Pretérito Imperfeito

23 Capitulo Vinte e Três


Notas iniciais
Boa leitura !

Capitulo vinte e três.

“O que alguns chamam de maldade, acredito que seja uma reação apropriada a um mundo cruel e injusto”. – Klaus Mikaelson (The Originals).

~♥~♥~♥~

Ino pov’s.

Acordei com meu celular tocando.

Pelo amor, quem liga para alguém as 09h00min?

Atendi sem nem olhar quem era, estava com sono demais para isso.

– O que?

– Ino, desculpe te acordar. – Reconheci a voz de Gaara. – Mas preciso de um favor.

Suspirei.

– Faço apenas se for recompensada depois. O que acha de uma noite prazerosa e inesquecível?

Ele engasgou e tossiu um pouco. Imaginei suas bochechas extremamente coradas e ri levemente.

– Ino! – Me repreendeu.

– Estou brincando, querido. – Me sentei e bocejei. – Do que precisa?

Ele suspirou.

– A delegacia está um caos hoje e eu esqueci meu distintivo em cima da minha cama. Você poderia trazê-lo para mim? Não tem como eu sair agora.

– Sim senhor, apenas me passe o endereço. – Falei já me levantando.

Ele disse o endereço e eu anotei em um papel.

– Eu vim de viatura hoje, pode usar meu carro, as chaves estão na cômoda. – Falou.

– Chego ai em alguns minutinhos. – Falei.

– Obrigado, Ino.

Bocejei de novo.

– Vou abusar de você como recompensa, então, não há de que. – Falei maliciosa e propositalmente.

– Ino. – Repreendeu-me novamente.

Não pude deixar de rir ao imaginar suas bochechas coradas novamente.

– Até daqui a pouco. – Falei e desliguei.

Peguei uma toalha e entrei no banheiro.

~♥~♥~♥~

Sakura pov’s.

Eu não consegui. Teve uma hora que tive que implorar para Sasuke me deixar dormir.

Ele me deixou dormir por um tempo, o tempo de passar uns dois filmes enormes, e logo me acordou.

Eu nem estava prestando mais atenção no filme, estava mexendo no cabelo de Sasuke enquanto ele assistia ao filme quando meu celular apitou.

Uma mensagem nova.

O peguei e olhei de quem era a mensagem. Numero privado.

Abri a mensagem e, imediatamente, uma foto minha e de Ino quando éramos crianças apareceu na tela, junto com letras.

Li todo o conteúdo da mensagem, sentindo meus olhos arderem e com um frio em meu estômago.

O desespero começou a tomar conta de mim e minha respiração ficou ofegante. Minhas mãos estavam tremendo e eu não conseguia mais distinguir as letras da mensagem por conta das lágrimas.

– Sakura?

Senti-me sem chão. Sem ar. Sem esperança.

– Sakura.

A Ino...

– Olha para mim.

Foquei meu olhar no rosto preocupado de Sasuke quando ele segurou meu rosto entre suas mãos. Os olhos negros grudados em mim, a expressão mais do que preocupada.

– Respire, Sakura. . – Ele disse calmamente. – Fique calma e me dê o celular.

Respirei fundo, tentando controlar a respiração e passei o celular para ele. Ele leu tudo e me olhou novamente, passando a mão em meu rosto para limpar as lágrimas.

– Não se preocupe, Sakura. – Ele disse em um sussurro. – Gaara está com ela, tenho certeza. Vou ligar para ele e você vai ver que está tudo bem. Eu já volto.

Ele me soltou e saiu para pegar o celular dele, levando o meu junto.

Mas não adiantava ele levar o celular, as palavras daquela mensagem já estavam todas gravadas na minha mente.

“Dizem que, quando se tem uma amizade que ultrapassa a marca de sete anos, ela irá existir para o resto da vida.

Ela é sua amiga há muitos anos, não é mesmo, flor de cerejeira? Tenho certeza que vocês serão amigas até que a morte as separe.

Mas a questão, flor de cerejeira, é quando a morte irá chegar.

Já pensou em quantas maneiras você poderia perdê-la? Um acidente de carro, uma explosão ou até mesmo uma bebida envenenada.

Isso tudo é muito fácil para mim, Sakura.

Você ficaria muito triste caso eu matasse sua queria amiga? Eu, realmente, espero que não, porque já está tudo armado.

É uma pena que você não tenha se despedido dela, mas tenho certeza de que vocês voltarão a se encontrar em outras vidas.

Espero que possa me perdoar por isso, mas sabe, ao te atingir, eu também atinjo o Sasuke, então tenho que usar o que posso.

Fique bem, flor de cerejeira.

Com amor, Fugaku”.

~♥~♥~♥~

Algumas horas depois.

Desaparecida.

Ino está desaparecida desde que o porteiro do prédio de Gaara a viu sair com o carro dele para ir até a delegacia.

O mesmo estava desesperado, colocou toda a delegacia dele atrás de Ino e, junto com Naruto, saiu para procura-la também.

