Notas iniciais
Oi, gente bonita!! Enfim, essa shot foi escrita na minha volta do Rio de Janeiro para Manaus (voos de 5 horas são produtivos). E eu ficava chorando enquanto escrevia. Resumo: Eu conheci a Fê quando eu fui nessa viagem ao RJ, e eu não queria mais voltar para Manaus só para ficar com aquela coisa fofa (;-;). Então eu resolvi escrever a história com o que eu estava sentindo quando eu tive que voltar para casa. Eu também usei esse vídeo como referência e inspiração >> http://www.youtube.com/watch?v=Ajxr2aq0gmE&feature=youtube_gdata_player Boa Leitura!

No aeroporto internacional da França, o movimento estava grande para uma madrugada. Já era uma da manhã e nada de anunciarem os próximos voos. E dentre todas as pessoas presentes, tinha um nobre francês aguardando a chegada de um voo que vinha das Américas. Mais precisamente, do Canadá.

A ansiedade era grande, e junto dela, a sensação de felicidade que se transformaria em lágrimas aumentava cada vez que ele olhava para o celular tentando fazer com que o tempo desse passos mais largos e rápidos para ele evitar chegar naquele estado.

Aquelas cadeiras de aeroporto não eram nada confortáveis, então ele ficava levantando várias vezes. Até que era um bom passatempo. Ele ouvia aqueles barulhos típicos do local onde estava. Coisas como as rodas do carrinho das bagagens, os alto-falantes anunciando os locais de embarque, os bocejos das pessoas que passaram horas dentro do avião... Tudo aquilo deixava Francis mais nervoso.

“Quanto tempo ele ainda vai demorar?”

Era de madrugada, e nem sinal da aeronave que ele tanto aguardava.

Aquela área internacional estava lotada, e muitos do que aguardavam nesse local eram familiares ou amigos das pessoas que chegavam. Francis não iria mentir, ele era sim um grande amigo da pessoa que ele aguardava, ou até mais que isso... Mas seu diferencial em relação as outras pessoas era o fato de nunca ter tocado a pessoa que logo passaria pelo portão de desembarque. E naquele dia, numa madrugada de terça-feira, ele iria sentir pela primeira vez, como era tocar aquele ser que ele conhecia por tantos anos através da internet.

“Ficarei o tempo que for para te encontrar!”

E após tanto tempo esperando, Francis ouviu uma voz feminina anunciando a chegada do voo que ele tanto ansiava, e que os passageiros já estavam desembarcando.

~xXx~

Seu estômago começou a ficar estranho. Aquilo seria nervosismo?

Tudo era surreal demais para crer que aquele encontro finalmente iria acontecer! Após meses de espera, ele finalmente iria encontrar seu tão amado Matthew.

“Quero muito segurar sua mão... sentir seus cabelos... beijá-lo...”

Ele ficaria preso em seus pensamentos se não tivesse notado aquele portal grandioso abrir e dando passagem para a saída de várias pessoas.

Francis se esgueirava entre aquele aglomerado de gente para tentar visualizar o doce canadense que ele tanto esperava. Ele via várias famílias deixando o portão de desembarque, alguns grupos de amigos com uma cara enorme de sono e crianças muito eufóricas por finalmente terem pousado. Mas por onde andava seu Matthew?

“Será que ele ainda não encontrou a sua bagagem?”

Francis estava muito atento ao movimento do lugar. Chegou a ficar extremamente preocupado, achando que aquele não era o voo de Matthew. Mas ele abriu um grande sorriso ao observar um jovem loiro, ao lada da esteira das bagagens, ajeitando seu casaco vermelho e segurando um travesseiro num dos braços.

Ele podia sentir as lágrimas chegando. A felicidade já estava transbordando quando ele nota um acenar de mão direto para ele. Aquelas mãos tão claras como neve e, visualmente, muito macias.

“Ele é tão lindo...”

Ao ver que Matthew ultrapassava aquele portão, Francis foi correndo em sua direção.

– Matthew! Finalmente nos encontram-- – ele foi interrompido por um abraço inesperado.

A sensação de finalmente toca-lo não dava para se explicar. Aquele cheiro era melhor do que ele imaginava. A maciez dos cabelos quase ondulados chegava a ser de outro mundo. E aquela pele... aquela textura única que ele tanto sonhava em tocar tinha virado realidade.

– Você também não aguentava mais esperar... não é mesmo? – Francis abraçava mais profundamente o seu canadense.

Matthew não conseguia proferir nenhuma palavra, mas as lágrimas que escorriam pela sua face diziam como ele estava feliz por estar ali. Ele não queria mais se soltar de Francis, afinal, foi tanto o tempo de espera que ele não se aguentava mais.

– Eu não consigo acreditar que eu estou conseguindo te abraçar... – o jovem canadense não parava de chorar.

– Eu também não acredito...

Os dois pareciam estátuas no meio do aeroporto, mas nem ligaram para isso. Aquele toque tinha que ficar registrado nas suas mentes, em seus corpos e, principalmente, em seus corações.

Aquele primeiro toque foi o marco para o sentimento de ambos.

“Eu o amo tanto... Nunca mais irei solta-lo.”

Notas finais
Espero que tenham gostado~~ Até uma próxima história!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!