Notas iniciais
DIMITRIIIIIII!

Continuei a correr o mais rápido que podia. Os galhos das arvores e as plantas rasteiras se chocando contra a minha pele, me arranhando.

A luz da lua era a única que eu tinha, mas as folhagens altas e densas- e as lagrimas- complicavam bastante a minha visão.

Minhas pernas já gritavam que precisávam descanso, mas eu me forcei a correr, eles ainda podiam estar atras de mim.

Então eu senti um puxão. E uma dor terrível no pé. Meu corpo foi com tudo ao chão.

Escondi o rosto, temendo ver o meu fim, mas tudo o que houve foi silencio e mais silencio.

Já devem ter ido embora. — Pensei.

Levantei e comecei a olhar ao redor. Arvores e mais arvores. Eu já estava no coração da floresta.

Queria voltar para casa, mas o mais seguro seria esperar o amanhecer ou até que os mercenários saíssem do vilarejo.

"Crack" O barulho me fez pular de pé. Comecei a olhar freneticamente ao redor em busca de algo ou alguém. Ninguém apareceu.

Só posso estar ficando maluca — pensei. Então uma mão foi colocada sobre a minha boca e um braço ao meu redor.

Me debati e tentei gritar para sair daquele aperto de ferro, mas mal consegui me mover. Fiz a única coisa que me veio a cabeça. Mordi aquele infeliz.

A mão rapidamente foi tirada da minha boca e pude ouvir algo que provavelmente era um xingamento.

- Djerrmo! Você está maluca? — Uma voz com sotaque estranho sussurrou.

- Me larga seu... — Antes que eu pudesse terminar ele tapou minha boca de novo.

- Pare de gritar, garota escandalosa, ou nós dois vamos morrer! — Ele murmurou. Engoli seco. — Eu vou soltar, mas fique quieta! —

O aperto começou a afrouxar, mas tão rápido quanto, ele apertou e nos jogou dentro de um arbusto.

- Você está louco? — Gritei. A mão dele voou para a minha boca novamente.

- Qual a parte de ficar quieta você não entendeu? Quer morrer? — ele apontou para atras de algumas arvores, onde três homens passavam a cavalo, sujos de sangue e com espadas a postos. Mercenários.

- Se não quiser ser pega pelos Strigois, é bom que aprenda o significado da palavra silencio! — falou assim que o barulho dos cascos se extinguiu e saímos dos arbustos.

Strigois. Eles eram os mercenários do Sul. Vinham da parte mais fria do nosso mundo. Há quem diga que eram mortos vivos. Criaturas trazidas de volta do outro lado. Eles eram facilmente distinguidos pelas faces extremamente pálidas e mesmo alguns com a aparência fraca eles tinham a força de três homens, mas o pior eram os olhos.

Tão vermelhos quanto sangue. Quanto o sangue de todos o que eles já haviam matado. Eram cruéis e impiedosos.

Seres de alma vazia.

- Tudo bem? — perguntou o estranho. Me virei para encará-lo.

Estava todo de preto e deveria ter cerca de dois metros. Por baixo da capa pude ver que usava uma calça grossa e uma camisa que deixava a mostra os braços aparentemente fortes.

O cabelo preso em um baixo rabo de cavalo deveria bater na altura do queixo. Involuntariamente dei alguns passos para trás.

Rapidamente puxei a adaga e a espada apontando em sua direção.

- Quem. É. Você? E o que quer comigo? — rosnei. Ele deu alguns passos para trás e um meio sorriso. — Qual é a graça? Anda mercenário, eu fiz uma pergunta! — exigi.

Sua expressão mudou. E ele voou para cima de mim e tomou a espada. Tentei atingi-lo com a adaga, mas o estranho segurou meu pulso.

- Eu não lhe devo satisfações. Deveria ser mais agradecida já que eu acabei de salvar sua vida! Agora, me dê essas armas antes que acabe se machucando! -

Com isso ele tomou minha espada e minha adaga, jogando-as perto de uma arvore.

Achei que ele fosse me matar, mas ele simplesmente virou e começou a andar.

- Não vai me matar? — Perguntei. Ele parou e gargalhou alto. Por um momento me deixei divertir com aquele som.

- Por que eu mataria você? — Perguntou cruzando os braços e com o fantasma de um sorriso no rosto. Ótimo! Agora o infeliz se divertia as minhas custas.

- Não é um mercenário? —

- Pare de me chamar assim! Eu sou um russo. —

- Tanto faz. Você não é daqui! —

- Eu fui criado com os no Norte. Mas isso não quer dizer que sou um mercenário. — então voltou a tomar seu caminho.

- Onde você vai? —

- Não interessa. E você deveria sair da floresta antes que os mercenários voltem. —

- Eu não posso voltar. O vilarejo está sendo atacado. Meu pai e seus homens tentaram conte-los. e E meu irmão... — me interrompi lembrando de Mason e de Abe.

- Você está bem? -

- Sim. — murmurei. Eu não queria falar de Mason e Abe para um estranho. — Obrigada. Hm...-

- Dimitri. Meu nome é Dimitri Belikov. -

- Rose. Rosemarie Hathaway. —

Notas finais
Hahahahahaha Dimitri na área! Até o próximo!!!!!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.