Pretérito Imperfeito
4 Capitulo Quatro
Notas iniciais
Capitulo quatro.
“Nós vivemos sem esperança, mas nunca morremos. Somos as criaturas mais fortes do mundo e estamos danificados demais para sermos consertados. Somos a definição de amaldiçoados, sempre e para sempre.” – Rebekah Mikaelson (The Originals).
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Uma semana depois...
Eu estava saindo com o carro para ir à casa de Sasuke e retirar os pontos, quando vi um homem parado na esquina e me olhando passar.
Já tinha uma semana que isso vem acontecendo. Desde o dia que ajudei Sasuke lá no beco.
Talvez seja coisa da minha cabeça, cansaço por causa da faculdade, não sei, mas me lembro bem de Sasuke falando que Fugaku me perseguiria se eu o ajudasse.
Cheguei na casa de Sasuke, ainda me surpreendendo com o tamanho. Para que uma casa tão grande só para ele?
Toquei a campainha e a porta abriu, revelando um Sasuke de cabelos bagunçados, olhos cansados, com olheiras, sem camisa e apenas de calça.
Corei.
– Ah, é você. – Ele disse – Entre.
Como se ele não tivesse me visto pelas câmeras de segurança, tsc...
Entrei e parei perto da porta, o encarando.
– Vou falar como médica e não como secretaria: se não se cuidar, vai ficar doente. Tem quantos dias que você não dorme?
Ele deu de ombros e se sentou no sofá. Desviei o olhar quando ele olhou para mim e percebeu que eu olhava para o seu corpo.
– Limpe a baba, querida. – Disse convencido.
Bufei corada.
– Ridículo.
Peguei minha maleta e me sentei ao lado dele começando a retirar os pontos.
– Tenho que te contar uma coisa. – Falei.
– Hn... – Resmungou desinteressado.
Parei de cortar os pontos e olhei para seu rosto.
– Estou sendo vigiada há uma semana.
Le me olhou.
– Eu sei, Fugaku colocou alguém para te vigiar. – Deu de ombros. – Ele não foi o único.
– O que quer dizer? – Perguntei confusa.
Ele pegou um controle e apertou um botão. Uma televisão grande saiu da parede e começou a exibir imagens de dentro da minha casa.
– Câmeras? – Me levantei nervosa. – Tem me visto esse tempo todo? É por isso que no está dormindo?
– Sim e não. Eu vigio apenas de dia, Itachi que vê a noite;
Pensei em todas as coisas que fiz essa semana e corei.
– Me viu andando pela casa só de roupas intimas? – Perguntei com o rosto pegando fogo.
Ele gargalhou e depois deu um sorriso sacana enquanto me olhava da cabeça aos pés.
– A lingerie preta é a mais bonita. Já pensou em ser atriz pornô?
Minha boca se escancarou e meu rosto queimou mais. Antes que eu pudesse responder ou lhe dar um tapa na cara pela insolência, alguém falou.
– Sasuke, não foi essa a educação que Itachi te deu. – Ralhou.
Olhei para onde veio a voz e vi uma mulher de longos cabelos prateados presos num rabo de cavalo e olhos negros, ela batia uma massa de bolo e usava um avental.
– Aki minha querida, quem você acha que me ensinou a ser pervertido? – Sasuke retrucou.
Ela bufou e depois sorriu para mim.
– Olá querida, sou Aki Uchiha, esposa de Itachi. Por favor, ignore essas besteiras do Sasuke.
Sorri.
– Sakura Haruno. Não sabia que Itachi era casado.
– E muito bem casado. – O próprio Itachi respondeu, aparecendo na sala. – Olá Sakura! Sasuke, você virou um pervertido sozinho, não jogue a culpa em mim.
Sasuke deu de ombros e eu me virei para Itachi.
– Podem tirar as câmeras e aquele homem da minha cola?
– Que homem? – Sasuke e Itachi perguntaram.
– O que fica plantado na porta da minha casa todos os dias. – Falei como se fosse óbvio.
Sasuke se levantou rapidamente e mexeu em umas coisas.
– Droga. – Resmungou quando a imagem da minha casa apareceu na tv e o homem também.
– Sakura, colocamos só as câmeras, esse homem ai é capanga do Fugaku. – Itachi disse.
Bufei.
– Que droga, qual o problema do pai de vocês? E porque eu?
Os três ficaram em silencio.
– Vou colocar o bolo no forno. – Aki disse e saiu.
– Vou te ajudar, amor. – Itachi se foi também.
Silencio.
Silencio.
Silencio.
– Estou esperando uma resposta.
Sasuke se virou lentamente para mim, o rosto sem emoção e os olhos cheios de ódio.
– Não é da sua conta, e nunca mais diga que ele é meu pai. – Sua voz era fria e cortante.