Hinata a procurava em seu próprio carro, mantendo contato com Naruto para caso encontra-la, avisar.

Itachi e Aki estavam rodando a cidade, tentando achar qualquer sinal daquela loira cabeça de vento.

Eu já não tinha mais forças nem para chorar.

Estava deitada no colchão, abraçada em Sasuke que tentava me acalmar. Ele passava a mão em meu cabelo e sussurrava palavras de apoio, mas eu não prestava atenção no que ele me dizia.

Eu estava perdida em memorias. Lembranças felizes e tristes das quais compartilhei com Ino.

“Era o primeiro dia de aula em uma escola nova. Eu tinha seis anos.

Eu não entendia o porquê, mas ninguém ali queria falar comigo, ninguém olhava para mim, era como se eu não existisse.

Ninguém, exceto uma pessoa.

– Are, então você é a Sakura de quem todos estão falando.

Olhei para cima, vendo uma garotinha de cabelos loiros curtos e lindos olhos azuis. Ela sorria para mim.

– Sou Yamanaka Ino, sua melhor amiga a partir de hoje”.

Senti meu coração apertar e abracei mais o Sasuke.

“- Sakura, você está bem?

Ela correu até mim.

Eu estava caída no chão, tropecei enquanto corria dela. Estávamos brincando de pique-pegue.

– Estou bem, Ino. Apenas entrou um pouco de sujeira em meus olhos. – Falei os coçando.

– Tsc, você é tão desastrada”.

Senti as lágrimas escorrendo e Sasuke sussurrando “vai ficar tudo bem” para mim.

“- Não chore, Ino.

Coloquei a mão em seu ombro, tentando lhe passar apoio em um momento tão difícil.

Tínhamos quatorze anos, a mãe de Ino acabara de falecer.

– Eu a quero de volta, Sakura.

Segurei as lágrimas e a abracei, tentando lhe dar forças.

– Não se preocupe, você vai ficar bem. Eu estou aqui com você”.

Um soluço escapou por meus lábios e eu apertei mais o Sasuke.

– Sasuke, eu quero minha amiga de volta.

– Ela vai voltar para você, querida. – Sasuke sussurrou. – Vai voltar bem, sem nenhum machucado.

“- Papai, vamos adotar a Sakura!

Ino olhava firmemente para Inoichi, seu pai, e o mesmo a olhava de volta.

Meu tinha acabado de ficar órfã, meus pais morreram em um acidente de carro e eu seria mandada para um orfanato por ter apenas quinze anos e não ter nenhum parente para cuidar de mim.

– Eu já disse, se Sakura for para um orfanato, eu vou fugir de casa e leva-la comigo. – Ino voltou a falar.

Inoichi sorriu para ela e depois olhou carinhosamente para mim.

– Eu já a considerava como filha mesmo, não faz mal adota-la. – Ele veio até mim e se agachou. – Seja bem vinda a família, Sakura.

Ino abriu um enorme sorriso e me abraçou.

– Sakura, agora você é minha irmã!”.

Fechei os olhos, com mais lembranças invadindo minha mente.

– Prometem que cuidarão uma da outra enquanto eu estiver fora?

Inoichi perguntou.

Estávamos no aeroporto, ele estava indo para o EUA a negócios e nos deixaria aqui para fazermos faculdade.

– Sim senhor.

Eu e Ino falamos e logo rimos.

– Iremos morar juntas até. – Falei animada. – Não se preocupe, tio. Ficarei de olho nessa maluca.

Ele riu e Ino fez um bico.

– Estou contando com isso, Sakura”.

– Sasuke? – Chamei.

Me soltei dele e me sentei, olhando para o nada.

– Sim?

– E se ela estiver mesmo morta? – Perguntei com a voz fraca.

Sasuke segurou meu rosto, me obrigando a olhar para ele.

– Escute bem o que vou lhe dizer. – Ele disse firme. – Ela não está morta.

Ele dizia isso, mas eu podia ver em seus olhos o medo de estar errado e me magoar.

Mesmo assim, eu assenti.

– Obrigada, Sasuke.

A porta foi aberta de uma vez, passando por ela um Naruto eufórico.

Chegamos mais perto da porta, vendo que atrás de Naruto, estava Gaara carregando alguém.

Ele passou pela porta, o rosto banhado em lágrimas e todo sujo.

Em seus braços, o corpo de Ino cheio de hematomas e machucados.

Gaara sorriu tristemente para nós, mais lágrimas caindo de seus olhos verdes e eu senti meu estômago revirar.

– Nós a encontramos. – Ele disse, a voz falhando.

E foi ai que meu mundo desabou.

Continua...

Notas finais
Não me matem, tem uma surpresa no próximo, please... D: - Se me matarem, sem surpresa kkkkk Me senti tão triste escrevendo esse capitulo, to até tremendo aqui, me vendo no lugar da Sakura kkkk Gente, que capitulo horrível.. D: kkkk Nos vemos depois de amanhã, amores.. :* - Ou talvez amanhã mesmo kkkk