Primeira cronica de Rokugan

3 Sobre Tigres e Dragões


Notas iniciais
bom gente venho hj postar mais um cap da fic esse ficou um pouco longo mais eu espero que vcs gostem ^^ sem mais delongas vamos ao cap:

Cinco horas atrás...

A comida é menos requintada do a que é servida em Kyuden Ikoma, capital do Clã Byakko, como se fosse feita ás pressas e sem cuidado. É como se o gosto e a falta de cor fossem propositais. Mas mesmo assim, essa é a melhor refeição que Akodo Shiroji já provou.

“Então é isso que a fome faz com as pessoas,” pensa o garoto. Sentado na mesa suja da taverna local, ele aprecia sua primeira refeição em dias: Pão velho, peixe e vegetais murchos, acompanhado de água morna. Foi tudo que o dono do lugar, homem gordo e gentil, pode oferecer. Essa é outra lição que Shiroji aprendeu nas últimas semanas: Gentileza é mais comum entre aqueles que não têm nada do que entre os heróis Imperiais.

A porta se abre de repente, e sete homens entram no humilde estabelecimento, gritando e empurrando quem quer que esteja no caminho, provocando as meninas serventes. Os homens usam roupas velhas e mal cortadas, tingidas de um vermelho desbotado e todos eles portam armas velhas e grosseiras, como foices e porretes cobertos de pregos. Gargalhando, eles escolhem como alvo um homem sentado no canto mais escuro da taverna. Shiroji tenta suprimir o Akodo dentro de si, tenta esquecer o Bushido e a raiva que aparece de repente.

... Até que o homem é arremessado pela taverna e se choca contra a mesa de Shiroji, quebrando-a ao meio.

A primeira reação de Shiroji é ver se o homem está bem(mediante as condições de seu breve vôo e parada súbita é claro).

“Deixe-me ajudá-lo a levantar-se. O senhor está bem?”

Shinroji puxa o homem pelo braço, e se surpreende ao ver os cabelos dourados e a barba malfeita. O gaijin tem aproximadamente trinta anos, e pelo visto passou os últimos dez bebendo. Embriagado ao limite, ele se segura no braço do garoto, resmungando algo em seu idioma. O homem tropeça, puxando Shiro para baixo sem querer. Uma jarra imediatamente passa onde sua cabeça estava, quebrando-se na parede. A sorte protege os bêbados, diz o ditado que ele ouviu nas ruas há alguns dias. E, aparentemente, é contagiosa.

O Gaijin segura a mão de Shiroji, e com os olhos pede para que ele não reaja. Ele sorri, empurra o garoto para o lado e se coloca frente aos agressores. Cambaleando, ele assume uma posição de combate, uma zombaria do Kaze-Do dos Monges de Tao. Os arruaceiros gargalham, e um deles soca o estrangeiro na boca, arremessando-o contra a parede. Rindo, a gangue se senta a uma mesa próxima, ignorando o resto da taverna.

“Obrigado, garoto. Você é muito gentil.” Diz o estrangeiro ao se sentar-se no banco mais próximo. Ele traz bandagens cobrindo as mãos e antebraços, e um estranho casaco azul lhe cobre o peito. Ele não usa camisa. “Você não precisava me ajudar. Eu estou acostumado com esse tratamento.”

Shiroji sente por um momento um choque de realidade. Nas histórias que ouvira os Almogavar sempre eram os vilões e ele os via quase como criaturas do sul da muralha. De repente este homem mudou completamente sua visão dos Gaijins(tirando talvez o cheiro, isso poderia sim ser confundido com algo que exala de criaturas demoníacas). O homem não tinha nada de mau ou agressivo aos olhos de Shiroji e sua aparência o intriga.

Shiroji lança um olhar de canto de olho aos rufiões e pega o resto do pão que ficou no chão, bate a poeira e dá uma mordida. Estendendo o pouco restante ao estrangeiro ele diz com um sorriso:

“Não é muito e eu não paguei por ele, mas eu divido com você. Além do mais eu já estou cheio(mente Shiroji).”

O Gaijin parece surpreso, mas aceita o pão após um segundo de choque. Alguém entra na taverna e se senta atrás de Shiroji, na mesa ao lado. Pelo perfume, uma gueixa ou cortesã. A situação de acalma e o lugar volta a funcionar como antes.

"Meu nome é Leon. Era. Os Tao Monks me deram um outro nome... Ah, tanto faz.” Ele ri. “Na minha terra temos o costume de sempre retribuir atitudes como a sua. Se você não se importar, eu vou pagar minha dívida agora.”

“Não é necessário, Leon-san. Eu gostaria de ficar e ouvir sua história, mas acho melhor eu seguir meu caminho.”

Shiroji sente um certo receio de ser atraído para o meio de uma confusão e no nervosismo causado pelo constante medo de ser descoberto, nem nota a pessoa que entrou.

"É justo..." diz o estrangeiro. Pela primeira vez Shiroji ouve histórias de um povo além do oceano. O Gaijin ri ao contar a história do barco do qual era capitão, e de como o Clã Ikura o afundou. Ele conta de como os Tao Monks o salvaram da morte, e de sua falha monumental em se adequar aos costumes de Rokugan.

Mas algo rouba a atenção do jovem: A conversa que se desenrola atrás dele. A gueixa fala sem medo de ser ouvida.

“... A escolta é composta basicamente por um Samurai de Kurogane. Deve dar trabalho, mas você pode levar alguns arqueiros, não é¿ Há também uma menina de família nobre e um servo. A carga é uma grande caixa em uma carroça, não tem como errar. Matem o Samurai e o menino, usem a mulher como quiserem. Considerem um bônus. O importante é que me tragam a carga, sem que o pano que a cobre seja removido. Vocês entenderam¿”

“Tem uma clareira junto a um desfiladeiro, a algumas horas de cavalgada rumo ao oeste.” Diz um dos sete criminosos. Podemos partir agora e preparar uma emboscada.”

“Os gritos dessa menina vão ecoar até as montanhas,” diz outro, e a mesa se põe a rir.

“Estarei na casa de banho, esperando notícias.” Diz a mulher ao se levantar.

O estrangeiro observa o Shiroji por um longo instante, e então aperta com força a mão do garoto. “Sua postura te trai, Bushi. Seu coração nobre também. Você pode fugir de qualquer um, menos de si próprio. Se acha que deve ir... vá."

Leon se levanta, anda alguns passos e derruba o copo de água na cabeça de um dos arruaceiros. Todos eles se levantam enfurecidos enquanto o Gaijin pede desculpas, e então vomita sobre a mesa.

Shiroji se encanta com as histórias do Gaijin, mas a conversa na mesa de trás chama sua atenção. O gaijin percebe, pois Shiroji apenas responde "Uhum" quando ele conta que fugiu de uma ilha deserta onte tinha naufragado amarrando duas tartarugas gigantes para formar uma jangada. Porém ele não demonstra e segue contando a história até que o jovem tenha ouvido toda a conversa.

Ao ouvir o conselho final de Leon-san, Shiroji tem dois pensamentos, o primeiro, que realmente sua postura o trai, tanto o modo de sentar quanto as palavras que emprega na fala do dia-a-dia. E o segundo, que mesmo tendo fugido de casa, o sangue Akodo ainda corre em suas veias, ele jamais poderia deixar um grupo de bandidos emboscar um samurai.

