PrettyGirls III
4 O Glitter Não Pode Faltar...
Notas iniciais
A minha Luz e Trevas voltaram, depois de quatro dias. Elas levaram uma semana para juntar informações? Burras. Na verdade, elas voltaram à quatro dias atrás, mas mandei-as de volta. Elas só sabiam falar “ambos estão fora do castelo.”. A informação que eu queria requeria mais tempo. Nos comunicamos por pensamentos e me disseram, que Caleb estava ajudando Lia. Ambos estavam fora de Hogwarts. Elas não paravam de falar isso.
Eu estava sentada no quarto da mansão Malfoy. Conversando com uma fênix e uma águia? Sim.
“Caleb quer ser Comensal, senhora.” Disse Trevas, a fênix. Um nome no plural para uma única fênix... Como eu sou estranha.
– O Sonserino quer ser um de nós? — Ela assente com a cabeça. – Sabe onde eles estão?
“A garota fez um ‘castelo’ de sombras fora de Hogwarts, com Testrálios, Dementadores, Gatos e Morcegos.”
– Quero saber do garoto, sua idiota!
Eu comecei a me irritar, Severo estava ao meu lado, em silêncio, me vendo conversar sozinha, porquê, só eu conseguia ouvi-las.
“O garoto...” começou ela. “Saiu do lado da garota, e não conseguimos acha-lo.”
–Inúteis! – Me levantei. Andei pelo quarto, parecendo histérica.
– Anna?
– Não te dei o direito de me chamar assim, Severo.
– Suzanna. Melhorou? Então. Fique calma.
– Calma? Você me pede calma? Faça-me um favor Severo?
– Qual?
– SOME DAQUI!
Ele sai pela porta. Fico sentada no chão por um tempo. Se Lia têm um castelo de sombras, eu também posso. Mas com esses poderes de glitter não vai adiantar muita coisa. Mas... Tudo bem. Fiquei um ano aguentando isso mesmo.
Levanto-me.
– Vão achar ele, suas inúteis!
Os pássaros levantam voo.
Começo a transformar o quarto, de aparência antiga, quadros de família que me observam ( isso realmente irrita ) e tapetes puídos em uma pequena sala de “luz”.
As paredes se tornaram transparentes, eu via tudo que acontecia lá fora, mas ninguém via o que acontecia aqui dentro. Perfeito. Minha cama se tornou algo quase angelical, branca, com detalhes parecidos com asas em volta da cama. E claro, o glitter não podia faltar. Tudo estava com um maldito brilho furta-cor. Isso cansa sabia? Mas era o que eu tinha para o momento. Lia tinha sombras, eu tinha a luz, embora a luz não tenha muita utilidade nesse momento. Nunca usei meus poderes perto de algum outro Comensal ou até mesmo de Milorde. A Hellishe que “controla” a luz? Uma piada. Sempre digo que estou cansada ou alguma outra mentirinha. Sou boa em mentir.
[...]
Eu estava sentada na cama, esperando a volta dos pássaros inúteis que eram a Luz e a Treva. Nossa. Que nomes horríveis. Melhorou um pouco sem ser no plural, mas ainda são horríveis.
– Já não era sem tempo, imprestáveis! — As aves entravam no novo quarto, parecendo perdidas. – Conseguiram uma pista do Caleb?
“Sim. Está escondido na Casa dos Gritos, em uma sala de espelhos.”
– O nosso pequeno infinito... Esperto ele... Pelo menos vocês não são tão inúteis assim.
Me levantei e vesti uma capa preta e minha máscara de Comensal, e aparatei, deixando para trás, uma fumaça negra.
[...]
Apareci na Casa dos Gritos, no andar de baixo. Eu nunca havia reparado em quanto essa construção é velha. Tapetes e cortinas roídas pelas traças, quadros sem moldura, rasgados, papel de parede totalmente descascado e paredes em situação precária.
Caminhei pela escada que também estava em uma situação muito precária. Ela fazia um barulho insuportável, e parecia que ia ceder sob meus pés. Cheguei à sala onde eu achava que Caleb tinha os mesmos ideais que eu. Mas ele tem. Pelo menos, se ele quiser ser um de nós, ele teria que retomar aqueles antigos ideais.
