborizado entre as mãos e apoio nos joelhos a cabeça. Respirou fundo e recompôs-se adquirindo um seriedade surpreendente
“_ Sim”
Jellal engasgou com as próprias risadas e começou a tossir, mas que coisa ela tinha acabado de falar? Ao menos ela sabia o que tinha acabado de falar?
“_Você é muito nova”
“_Quando eu tiver 19 anos então ganho um beijo seu?”
Tudo bem agora ele precisava da Ul para entender aquilo. Ela queria um beijo dele? Ela era criança demais para entender o que significava um beijo
“_Você não se acha jovem demais para querer beijar rapazes com mais queo dobro da sua idade?”
“_Não, eu gosto de você”
A segurança de suas palavras eram extremamente desconcertante. Gostar, o que ela poderia entender sobre esse sentimento? Qual idade exata da Wendy, 12 ou 13 anos? Ela deveria fazer vestidinhos de papel para bonecas e chorar de medo quando a chuva ficasse forte demais e os relâmpagos silenciassem a cidade.
“_Então por que você gosta de mim?”
Ela agora já não tinha tanta certeza ou segurança, hesitou um pouco antes responder.
“_Por que... porque quando você usa o meteor corre muito rápido e nossos cabelos combinam”
Cabelos combinando e velocidade, ela o admirava e erroneamente confundiu este sentimento como amor que era bem mais popular na guilda. Admiração fazia bem mais sentido que amor, a edo-versão de Jellal havia salvado sua vida quando era criança e o próprio elaborado o plano que veio a salvar a Terra dos dragões pré-históricos. Normal que ela admirasse-o e que não soubesse diferenciar tais sentimentos, mas ele estava muito assustado com as palavras da Wendy para pensar racionalmente.
“_Você é criança e ponto final. Vá brincar de bonecas e estudar alguma, talvez a Levy tenha um livro de contos de fadas. Você não tem idade ”
“_Eu não sou criança Jellal! Que droga você entende que eu sou uma mulher adulta!”
E saio mais irritada que frustrada, Jellal havia quebrado seu coração e isso não doía mais que tê-la chamado de criança. Eu não tenho idade, pensou Wendy, para que exatamente? Amar? E para amar precisa de idade? Claro que não, revoltante isso.
Jellal ficou bestificado com a reação dela. É claro que não era um adulta, nem perto disso faltava muito para adulta. O mundo realmente estava perdido, meninas de 12 anos se achando mulheres.
“_Eu vou falar coma Erza e a Ul, isso da Wendy se achar adulta absurdo, um . Só pode ser falta de bonecas”
Olhou para a manchinha negra com azul que se afastava quase trotando sobre os sapatos altos e riu-se voltando novamente a falar sozinho.
“_Essas crianças...”
Notas finais
Como foi a primeira paixão de vcs?? Comentem
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