Notas iniciais
Hey! Fãs da Anna! Estamos de volta!! Tive que reescrever muito esse capítulo para que ele ficasse razoável e reescrever mais ainda para que ele chegasse à essa "coisinha perfeita" que escrevi. Não liguem! Eu sou louca e convencida mesmo! #PandaZumbi ( Kkkkk, quem lembra? ) U.U - BHoss

"Não são nossas habilidades que mostram quem realmente somos, são nossas escolhas."

~ Filme Harry Potter e a Câmara Secreta ~

Suzanna Stwart

Mais um dia de aula. Mais uma maldita aula da Plank. À um canto, Lia conversava com morcegos, pelo menos até Plank ver e estragar o clubinho.
Aquele lobo desgraçado não parava de querer fazer ciúmes em mim.
– Que idiotice. — Murmurei. Senti alguma coisa queimando. O colar. Como algo em brasas, o colar queimava minha pele. Me segurei para não gritar.
– Víctor. — Sussurrei.
– O que foi? — Ele pergunta. Ainda se concentrando para fazer um trabalho bom. Uma lágrima corre pelo meu rosto.
– Me ajude a tirar o colar. Estou sufocando. — Comecei a tentar arrebentar o colar. Ele queimava. Diminuía. Apertava minha garganta. Aquilo era agoniante. Me sufocava. Víctor tenta abrir o fecho do colar.
– Ai!- Ele segura o dedo. — Isso aí me queimou.
Minha visão fica turva, cheia de pontos negros. Eu não conseguia gritar. Fui rodeada por alunos e pela professora Plank. Olho para Lia. Não a vejo. Em seu lugar, vejo a garota do espelho. Eu me vejo. Ela ri. Sorri sombriamente. Eu não aguento mais. Eu desmaio. A escuridão me envolve.
[...]
Eu corria. Perseguia uma garota. Cada vez mais me embrenhava na floresta. Eu lançava alguns feitiços e a garota desviava sempre. Ela era muito esperta.
– Não pode fugir para sempre Anna!- Gritei. Não era eu. Era Lia. Eu estava no corpo dela. Ambas estávamos mais velhas. Tínhamos vinte anos no máximo. Esses sonhos me assustam. Me assustam muito.
Tudo virou de cabeça para baixo. Começou a girar.
Então eu era perseguida. Na mesma floresta. Perseguida pela minha melhor amiga.
– Não pode se esconder! Está em uma floresta! — Gritou Lia novamente. Ela lançou um feitiço. Eu desviei.
– Você nunca vai me pegar Aliannah!- Gritei. Atrás de mim, Lia fez uma careta.
– Por favor! Volte! Ainda pode mudar isso Anna! Ainda pode mudar seu destino!
– Que pensamento positivo Aliannah! Digno de uma dessas coisinhas estúpidas chamadas Angelics!
Ela lançou outro feitiço.
– Me desculpe!- Ela gritou. — Você está me obrigando a fazer isso!
Então eu vejo um clarão verde. Eu caio. Não acredito. Ela me matou. A última coisa que vejo são seus olhos em lágrimas, pedindo perdão.
[...]
Acordei assustada. Olhei para os lados. Estava segura. Na Ala Hospitalar. Toquei o local onde meu colar costumava ficar. Havia uma cicatriz que circundava o meu pescoço e onde o pingente circular ficava. Preciso de mais encharpes para esconder isso.
Me sento na cama. Tudo gira, então volto a deitar. Há um espelho à minha esquerda. Vejo uma Anna pálida.
– Que beleza. Virei um fantasma. — Disser sarcasticamente. Na mesa de cabeceira, pousado delicadamente em uma pedra sob uma redoma de vidro, descansava o meu colar.
Voltei a dormir.
[...]
Olhei pela janela. A neve se acumulava rapidamente. Já tinha saído da Ala Hospitalar. Todos achavam que o que acontecera à mim foi obra de Bruxos das Trevas. Acham que há Comensais se escondendo. Tudo besteira. Estou usando mais encharpes do que o normal. O que não sabem, é que por baixo da encharpe, está o meu colar. Eu disse que nunca iria tirá-lo. Sem exceções.
[...]
Estava sentada na escadaria de Hogwarts, de frete para os jardins, cobertos de neve. Sozinha. Eu via os alunos brincarem de guerra de bolas de neve. Eu estava um tanto antipática. Lia brincava com "Ceb". O Sonserino irritante. Víctor lia debaixo de uma árvore. Como ele consegue? E Lupin? Deve estar no seu lugar secreto com a Amber. Aquela falsa. Idiota. McLaggen chegou perto de mim. Se sentou ao meu lado.
– E aí, Stwart!
– Vai encher a paciência de outro McLaggen! — Respondi, um tanto grossa.
