PrettyGirls
15 Ficando Dark,ou impressão?
Notas iniciais
Suzanna Stwart •
Acordo e me preocupo imediatamente. Lia não está no quarto. Alice, Lily, Jade e Kimberly estão dormindo.
Coloco uma blusa vermelha com o brasão da Grifinória no lado esquerdo e uma saia também vermelha com o brasão de Hogwarts no canto inferior esquerdo. Arrumo meu cabelo em uma trança única e saio do Salão Comunal. Ignorando as pessoas que fazem escândalo por causa de pergaminhos perdidos, penas e tinta no corredor e procuro a professora Minerva McGonnagal.
– Professora! — Grito e ela se vira.
– O que faz aqui Suzanna? — Ela pergunta.
– Preciso falar com o prof. Dumbledore. — Ela faz uma cara de quem não gostou.
– É importante! — Acrescento. Ao ver a preocupação em minha voz ela faz um gesto para eu segui-la.
Andamos até chegar à uma gárgula de pedra. A professora sussurra algo e uma porta se abre. Subimos uma escada em espiral e chegamos à uma pra dupla.
– Entre. — Disse o Prof. Dumbledore lá de dentro.
A professora abre a porta.
– Suzanna Stwart quer falar com o senhor. — Entro na sala e ele faz um gesto para que eu sente na cadeira à sua frente.
– Sobre o que você quer falar Suzanna?- Ele pergunta.
– Bem. — Começo.- Minha amiga, Lia Madniss, sumiu.
– Sumiu? — Ele ergue a sobrancelha.
– Sim. Alguns alunos disseram que ela, Severo Snape, da Sonserina e Peter Pettigrew, da Grifinória também sumiram junto com ela.
– Sabe, ela pude estar apenas querendo ficar sozinha. E quanto aos outros, podem estar simplesmente cumprindo uma aposta de crianças para ver quem fica mais tempo se escondendo em lugares que ninguém procuraria. — Ele disse com uma voz calma. Nem parecia que três alunos dele sumiram. PUF! Sumiram!
– Lia não ficaria sozinha. Se estivesse incomodada com algo, ela me falaria! Ela já sumiu algumas vezes batia apenas por um dia! Hoje começa o segundo dia que Lia sumiu! — Começo a chorar involuntariamente.
– Vou achar sua amiga, Suzanna.
Então é isso. Três alunos somem, e ele apenas diz que deve ser uma aposta idiota de criança? Encaro essas últimas palavras dele como um final para a conversa então saio da sala dele. Apenas parando em um corredor deserto para curar um pouco mais.
Encosto na parede fria de pedra e escorrego pela parede e vou parar, simplesmente no chão. Continuo chorando por um tempo. Então Víctor aparece. Ele parece sempre estar lá quando eu preciso. Levanto a cabeça. Seus cabelos castanhos estão completamente arrumados.,ele usa uma blusa com o brasão de Hogwarts e da Corvinal, uma calça preta e alguns pergaminhos, uma pena e tinta.
– Ei! — Ele diz e se ajoelha à minha frente. — Você está bem Anna?
– Sinceramente? — Ele faz que sim com a cabeça. — Estou horrível!
– O que aconteceu? —
– Primeiro, Lupin resolve me ignorar completamente. Segundo, mina melhor amiga desaparece com dos garotos. E por último, acabo de falar com Dumbledore, e ele me diz que eles podem estar brincando de esconde-esconde na escola! — Volto a chorar.
– Vem. Você precisa de um pouco de silêncio.
Olho pra ele sem entender.
Ele me leva até o local onde a Sala Precisa está. Solto uma pequena risada.
– Que foi? — Ele pergunta. — Você acha que é a única que sabe da existência dessa sala?
Entramos na sala e me vejo em um pequeno campo de Quadribol.
– Está brincando, não é? — Pergunto.
– O que leva você a achar que eu estou brincando Anna?
– Não sei.
Pegamos suas vassouras e simplesmente voamos pela sala inteira fazendo passes e outros fundamentos de Quadribol.
Não quero sair daqui. Me sinto em casa. Feliz. Livre. Mas aí levei de Lia e a depressão volta.
Voltamos cada um à sua Casa até o almoço. Porque saimos no meio do almoço para falar das meninas de
" porcelana " da Beauxbatons, que já foram embora.
– Tinha uma que se achava a Princesa da Razão!- Começo. — Ela sempre se intrometia nas minhas conversas com Lily! — Nossas dois rimos e andamos pela orla da Floresta que cerca Hogwarts.
– Tem coragem de entrar lá? — Víctor pergunta.
– Depende.
– Do quê?
– De alguém corajoso estar comigo. — Digo.
– Um Grifinorino?- Ele pergunta.
– Não.
– Então quem Anna?
– Você. — Digo. E ele para. Também paro.
– Mas eu não sou corajoso Anna. — Ele diz.
– Na verdade, para mim, a verdadeira coragem não precisa ser mostrada, precisa ser sentida. Aqui. — Levo a sua mão ao meu coração junto com a minha. — Anna! — Gritou Lily que corria até a gente.
– O que foi? — Pergunto.
– Só, vem comigo.
Olho para Víctor e começamos a seguir Lily. Chegamos ao Salão Principal e ouvimos uma discussão. Não de membros do Corpo Docente e sim de alunos. Abrimos caminho entre os alunos e percebo que é só Lupin e Jade brigando.
– Você precisa me deixar ser amigo dela! — Gritou Lupin.
– Ela é só mais uma loirinha qualquer que mexe com o coração de tudo mundo Lupin! — Rugiu Jade.
– Ela não é só uma loirinha qualquer! Ela é legal! Ela é inteligente e sabe guardar segredos! Ao contrário de você Jade! — Meu coração parece feito de pedra. Ele está falando de mim. Eu guardei seu segredo. E eu sou loira. Meio óbvio.
