Pretérito Imperfeito
13 Capítulo 12 - Festa de Arromba
Notas iniciais
Pretendemos postar toda a semana agora, então, não nos abandonem :p Beijos, espero que gostem e comentem! :3
Estávamos todos animados com a saída de Chris do hospital. Mas a mais feliz com isso, sem dúvidas era Clarisse. Tanto que até resolveu fazer esta festa de aniversário.
Procurei por um presente para ela, mas nada me vinha à cabeça. Não somos amigos há muito temp. Ficamos mais unidos por causa do incidente com o Chris e mesmo assim, ainda não sei dos gostos dela.
Em mais uma busca, vou até uma loja de CD'S. Uma vez, Annabeth falou algo relacionado à uma banda que a Clarisse curte.
Puxo pela memória enquanto caminho pelas estantes, procurando lembrar. Vejo vários CD'S de bandas de Rock e logo lembro da banda que Annabeth havia falado.
Ramones.
Acho que Clarisse vai gostar.
(...)
Sexta à noite, estou esperando por Annabeth em frente à casa dela. Batuco os dedos no volante enquanto a espero. Resisto ao impulso de buzinar mais uma vez, pensando que isso possa irritá-la.
Uma Annabeth irritada pode não ser muito legal.
– Oi — Annie entra no carro e dá um beijo em minha bochecha.
– Você demorou — comento, observando-a melhor.
Ela usa um vestido azul-marinho (um palmo antes dos joelhos), sapatilhas prateadas e seus cabelos estão presos em um coque meio solto.
Chegamos na casa da Clarisse, onde encontramos uma zona maior do que eu esperava.
– E eu na esperança de que ela fosse maneirar — Annie suspira, enquanto sai do carro.
Com toda certeza Clarisse passou longe de maneirar. Um rock pesado pode ser ouvido à várias ruas e a maioria dos convidados está dando uns amassos nos jardins ou até mesmo fumando e bebendo livremente.
Dentro da casa, há uma confusão de luzes e sons que me deixa tonto. Há certa distância, localizo a nossa turma, em uma rodinha jogando sei lá o quê.
– Pode ir tirando a camisa, Nico! — grita Clarisse, juntamente com as outras garotas.
– Ou as calças — sugere Rachel, corando imediatamente.
– Striper Poker? — pergunta Annabeth, perplexa.
– Ei Annie! Demorou! — Clarisse vem até nós.
Abraçamos Clarisse, desejando-lhe parabéns e muitos anos de vida (para continuar massacrando nossos inimigos, amém). Entregamos nossos presentes para ela que praticamente dá pulinhos de alegria.
– Ah, valeu! — Clarisse nos abraça. — Eu estava louca para comprar os CD'S dos Ramones!
– Você merece — digo.
– Annie, adorei! — Clarisse abraça Annabeth novamente, que ri. — Eu queria muito comprar os 13 Por Quês!
– Essa daí pira quando ganha um presente — comenta Chris, passandp um dos braços pelos ombros de Clarisse, que cora imediatamente.
Annabeth e eu nos entreolhamos e sorrimos maliciosamente.
– Sei não, hein? — Travis e Connor surgem, como se lessem nossos pensamentos. — Clarisse e Chris...Hmmmm...
– Cala a boca! — Clarisse fecha a cara, ainda vermelha.
– Bom, que tal comemoramos a minha recuperação? — sugere Chris, parecendo perceber que Clarisse deixaria de ser boazinha logo, logo.
(...)
– Vamos jogar Striper Poker? — sugere Clarisse, quando a festa chega no auge.
– Ah não, Clar — resmunga Thalia, bebendo mais um gole de sua cerveja. — Que graça tem ver os outros pelados?
– É que a Clarisse quer ver o Chris pelado — diz Travis.
– E vice-versa — completa Connor, gargalhando.
Dessa vez, eles foram longe demais. Clarisse estala os dedos das mãos, de modo assustador.
– Vou matar vocês dois — murmura, caminhando lentamente até os Stoll.
– Você não aguenta ouvir a verdade! Lalalala — cantarolaram eles, antes de saírem correndo, sendo seguidos de perto por uma Clarisse assassina.
– Talvez se comprarmos mais presentes ela se acalme — reflito, recebendo um tapa no braço dado por Annie.
– Não dá ideia — diz, revirando os olhos e rindo.
(...)
Clarisse sempre promete que não vai passar do ponto, mas no fim, ela acaba parando bem longe do exagero e atinge o maior nível de loucura possível! As festas dela são sempre legais e por isso, cheia de penetras. Concluí isso ao ver Calipso se aproximar de mim quando Clarisse saiu arrastando Annabeth sabe-se lá para onde.
– Oi gatinho. — ela murmura, a voz mais melosa que o normal, completamente afetada pela bebida.
Ela ainda não está bêbada, só está alta. Mas no ritmo que vai, isso pode mudar rapidinho.
– Oi Calipso — falo, olhando ao redor. Meus amigos riem e cochicham, principalmente Leo, o assanhado. Percebo que estou numa fria de acordo com o jeito como ela vem se aproximando cada vez mais de mim.
Suas mão estão agarradas ao meu colarinho, enquanto eu tento afastá-la sem machucá-la. Isso está sendo uma missão meio difícil.
– Algum problema aqui? — Suspiro aliviado quando Annabeth aparece e Calipso subitamente se afasta, uma amiga morena a encontrando e puxando-a para longe.
Sorrio para a lora à minha frente, quase lhe abraçando. Sua cara me faz pensar duas vezes.
– Muito bonito, Sr. Perseu, muito bonito... — seu olhar me censura, mas ela fala com pura diversão. Eu estou cada vez mais louco por ela.
Ao longe, ouço uivos e gritinhos entusiasmados. Alguma coisa está acontecendo.
Curiosos, eu e Annabeth avançamos para ver o que é, mas Thalia nos dá a notícia antecipadamente.
– Rachel está beijando o Nico. Se poupem de sentir nojo — e depois disso, com uma cara nada boa, some na multidão.
Troco olhares nervosos com Annabeth. Será que Thalia gosta de Nico?
Notas finais
Beijocas!
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