Pride & Fear

1 Cap. 0 - Prólogo


"Antes que você, meu caro amigo, comece a ler esta história. Lhe recomendo fortemente a fechar o livro ou a página na web a qual relata os acontecimentos ocorridos aqui, pois se espera uma história épica, cheia de tramas e dramas, de romances e traições, de lutas entre forças desumanas que se chocam até que apenas uma se manterá de pé, não é isso que vem a seguir. Uma história de uma simplória pessoa que se dedicou a um caminho de solidão eterna, mas que por brincadeiras do destino foi seguido por milhares e milhares de pessoas, acompanhado do fardo de carregar os desejos destas consigo mesmo, a história, não de um herói, nem de um vilão, mas de uma pessoa que se ergueu para projetar as sombras que dariam luz as esperanças já perdidas, que se dedicaria ao mal para que o bem existisse, a história de um ser que se isolou em seu próprio deserto de insanidade e desejos pecaminosos. Um relato de um grande medo da humanidade, e de um orgulho tão grande quanto o mesmo."

Ao chão, um homem caído as areias do deserto em sua própria poça de sangue. Ele olhou para o lado e viu um companheiro morto, olhou para o outro e viu o rastro de destruição que ele havia deixado.

Ele sabia quem tinha feito aquilo e essa "coisa'' estava em ali em sua frente, as botas em frente ao seu rosto, o sangue que escorregava dos punhos daquele ser monstruoso, os olhos vazios que se escondiam atrás do cabelo castanho. E a único coisa que podia fazer era implorar e implorar, esperando um pouco de humanidade daquilo da qual ele mesmo julgou não ser.

— Piedade, por favor. Eu vou falar o que você quiser — O homem ao chão esticou sua mão para o alto enquanto mal conseguia se manter consciente — Por favor, eu farei o que quiseres.


— Não é assim que funciona, amigo — ''Ele'' se agachou, enquanto fazia alguns gestos com a mão destra, a balançando de um lado para o outro, enquanto na outra segurava uma faca — Deixe eu te explicar, já que você é novo no negócio. Primeiro, vocês vem atrás de mim sem eu saber o porque, como fizeram agora a pouco. Segundo, eu desço a porrada em cada um de vocês. Terceiro, todo mundo morre menos eu, entendeu?

- Por favor, me deixe ir. Eu tenho duas filhas e elas não tem mãe, por favor — Com a mão que estendeu antes, tentou agarrar uma das pernas "dele" para tentar se levantar — Eu não quero morrer! Eu não quero morrer!

- Tudo bem, só vai doer um pouquinho — Disse-lhe já usufruindo de sua faca para perfurar o braço do homem — E depois um pouco mais e um pouco mais, até chegar o fim.

Trabalho finalizado. Não restava mais um ser vivo naquela vasta estrada a não ser Dwayne. Rasgou um pedaço da roupa do homem a qual havia acabado de ter uma pequena conversa e limpou as botas e a jaqueta, aproximou-se da sua fiel companheira, uma moto Shadow 750, da qual chamava carinhosamente de Betsy, que cintilava de tão limpa, sequer um arranhão tinha, mesmo depois das confusões a quais ambos passaram e a arrastou até a beirada da estrada. Sentando-se ao lado do cadáver, jogava a faca a qual havia usado para longe, afinal não era sua. Era apenas uma faca de um agente qualquer a qual ele pegou no meio da briga, puxou uma pequena garrafa de água e deu um longo e prazeroso gole até secar totalmente o recipiente, jogando-o, também longe.

- Bem, então... Para aonde vamos agora, Betsy? — Encarou a moto por alguns segundos, como se ela fosse criar vida do nada e então responder — Deus, eu estou ficando louco. Ninguém hoje em dia fala com motos, não é, Betsy?

Notas finais
Espero que tenham gostado do prólogo, apesar dos erros de português das quais tenho que arrumar e espero que os leitores ajudem com isso.

Por favor, a aqueles que realmente gostaram ou estão curiosos para ver mais da fanfic, peço para que comentem para me dar incentivo a continuar a escreve-la.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.