Pretty Man

6 O5. A little Help


Notas iniciais
Olá pessoas! Sei que estão adorando a história! Eu também estou adorando.Sei que alguns querem me matar por causa da pausa nas minhas outras fics, mais é por falta de inspiração. Mais vou dar um jeito nisso logo. Não se preocupem. Pretty Man ainda tem muitos capitulos para rolar, então espero que não estejam aguardando um final proximo.Obrigada a todos os reviews e espero ter mais ainda =DAnyway... Enjoy!

Miyavi POVs

Depois de sair do hotel, passei a caminhar pelas ruas do centro de Tóquio. As roupas das melhores grifs – sejam orientais ou ocidentais – tinham ali. Cada uma mais linda que a outra e a quantidade de dinheiro que Kai me deu eram suficientes para eu comprar uma roupa muito mais do que chique, sapatos caros e ainda mais alguns adornos, e ainda sobrava para arrumar o cabelo, sei que ele não gostou nada do meu cabelo, mais agora eu posso arrumar. Até que acho uma loja da Dolce & Gabanna. Cara, uma das lojas de roupas mais famosas e sonho de consumo de qualquer um que conheça. Roupas para todos os gostos, e o melhor de tudo, caras.

Eu tinha que entrar nessa loja e comprar alguma coisa, nem que seja só um casaco. Era uma loucura, eu sei mais eu tinha que fazer isso. Entrei na loja com um sorriso de ponta a ponta, olhando para tudo e automaticamente, todos os funcionários olharam para mim e... Uma sensação estranha me abateu. Tentei não olhar para aquelas mulheres e homens com cara de... Melhor me conter. Fiquei olhando as roupas apenas isso.

- Posso ajudá-lo? – ouvi uma voz feminina e eu sabia que era comigo. Olhei para trás e era uma garota, no mínimo uns 23 anos.

- Ah não... Er... Só estou dando uma olhada. – voltei a observar e olhar as roupas nos cabides.

- Procura alguma coisa em especial? – Ah, ‘tá bom filha! Se quiser me fazer gastar então me ajude. Olhei para ela sorri gentilmente, ou ao menos tentei.

- Ah... Sim... Er... Uma coisa conservadora. – disse olhando para os manequins que tinha espalhado pela loja.

- Ah... Sim. – O que? Isso foi sarcasmo? Bebê, não mexe com quem está quieto.

- Vocês têm roupas muito bonitas. – disse puxando uma jaqueta de couro de um cabide para ver.

- Ah, Obrigada. – ela disse se colocando ao meu lado.

- Quanto custa esse? – perguntei. Ah cara, ia dar para comprar a jaqueta e mais um monte de coisa com o dinheiro que eu tinha, ‘to me sentindo nas nuvens.

- Ah... Eu acho que não serve para você! – ela me arrancou a jaqueta da mão e colocou onde estava. Como é? Como assim não serve? É meu numero!

- Minha filha, perguntei o preço não o tamanho. – retruquei.

- Quanto custa à jaqueta, Aimi-chan? – ela se virou com uma cara de cu para a garota que se colocou ao seu lado e a outra me olhou com uma cara de quem chupou limão e não gostou.

- Ah, custa muito caro, Sachiko. – a tal Aimi respondeu sem parar de me secar. Ah filha, pra mim cara feia é fome, vaca.

- É muito caro! – Sachiko ressaltou olhando para mim.

- Ah, Muito caro. – comentei voltando a pegar a jaqueta. – Eu to com dinheiro para gastar aqui.

- Pois não temos nada para você aqui. – arrancou a jaqueta da minha mão de novo, colocando no lugar de novo. – E nem aqui é seu lugar. Queira se retirar, sim?!

Então é assim? É assim que uma pessoa humilhada se sente? Não tem sensação pior. Já fiquei com muitas pessoas ignorantes, e tive muitos clientes que não era os mais gentis, mas nunca, ninguém... Ninguém mesmo, me tratou assim. Não falei nada, apenas sai da loja.

De repente, procurando outra loja melhor, senti que todos me olhavam com o mesmo olhar de preconceito e nojo que aquelas vendedoras. Senti-me o pior lixo do mundo pela primeira vez na vida e... Sabe aquela vontade de voltar para a casa da sua mãe, sentar no colo dela e chorar, enquanto sente o cafuné e ouve o “vai ficar tudo bem” dela? Pois é, eu estava com essa vontade, mas minha mãe estava em Nishikujo, e eu já era adulto o suficiente para saber lidar com uma situação assim. Uruha mesmo já me disse que algum dia eu passaria por isso e que eu teria que sair de cabeça erguida, mas é difícil.

Eu precisava colocar a cabeça no lugar, então voltei para o hotel onde Kai estava hospedado. Não dava para ficar na rua com a cabeça cheia de coisas preconceituosas como presenciei há minutos. Passei pela recepção indo direto para o elevador até que...