Abro a porta.
– Caleb?
Ele se vira assustado.
– Quem é você?
Eu ri. Aquela risada fria. Esqueci-me da máscara e da capa preta.
– Quem você acha que é?
– Anna?
Retirei o capuz e a máscara.
– Acho que estava óbvio, não? Só nós dois conhecemos esta sala Caleb. -Ele sorri. – Uma fênix me contou, que você quer ser um Comensal...
– Estava seguindo a gente?
– Surpresa! – Eu disse ironicamente. – E então? Vem comigo?
– Eu não sei... Lia...
– Mas que droga! Esquece a Lia! No quinto ano você tinha os ideais necessários! Caleb, Milorde confia em mim! Você não sabe o quanto ele confia em mim. Vem. Se não vir agora, eu nunca mais virei te buscar, e você nunca vai achar aonde a gente está. A escolha é sua.
Mostro a Marca Negra.
– Está bem. Eu vou com você.
Sorrio. Ele segura meu braço e desaparatamos.
[...]
– Milorde?
– Sim, Suzanna, querida?
– Trouxe uma pessoa.
– Já está recrutando pessoas? Não é muito nova para isso?
– Antes cedo do que nunca.
Está bem. O certo era “antes tarde do que nunca” mas quem irá prestar atenção? Com certeza aquele lobo desgraçado.
– Traga essa “pessoa”.
A voz fria ecoava pela sala.
Puxei Caleb pelo braço. Ele parecia... Estranho. Quem não ficaria estranho em uma sala cheia de Comensais? Na verdade, eu.
– Finja que está em um lugar comum, olhe para a frente, não encare nenhum deles e nem à mim mesma, ou, e principalmente ao Milorde. – Sussurrei.
– Eu já entendi! – Ele sussurrou de volta, soltando seu braço.
Voltamos à sala. Vários Comensais nos encaram, mas eu não devolvo nenhum olhar. Só o de Bellatriz, aquela... Não será muito legal mostrar meus pensamentos sobre ela agora. Acho que Jade arranjou uma substituta. Percebo Caleb encarando cada Comensal presente. Ele tem problemas? Seu olhar para em Severo.
– Idiota.- Sussurro.
– Qual é o seu nome?
Caleb ficou mudo. Milorde me olhava como se dissesse “faz alguma coisa ou eu mato os dois”. Puxei minha varinha, encostando na garganta dele.
– Milorde falou com você.
Ele me olhou como se visse agora minha verdadeira natureza.
– Caleb Leight, Sonserina, dezessete anos.
Lorde Voldemort observa Caleb de cima à baixo.
– Chegue mais perto.
Eu chego perto de Caleb.
– Não grite. — Sussurro.
– O quê? – Ele devolve, com um tom de medo na voz, mas ainda sussurrando.
– Não grite.
Caleb andou até Voldemort, ele puxou o braço de Caleb e com a varinha, queimou seu braço. Caleb não gritou, apenas fez uma careta. Eu sorri.
Ele chegou ao meu lado, com o braço vermelho.
– Parabéns.
Tínhamos voltado antes do almoço e eu estava morrendo de fome, mas caminhei até meu quarto, para minhas preciosas Varinhas de Alcaçuz.
[...]
Sentada na cama, observando o céu, consigo ver alguns morcegos voando. Enquanto observo, ele se movem, formando um padrão.
– Mas o quê...?
Eles formam um “L”.
Lia.
Aperto o parapeito da janela até meus dedos ficarem brancos. Eu não sei da onde vinha, mas minha raiva crescia cada vez mais. Mas agora o “precioso” Caleb estava aqui, comigo.
Penso em Víctor. Ele estará bem? Estará pensando em mim? Tentando entender o que me levou a fazer isso?
Afasto esse devaneio da minha mente. Eu não posso mostrar fraqueza, nem com pensamentos, eu tenho que me concentrar no presente. Víctor, Lupin, Jade, Amberly, Lily, Alice, Lia...
É tudo passado.
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