Pretérito Imperfeito
18 Capítulo 17 - Descobrindo A Verdade
Annabeth POV
A primeira pessoa que vejo quando acordo é minha mãe. As primeiras coisas que sinto são uma forte dor de cabeça e dormência por meu corpo inteiro.
Não me recordo do que aconteceu, mas sei que não foi algo bom.
– Filha! — Atena segura minha mão entre as suas, carinhosamente. Percebo que em seu semblante feições cansasds e entristecidas. Há olheiras profundas abaixo de seus olhos cinzentos, e marcas de lágrimas recentes e antigas. — Como se sente?
– Como se tivesse sofrido um acidente grave. — A encaro, buscando respostas. — O que aconteceu?
– Você não se lembra? — questiona, preocupada.
Franzo a testa, encarando o teto. Como um filme rodando em minha mente, começo a me recordar do acontecido, a partir de poucas imagens aleatórias em minha cabeça.
Homens de preto, mascarados, surgem de um beco com tacos de beisebol. Tento fugir, mas é inútil. A última coisa que retorna das profundezas de minha mente exausta, é a visão de uma figura alta e forte, emanando poder e medo, antes de dos gritos de dor escaparem por meus lábios e eu me render a incosciência.
– Mais ou menos — respondo, fazendo uma careta de dor e contraindo os músculos por conta disto. O mínimo esforço para raciocinar já é o suficiente para que minha cabeça lateje. — Quanto tempo fiquei desacordada?
– Alguns dias — A resposta soa vaga demais, entretanto, não estou em busca de detalhes.
Antes que eu possa desafiar minha mente cansada e fazer mais perguntas, a porta do quarto se abre de supetão e por ela passa o meunamorado/ficante/amigo que consegue tranquilizar as pessoas mais inquietas, em qualquer situação.
– O senhor não pode entrar aqui agora, Jackson! — ralha uma das enfermeiras, a mais velha do grupo.
Percy a ignora por completo e se aproxima de minha cama, me encarando com seus lindos olhos verdes. Como desejei vê-los de novo.
– Annie — murmura ele, antes de segurar minha mão e acariciar meus cabelos, com grande ternura.
– Sr.Jackson! — A enfermeira parece realmente brava por ser contrariada, o que chega a ser engraçado. — O senhor não pode...
– Enfermeira! — Minha mãe se pronuncia, encarando a funcionária de maneira significativa. — Pode deixar.
A mulher parece indignada, mas não insiste mais. A sra.Atena mps emcara por um instante, enquanto se levanta de sua poltrona ao meu lado esquerdo.
– Vou deixá-los a sós — diz, antes de sair do quarto.
Percy me encara, enquanto acaricia meus cabelos de maneira singela, enebriando-me por completo.
– Tive medo — confessa, demonstrando preocupação em seu olhar. — Tive medo de... Perder você.
– Eu não te deixaria — Acaricio seu rosto, sorrindo em seguida. — Jamais.
Seu olhar muda, tal como seu semblante. Percy fica em silêncio por alguns segundos, parecendo refletir sobre o que dizer.
– Você se lembra de quem fez isso? — indaga ele, com certa impaciência.
Mordo o lábio inferior, enquanto meu belo Cabeça de Alga, me incentiva com seu olhar penetrante. Por fim, respondo:
– Lembro de vários caras esquisitos e... De um maior, parecendo ser o líder deles.
Percy fica em silêncio por um momento, antes de me encarar mais uma vez.
– E onde você estava? Annie, você se lembra?
Sei que o esforço pode me dar grandes dores de cabeça, mas não me importo.
A imagem de um beco vem à minha mente, e logo, esse lugar se mostra familiar sobre mim.
– Um beco — respondo, fitando-o. Percy fixa seus olhos em em outro ponto do quarto, pensativo. — Um beco.... O beco que você me empurrou uma vez. Onde levamos o tiro.
Sei que não deveria ter dito a verdade para ele. Percy parece furioso de repente, com os olhos faiscando em uma aura pouco vista nele. Nunca o vi dessa forma, e não preciso ser nenhuma gênia para deduzir que Percy pretende cometer uma loucura.
Percy POV
Então foi ele. Eu deveria saber.
– Percy — percebo a angústia na voz de Annabeth, mas minha raiva não passa por conta disso. A encaro por poucos instantes, tentando não perder a razão e sair daqui como um louco. — O que está tentando fazer?
– Você confia em mim? — pergunto, ansioso. Annie parece atordoada com minha dúvida repentina, mas esta se faz necessária.
– S-Sim, mas...
– Então confie de novo — digo, e sem permitir que ela fale qualquer coisa, me aproximo de sua cama e a beijo.
É um leve roçar de lábios, mas já é o suficiente para fazer com que meu coração salte dentro do peito. Ao me separar de minha linda garota, consigo sorrir de maneira que a tranquilize.
– Volto logo, ok? — Annie assente o que é suficiente para eu deixá-la na segurança do hospital, e partir para as ruas em busca de vingança.
(...)
– É aqui — Luke quebra o silêncio duradouro, fitando o beco onde tudo começou.
Nico, Charles, Travis, Connor e Chris se aproximam, olhando atentos para o interiro do beco. Meus olhos se perdem na escuridão, e meus punhos se fecham.
– Vamos acabar com isso — digo, decidido. — De uma vez por todas.
Meus amigos concordam, e fico feliz por Luke fazer o mesmo. Consigo avistar sombras distintas, movendo-se em nossa direção.
Encaro Luke, que sorri, certamente divertindo-se isso tudo. Acabo por fazer o mesmo. Anos atrás, estávamos cagando de medo. Hoje, eles quem vão nos temer.
Porque eles mexeram com nossos amigos, e ninguém faz isso sem pagar por seus atos e clamar por um penico.
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