- Desculpe senhor... Posso ajudá-lo? – Ah não de novo não.

- Vou para o meu quarto. – respondi só parando de andar quando cheguei a frente ao elevador.

- Tem a chave? – só então resolvi ver quem era o infeliz que estava falando comigo.

E... Wow que homem é esse? Olhos azuis, cabelos avermelhados e curtos, arrepiados até, e engomado. Seus traços orientais eram acentuados, mas não deixava de ser uma tentação. Estava sério, mas não me olhava com nojo como aquelas malditas vendedoras que me atendera.

- Eu esqueci aquele cartão magnético... – respondi e ele sorriu. – Mas eu estou no ultimo andar.

- Está acompanhado? – ele cruzou os braços na frente do peito e soltei um suspiro.

- Estou com um amigo. – respondi sem desviar seu olhar. Era penetrante entende. Quem dera outra coisa dele penetrando em mim ao invés do olhar... Er... Recomponha-se, Miyavi! Controle-se. – Com um amigo.

- E quem é o seu amigo? – Ele me olhou desconfiado sem desfazer a pose.

- Uke... Er... Uke... Er... – Caralho! Isso é hora de me esquecer do nome dele? O infeliz me contrata e eu esqueço o nome dele. Foi então que escutei aquele barulhinho característico de que um elevador havia chegado ao andar e me aparece o condutor do elevador que me levou à cobertura. – Ah! Ele me conhece.

- Ele? – o ruivo se voltou para o garoto que quase se tremeu nas bases com o olhar dele. Hahaha, medroso. – Senhor Aiji, poderia vir aqui, por favor?!

O coitado saiu do elevador e veio até nós, reverenciou-nos, corou e com a cabeça minimamente baixa olhou para o ruivo.

- O que houve Okabe-san? – perguntou receoso.

- Estava no turno da noite, certo? – o tal Okabe-san perguntou olhando para o garoto que olhou de mim para o outro.

- Sim senhor. – o garoto respondeu, enquanto o maior se aproximava e passava a ajeitar a gravata de Aiji.

- O conheceu ontem então? – o Okabe perguntou sem parar o que fazia.

- Está com... Uke-san... Uke Yutaka-san. – filho da puta salvador de minha vida.

- É isso ai! – Sorri de canto e antes que o outro tentasse me impedir, fui para o elevador, já entrando nele, mas antes que eu pudesse imaginar que me livrei do gostosão, o infeliz entra no elevador também. – Ah fala sério! Você é gatinho mais é chato.

- Se acalme! Vamos conversar! – ele me puxou para fora do elevador e me levou até o que eu julguei ser o escritório dele.

Fez-me sentar em uma das duas cadeiras em frente à mesa, tudo sem abrir a boca para falar alguma coisa. Afastou-se, fechou a porta e se dirigiu a uma mesinha que tinha ao lado da mesa maior. Café... Serviu-me uma xícara de café tão educadamente e sorriu assim que aceitei. Serviu-se também do café, e sentou-se na cadeira ao meu lado.

- Qual seu nome? – perguntou depois de bebericar um pouco do café.

- Qual nome você quer? – perguntei de volta e ele me olhou sério, senti minha espinha arrepiar. – Er... Meu nome é Takamasa, mas prefiro ser chamado de Miyavi. – respondi e comecei a tomar o café.

- Muito bem, Miyavi. – Ele começou colocando a xícara em cima da mesa a nossa frente. – As coisas que acontecem aos outros hotéis não acontecem aqui. Uke-san é um de nossos melhores clientes, diria um cliente especial e consideramos clientes especiais como amigos.

Apenas revirei os olhos enquanto continuava a tomar o café. Ele tentava deduzir qual tipo de parentesco eu tinha com o Kai, mas eu apenas negava ou afirmava com a cabeça.

- De qualquer modo, se ficará por aqui, é melhor que use roupas melhores. – Juro para vocês, eu sei que ele queria me vestisse com roupas mais apropriadas, mais eu sabia que os olhos dele queriam era o contrario. Se é que me entendem. – Se é só isso...

- Não é só isso não! – tirei todo o dinheiro que tinha no bolso. – Era exatamente para isso que eu queria fazer. Tentei comprar uma jaqueta na Dolce & Gabanna mais cedo, mas a vendedora não quis me ajudar. – entreguei todo o meu dinheiro nas mãos dele e ele me olhava desconfiado. – Tenho todo esse dinheiro e nada para vestir. Não que eu espere que me ajude, mais eu preciso de uma roupa boa e para hoje. E ninguém quer me ajudar.