– Ela é uma nerd! Isso sim! Quando acorda, acorda também toda a Grifinória! Ela me deixa enjoada!
– E você tentou matá-la! — Interrompeu Víctor. Todos se viraram. Lupin e Jade congelaram. — Ou vai negar Jade? Admita! Vice tentou jogá-la da torre de Astronomia!
– É verdade! — Gritei. — Duas vezes! — Jade olha para todos em busca de apoio.
– Mentira! — Não adiantou todos os alunos começaram a ficar ao nosso lado. Enfim Jade e Lupin ficam lá. Sozinhos.
– Lupin. Por favor! — Pede Jade.
– Ela tem razão Jade. — Diz Lupin. — Não vou ter uma assassina como minha amiga. — Ele praticamente cuspiu as palavras na cara de Jade.
Abro caminho entre os alunos e saio. Lupin e Víctor me chamam nas a vontade de me trancar em algum lugar é mais forte.
Fico no quarto pelo resto do dia. Nunca mais quero sair do quarto. Nunca.
Algumas horas depois Lily bate na porta.
– Anna! Por favor! Saia daí!- Ela suplica.
– NÃO! — Grito. — Me deixe em paz Lily.-
– Você precisa concorrer alguma coisa! Por favor! — Resolvo sair. Raramente estou com fome.
Destranco a porta e saio. Lily me abraça.
– Pensei que não fosse sair.
– Essa era minha intenção.- Respondo.
Ela ri. Caminhamos até o Salão Principal e nos sentamos. O prof. Dumbledore levanta e começa a falar:
– Queridos alunos. Hoje, infelizmente, confirmamos que três de nossos alunos, dois da Grifinória e um da Sonserina, desapareceram.
Lágrimas brotam em meus olhos novamente.
– Estamos fazendo de tudo para encontrá-los. Por favor, alunos, não há motivo para pânico.- Começo a chorar de verdade agora. O pessoal da Sonserina me olha como se eu fosse uma criancinha fazendo birra. Já o pessoal da Grifinória e apenas Víctor, da Corvinal, me olham como se compreendessem aquele ato meu. Olho para Lupin. Ele está com o maxilar tencionado e me olha igual aos Sonserinos. Sem compreensão. Sem compaixão. Ele não parece aquele Lupin de antes. Jade e Kimberly estão rindo. Queria poder usar a Maldição Cruciatus nas duas e no " papaizinho " Comensal delas.
Passo o resto do jantar em silêncio. Lily ficava repetindo para mim sem parar:
" Ela vai voltar. Tenho certeza que vai, Anna. "
Eu respondia com um sorriso não muito convincente. Ao término do jantar, todos foram dormir e eu fiquei lá. Sentada. Acordada à todo custo para esperar Lia. Mas não aguento e me rendo ao sono. Durmo naquela poltrona vermelha, dobrada em quatro e sem cobertores ou travesseiro. Acordo no meio da noite. A lareira ainda está acesa. Faíscas saem, caem e se apagam. Percebo que há alguém na outra poltrona.
É Lupin. Ou pelo menos acho que é ele. Sem dizer uma palavra sequer, viro em minha poltrona e volto a dormir. Tenho uma noite agitada. Tive pesadelos. Em um deles, Lia era atacada por um lobisomem, alto e negro como a noite mais escura. Em outra, Víctor e Lupin assistiam à minha morte, eles riam enquanto vinte ou mais Comensais me atacavam ao mesmo tempo com Avada Kedavra e Cruciatus, eles riam e apontavam para mim. Acho que gritei durante a noite, porque em uma hora, acordei e várias pessoas estavam nas escadas me olhando. Lupin já não estava mais lá. Até a professora McGonnagal estava lá. Ela ficou ao meu lado até que eu dormisse de novo. Só não voltei ao quarto porque não teria coragem de enfrentar Jade e Kimberly. Mesmo que estivessem dormindo. Não sei como iria encarar minhas aulas no dia seguinte. Teria suas aulas com a Sonserina e com certeza, iriam comentar sobre o jantar da outra noite, em que uma Grifinorina começou a chorar e gritou à noite como se fosse uma criança com medo de monstros. Sei que devo parar de me comparar à uma criança, mas não consigo. Sei que é isso que os Sonserinos em geral pensam de mim. Tenho mais pesadelos e no que me restava de uma noite perturbada, passei em claro tentando conjurar um patrono. Consegui. Não sei como. Mas meu patrono era diferente. Não tinha tanta luz quanto o das outras pessoas. Era apenas uma coruja que sinceramente, parecia deprimida. Assim como eu naquele exato momento. Depressão. Tristeza. Cinza, cinza e mais cinza. Monotonia e gritos sem parar. O sol nasce. Majestoso. Lançando seu manto dourado por todo o Salão Comunal. A professora McGonnagal desce as escadas de seu quarto.
– Está melhor, Anna? — Pergunta.
– Não, professora. Sinto que só pioro.
– Está liberada das aulas por hoje. Já quite quase não dormiu à noite e teve um dia muito perturbado ontem.
– Obrigado, professora.
Ela sai do Salão Comunal e eu fico lá. Sentada. Sozinha.
Vou ao quarto e pego meu malão e resolvo radicalizar. Não vou mais a garota que usa rosa. Pego todas as minhas roupas e lembro de um feitiço que minha mãe usava para mudar a cor das roupas. Em alguns minutos todas as minhas roupas estão pretas. Visto um vestido que vai até o joelho e uma bota preta de cano curto e alguns spikes. Pego meu estojo de maquiagem e fico totalmente dark.Uma nova eu parou na minha frente. Deixei que me mudasse. Agora, essa sou eu. Totalmente dark.
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