Com um meneio de cabeça e um olhar sério ele agradece ao seu novo amigo, e aproveita para sair da taverna pelos fundos sem ser notado enquanto ele distrai os bandidos, fugir sem ser notado havia se tornado um habito para ele.

Lá fora, ele pensa: "Eles disseram horas de cavalgada, então devem ter cavalos.".

Ele se esgueira até onde os cavalos estão amarrados com a intenção de roubar um deles para chegar até o tal samurai antes dos rufiões.

E enquanto se aproxima dos cavalos, ele pensa: "Não agradeci ao taverneiro."

–---------------------------------------------------------------------

Agora

Yasuo segue o último conselho de Togashi Musashi e veste a armadura. Mesmo depois de horas de viagem pelas estradas menos navegadas, o Samurai não se sente cansado: É como se a armadura fosse parte de seu ser. Sem ela, ele se sente... leve demais. Todas as suas armas estão prontas para o uso imediato.

Ele olha para traz, vendo Otohime sentada de lado em seu cavalo branco. Kim Lao puxa o animal pelas rédeas enquanto conta como ajudou a navegar o barco de Oni Hanzo durante a invasão Ashalan, e a bela menina ri. Por mais que Yasuo não queira admitir, a risada parece clarear ainda mais a tarde de primavera. Olhando mais além, ele vê a jaula sobre a carroça. Nada. Silêncio absoluto. É a primeira vez que Yasuo não gosta de silêncio.

Kim Lao parece esquecer-se da carga por uns instantes. O incômodo inicial se perde na companhia de Otohime. Lao nunca conheceu ninguém assim. É esperado que Shugenja levem suas vidas além das normas sociais, mas ainda assim... Os pés descalços, a facilidade para sorrir, e uma malícia que soa inofensiva na voz são --

Otohime se assusta com algo, e olha em volta. Nenhum som além do vento e das folhas das árvores que cercam a estrada.

"Hmm"Ela diz, séria.

Kurogane Yasuo, para o cavalo.

Desce, já desebainhando a espada.

"Oque aconteceu escorpião, há algo errado?"

"Lao, perto da carga. Não deixe ninguém chegar perto!"

Yasuo começa a observar a copa das arvores e todo o ambiente.

Lao diverte-se até a açao da shugenja, ao ouvir a ordem de Yasuo, ele acena com a cabeça e aproxima-se da carga enquanto coloca seu bastão em posição de batalha, ele olha em volta tentando achar algo.

"Meu nome é Otohime, seu tolo!" Diz a Shugenja, descendo do cavalo. A frieza de Yasuo finalmente a irritou. "Não 'escorpião'! Quanto tempo vai demorar decorar, simplório?! Será que eu tenho que--"

Otohime para e olha para a estrada. "Olá," ela diz, erguendo uma sobrancelha.

Shiroji se finalmente vê a escolta. Eles acabaram, de entrar na clareira: a grande carga coberta, o grande Samurai em armadura metálica, o servo e a garota nobre. Todos eles se viram pra ver o garoto. Ele pode ouvir a gangue ao longe, se aproximando rapidamente. Eles chegarão em poucos minutos.

A clareira é um grande plateau entre o desfiladeiro e uma muralha de pedra e terra.

Parando o cavalo de forma brusca na frente do pequeno grupo, Shiroji, um rapaz vestindo roupas velhas e sujas, com a cabeça raspada e a pele surrada, diz, entre arfadas:

“Há um grupo de rufiões vindo para cá para emboscá-los, a intenção dos mesmos era fazê-lo na clareira à frente, mas creio que me viram fugindo com um de seus cavalos e estão vindo diretamente para cá. São sete deles e estão atrás da vossa carga. Se tiverem uma katana sobrando posso ajudá-los.”

Lao encara seriamente a fala do samurai sem muita confiança ele ativa suas tatuagens.

“E o que diz que o senhor não é um deles sama?”

COMO ELE SABE??? São as primeiras palavras que gritam na cabeça de Yasuo. Mal saímos de casa!!!

Yasuo olha dentro dos olhos do rapaz. O que ele pretende? Nos emboscar aqui mesmo? Ou realmente está dizendo a verdade?

Não há como saber.

"Quem é você rapaz, como sabe de tanta coisa?"

Yasuo olha para Otohime, como quem diz, fique alerta.

"O garoto diz a verdade." Diz Otohime, pensativa. Ela segura o queixo com a ponta dos dedos enquanto anda até seu cavalo e empunha o cetro. "Somos alvos fáceis aqui, no lugar perfeito para uma emboscada. Se ele fosse um dos inimigos não estragaria o fator surpresa, nem tentaria nos tirar daqui."

Otohime sorri para Yasuo. "Não precisa ter medo. Eu fui treinada para proteger. Agora seja um bom soldado e empreste uma arma ao garoto." Ela diz, provocando o Samurai.

Shiroji quase se perde na beleza da menina, mas algo o rouba a atenção. O som dos criminosos que se aproximavam sumiu. Com exceção do grito das cigarras que acordam com o entardecer, a floresta está em silêncio.

“Vocês precisam sair daqui rápido, eles devem estar circulando o penhasco para posicionar seus arqueiros no topo.” — diz Shiroji com um olhar de súplica.

Yasuo nem olha para Otohime e diz:

"Ele já cumpriu com a parte dele escorpião, faça agora você a sua, já que foi treinada para proteger, ali está um rapaz que vai lhe cair muito bem."

Yasuo vai até seu cavalo, guarda a espada, e empunha o arco, se eles vão tentar nos pegar desprevenidos, com certeza, virá de cima, onde somos alvos fáceis para eles.

Rapidamente olha para onde está Lao, Otohime e o rufião jovem.

"Rapaz, fique perto da garota escorpião, ela te manterá sob segurança."

Lao observa as atitudes de todos e acreditando em Otohime ignora o garoto. Lao aproxima-se da carga, dando a volta e ficando entre ela e o barranco, observando a altura do mesmo e a possibilidade dele subir ele ativa "Seahawk" a tattoo que poderia permitir a façanha.

"Se subir eu consigo evitar uma tragédia!"

"É Otohime, seu brutamontes! Ganryu Otohime!!" ela exclama ao bater um pé descalço no chão. Ela tira de uma das mangas de seu kimono preto um longo estojo de madeira. Otohime olha para Shiroji e abre e fecha o estojo como se demonstrando como usá-lo. O item esconde uma adaga. "Não toque na lâmina, ela foi envenenada."

Ela joga a adaga pra ao garoto um segundo antes duma flecha se fincar no chão, a centímetros de seu pé. Arqueiros começam a sair floresta e se posicionar em cima do desfiladeiro. Seis deles. Mais homens começam a chegar por onde Shoroji veio. Mais seis. O líder deles ostenta uma grande Naginata, sem dúvida roubada.

Os homens andam devagar, e não fazem menção de atacar.

Ainda.

Shiroji pega a adaga no ar e abria a boca para falar sobre o como seria desonrado envenenar um oponente, mas a flecha o impede. Assim o como o faz mudar de idéia. Os vários senseis que ele teve o ensinaram várias filosofias e códigos de honra, e neste momento ele decide tomar o conselho do que dizia "Numa batalha, se você tiver que escolher entre vida e honra, lembre-se que quem conta a história da batalha é quem vence." e com a adaga em mãos diz para a garota:

“Deveriamos usar a carga como cobertura, a mulher que os contratou disse que a levassem intacta.”