Ele de primeiro não falou nada. Senti meu nariz arder, meus olhos se nublarem e meus lábios se mexerem involuntariamente. É não teve nem tempo de eu me repreender, as lágrimas saíram sozinhas por meus olhos. Ele colocou o dinheiro sobre a mesa, tirou o lenço de seu bolso do palitô e me entregou para logo em seguida me entregou o dinheiro.

Ele caminhou para trás da mesa e pegou o telefone. Puta que pariu, era o que me faltava, ele não acredita e ainda me chama a policia. Adeus Kai, Adeus Uruha, quando eu sair da prisão eu espero vê-los novamente.

- Mastermind Japan? ... Pode chamar Masaaki Homma, por favor? ... Obrigado. – Ele disse ao telefone olhando para mim, sorriu gentilmente e não pude deixar de soltar um sorriso aliviado. – Ah, Olá, Masaaki-san. Aqui é Okabe Satoru, do Hotel New Otani Tokyo. É... Sim... Hehe... Obrigado. Ahn... Gostaria que fizesse um favor! Estou mandando uma pessoa ai, ele atende por Miyavi. Um de nossos hospedes especiais. Amigo de um de nossos hospedes especiais.

Eu sei que eu o julguei de primeiro instante, mas ele parecia querer me ajudar e eu não podia estar mais grato.

Yutaka Povs.

Aquele cara falava, falava, falava e falava. Eu já tinha lido o relatório sobre a Ishikawa Company, por que eu ainda tinha que assistir sobre isso? Mais em fim. Se Masashi queria me irritar, ele estava conseguindo.

- Ok. Pode pausar o vídeo Kannon. – Masashi pediu e o assistente dele pausou o vídeo. – Diga o que descobriu. – Ele olhou para o coitado do Maya, meu assistente, que gelou.

- Não liga para esse temperamental de olhos vermelhos. – soltei relaxando na cadeira, recebendo um olhar mortal pouco importante para mim, vindo de Masashi. – Pode dizer Maya.

- Ishikawa-san recebeu uma proposta de 250 milhões de dólares pela Yuuji ’s Corp. – o garoto disse.

- O que? Achei que não estavam nesta concorrência. – Masashi vociferou levantando da cadeira dele.

E uma discussão se formou. Masashi achava que eu deveria investir, Maya e Kannon discordavam, os outros conselheiros estavam divididos também. Apenas eu me mantinha calado. Quando a discussão ficava mais forte, tive que intervir.

- Se acalmem! Antes de se matarem, fale com Yuuji-san, ele vai saber o que fazer. – olhei para Masashi. – E você se acalme nada de cabeça quente se resolve.

- Sim. – ele concordou e abaixou a cabeça.

- Vou para o escritório. – Olhei para Maya. – Me mantenha informado.

- Sim senhor. – peguei minha maleta e fui saindo da sala sendo seguido por Masashi.

- Yutaka, espera. – me virei para ele. – Já tem tudo preparado para essa noite?

- Sim. – respondi e ele suspirou aliviado.

- Escuta Yutaka! Com... Com... Com que você vai? – perguntou. Curiosidade mata! ♪

- Você não conhece. – apenas acrescentei e sai da sala de vez.

Moreno tesudo e curioso. Como se eu fosse falar. Miyavi era meu por seis dias, não deixaria Masashi, um homem casado, tentasse o tirar de mim. Ah, Hizaki, olha para quem você foi se apaixonar.

Miyavi POVs

Entrei naquela loja, maravilhado com tudo. Não era nada muito sofisticado, era sim elegante, mas também moderno, assim como sou. Jaquetas com caveiras, bonés também, e de couro! Eu estava no céu! Achei o lugar certo para mim. Eu estava olhando distraidamente para os bonés até que percebo olhares para cima de mim. É trauma, depois que sofre de preconceito, você fica assim, é inevitável. Olhei para trás e lá estava um rapaz sorrindo para mim. Estranhei de primeiro instante, mais acabei por sorrir sem graça.

Ele não era feio, se fosse tinha saído correndo dali gritando para aquele filho Da... Do Okabe-san que iria chutar seu traze iro. Tinha cabelos longos em um castanho mel jogados aos ombros, olhos castanhos escuros, e um sorriso largo e contagiante. Vestia uma camisa social rosa, uma calça preta e sapatos reluzentes. É um partido e tanto.

- Deve ser Miyavi, huh? – ele disse se aproximando, fez uma referencia e fiz o mesmo. – Masaaki-san disse que viria. Não pode te atender, pois ocorreu um imprevisto que ele teve de resolver pessoalmente, mas me pediu que te ajudasse.

- Ah! Sim. Entendo. – sorri minimamente. Ele estendeu sua mão direita para mim e eu estendi a minha firmando um aperto de mãos.

- Pode me chamar de Chachamaru. – disse enquanto apertávamos nossas mãos.

