Notas iniciais
Boa leitura !

Capitulo onze.

“Porque nos sonhos entramos num mundo inteiramente nosso. Deixe que mergulhe no mais profundo oceano, ou flutue na mais alta nuvem”. – Alvo Dumbledore.

~♥~♥~♥~

Subi com Sakura até o quarto em que ela estava hospedada.

Ela foi ate embaixo da cama e tirou de lá uma caixa, me entregando logo em seguida.

– Ino, eu preciso que você guarde isso na minha casa, não posso deixar aqui.

– O que é isso?

Ela abriu a caixa e me mostrou um monte de fotografias.

– Fugaku mandou isso para Sasuke, não posso deixar que ele veja, afinal, hoje é aniversario de morte dela. – Explicou.

Assenti.

Descemos de novo e vimos Gaara e Sasuke nos esperando.

– Ino, tem algum problema dormir na casa de Gaara hoje? – Sasuke perguntou. – Acho que a explosão da faculdade pode ter sido para atingir você e te deixar sozinha está fora de questão.

Travei. Eu dormir na casa do Gaara?

Sorri levemente.

– Não tem problema. – Falei.

Senti meu estômago estranho.

– Então vamos, já resolvemos tudo por aqui. – Gaara falou e se virou para Sasuke. – Até mais, Sasuke.

Me despedi dos dois e voltamos para o carro.

– O que tem nessa caixa? – Gaara perguntou.

Hesitei. Não sabia se podia contar para ele.

– É um negocio da Sakura, ela me pediu para guardar.

Ele assentiu e comecei a dirigir para minha casa, ia pegar algumas roupas. No meio do caminho, Gaara pegou a caixa, que estava no banco de trás.

– Não abra. – Falei séria e com medo.

Ele sorriu.

– É feio mentir, Ino. E é mais feio ainda mentir para um delegado.

Ele abriu e olhou tudo o que tinha lá dentro.

– Porque vocês estão com isso? Isso é do Sasuke.

Suspirei.

– Não, não é. Pelo menos, não mais. De acordo com Sakura, Fugaku mandou isso para ele hoje, e você sabe que dia é hoje, né? Sakura não podia o deixar ver.

Ele assentiu.

Logo chegamos à minha casa e eu subi para pegar as roupas, claro, depois de insistir com Gaara que não havia perigo em pegar algumas roupas.

Peguei o necessário e logo desci, começando a dirigir para a casa do Gaara.

– Hã... Minha casa está um pouco bagunçada, não tive tempo de arruma-la, espero que não se importe. – Disse constrangido.

Sorri.

– Eu não me importo.

Ele foi dizendo a direção e logo paramos em frente a um prédio super alto, em uma das regiões mais movimentadas da cidade.

Saímos do carro e entramos no edifício, e todos cumprimentando o Gaara, claro. Entramos no elevador e fomos para o sétimo andar.

Gaara abriu a porta do apartamento e entendi o que ele quis dizer. A casa dele estava cheia de recortes de jornal, um quadro cheio de linhas vermelhas e um circulo numa foto, provavelmente um alvo, canecas de café em cima de uma mesa cheia de fotos de bandidos, e provavelmente mais recortes de jornal.

Eu ri levemente e ele me olhou sem graça.

– Tinha que ser delegado mesmo. – Falei.

Ele riu e ele fechou a porta.

– Vou te mostrar o seu quarto.

Fui seguindo ele pela casa até parar em um quarto relativamente grande. Tinha uma cama de casal, uma cômoda, um guarda-roupa e um banheiro.

– Obrigada.

– Fique a vontade. – Falou e saiu.

Aproveitei para tomar banho. O machucado na minha perna doeu um pouco, mas nada insuportável.

Demorei a escolher uma roupa para vestir, mas acabei optando por um short folgado e uma blusa larga.

Comecei a sentir cheiro de comida e era um cheiro maravilhoso. Fui seguindo o cheiro e acabei parando na cozinha.

Gaara estava cozinhando. Ele estava de costas para mim, então ainda não tinha me visto.

O cabelo dele estava molhado e ele vestida apenas uma calça. O machucado nas costas destacando em sua pele pálida.

– É delegado, guarda-costas, herói de mocinhas indefesas e ainda cozinheiro? – Falei sorrindo.

Ele se virou para mim e sorriu.

– Eu tento.

Eu ri e me sentei em uma cadeira.

– E seus machucados? – Perguntei.

Ele mexeu uma panela e depois olhou para mim.

– Arderam na hora de tomar banho, mas está tudo bem.

Assenti.

– Ainda preocupada? – Ele perguntou sorrindo.

Desviei o olhar, corada.

Ele se aproximou de mim e me olhou nos olhos.

– Não precisa se preocupar. Eu sei me cuidar.

– Claro que sabe. – Resmunguei.