Yasuo escuta oque o pequeno rufião disse, como ele sabe de tanta coisa?

"Fique atraz da carga se quiser rapaz, não é obrigação sua protege-la. Se mantenha em segurança.

Quem são vocês? Não vão conseguir o que procuram. Porém infelizmente não posso permitir que virem as costas e vão embora."

Lao age rapidamente, vira-se para a shugenja e fala enquanto mexe suas mãos em um movimento fluído:

“Otohime, a carga!”

Em um movimento rápido uma das mãos que variavam em segurar o bastão e movimentar-se desce na direção do chão até a altura da cintura de Lao e uma grande rajada de vento sai enquanto esse pula, impulsionando-se com ela, ele pula na direção do barranco com os arqueiros.

"Ataquem!!" Grita o líder dos bandidos assimq ue Lao salta pelo ar. Os arqueiros disparam as flechas, assustados, enquanto seu líder avança, seguido por cinco de seus comandados.

Otohime crava o Cajado no chão, e, com um estrondo, uma barreira de luz roxa se manifesta entre ela e os arqueiros, protegendo também a carga. A barreira tem quatro metros de largura por seis de comprimento. Duas flechas se quebram contra a barreira mágica.

Yasuo sente o a flecha raspando com muita força em sua coxa esquerda, sente queimar... A muito tempo não sentia as dores de um ferimento de batalha.

De imediato solta o arco, e corre em direção ao lider, é este quem vai entender o porque dizem que um Kurogane é feito de aço!

Enquanto corre, só tem tempo de abaixar um pouco a cabeça, para se desviar de uma flecha que vinha em sua direção

Corre com a mão em sua katana, para, quando estiver bem perto, saca-la, o cortando de sua cintura ao seu ombro.

Shiroji se esconde rapidamente atras da enorme caixa e vê o arco caído ao lado dela. Ele pega o arco e uma das flechas da aljava caída no chão e atira contra um dos bandidos que se aproxímam a pé.

Kim cai ao chão suavemente, ao meio dos bandidos, ele gira seu bastão enquanto de sua cabaça um filete de agua sai e vai na direção de seus pés molhando o chão abaixo deles, Lao entao estica sua perna na direção dos bandidos da esquerda e soca o ar com seu punho mandando com o soco uma torrente de ar comprimido alvejando-os.

Rajada de vento arremessa três dos arqueiros, jogando-os dez metros para trás e derrubando as árvores pelo caminho. Na trilha da rajada, galhos, poeira e pedras se erguem violentamente.

"Monge! Um Monge de Tao!" Grita um dos arqueiros, que larga o arco e foge em direção a mata.

O disparo de Shiroji acerta a garganta de um dos criminosos, que cai para trás com o impacto. O jovem Samurai observa o homem caindo, e supreende-se: Ao matar seu primeiro homem, ele não sente nada.

Yasuo saca a espada rapidamente, cortando o líder inimigo da cintura ao ombro, separando-o em duas partes. Sangue jorra pelo ar, e a espada volta à bainha antes que os pedaços do criminoso caiam ao chão. Otohime cobre os olhos com a manga do kimono.

Diante disso, os dois arqueiros e quatro criminosos param, em choque. Dois deles recuam dois passos... Eles não conseguem atacar, apenas olhar para a expressão severa e absolutamente concentrada de Yasuo.

Kim mantém expressão firme ao golpear os rufiões, ele sente-se mal pela violência, entretanto é sua obrigação agir. Enquanto se movimenta a agua acompanha seus pés, e no canto de seus olhos ele vê o poder de Yasuo em açao, assim como o monge o samurai também evoluiu muito nos últimos tempos.

Lao gira em torno se de seu pé direito tentando acertar o bastão por trás das pernas do rufião para derrubá-lo, enquanto faz isso ele deixa sua postura baixa, evitando uma possível flechada inimiga.

Yasuo olha friamente nos olhos do rufião paralisado, e, com a mão no cabo de sua espada, caminha em direção a ele.

Sua perna está machucada, dói, mas ele faz força para não mancar, nem demonstrar dor.

Ao ir se aproximando Yasuo dz:

"Não cometam o erro de tentar correr, não desgracem ainda mais a própria vida. Quem são vocês, de onde vieram, como sabem sobre nós e como sabem que passaríamos por aqui?"

Shiroji mantém o arco armado e apontado para os bandidos, somente para que eles entendam que virar as costas não é uma boa idéia.

O som de armas sendo jogadas no chão anuncia o fim da batalha. Os criminosos caem de joelhos e se curvam para frente, implorando piedade. Otohime continua escondo o rosto, por alguma razão.

Shiroji nota que os arruaceiros estão todos levemente escoriados, incluindo os que ainda estão em um só pedaço. Outra percepção começa a brotar na mente do jovem enquanto ele olha o homem com a flecha no pescoço. Se rosto contorcido em uma expressão de dor e desespero, seu corpo ainda exibindo pequenos espasmos. Sangue se espalha embaixo do rufião em uma grande poça. A mão de Shoroji treme.

Yasuo percebe. Foi assim quando ele tirou uma vida pela primeira vez, na invasão de Ashalan. Ele nunca esqueceu o rosto daquele homem.

“Perdão, perdão, perdão! Misericórdia!” Um dos arqueiros grita. “Fomos contratados por uma gueixa na cidade à frente, ela nos prometeu ouro se matássemos o Samurai e levássemos essa caixa... Ela não sabia que vocês tinham um Monge de Tao e um Shugenja! Misericórdia!!!”

“Temos que conversar com a essa gueixa.” Diz Otohime, ainda evitando olhar para a cena. A shugenja parece indisposta e um tanto pálida. “Coloquem todos juntos, eu os manterei presos por algumas horas.”

"Vocês, me digam, como receberiam esse ouro? Para onde levariam a carga?"

Yasuo olha em volta, e verifica como estão seus companheiros, Lao e Otohime, que não parece estar muito bem.

"Oto.. Escorpião, você está bem?"

Shiroji aprendeu a lutar desde criança, aprendeu sobre pontos vulneráveis do corpo humano e estratégias de batalha. Mas esta foi a primeira vez que tirou a vida de outro ser. Lentamente ele abaixa o arco e olha para o homem caído com a flecha na garganta. Por um momento ele se pergunta, "Será que isso foi mesmo necessário?".

Por enquanto ele não se mexe e seu olhar parece distante.

Após derrubar o inimigo e ver a rendição Lao sente-se tentado a continuar a luta, entretanto, a desvantagem do inimigo é clara, ele sabe que covardia não é o caminho de Tao entao ao que está em pé ele fala em bom som:

“Vá para sua casa, trabalhe honestamente e agradeça, você é livre para ir.”

Ele vira-se para o grupo 6 metros abaixo e analisando Otohime, Yasuo e o outro rapaz diz em alta porem calma voz:

“Prisão é hediondo. Sair daqui é prioridade, um deles fugiu a algum tempo, ela saberá antes que possamos agir que ganhamos a batalha.”

Ele pensa: Se sabem que devem manter a carga intacta devem saber o que é, apenas a um tipo de pessoa um yokai é interessante, mas eles deveriam estar extintos!

“Farei escolta aqui de cima, e por favor, limpem o sangue que há em vocês rapidamente, vá na frente sem hesitação Otohime-sama.”

