Em um dos centenas de milhares de edifícios em uma área conhecida por Neonet, famosa zona residencial e urbana. Uma dupla de rapazes estava a jogar conversa fora em um lugar que se assemelhava a um loft.

Um deles, de estatura média, barba e bigode incompletos e cabelos pretos trajando uma camisa promocional de um joguinho casual famoso estava sentado em um colchão d'água enquanto jogava uma bola contra a parede.

– É, o Falk respondeu a mensagem. Ele está bem.

– É essa conexão, provedor mainstream é horrível, Bill.

Respondeu um rapaz de estatura alta, tinha uma barbicha e usava uma touca em sua cabeça deixando apenas seus cabelos longos a partir da nuca expostos.

– Corta essa de ser diferente, Zéster. Acho que a culpa está nesta chuva aí de São Paulo, além do mais...

Bill fora brevemente interrompido por uma cantoria que abalou o frágil mundinho daquela conversa.

– In a day or twoooooooo!!

– Ele voltou.

Ambos suspiraram quase simultaneamente.

– D-Zero! Estamos tentando manter uma conversa aqui!!

Exclamava Bill aparentemente incomodado com a situação.

O rapaz desapontado parecia ter mais ou menos a mesma altura de Bill, estava com seus cabelos raspados, usava óculos e trajava uma camisa branca com a capa do último single de uma de suas bandas favoritas.

– Nãããão é que...

– Lá vamos nós de novo.

Disse Disaster ajeitando sua touca.

– Aliás, não achei este jogo tão bom assim.

Bill estendia suas mãos abrindo um pequeno menu holográfico em sua frente e assim desinstalando o aplicativo.

– Ainda não sei como fomos virar beta testers.

Disaster comentava enquanto fazia o mesmo.

– Vamos voltar para o World of Lifecraft?

– Sim, ouvi algo sobre o CxGx estar descolando uma grana preta vendendo álbum digital nas lojas da Safira. O problema é que a empresária exige demais do rapaz.

– Nem me fale, a Ana sabe mesmo ser exigente.

– Mas de quantos Satoshis estamos falando?

Perguntou D-Zero profundamente curioso.

– Estamos falando de Bitcoins inteiras, meu amigo da floresta.

Respondeu Disaster com um leve tapa nas costas do rapaz.

Bill se levantou do colchão e tratou imediatamente de deslogar da Neonet, agora em seu menu pessoal, iniciou o jogo do momento. Um simulador de vida tão real e divertido que praticamente toda a população mundial com acesso a internet estava por lá.

– World of Lifecraft!

Iniciado por um sistema de reconhecimento de voz, um forte clarão o envolveu e em pouco tempo, tudo a sua volta começou a se remodelar criando um admirável mundo de magia e tecnologia.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.