PrettyGirls III
1 O Início?
Notas iniciais
O que será que acontecerá neste sétimo ano de Hogwarts?
Suzanna Stwart
Eu ainda estava naquela caverna escura e úmida. Porquê? Eu devia estar sendo procurada pelo ministério. Talvez não. Lembro-me de ter ouvido0 Lucius falar de uma reunião com Voldemort na própria mansão Malfoy. E era para lá que eu ia. Eu tinha apenas dezesseis anos. Tinha sofrido por amores. Mas agora eu meus atos são de alguém com pelo menos vinte. A maioria dos Comensais tem idade acima de vinte anos. Mas Lucius tinha dezesseis para dezessete anos, não é? Se ele consegue, eu também consigo.
Então, percebi que aquele colar era inútil. O que ele fazia além de me deixar brilhante? De me dar poderes que mais parecem glitter sob a luz do sol? Nada.
Agarrei aquela corrente, branca e brilhante. Ela queimava. Mas essa teria que ser mais uma para a “galeria” de cicatrizes. Eu gritava. Minha mão estava vermelha. Em “carne-viva”. Sangrava. Mas o que importava era que, lentamente, elo por elo, a corrente cedeu. Aquilo me deu um alívio muito grande. Joguei no chão o colar “maldito”. Ele parou de brilhar, mas ainda era branco.
Olhei para a minha mão. Pelo menos não era a mão que eu empunhava a varinha.
Arranquei um pedaço da saia do vestido ( que ainda era da minha batalha com Lia ) e enfaixei minha mão.
Era a primeira noite de lua cheia. Lupin devia estar feliz com a Amber. E Lia... Talvez feliz com o Caleb. Talvez.
A noite estava linda. Mas de que adianta elogiar algo que não te devolve o elogio? Nada.
É. Mudei um pouco minha linha de pensamento... Uma nova eu pensava no meu lugar. Uma eu que sabia o caminho que seguiria. À quem eu seguiria. E claro. Lideraria ao lado de Lorde Voldemort. Sei que isso pode ser um plano suicida e que ele pode não me aceitar como Comensal... Mas eu sou uma Hellishe, não sou? Os Hellishes não estão fadados à viver “reclusos” nas trevas? Então, eu serei uma Hellishe. Mas primeiro eu preciso sair daqui e achar a mansão Malfoy.
[...]
Eu estava na estação King’s Cross, os alunos chegariam logo para as férias de verão. Uma oportunidade perfeita para encontrar Lucius e pedir com “gentileza” que ele me levasse até o Lord Voldemort.
Logo uma psicótica de cabelos negros e cacheados bagunçados saiu do trem. Bellatriz. Ela ria de orelha à orelha. Atrás dela, Lucius parecia pedir silêncio ou algo assim.
- Olá Lucius, olá Bellatriz.
Eles deram um salto para trás. O sorriso de Bellatriz desapareceu. Dei sorrisinho, tirei os óculos escuros.
- Stwart?- Disseram juntos.
- Que bom que ainda sabem meu nome. Sei que os dois são Comensais.
Lucius parecia surpreso mas não demonstrava isso. Já Bellatriz formava uma expressão surpresa no rosto.
- O que você quer?- Ela praticamente rosnou.
Eu ri. Minha risada tinha se tornado fria. Como a de uma Comensal. Eu tinha passado o resto do ano letivo naquela caverna.
- É simples, minha querida.- Eu disse e Bellatriz quase me atacou, sendo impedida apenas por Lucios.- Eu quero ser como vocês. Quero falar com...- Abaixei o tom de voz.- Vocês-sabem-quem. Quero ser uma de vocês.
Eles se entreolham.
- A casa é sua Lucius. Faz o que quiser.- Bellatriz tentou fazer cara de “eu não me importo”, mas deixou transparecer uma cara estranha. Não reconheci.
- Está bem. Não fale durante a viagem Stwart.
- Sim, senhor Malfoy.- Disse ironicamente, recolocando o óculos.
[...]
A mansão era grande. Lucius me levou à uma sala com uma grande mesa e um belo lustre de cristais que brilhava com velas abaixo.