Otohime acena com a cabeça e respira fundo.

O transe de Shroji é quebrado pela pequena mão que toca asua própria. A bela menina também toca sua nuca. Calor parece emanar dela, e o garoto para de tremer.

"Obrigada pelo que você fez hoje. Você estará a salvo conosco, até chegarmos à próxima cidade. Lá lhe recompensarei pela sua ajuda e você pode seguir seu caminho." Ela diz, e então o beija suavemente no rosto. Shoroji espanta-se com a quebra de protocolo, mas espanta-se ainda mais com o quão natural a experiência lhe parece. Ele conhece Shugenja, sabe que eles costumam desobedecer as estritas regras sociais de Rokugan. Mas nenhum deles o fez sentir assim. Ela então se vira e aponta a palma da mão para os bandidos aos pés de Yasuo. Um jato de fogo é disparado de sua mão, incendiando o chão próximo aos inimigos rendidos, que correm para a mata aterrorizados. Um deles salta pelo penhasco.

"Um deles fugiu." Ela diz ao montar no cavalo." Deve estar a caminho da cidade agora e nós nunca o alcançaremos, pois nossa carga se move devagar. Precisamos pegar outro caminho e montar acampamento, pois a noite se aproxima. Sigam-me."

Lao escuta as palavras de Oto e concorda com elas, ele segue acompanhando-os pelo barranco enquanto possível, ser pego de surpresa de novo poderia ser mortal.

Enquanto caminha ele pensa em quem a carga poderia interessar e além de seres das trevas, apenas os sasori e talvez os lotus lhe passam a mente, ele fica perplexo com a duvida e a palavra "shinobi" não para de lhe assombrar.

"Obrigado rapaz, agiu muito bem! Qual o seu nome?"

Yasuo fica intrigado com o rapaz.

Muita coragem.

Yasuo dá uma ultima olhada no local.

"Vamos logo, antes que tenhamos mais problemas"

Shiroji fica surpreso com a atitude da menina e simplesmente assente com a cabeça.

Então ele se vira para o samurai e responde:

–Shi... Shinta.

A comitiva se desvia da estrada principal, tomando outro caminho pelo meio da floresta. A noite cai rapidamente, aliviando um pouco do calor da primavera. Kim Lao junta madeira enquanto Yasuo tira alguns mantimentos do baú que o bisão carrega.

Otohime acende a fogueira com um estalar de dedos, e puxa o Monge pela mão. “Vou tomar um banho no córrego próximo. Lao vai me proteger. Quando voltar espero ver comida pronta, Yasuo.”

–-------------------------------------------------------------------------------------------------------

KIM LAO E OTOHIME

Lao segue com a shugenja, assim como os feiticeiros, os ikura não importam-se tanto para o trato social, os mestiços nas maioria sequer o conhecem, isso deixa-os mais próximos e o monge gosta disso.

Ele resolve partilhar suas idéias com seriedade nas palavras:

“Otohime-sama, acredito que nossos atacantes são muito mais perigosos do que aqueles bandidos, na verdade, creio que sua busca é pelo sangue do ser dentro da jaula, se é que vc me entende.”

Lao comtempla o lugar ao seu redor, ele também não consegue deixar de admirar o corpo da Shugenja.

Otohime tira as roupas de seda sem cerimonia. Ela esta ciente do quão bonita é, do efeito que causa nos homens. Ela está ciente de que Kim lao é um homem... Ela só parece não se importar. Ela entrega o Kimono negro e faixa vermelha para Kim, e entra no córrego rindo. A Lua cheia reflete no corpo branco. Otohime é magra e esguia, com curvas delicadas. O cabelo negro cai até sua cintura. Kim Lao nunca viu nada tão bonito.

"Shinobi, Kim Lao?" ela diz antes de mergulhar completamente. "Vocês de Ikura são muito espertos. De fato, só sendo conjurado por rituais malditos um Yokai pode se manifestar além da muralha. E foi assim que Meia Noite chegou até nós. Ele matou os Shinobi que planejavam beber seu sangue e se escondeu nas florestas de Sasori. Os malditos provavelmente usariam o poder do Yokai para ferir meu Clã."

Otohime nada um pouco e passa a lavar seus longos cabelos.

Lao escuta o que a garota diz encantado pelo seu corpo, ele tem sensações estranhas no dele, Kim Lao não sabe direito o que é isso, pois fez seus votos antes de chegar na idade para entender o ato. no meio a confusão dentro de si, ele pensa: "Eles podem ser membros do seu clã também minha cara, mas eu não preciso discutir isso com vc."

–Isso será um grande problema, não podemos perder a atenção, por isso te peço Otohime-sama, não me chame mais para os banhos, isso mexe com minhas competencias! Desculpe.

Lao sente-se envergonhado e vira-se de costas a Otohime percebendo que apesar de conseguir sozinho fazer uma nau se mover, não consegue lidar com uma mulher nua.

Kim Lao sente o corpo de Otohime se pressionar contra suas costas. Ela pousa o queixo no ombro do Monge e o abraça. Ela treme um pouco quando a brisa da noite toca seu corpo molhado.

“Você já... esteve com alguém¿ Eu não... Você não tem curiosidade¿” As palavras vem sem malícia, sem manipulação. Ela fecha os olhos e aperta Kim, e ele pode sentir o coração da menina batendo rápido. Otihime abre os olhos e—

Um estrondo assusta os dois. Vindo do acampamento! O sim de árvores caindo se segue. Otohime corre até suas roupas.

Kim sente o corpo molhado de Otohime contraindo-se com o seu, o calor aumenta em seu corpo, ele sente seus chakras desbalançando e seu corpo reagindo inconscientemente ao toque da garota, ele percebe que algo em si muda, ele nunca havia presenciado essa situação. Kim sabia de seus votos, mas estes lhe pareciam fardos muito maiores agora, sua mao toca a da shugenja sobre sei peito e fraquejaste diz:

–Nããã.... não, eu sei que sou ..... fiel ... aos meus votos Otohime-sama.

Ele sobe um pouco acima dos pulsos da moça sua mão e entao o barulho tira-o bruscamente no transe em que ele se encontrava.

Kim entrega as roupas da shugenja a ela e bradando seu bastão, ele começa a caminhar lentamente na direção do local, esperando otohime, mas já tentando analisar o que se passa a frente.

–--------------------------------------------------------------------------------------

YASUO E SHIROJI

Meia hora se passa em absoluto silêncio, e Shiroji finalmente entende a fama dos Samurai de Kurogane. Yasuo trabalha em silêncio, limpando o sangue de sua espada enquanto os vegetais cozinham na panela de ferro. O garoto perce que o Samurai não tira a armadura, nem fica longe das duas katana.

“Por favor... Por favor, me tire daqui!” diz uma voz fraca que vem de dentro da grande caixa. É a voz de uma menina, de uma criança. “Essas pessoas estão me levando contra a minha vontade! Por favor, me ajude!”

Shiroji não pode acreditar no que ouve.

Shiroji, que estava sentado perto da fogueira quase salta quando ouve a voz. Mal pode acreditar no que ouve. Em um movimento rápido ele se levanta, vai até a caixa e com um puxão levanta o pano que a cobre.

Ao ouvir as palavras de meia noite, Yasuo se espanta!

Nunca iria imaginar uma voz inocente para um ser tão maléfico!

Essa monstuosidade!