Ele ia falar alguma coisa quando o celular dele tocou. Ele suspirou e foi atender. Depois, voltou com uma cara de culpado.

– Você pode ficar aqui sozinha por uma hora? Tenho que ir à delegacia, é coisa rápida, prometo.

Assenti. Ele correu para o quarto e depois voltou completamente vestido.

– Me ligue se acontecer alguma coisa. – Falou.

Assenti de novo.

– Tome cuidado.

Ele sorriu e veio até mim, me dando um beijo na bochecha e me fazendo corar.

– Volto logo. – Sussurrou no meu ouvido.

Me arrepiei toda e ele se afastou, seguindo para a porta.

Suspirei e terminei a janta que ele tinha começado a fazer. Depois, fui para a sala.

Fiquei atoa, olhando para o teto e acabei adormecendo no sofá.

~♥~♥~♥~

Sakura pov’s.

Depois que Ino e Gaara foram embora, Sasuke ficou na sala assistindo televisão e eu fui para o quarto.

Ele não tinha falado nada comigo e nem eu falei com ele, o dia já estava acabando e achei melhor o deixar em paz pelo menos um pouco.

Depois de um tempo, eu desci novamente e, ao passar pela cozinha, ouvi a voz do Sasuke.

– É Itachi, eu sei.

Itachi está aqui? Olhei para dentro da cozinha e vi que ele falava ao telefone.

– Pare de ser chato, nii-san. Eu sei que devo contar para a Sakura todo nosso passado já que ela ficou envolvida nisso, mas sei lá.

Me escondi de novo quando Sasuke se virou um pouco.

– Eu confio nela, nii-san. E muito, — sorri ao o ouvir falar. – mas como eu vou contar? Vou chegar nela e falar: olha Sakura, meu pai matou minha mãe porque quando eu era pequeno eu...

Droga!

Acabei esbarrando na mesa e deixando um vaso de flores cair. Me virei assustada para onde Sasuke estava e o vi mais perto do que imaginava e me encarando.

– Itachi, te ligo depois.

Ele desligou o celular e cruzou os braços, me fulminando com o olhar.

– Não sabia que escutava conversa alheia escondida, Sakura.

Sorri forçado.

– Não estava escutando, acabei de descer e tropecei no tapete, esbarrando na mesa. Nem sei sobre o que estava falando com Itachi.

Ele me olhou desconfiado.

– E o que veio fazer na cozinha?

– Beber agua, ora. Não posso mais?

Ele arqueou uma sobrancelha.

– Certo. – Fingiu acreditar.

Ele foi para a sala e eu entrei na cozinha, bebi agua e fui para a sala também. Sasuke estava assistindo um filme e nem me olhou.

– Posso ficar aqui com você?

Ele assentiu e eu me sentei ao seu lado.

– Que filme é esse? – Perguntei.

– Annabelle.

Engoli em seco e dei uma risada sem graça.

– Acho que vou dormir. – Eu odeio filme de terror.

Eu ia me levantar, mas Sasuke me segurou e sorriu sarcástico.

– Agora você vai ficar e assistir. Não queria ficar comigo hoje? Pois é, agora vai.

Tentei me levantar de novo, mas isso só fez com que ele passasse os braços pelo meu corpo, me prendendo no sofá e encostada nele.

– Sasuke, eu não gosto de filme de terror.

– E dai?

O olhei.

– Eu vou ter pesadelos depois. – Falei. – Muda de filme.

Ele sorriu satisfeito.

– Não.

Tentei pegar o controle da televisão, mas isso só fez com que eu ficasse “deitada” em seu colo quando ele tentou me impedir.

Tentei sair de cima do seu colo, mas ele me apertou mais forte, me impedindo de me mexer.

– Fica quieta e presta atenção no filme. – Sussurrou.

Corei.

– Sasuke, me deixa pelo menos...

– Não. – Me interrompeu. – Que mal tem minha namorada assistir filme pertinho de mim?

Ele sorria extremamente sarcástico e eu me amaldiçoei por não ter voltado para o quarto e dormido.

– Mas eu não sou sua namorada.

Ela riu.

– Ah, não? Não é isso que dizem os jornais, querida.

– Os jornais não sabem de nada. Me solta, Sasuke.

– Olha só, a boneca vai perseguir a mulher agora. – Falou me ignorando.

Fiquei olhando para ele, evitando olhar para a televisão. Eu fui ficando com sono e...

– Não dorme. – Ele disse.

Bocejei.

– Por quê?

– Se dormir, não vou te levar para o seu quarto, vou te levar para o meu. – Disse com malícia.

Arregalei os olhos e comecei a tentar me soltar.

– Me solta, seu tarado.

Ele começou a rir.

– Tarada aqui é você, que fica pensando que vou fazer alguma coisa enquanto você está dormindo. Eu ia deixar você dormir tranquilamente na minha cama, sua pervertida.

