Prieteni cu intenții
1 Capítulo Único
Notas iniciais
Os dois amigos vindos de uma noite de álcool, do bordel da cidade, tentavam equilibrar-se e caminhar pela rua, tarefa dificultada pelas pedras irregulares da calçada. Alin frequentemente batia com o bico das suas botas caras de couro de cano alto nas pedras salientes, prejudicando o seu equilíbrio deficiente.
— Malditas pedras, quem foi o inútil que colocou-as desse jeito ordinário?! Quem foi o filho de aborto que cagou na arquitectura do chão? — Para Alinpraguejar era como respirar. Embora com álcool no sangue esse hábito fluía mais livremente, transformando a sua boca num poço de obscenidades verbais.
Velkan, o seu amigo mais velho e não tão perdido de bêbado, apoiava o braço do loiro nos seus ombros, magro e esguio não era peso algum para ele. Não pôde deixar de rir, só mesmo Alin para xingar uma pedra calçada de ordinária ou a pessoa que as colocou.
— Vamos lá Alin, quero chegar em casa antes do sol nascer. — Velkan tentava equilibrar-se com os dois, pois o loiro balançava o seu peso contra si, e ele por sua vez embatia nas paredes de pedra da rua.
— Huh? Por quê? Não chega as putas que comeste hoje? — O jovem nobre olhava para o outro, com os seus olhos verdes embaciados pelo álcool.
Engolindo em seco, Velkan controlou-se para não pensar o quão adorável Alin era, faces coradas com a pontinha do nariz avermelha, engoliu em seco e acomodou-o melhor em seu ombro, pressionando a cintura dele contra si. Não iria tentar nada com Alin no estado miseravelmente etílico, e muito menos numa rua fedendo a urina e cavalos, com várias prostitutas gemendo em cada beco enquanto serviam os seus clientes.
— Controla-te ou o teu pai vai ouvir-te e ver a tua figura vergonhosa. O conde Keller, odiaria que o seu precioso filho fosse trazido a casa por um filho de ferreiro como eu. — Velkan culpabilizava sem a real intenção Alin, pela maneira ofensiva como o pai dele o tratava.
Nunca iria ser aceito como amigo do filho do honrado Conde Keller, parente directo do Rei de Sighisoara. Chegando aos tropeções à mansão citadina da família Keller, depois de virarem na esquina.
Estranhamente o loiro alcoolizado ficou em silêncio por instantes. Proferindo algo que supostamente seriam palavras de conforto. — Idiota. Eu não te trocaria por ninguém... seu filho de cavalo ignorante.
Velkan sorriu com rudez do amigo, demonstrar que se importava com alguém era extremamente difícil para o mimado nobre e cortesão. Entregou Alin a um dos serviçais da sua mansão e foi embora percorrendo a mesma rua, feliz que nem um potro correndo na pradaria.
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