Ao ver a reação do rapaz, Yasuo se levanta de pronto, com a Katana de seu avô em suas mãos, sacando a espada com muita velocidade, cortando o ar entre o rapaz e a caixa.

"Mais um passo e eu te corto ao meio rapaz!"

A lâmina de vento corta o chão enquanto passa entre Shiroji e a grande jaula, cortando o pano branco e derrubando o garoto para trás. Uma árvore no limite da clareira é cortada ao meio, e outras atrás dela têm o mesmo destino. Ele olha para o Samurai com a espada ainda apontando para o alto, e então olha para a caixa...

Não é uma caixa, ele percebe de imediato. É uma Jaula. Grossas barras de metal cobertas por centenas, talvez milhares de selos: Pedaços retangulares de tecido branco com inscrições arcanas, brilhando em vermelho vivo. Não se pode ver diretamente dentro da jaula, pois são poucas as áreas não cobertas pelos selos. Mas seria possível enxergar o interior da jaula... Se olhasse bem de perto.

“Por favor, me tire daqui. Eu quero sair!” chora a voz da menina.

Shiroji se assusta com o golpe mas a situação não lhe dá oportunidade para reparar na maestria necessária para usar tal técnica, a criança enjaulada é mais importante. Ele se levanta e ele diz agitado.

“ O que você está fazendo? Tem uma criança presa aí dentro. Quem são vocês?”

Yasuo olha perplexo para a cela, momentaneamente o resto do mundo não existe.

Nunca vi algo parecido em toda a minha vida.

Sai de seu devaneio com a voz do rufião, aquele mendigo bastardo que nos salvou a vida uma vez, e está pondo TUDO a perder agora.

O que fazer com ele?

Se ele for embora, põe tudo a perder.

Ele não sabe o que estamos fazendo, não é justo mata-lo.

No fim, oque mais fazer? Ele já viu a cela.

"O que você acabou de descobrir não é uma criança Shinta. Trata-se de um Yokai, estamos a mando do Imperador, o escoltando até outra parte de Rokugan."

“Senhor, me ajude... Mate esse samurai e... e...” A voz chorosa para. Uma risada começa após um momento de silêncio, e então se torna uma gargalhada. “Ora, que azar o meu! Você é apenas um menino! Um menino desarmado que nunca poderia matar Kurogane Yasuo e me libertar. Bem... Eu não tinha como saber, mas tinha que tentar.”

A gargalhada continua, confundindo Shiroji. “E agora Neto de Kinjo¿ Vai apenas deixar o garoto ir, agora que ele sabe de um segredo confiado a você pelo Imperador¿ Quanto tempo vai demorar para que ele abra a boca¿ Vamos, corte a garganta do garoto e acabe logo com isso. Mate seu primeiro inocente.”

A mão de Yasuo se aperta em torno do cabo da espada. O maldito está certo: O Garoto agora sabe de tudo, e a missão secreta já foi comprometida. Alguém enviou os rufiões, afinal.

"Cale-se yokai imundo!"

Yasuo pega o pano, ou o que sobrou dele, e cobre a cela, sem nem olhar para Shinta.

"Você provavelmente não tem culpa por ser tão impulsivo e desprovido de equilibrio rapaz, já que deve ser um filho de camponês ou algo assim, que não recebeu nenhuma instrução. Pense antes de agir garoto. Este yokai fará de tudo para sair de dentro desta cela. Não o menospreze, você não sabe quem esse yokai é e nem do que ele é capaz."

Kim e Otohime chegam a tempo de ver Yasuo colocando o pano de volta sobre a jaula. Os dois vêem as arvores partidas e a marca no chão. Os dois sentem um calafrio quando a voz vem de dentro da jaula. Soa como um homem doente, soa como se ele estivesse sorrindo.

“Eu poderia gritar ‘vamos, Yasuo, essa é sua chance! Derrube a Shugenja como combinamos!’ e talvez o Monge reagisse por impulso. Seria divertido, mas no atual contexto a morte de vocês não me interessa... Eu não quero ter o sangue drenado pelos Shinobi, e a única coisa que me separa desse destino é essa comitiva. Então vou oferecer a vocês uma amostra de boa vontade. Prontos¿”

Otohime olha para Shiroji, e então para Yasuo. Ela leva a mão ao rosto em frustração.

"Nada que saia de sua mente nos interessa Yokai! Aceite seu destino."

Yasuo olha com um desprezo descomunal e aparente para Shinta.

Olha para Lao e Otohime e diz:

"Sentem-se, precisamos conversar."

Kim respira fundo. Ele faz um sinal negativo com os olhos para Yasuo, e começa a caminhar na direção da Jaula. Ele olha para Otohime e numa tentativa de tranquiliza-la, ele sorri, nessa hora,um sermão aos dois que se formara em sua cabeça é substituído pela frase que Otohime dissera anteriormente, " Vocês de Ikura são espertos!" Ele olha em volta da jaula e diz:

“Nenhum Selo foi quebrado Yasuo-sama, por muita sorte nossa. Mas, lembrando o que Musashi-sama disse, apesar de perigoso, ele não pode mentir.”

Lao vira-se a jaula, sua curiosidade para olhar o incomoda, mas sua disciplina de monge já foi muito testada hoje.

“Diga Meia-noite, de onde são os shinobis que te caçam?”

Lao deixa seu bastão firme ao chão em frente ao seu corpo, ele encara a jaula com cara séria e pensa se fez o certo em conversar com a criatura, de todo jeito ele precisava perguntar.

Otohime estende o braço a fim de parar Lao, mas sua própria curiosidade a domina. Ela ouve atentamente às palavras que saem da jaula.

"Não sei de onde eles vêm, Monge, mas sei pra onde eles vão. Eles têm como missão recuperar sua preciosa carga, e eles vão fazer de tudo para cumpri-la. É inútil ir até a gueixa que contratou os bandidos... É isso que o inimigo quer. Não é atoa que a contratação foi feita de forma tão descuidada. Vocês estão lidando como um inimigo inteligente, sagaz e cheio de recursos...”

“Por que você nos ajudaria, Meia Noite¿” Diz otohime.

“Por que o sucesso dos Shinobi significa a morte de todos vocês, e um destino ainda pior para mim. É meu interesse usar vocês para a minha proteção... Pelo menos por enquanto.” Meia Noite começa a rir baixo. “Mas nosso futuro não é promissor... Vocês não estão em condições de combater um Ninja.”

"Você disse que sabe para onde vão. Se soubermos disso será melhor para todos. Mas...
Como podemos saber que você não está nos levando para uma emboscada ainda pior Yokai?"

ao reflete e entao diz:

“O lugar para eles vão é onde iremos. Ele não pode mentir por enquanto Yasuo-sama, e tem suas razões egoista. Não devemos contar com sua ajuda, mas é bom saber que ele teme os shinobis.”

Ele pensa em quanto vai conseguir mostrar ao demônio que tem força de vontade e começa a afastar-se da jaula e olha sério para Otohime, buscando alguma idéia.

Shiroji permanece em transe sentado no chão, estupefato, é muita informação para processar. Tem um yokai na jaula debaixo do pano, UM YOKAI! Shiroji havia aprendido que eles não eram simples superstição, mas daí até encontrar um é um longo caminho, um caminho que pode mexer com a sanidade de um homem sábio, com a de um jovem confuso então...
Shiroji balança a cabeça e tenta recobrar sua postura. Ele se levanta e por mais idiota que a pergunta pareça agora, sua mente precisa da confirmação de que isso tudo é real, então ele pergunta:

– Vocês estão levando um yokai aí dentro? Um yokai de verdade?