– Fale direito com a Sakura, Sasuke. Ela não tem culpa de nada. – Itachi falou sério perto da porta.
– Vai para o inferno. – Sasuke resmungou saindo da sala.
– Sasuke, ainda não terminei com os pontos. – Falei.
Ele ignorou. Suspirei.
– Subindo a escada, segunda porta a direita. – Itachi falou. – Vai lá, só... Não pressione ele.
Assenti e sai da sala, segui o caminho que ele disse e bati na porta.
– Vai embora, nii-san.
Ri de leve e abri a porta.
– Não sou seu nii-san.
Ele bufou.
– Vai embora, Sakura.
Fechei a porta e caminhei ate a cama, onde ele estava deitado. O quarto dele era pintado de azul-marinho e todo organizado, cheio de fotos com uma mulher muito parecida com ele e ele criança.
– Vou depois que terminar isso ai. – Apontei para a barriga dele.
Ele suspirou e assentiu.
Me sentei na cama e terminei o serviço com um sorriso. Analisei os machucados do rosto e sorri.
– Novo em folha. – Falei.
– Agora vai embora. – Falou rude.
Suspirei e me levantei, abri a porta e...
– Sakura!
Me virei para ele, que sorriu de canto.
– Você vai ser uma ótima médica.
Sorri em agradecimento e fechei a porta.
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Ino pov’s.
Fui almoçar em um restaurante, estava com preguiça de ir até em casa fazer comida.
Quando estava terminando de comer, reconheci Gaara entrando no restaurante com mais dois policiais.
Sorri discretamente. Parece que o destino gosta de nos fazer encontrar.
Ele me viu e me cumprimentou com um aceno. Depois, falou algo com os policiais e suspirou. Os três andaram ate minha mesa e os policiais sorriram.
– Podemos nos sentar com você? – Um deles perguntou.
– Claro. – Sorri.
Eles sentaram.
– Ino, estes são Yaoki e Korobi, rapazes, está é Yamanaka Ino. – Gaara apresentou.
– Prazer em conhecê-la. – Falaram.
– Igualmente. – Falei amigável.
– Eeeeh, não sabia que a senhorita era amiga do senhor Sabaku. – Yaoki falou.
Sorri e olhei para Gaara arqueando uma sobrancelha.
– Eu sou?
Ele virou o rosto constrangido e fulminou Yaoki com o olhar.
Eu quis rir disso.
– Sim, quando entramos e perguntamos quem era a senhora, ele “uma amiga”.
Eu ri levemente.
– Sim, somos amigos.
Ele me olhou e eu sorri.
– Daqueles amigos com benefícios? – Korobi perguntou maliciosamente.
Corei.
– Korobi, pare de ser inconveniente. – Gaara o repreendeu.
– Desculpe senhor. É que o senhor nunca sai para se divertir, ai... – Ele parou de falar com o olhar que Gaara mandou para ele.
– Nunca sai? Vai ficar com rugas de tanto trabalhar. – Brinquei.
Ele deu de ombros.
– Gosto de trabalhar. – Falou.
– A senhorita poderia o levar para passear um dia desses. – Yaoki falou.
Gaara se virou para Yaoki lentamente e fez uma cara assassina, sussurrando um “conversamos depois” para ele.
– Claro. – Concordei. – O que acha, Gaara? Tem um parque de diversões novo na cidade e eu estou louca para ir, topa?
Gaara me olhou confuso e depois abaixou a cabeça. Pisquei marota para Yaoki e Korobi.
– Tudo bem. – Gaara disse depois de suspirar. – Que dia?
Sorri.
– Pode ser sábado?
Ele pareceu pensar e depois assentiu. Olhei no relógio.
– Meninos, a conversa está ótima, mas eu tenho que ir para a faculdade. – Falei. – Prazer em conhecê-los, Yaoki e Korobi. Até mais, Gaara.
Eles se despediram de mim e eu voltei para a faculdade.
Mal posso esperar por sábado.
~♥~♥~♥~
Sakura pov’s.
Terminei de descer a escada com um sorriso e vi Itachi e Aki na sala.
– Bom, eu já vou indo. – Falei.
– De jeito nenhum. – Aki falou se levantando do sofá. – Acabei de pedir comida italiana para nós quatro.
Sorri sem graça.
– Não precisa, eu vou almoçar em casa mesmo.
– Não vai mais. – Itachi disse sorrindo. – Fique, Sakura. Sasuke não vai achar ruim.
– Não vou achar o que ruim? – Sasuke perguntou entrando na sala.
– Sakura almoçar conosco hoje. – Aki respondeu.
Sasuke me encarou alguns segundos e depois deu de ombros.
– Tanto faz.
Itachi sorriu malicioso para Sasuke que virou o rosto irritado com o irmão e Aki sorriu vencedora.
Suspirei.
Será um longo almoço.
Continua...
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