– Estressadinha. Gosto de garotas assim.
– Você é um chato hein?
– Anna... Fala... Eu sei que todas me amam. Tá certo que sua amiguinha não, mas é claro que você me ama não é?
– Você não desiste! Garoto chato!
Me levanto. Ele pega meu pulso.
– Você não me respondeu.
– Me solta McLaggen!
– Não até você responder.
– Não vou responder.
– Mas...
– EU JÁ DISSE QUE NÃO! — Empurrei ele. Ele se recuperou. Chegou perto. Dei um tapa na cara dele. Aonde eu bati, McLaggen queimou. Devia ser uma queimadura de segundo, talvez de terceiro grau.
– Ai meu deus! — Sussurrei.
Ele gritava.
– Monstro! — Uma aglomeração surgiu em um piscar de olhos. Gritavam. Sussurravam. Isso não era um sonho. Eu estava bem acordada. Por precaução, belisquei meu braço enquanto corria. Era tudo real.
Eu ainda corria. Entro em Hogwarts. Começo a chorar. O desespero muito aparente em minha figura correndo pelo escola.
Diminuo o ritmo. Ainda estou chorando. Um pouco menos, mas estou. Ando até achar o escritório de McGonnagal.
– Professora! — Entro sem bater. Quem liga para etiqueta em momento desses?
– Suzanna! O que faz aqui?
– Queria falar com a senhora. Antes que McLaggen e os outros viessem.
[...]
– O que quer dizer, senhorita Stwart?
– Estou dizendo que sou uma Hellishe e que não posso mais ficar aqui.
– Que você é uma Hellishe, eu já sabia. Mas porquê não pode continuar aqui em Hogwarts?
– Porque, professora, você pode estar ensinando um monstro.
– Não faça isso consigo mesma, Suzanna.
– Fazer o quê? De uma forma ou de outra, Voldemort irá conseguir me levar para o seu time de fãs sedentos por atenção e fama. Meras sombras.
– Não fale isso, Suzanna.
– Porquê não? É a verdade!
Estamos sentadas no escritório de McGonnagal. Ela pensa um pouco. Ela parece estar preocupada. Muito preocupada.
– Suzanna, posso arranjar um jeito de você estudar depois do horário normal de aula, assim, será que você se sente melhor?
– Com certeza, professora.
– Então, irei falar com Dumbledore e com o resto do corpo docente. Você será chamada quando chegarmos à uma decisão.
– Sim, professora.
Saí de lá quando McLaggen apontava no corredor. Corro. Não quero brigar. Mais uma vez não. Não vou dormir junto com as meninas. Estou com medo de machucá-las também. E não quero isso.
[...]
Eu ignorava, mas sabia o que tinha acontecido na escadaria. Havia um brilho quase Angelical na minha mão. Eu ignorei. Mas agora lembro. O pequeno raio branco e nítido em minhas mãos. Espero que ninguém tenha visto isso também.
[...]
Minha noite foi um tanto "turbulenta". Pesadelos e sonhos idiotas. Eu sendo seguida, eu perseguindo... Sonhos e pesadelos malucos. Sem nexo. Idiotas. Eu olhava para a lareira do Salão Comunal. Ela implorava para que subisse para o dormitório. Não. Não ia subir tão cedo.
Logo o sol nasceu. Lançou aquele manto de luz que era um tanto... Entediante.
– Bom dia, Suzanna. — A professora McGonnagal descia as escadas de seu dormitório.
– Bom dia professora. — Eu disse, encolhida na poltrona.
– Antes das aulas, o corpo docente se reúne. Quer vir? Irei falar sobre o seu "caso" hoje.
– Se não ser importa, quero sim.
Saímos do Salão Comunal. As pessoas olham para mim como se eu fosse um monstro. Principalmente McLaggen e os outros que presenciaram tudo. Ando de cabeça erguida. Não irei me rebaixar à uma mera pessoa com dons estranhos que pode até matar com as mãos. Não. Nunca vou abaixar a cabeça. Cabeça baixa é sinal de fraqueza. E isso, eu odeio demonstrar.
Será que o corpo docente vai me deixar estudar depois do horário? E pior. Será que Dumbledore vai deixar eu estudar depois do horário?
Sinto que caminho para uma coisa terrível. Os alunos me olham com um pouco de terror nos olhos. Não vejo Lia. É claro. Ela deve estar com o "Ceb".
Não gosto de gente me olhando (Falou a garota que dançou para três Delegações quando tinha apenas onze anos).
Caminhei silenciosamente ao lado de McGonnagal. Tudo iria depender de um corpo docente que achava que eu era alvo de Bruxos das Trevas.