“Não só um simples Yokai,” Diz otohime ao aproximar-se de Shoroji, colocando as mãos em seus ombros. “Meia Noite é o Yokai responsável pelo Segundo Anoitecer e pelo massacre do Clã Shishido. Nós o estamos levando para Jigoku, único lugar onde ele pode ser destruído.”

Os mestres na capital fizeram questão que Shiroji aprendesse a história. Shishido, uma vez o mais próspero entre os Seis Clãs, foi exterminado quando espíritos de Jigoku corromperam uma cabala de Shugenja, forçando-os a abrir um portal para o mundo dos demônios em meio a capital. Os Shinobi de Sasori furtivamente adentraram a capital, evitando os milhares de Ogres e Oni que marchavam na cidade, e assassinaram os magos. Os Ninjas foram adiante, e destruíram o portal. A| explosão foi tão grande que transformou parte do território do Clã em uma cratera. Os poucos Shishido que se mantiveram fiéis à Rokugan foram adotados como uma das três famílias imperiais.

Meia Noite para de rir, e parece bravo. “Você devia temê-los também, Monge! Um Shinobi é uma versão macabra de tudo que vocês são. Eles têm as tatuagens, a magia e o Kenjutsu! Os melhores deles têm os três... Quato a você, Neto de Kinjo, pode parar de tremer dentro da sua armadura brilhante. Eu ainda preciso de vocês... E vocês de mim.”

“Não lhe de ouvidos, Yasuo.” Diz Otohime.

“O Dragão estava errado,” diz o Yokai. “Eu posso fazer mais do que falar. Posso ouvir, e os espíritos me sussurram segredos a todo o tempo. Eu troco um desses segredos por um favor simples. Eu quero que esse manto branco continue assim... Que um pouco de luz do sol entre, e que eu possa ver um pouco do mundo.”

Yasuo observa que o corte que fez no pano deixa uma pequena brecha de cinco centímetros sobre uma das regiões da cela não coberta pelos selos.

Kim lao escuta tudo que o Yokai diz e entao fala ao ser:

“Você está desesperado Demonio, diferente de você, eu não temo pela minha vida, sei que o que vamos enfrentar não será fácil, mas não deixarei os meus caírem em suas armadilhas.”

Lao vira-se para os seus companheiros e diz:

“Não sabemos o que um simples raio de sol pode fazer com um ser igual a ele, se a jaula estava coberta era por bons motivos. Mantemos ele coberto em minha opinião.”

Kim tenta ao máximo parecer sério, mas ele sente que está nervoso em frente a toda a situação.

Yasuo, se aproxima da caixa, não até o ponto onde ele pode enxergar.

Se agaixa, para que o Yokai possa ve-lo.

"Olhe bem para este rosto Yokai, e grave bem, se você escuta estes espíritos, provavelmente conversa com eles também.
Estou dizendo isto para que me descreva bem para todos os seres imundos com quem você se comunica, quero que eles reconheçam Kurogane Yasuo, o ultimo homem que vão ver em vida.
E para que você se prepare todos os dias, pois vou ter o prazer, de eu mesmo ser o seu carrasco, e te extirpar deste mundo."

Yasuo vai se levantando e virando de costas, para voltar até onde estava.

"A propósito, Lao está certo, aproveite bem Yokai, pois não terá a compania da luz em sua cela por muito tempo."

Um yokai com mais de 500 anos de idade. Sendo carregado em uma jaula a caminho da muralha. Escoltado por um samurai, um monge e uma shugenja.
Um yokai com provavelmente mais de 1000 anos de idade, responsável pelo massacre de um clã inteiro. Sendo carregado em uma jaula com selos mágicos facilmente removíveis coberta por um pano cortado até um dos lugares mais perigosos de Rokugan. Escoltado por um samurai com delírios de grandeza, um monge mestiço e uma shugenja que não pode ver sangue.

...

Shiroji volta e se senta de frente para a fogueira, com um redemoinho de pensamentos dentro de si e por fora uma calma causada pelo choque da descoberta.

"No que foi que eu me meti?"

Meia noite fica em silêncio por uns instantes. Só por alguns instantes.

“Seu... Macaco. Seu... Como ousa falar assim comigo¿!” o grito soa como várias vozes distintas, urrando em uníssono. “Eu sou um lorde Yokai, General das tropas da Escuridão, arquiteto do Anoitecer e Senhor das Moscas! Eu sou o terror de mil nomes!!!”

Otohime ignora os berros do Yokai, se ajoelha na frente de Shiroji e sorri. "Shinta-kun. Não deixe Meia Noite entrar na sua cabeça. Nós vamos chegar até a muralha, são e salvos. Antes disso vamos passar pelas terras de Sasori, onde eu tenho poder pra enviar você para o lugar de sua escolha. A esse ponto nós já estaremos próximos demais da muralha pra nos importar em manter a missão um segredo. Até lá, é necessário que você permaneça conosco. Se você tentar fugir, eu vou te matar. Tudo bem¿”

O tom e Otohime é doce e sincero, como uma irmã mais velha alertando um garotinho sobre suas travessuras. O sorriso gentil parece genuíno.

“Você sabe lutar¿ Que armas sabe usar¿” a bela menina pergunta.

Kim olha ao redor procurando algo para tampar o buraco, entao ao escutar o que Otohime disse fica surpreso, arregala os olhos rapidamente e então continua a procura até que fala:

“Vocês precisam descansar, eu aceito a vigília como minha função por esta noite. Não afastem-se muito. “

Ele olha procura por um bom lugar para fazer a ronda e cuidar de todos.

Shiroji treme ao ouvir as palavras de Meia-noite. O mundo fora das muralhas de XXX é mais assustador que ele poderia ter imaginado. Parte dele deseja com todas as forças voltar para casa, para o conforto e facilidades da vida que tinha. Mas ele jurou para si mesmo que iria até o fim com sua decisão, e que não voltaria atrás não importando o quão difícil fosse. E a situação está colocando sua determinação à prova.

As palavras de Otohime confortam Shiroji a princípio, mas sua ultima frase o assusta quase tanto quanto as ameaças de Meia-noite. Ele balança a cabeça afirmativamente e quando ela pergunta se ele sabe lutar ele responde:

– Sim, prefiro a katana, mas posso usar o que vocês tiverem sobrando.

A resposta sai quase sem vontade, ele ainda está tentando acalmar seu coração e sua mente.

Milhares de idéias e perguntas nadam em sua mente contra a maré de informações que apareceram em tão pouco tempo. Pouco a pouco os pensamentos começam a dar as mãos e juntos começam a vencer a correnteza e sua mente treinada para analisar situações de batalha e estratégias começa a funcionar.