Senti meu rosto queimar e, involuntariamente, o escondi no pescoço de Sasuke.

– Você é um idiota.

Ele suspirou.

– Eu sei. E mal educado, ignorante, insensível e egocêntrico.

Reconheci minhas próprias palavras e sorri.

– O que você falou com o Gaara? – Perguntei.

– Se-gre-do. – Ele riu.

Sorri e me afastei.

– Ele deve estar tendo problemas com a Ino.

Sasuke me olhou confuso.

– Por quê?

– Ino é uma pervertida, deve estar pensando em atacar o delegado enquanto ele dorme. – Falei e ri.

Sasuke sorriu.

– Gaara pode ser um cavalheiro, mas ele não é nenhum santo, querida.

Quando ia perguntar o que ele quis dizer, ele se levantou comigo no colo.

– Hora de dormir. – Falou começando a andar.

– Se me levar para o seu quarto, vou fazendo o escândalo tão grande que a delegacia inteira do Gaara vai parar aqui. – Falei semicerrando os olhos.

Ele riu.

– Tente gritar para você ver o que vou fazer. – Falou irônico.

Ele chegou ao corredor dos quartos e eu pensei que ele entraria no meu, mas ele entrou no dele.

Ele me colocou no chão depois de fechar a porta e eu respirei fundo, me preparando para gritar.

Senti meus lábios sendo esmagados e minha cintura sendo enlaçada, o braço de Sasuke que me apertava contra ele e seu outro braço subia, sua mão se enroscando no meu cabelo.

Tentei afasta-lo, mas isso apenas o instigou a continuar e enfiar sua língua na minha boca. Alguns segundos depois e eu já o acompanhava, correspondendo o beijo.

Encerrei o beijo por falta de ar, mas ele continuou me segurando.

– Eu falei para não gritar. – Ele sussurrou.

Respirei fundo.

– Me solte, Sasuke. – Pedi com a voz num sussurro.

Eu estava magoada com ele.

Ele me olhou por alguns instantes e depois passou uma das mãos pela minha bochecha.

– Porque está chorando? – Perguntou.

Tentei me soltar, mas ele continuou me segurando.

– Me responda, Sakura.

– Eu não sou seu brinquedo, Sasuke. Você anuncia para o mundo que somos namorados sendo que não gosta de mim e sem me perguntar o que eu achava desse fingimento e também fica me beijando quando bem entende. Eu tenho sentimentos, seu insensível.

Ele me abraçou e eu quis mata-lo.

– Me desculpe, Sakura. Eu não pensei que te magoaria essa farsa. Se não quiser, podemos anunciar para o planeta todo amanha que “terminamos”, mas... Se eu te beijo, é porque eu quero, e não porque estou fingindo.

– Porque quer? Você nem me considera sua amiga, Sasuke.

– Você é minha amiga. Não me ouviu falar para Itachi que confio em você? Acha que eu choraria na sua frente se não te considerasse minha amiga? E mais, acha que não teria te expulsado da minha casa hoje depois de toda aquela insistência em me fazer companhia se não tivesse consideração por você?

– Amigos não ficam beijando os outros amigos por ai, Sasuke.

– Se esse for o problema, eu prometo que não te beijo nunca mais.

Nunca mais? Mas...

– Não é esse o problema. – Falei.

Ele riu e me olhou.

– Confessa, você adora quando eu te beijo. – Falou arrogante e com um ar superior.

Me irritei e me soltei dele.

– Aí, não podemos nem ter uma conversa séria sem você ficar se achando o maioral.

– Ok, vamos conversar então.

Suspirei.

– Eu não vejo problemas em fingir ser sua namorada, mas entenda Sasuke, eu não quero me apaixonar por você.

Ele me olhou nos olhos.

– Concordo com isso. Eu também não quero me apaixonar por você.

– Então vamos fazer assim: mantemos a farsa, porem, sem sentimentos. – Ergui o dedo mindinho.

Ele também ergueu o dedinho, o enlaçando no meu.

– Sem sentimentos.

Eu sorri.

Assim eu me sentiria mais segura com relação ao Sasuke.

– Então eu vou para o meu quarto. Boa noite, Sasuke.

– Boa noite, Sakura.

Quando eu fui me virar, ele me puxou, se inclinando e me dando um selinho. Ele riu e desviou do meu tapa quando se afastou.

Sorri para ele e sai do quarto.

Sem sentimentos...

Continua..

Notas finais
Oe, meus cheiros.. *u* É o que temos para hoje. Próximo: momento GaaIno especial já escrito.. >w< O que acham desse negocio de "sem sentimentos"? Acham que vai dar certo ou já está um pouco tarde para isso? Vamos ver, né.. e.é Amor Sobrenatural será postado só mais tarde ou amanha.. Beeeijo..