PrettyGirls III

6 Guerra Que Ela Quer? Guerra Que Ela Terá.


Notas iniciais
Voltei! Espero que gostem desse capítulo! Boa leitura! #ComensaisDaMorte

Meus pensamentos matinais foram interrompidos por uma luz particularmente diferente. O sol já estava forte àquela hora. Então, aquele brilho pálido se destacava mais.

Semicerrei os olhos, tentando decifrar o que era aquilo, que flutuava em círculos ao redor da mansão Malfoy, que parecia ser muito alegre.

E, após um tempo, encarando o “nada”, percebo as figuras que passam pela minha frente. Patronos. Bichos diferentes pulando e brincando. Na frente do grupo, vinha um dragão, claro, o Patrono de Lia e um garotinho, de no máximo doze ou treze anos, com asas de morcego.

Todos os Patronos pararam em frente à minha janela.

– Vim trazer um recado de minha senhora, Alianah.

– Ela manda gente no lugar dela? Isso é... Bem a cara dela. Fala logo, moleque.

– Alianah, pede... Não... Pede não é a palavra certa...- O garoto se enrolou com as palavras e eu estava rindo por dentro. Mas ele parou e pensou.- Alianah, pede para falar-lhe que, espera que a senhora aceite seu convite para uma batalha.

– Outra batalha? Ela não poderia falar isso pessoalmente?

– Não senhora.

– E pare de me chamar de senhora, moleque.

– Não senhora.

Revirei os olhos. Que garoto chato.

– Bom...- Comecei. – Diga à Alianah, que se é guerra que ela quer, é guerra que ela terá.

O garoto deu meia volta e com todos os Patronos, voltou ao castelo de Lia.

Mas é claro que ela tinha feito isso por causa da minha lembrancinha do dia anterior. Um “A” bem grande, nas paredes do castelo, um “A” branco brilhante, em letra caprichada.

Mas ela sabia onde eu estava, ou então, não mandaria o garoto diretamente até aqui.

Distancio-me da janela, enquanto pego minha varinha. Preciso de doces. E Cerveja Amanteigada... A quanto tempo eu não tomo uma Cerveja Amanteigada... Desde... A minha última visita à Hogsmead com Víctor... Uma lágrima escorre pelo meu rosto.

Olho pela parede, Caleb está parado na porta.

– Entra Caleb. Estou te vendo.

Ele faz uma cara de espanto e entra.

– Você viu... Não viu?

– Me diga... Como não ver Caleb. — Ele dá de ombros. – Caleb... Os outros também viram?

– Não. Felizmente não.

– “Felizmente”?

Comecei a rir.

– O que foi?

– Foi quase um milagre!

– Foi a Lia, não foi?

– Foi, Caleb. Ela quer... Uma nova batalha.

– Dessa vez você não vai fugir, vai Suzanna?

Prendo ele contra a parede.

– Não me faça lembrar daquilo novamente, está bem?

– Você me deixou lá! Com duas “maníacas”.

– Me desculpe! Acha que eu queria te deixar lá com uma Jade psicótica e uma Lia sombria? Eu precisava, Caleb!

Eu começei a chorar. Lágrimas acumuladas desde a batalha com Lia, simplesmente... Saíram. Eu estava chorando muito. Minhas pernas ficaram ambas e logo eu caí no chão.

Abracei minhas pernas e comecei a balançar para frente e para trás, como faço em crises de nervosismo, que quase nunca acontecem.

– Você está chorando? – Ele falava como se isso fosse algo impossível.

– Não, Caleb. Estou suando pelos olhos! — Ele se senta na cama. – E pode sair daí!

Ele se levantou rápido. Luz e Treva vieram até mim, pousando uma em cada ombro.

Depois de um tempo, eu já começava a me acalmar, as lágrimas rolavam silenciosamente por meu rosto. As garras das aves me arranhavam mas eu não ligava.

– Você está bem?

– Estou Caleb.

Me levanto, Luz e Treva voltam ao chão, limpo meu rosto e aparato, deixando Caleb sozinho, sem dar mais explicações.

[...]

Eu estava em frente ao castelo de Lia.

À minha esquerda, Azkaban.

À minha direita, Hogwats.

Uma garota saiu para fora do castelo.

– Suzanna Stwart? Eu sou Pynsec.

– Te perguntei?

– Que grosseria. –

Ela entrou de novo no castelo.

– Foi bom conversar, também.

Eu respondi ironicamente. Que garotinha abusada!

Logo, ela estava na minha frente de novo.

– A senhorita Alianah pede para que você me acompanhe.

– “Senhorita”... Que besteira.

Acompanho a garota, que parece me xingar mentalmente. Como eu gostaria de lançar um bom Cruciattus nela...

Ela me leva até um salão, com um trono ao centro. Ali, mais três garotos nos esperam. Entre eles, o garotinho que apareceu na mansão com os Patronos.

Lia está sentada no trono com um tapa-olhos.

– Olá, querida.

Digo, assim que passamos pelas portas negras como breu.

– Não me chame de querida, Anna.

– E não me chame de “Anna”, Alianah.

Ela parece estranha.

– Como quiser, Suzanna.

– Um morceguinho me falou que você queria guerra...

– Guerra não. Apenas um jeito de fazermos as pazes. Aliás, onde está o seu colar?

– Tirei ele.

– Mas...

– “Mas” o quê, Alianah?

– Tinha que ser na hora certa!

Ela parecia, de certo modo, um pouco ofendida e confusa. Ela se levantou. Os garotos ( e a garota ) tomaram isso como um sinal, se preparando para o que viesse a seguir.

– Pelo amor de Merlim! Você não acha que eu ia ficar mais dois anos com aquele colar maldito, acha?

– Mas eu pensei que...

– Pensou errado.

Me virei para sair daquele lugar. Tive a impressão de ver lágrimas no rosto de Alianah, enquanto ela se sentava novamente, rodeada por seus novos amiguinhos.

Assim que passei pelas portas, desaparatei, voltando ao meu quarto. À realidade. À minha vida.

Felizmente, os Comensais e nem Milorde perguntaram sobre o que fui fazer nas horas em que fiquei fora ou comentaram sobre os Patronos daquela manhã.

Bellatriz me atacava com os olhos, enquanto tentava parecer civilizada. Mas não teve muito sucesso nisso.

As pessoas falavam comigo e eu ignorava, lembrando coisas que eu queria deixar no fundo da minha mente.

– Chapéu idiota. Por que não me colocou logo na Sonserina e esse seria meu destino? — Sussurrei.

– O que disse querida?

– Nada Milorde. Nada. Estou apenas... Pensando em voz alta. – Sorrio. Ele também. Mas eu ainda não entendo... Como aquilo pode ser chamado de sorriso?

Voltei ao meu quarto, pensando em como os meus "amigos" devem estar em Hogwarts, ao lado daquele velho gagá do Dumbledore... Prefiro estar aqui. Mas como cheguei aqui? Não falo do caminho que fiz até a mansão... Falo de... Como eu consegui chegar aqui? Chegar à esse ponto? Ao ponto de fugir para conseguir o que quero...

Eu não sei.

Talvez eu fique louca, psicótica e me entregue ao Ministério... Talvez eu acabe em Azkaban de qualquer jeito mesmo.

Talvez os Dementadores adorem a galeria de memórias boas que guardo...

Talvez eles simplesmente me presenteiem com um beijo do Dementador...

Talvez esses sejam meus destinos. Ou não.