O próprio Imperador ordenou essa missão. Eles são apenas 3, o que leva a crer que é uma missão secreta, tentando atraír o mínimo de atenção. Talvez haja até uma comitiva maior, usada como distração. Mas o inimigo já sabe a respeito deles. E o inimigo são os shinobi, o grupo maldito que assassinou inocentes e foi excomungado pelo Imperador 500 anos atrás. Um grupo tão poderoso que mesmo 500 anos de perseguição depois, ainda existe em meio às sombras. Se eles quisessem, um deles apenas poderia acabar com toda essa escolta, mas é por isso que eles existem até hoje, eles usam de ardis e artimanhas para conseguir seus objetivos, não apareceriam a não ser que fosse extremamente necessário ou seguro. E com certeza não deixariam ninguém vivo. A gueixa contratou os rufiões para roubar a carga, e mandou que não olhassem a carga. Ela sabia o que era transportado. Ir atrás dela não seria muito esperto, visto que na melhor das hipóteses ela estaria a mando dos shinobi, na pior, ela própria seria uma. A carga está sendo levada para a muralha e ela sabia onde os encontrar, ela deve saber qual o melhor caminho para chegar lá. Shiroji lembra de mapas que estudou, esta não é a estrada principal, é uma estrada secundária, usada apenas por mercadores e camponeses. O caminho mais óbvio a ser usado por algúem indo em direção ao sul e não querendo ser visto. Há uma outra estrada, menos óbvia, mas mais longa...

Shiroji olha para os três, um samurai Kurogane, altivo e sério, com duas espadas e uma armadura de aço, um monge mestiço cheio de tatuagens e uma shugenja com um cajado e um kimono que gritam SASORI. Sem contar com a carga, uma caixa retangular coberta por um pano. Tem como ser mais óbvio?

Shiroji diz:

– Tudo bem, eu vou com vocês até as suas terras, mas eu quero chegar lá vivo, e se vocês pretendem fazer o mesmo, é bom conversarmos um pouco antes de seguirmos viagem.

Yasuo ainda de costas, Yasuo completa:

"Você se definiu por diversos nomes, mas oque realmente é se resume em um, fracassado. Aceite seu destino Yokai."

Yasuo ouve as palavras de Otohime, e pensa * mais essa agora, está tudo indo de mal a pior, e nem passamos uma noite fora. *

Yasuo vai checar a janta.

Otohime ri e belisca o garoto. "Você não pode usar uma Katana, Shinta-kun! Você não é um Bushi. Mas eu vou providenciar algo." A Shugenja se levanta e vai até o cavalo de Yasuo, pega o arco e a aljava de flechas, e traz para Shiroji. "Conversaremos pela manhã, tudo bem?"

O Samurai de Kurogane não pode acreditar na audácia da menina, mas entende a necessidade de mais um homem armado. É o garoto sabe atirar, afinal.

Lao Kim escolta a área, ouve a floresta e conclui que tudo está tranquilo. O grupo come a sopa de legumes e dorme. O Treinamento do Monge o permite perder uma noite de sono sem sentir cansaço, e ele observa o grupo enquanto dorme.

O Sol nasce em mais um belíssimo dia de primavera. Quando Yasuo desperta, Lao Kim já aprontou os cavalos. Shiroji levanta-se logo em seguida, mas Otohime demora alguns minutos para despertar. Yasuo se cansa do modo gentil com qual Kim tenta acordar a menina e a cutuca com o a bainha da espada, fazendo-a saltar com o susto. Ela o amaldiçoa por alguns minutos.

A comitiva sai da floresta e chega a uma estrada. Otohime conta como foi treinada nas artes mágicas da proteção, já que as florestas de Sasori são repletas de ameaças mágicas. Ela revela também que, apesar de seu treinamento, sua verdadeira vocação é a escola do Fogo. As histórias de como seus poderes se manifestaram e dos problemas que se seguiram mantem Shoriji e Kim Lao entretidos por boa parte da manhã. Yasuo, no entanto, mantém-se a frente da comitiva, vigilante.

Depois de algumas horas pode-se enxergar uma divisão na estrada: Um caminho segue reto rumo ao sul, e outro se desvia pelas montanhas ao leste. Uma rota mais demorada, mais perigosa, mas menos vigiada. Um imenso Monge de Tao pode ser visto descansando na grama ao lado da estrada em sua imensidão adiposa. Shiroji calcula que o homem deve ter mais de dois metros de altura. Sua barriga deve medir quase isso. Otohime fica de pé na sela do cavalo, equilibrando-se graciosamente, e acena. O Monge acena de volta.

“Um Monge! Kim, ele é seu amigo¿!” Ela pergunta, animada.

"Neto de Kinjo, começamos nossa amizade com o pé esquerdo.” Sussurra Meia Noite, falando baixo para apenas Yasuo. “Eu vou tentar remediar essa situação, só dessa vez... Eu sei o quanto você deseja a grandeza. Eu acho, inclusive, que você a merece. Você não quer ser um mero neto de Kinjo... Quer ser conhecido como Kurogane Yasuo! Pois bem... esta é sua chance. Um desse caminhos leva a um dos Onze trabalhos. Eu posso lhe dizer qual. Decida-se.”

Yasuo nem olha para traz para responder, e responde de imediato.

"Sua amizade não é de meu interesse Yokai, seus favores, muito menos."

Ao ouvir Otohime perguntando a Lao, mais uma vez se sente desapontado, como ela pode ser tão desprovida de bom senso?

Ele olha para traz como que certificando, se estava ouvindo errado... Mas não...

Ele segue o caminho combinado.

Preparando-se para o pior.

“Olhe só pra você” diz Otohime ao saltar do cavalo na frente do monge. “Parece um bebê gigante!”

Ela não está errada. O imenso homem que gargalha jovialmente diante do comentário da Shugenja é grande e gordo, com os cabelos raspados e bochechas rosadas. Ele usa os trajes de um Monge de Tao, mas sem as cores associados a um dos Seis Clãs, optando pelo branco e o vermelho escuro. Shiroji identifica pelas feições do homem que ele não é de Rokugan: O território de Akodo vez ou outra permite que um viajante do hoje defunto império Esmeralda entre para fazer trocas. Kim Lao percebe três tatuagens no homem rotundo: Uma montanha em sua imensa barriga, uma avalanche de pedras cobrindo todo seu braço esquerdo, e uma coluna de pedra em seu calcanhar direito.

“Ni Haooo” diz o gorducho. “Eu Ping Fang Pong!”

“Eu sou Ganryu otohime! Prazer em lhe conhecer!

“Ganlyu... Otolime.” Diz Ping Fang, repetindo com dificuldade. Ele sorri, aponta para a garota. “Ganlyu Kojilo!”

“Sim, sou prima de Ganryu Kojiro!” Otohime diz ao gargalhar. “esses são meus companheiros, Kim Lao, Shinta-kun. Aquele é meu guarda costas, Kurogane yasuo.”

O Monge cumprimenta a todos com uma reverência, e depois tira de sua sacola um grande pão confeitado. Ele parte o pão em partes iguais e distribui entre os quatro. “Eu levalem comida pala meu mestle. Pão!”

Kim, aceita o presente, entretanto, não se alimenta do pão, monges das montanhas nunca o deixaram muito a vontade, são opostos naturais. Ele guarda o pão entremeio seus pertences e agradecendo pergunta ao monge:

–Como vão as terras esmeraldas Ping Fang? Continuam com saudade de Byakko?

"Não gosto de ser descortês dessa maneira, mas não podemos confiar em ninguém se lutamos contra shinobis."

Yasuo olha para a cena * o que é isso? encontro social? * pensa ele.

Quando Otohime diz que Yasuo é seu garda costas...

Quanta insolencia.

E decide ser o mais natural possivel.

"Obrigado pela comida monge, mas estamos com pressa.

Passar bem."