- Lucius... – A voz era fria. Na ponta da mesa, um homem, de aparência e olhos vermelhos de cobra falava.- Trouxe uma convidada?
Ele levantou a varinha, que parecia ser feita de osso.
Eu por minha vez, tirei os óculos escuros.
- Eu sou Suzanna Stwart.
Voldemort abaixou a varinha.
- A Hellishe?
- Sim. E quero... Digamos... Ser uma Comensal da Morte, Lorede Voldemort
Ele sorriu. Será que aquilo podia ser chamado de sorriso?
Ele conjurou uma cadeira ao lado da sua.
- Sente-se querida.
Bellatriz estava vermelha de raiva.
Eu já era a querida do Voldemort, um passo mais perto do meu objetivo.
Sentei-me, e logo, eu já tinha a Marca Negra cobrindo a horrível cicatriz que me atormentava desde o primeiro ano.
Eu era um Comensal. Eu olhei em volta e vi Severo Snape. Sério? Ele também?
Mas o que importa, é que eu, não tenho que aguentar o velho gagá do Dumbledore.
Eu estou com minha nova família. Uma nova eu. Essa sou eu agora.
Comensal da Morte.
Lia Madniss
Lá estou eu, com meus dezesseis anos, quase com dezessete fugindo de Hogwarts.
O que aconteceu?
No final de meu quinto ano, eu simplesmente me cansei de tudo aquilo,não podia ficar ali, de braços cruzados enquanto minha amiga e Voldemort podem estar planejando a maior revolução do mundo bruxo.
Saí naquela chuva, e como sabem, do meu cabelo azul, optei pelo preto com mechas azuis, vermelhas e verdes, claro que meu estilo se tornou digamos... um pouco coringa?(literalmente).
Com minha capa negra, sem ser invisível, mas uma preta com um efeito fumaça (que poderia combinar muito bem com o momento se eu não estivesse fugindo do assunto) fugi de Hogwarts, e como era fácil! Entrei no salgueiro lutador, e assim arrombei a porta com minha bota marrom até o joelho.
Lembra do garoto de olhos azuis na janela?
Sem mistério nenhum, todos sabem que é Caleb, garoto que contou muito da minha memória que não havia voltado, saímos juntos, ele com a roupa preta, uma bota cinza escuro e um casaco roxo xadrez. Digamos que a comédia é o melhor jeito de combater o mal, mas logo ele voltou a sua camisa preta com sua calça jeans, já que a ideia é não chamar atenção.
Fugimos ao longo do frio até um lugar com um verde claro, parecia que a neve tinha derretido.
-É, parece que achar a Stwart com os seus rastros sendo apagados pela mudança de clima vai ser muito difícil.
Eu ri.
-Foi mal, queria parecer um detetive.
Neste ano, eu havia me juntado aos marotos, que me deram o QI necessário sobre pegadinhas e truques de arrombamento trouxas que eu precisava.
Também havia adorado e fascinado as várias guitarras que a mãe de Pontas havia comprado para a banda.
Suspirei.
-Anna, nós vamos te achar e acabar com essa história de super poderes.
-Até quando temos tempo para procura-la?
-Meu feitiço de clones nossos vai durar sete dias.
Ele mordeu os lábios e olhou para meu tapa-olho .
-Será que devemos procura-la?
-Sei que devo, apesar de ter uma agonia gritando que ela vai vir até mim.
-Às vezes tenho visões do futuro, e você sempre está... morta.
-Quando descobriu seu dom da visão?
-No mesmo dia em que você esqueceu quem é CatMuch.
A chuva cai, o céu nublado, sei que isso parece estranho, mas esse é um dia perfeito pra mim, digamos que minhas trevas não se dão bem a luz do sol.
-E este colar?
-Não podemos tirá-lo sem a Anna.
-Existe outro meio.
-É... existe, mas você sabe que eu amo este colar, ele é a coisa que mais me representou a vida toda.
-Além de te deixar com depressão, coma, e várias cicatrizes no pescoço.
-É que...
-Você quer tirá-lo na hora certa -Disse ele revirando os olhos, como eu acho bonito.
-Obrigada — Digo.
Notas finais
#CulpadaDetonations
Obrigada por ler e comente!
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