“Desculpe meus amigos. Eles são uns estúpidos às vezes!” Diz Otohime, torcendo o nariz. “Foi um prazer te conhecer. Cuide-se!”

O Monge não deixa de sorri nem um instante, se curva e diz: “Bom viagem, sim¿ Ter cuidado na estlada.”

"我是午夜,一萬餘名恐怖。” Diz a voz doentia e fria de Meia Noite, em uma língua estranha “告訴你的主人,我回去喝他的血。”

O Monge fica sério ao ouvir as palavras. Ele se levanta e olha para os presentes com seriedade. Ele balança a cabeça em desaprovação, e começa a andar na direção da estrada. Meia Noite começa a rir baixinho.

Kim Lao segue e apesar de sorrir ao monge ao despedir-se, ele sente-se incomodado, seus irmãos não tem mestre quotidianamente e esse é o momento que a mínima das impressões pode fazer diferença.

“Seu amigo é estranho Otohime-sama, nós irmãos não cultivamos mestres, servimos a todos, e qualquer coisa pode nos pegar de surpresa nessa empreitada, afinal, o mar e as montanhas não foram feitos para ficarem próximos.”

Shiroji se assusta com a rapidez com que a expressão do rotundo monge muda. Num segundo um enorme sorriso e uma feição amigável no seguinte um rosto sério e determinado, e muito longe de amigável. Ele aperta forte o arco na mão direita e torce para que o que quer que Meianoite tenha dito na língua do Império de Jade não tenha sido uma ofensa imperdoável para o monge rechonchudo.

Yasuo observa o homem se virando para ir embora.

Olha para a caixa e diz:

"O que exatamente você disse a aquele bom monge Yokai?

O que você fez para que ele mudasse de atitude tão repentinamente?"

Meia Noite só ri.

"Responda, demônio!" Diz Otohime. Meia Noite ri mais alto.

Durante o resto do caminho, o demônio volta a rir sempre que o grupo começa a conversar, enervando o grupo e testando a paciência de todos. O sol se põe assim que a comitiva chega até um vasto e violento rio. Uma larga ponte de madeira pode ser vista à distância e, na frente dela, Ping Fang Pong. O monge se levanta ao ver Yasuo. Ao se aproximarem mais, todos avistam um outro sentado em cima da ponte. Trata-se de um jovem, muito bem vestido, tocando uma flauta transversal. A melodia triste é executada com esmero.

“Que musica linda...” diz Otohime. O toca a melodia até o fim, guarda a flauta e se ergue. Nas costas ele carrega uma grande nodachi.

Yasuo reconhece a espada. Uma obra prima inacabada, tornada perfeita justamente pela falta de esmero. O cabo da nodachi não tem guarda nem o acabamento usual, consistindo apenas no metal envolvido várias vezes por seda branca. Sua lâmina não é de aço, e sim de uma pedra laminada, branca e azul, que reflete a luz da lua. Tsukuyomi, o último dos Onze Trabalhos.

Shiroji, no entanto, reconhece também o homem que a empunha. Ele já o viu na Capital, andando ao lado de membros da família Imperial, sempre vigilante, atento, mão esquerda no cabo da espada. Shiroji se lembra da seriedade sutilmente triste de um nobre de postura impecável, cujo nome invoca ao mesmo tempo glória e vergonha. Um jovem que nasceu com o peso de mil anos de história nos ombros.

“Quem... Quem é esse homem¿” Pergunta Otohime.

Yasuo pensa:

O que esse homem faz aqui?
Como ele chegou até aqui?

E ele estava nos esperando...

A situação só piora...

Yasuo sem olhar para Otohime, de olhos fixos no homem ali adiante responde:

"ele é o herdeiro de um Clã perdido, um dos Seis Asuras, colecionador de espadas e Ronin mais pergioso da história..." Yasuo respira fundo.

"...Ele é Shishido Baiken."

Notas finais
bom gente como deve ter alguem que não leu o primeiro cap da fic que era o cenario eu vou tar postando nas notas finais algumas partes importantes sobre o imperio de rokugan e nesse cap vai ser os seis asuras: Os Seis Asura Tópico recorrente na cultura popular de Rokugan, As Cinco Lâminas são, segundo o povo, as lendas e os rumores, os cinco guerreiros mais hábeis do Império. É levado em consideração apenas o quão perigoso um indivíduo é em combate direto, não importando sua influência política e militar. Até o presente momento, apenas um encontro entre membros da lista foi registrado., quando Ganryu Kojiro enfrentou Oni Hanzo na muralha. O duelo acabou em empate. • Hattori “Oni” Hanzo, genial comandante da frota de Ikura. Como a maioria dos membros de seu clã, Hanzo não é nobre: Filho de um soldado de Rokugan e uma refugiada de Almogavar, Hanzo é o primeiro mestiço na história de Rokugan a se tornar Daimyo. Hanzo luta com um par de Katanas. • Ganryu Kojiro, Arrogante, prodigioso e polêmico, o jovem Samurai do Clã do Escorpião destacou-se durante a invasão Ashalan. O jovem Samurai, então com 17 anos, desafiou para um duelo o campeão das tropas inimigas, um gigante das Terras do Marfim que, segundo as lendas, possuía uma armadura inquebrável. O jovem utilizou sua agora lendária manobra, o Tsubame Gaechi, para cortar o inimigo ao meio sem nem mesmo riscar a armadura. Kojiro hoje luta com uma nodachi chamada Monohoshi Zao, um dos trabalhos de Muramasa. • Togashi Musashi: De aparência simples e temperamento sereno e gentil, é fácil confundi-lo com um simples andarilho. O Campeão dos Dragões talvez seja o mais talentoso espadachim da história, além de um grande artista, escritor e músico. Musashi luta com uma Katana e uma Wakizachi • Shishido Baiken, Poucos e sabe sobre o jovem Baiken, o mais famoso Ronin da atualidade. Rumores dizem que ele um dia pertenceu à família imperial, mas sua relação com Hantei XXII é incerta. Hoje, Baiken é um duelista que coleciona a espadas de seus adversários caídos. Baiken parece indiferente aos assuntos Imperiais, interessado apenas em aprimorar sua já impecável técnica e duelar. Recentemente ele adquiriu uma das obras de Masamune. • Shishido Kayen Guardião dos jardins de Kyuden Isawa,a capital de Lótus, é provavelmente o Shugenja mais poderosos do Império. Conhecido por defender sozinho as praias do território de centenas de soldados. Embora temido e respeitado, ele parece ter uma só preocupação: Os jardins de Kyuuden Isawa. • Sasori Daitaro O Campeão dos Escorpiões é mais conhecido pelo nome que carrega. Seu Pai foi um poderoso Shugenja e Daymio Sasori, um herói que derrubou naves Almogavares do céu com os ventos que comandava. O pai de Daitaro foi citado por Akodo Shinjiro como "um verdadeiro artista, um poeta, um gênio criador". Hoje, seu filho tenta honrar o nome do seu pai com a mesma magia. Ofuscado por Kojiro na guerra contra Ashalan, o filho do mais letal Shugenja que já viveu luta para se provar frente ao Império. bom vcs deve tar se perguntando como que são os 5 guerreiros mais hábeis do imperio se são seis pessoas? é que após o empate entre kojiro e oni hanzo. o onihanzo ganhou o titulo de o sexto asura ja que não tinha como saber quem era mais forte
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.