- Bom, o meu você já sabe! – ri minimamente. – Okabe-san disse que seria legal.

- É Gackt-san é muito gentil! – ele riu minimamente e ficara deveras corado. Há... Sabia! Caso! Eles têm um caso. Mais espera ai! Gackt-san? Ele percebeu minha confusão, respirou fundo como se contivesse de alguma coisa e olhou para mim um tanto sem graça. — Er... Gackt é o apelido de Okabe-san.

- Ah! Entendi. – sorri maliciosamente e ele ficou ainda mais vermelho.

- Er... Ahn... Quais os seus planos enquanto estiver na cidade? – ele perguntou visivelmente nervoso tentando desviar do assunto para não se constranger mais.

- Er... Vamos jantar fora essa noite. – respondi, cruzando os braços a frente do corpo.

- Hum... Sair para jantar. E a noite. – ele disse cruzando os braços a frente do corpo também, só que com a diferença do braço direito na vertical por sobre o esquerdo e com a mão apoiada no queixo. Olhou-me de cima a baixo e sorriu de canto. – Precisa de uma roupa estilosa, moderna e elegante ao mesmo tempo. Vem comigo.

Ele se virou de costas para mim com seus cabelos esvoaçantes sorrindo, parecia empolgado com minha produção para o jantar dessa noite. E eu tenho que confessar que eu também estava, até por que era a primeira vez que eu tinha uma coisa assim e que eu sabia que so voltaria a acontecer só durante esses próximos dias que estaria na companhia de Kai.

Segui Chachamaru até uma escada ao fundo da loja, onde dava para o outro andar com roupas ainda mais bonitas, chiques e que eram de meu agrado. Na pequena conversa que tivemos, pude perceber a experiência dele com clientes. Ele sabia que Kai não era meu amigo, muito menos um parente, sabia que o que eu e ele tínhamos era algo sexual e de negócios ao mesmo tempo, como vocês também já sabem. O mais incrível ainda é que ele sabia o tamanho de roupa que uso, médio para ser específico, e ele foi pegando as roupas que ele julgava combinar comigo e eu estava ficando louco com todo aquele carinho com o qual ele estava me tratando. Certamente, Gackt-kun acertou ao me mandar para cá. Tenho que contar isso para o Kai.

No fim, sai de lá com a roupa perfeita para o jantar com Kai com um sorriso enorme nos lábios de tanta felicidade. Passei numa loja de sapatos que tinha ao lado, e tive que dar uma de mauricinho enjoado para que me tratassem bem. Resultado? Trataram-me como um bando de cachorrinhos amuados, medrosos, me deram o sapato que combinava perfeitamente com a roupa, agora eu só precisava arrumar o cabelo e tudo estaria pronto para noite.

Nota mental: Agradecer ao Gackt assim que chegar ao hotel.

E era exatamente isso que eu irei fazer. Sai da loja quase correndo para o hotel, como não era muito longe, não haveria problema algum. Entrei no hotel rodando os olhos pelo local a procura da figura imponente que me ajudou, apesar de eu tê-lo tratado com ignorância. E lá estava ele com dois estrangeiros conversando no hall do hotel. Aproximei-me mais do que depressa me colocando a frente dos estrangeiros, me desculpei mais eu necessitava falar logo com ele.

- Duìbùqǐ!¹ — ele falou essa língua estranha e me puxou para um pouco mais afastado dos estrangeiros.

- Eu comprei a roupa. – aleguei sorridente. Por mais que ele me parecesse frio eu sabia que era tudo fachada só por causa do cargo.

- Eu esperava que já estivesse vestindo-o. – me olhou simplista.

- Eu não quero amassar. Olhe, eu comprei os sapatos também! Quer ver? – eu já estava puxando a caixa do sapato, mais ele me impediu de continuar, apoiando sua mão direita por sobre a minha sorrindo gentilmente.

- Não precisa, tenho certeza que são perfeitos. – disso Cortez e sorriu um pouco mais largo e eu não consegui não corresponder.

- Tá bom! Eu não queria te interromper! Eu só queria te agradecer, mas Chacha-kun foi muito gentil comigo! – assim que eu falei o apelido do garoto ele se espantou e ficou tão vermelho quanto um pimentão.

- Masaaki-san não te atendeu? – perguntou com certo nervosismo na voz.

- Chacha-kun disse que ele teve que sair e o deixou para me ajudar. – ele ouviu calado desviando o olhar enquanto respirava fundo. E eu? Bom, eu tava me segurando para não rir. Era obvio que esses dois estavam de caso.

- Ahn... Er... Que bom que Chachamaru lhe ajudou. – ele comentou voltando a me olhar, mesmo que estivesse constrangido.

- Chacha-kun é um bom rapaz, Gackt-kun! Valeu! – disse e logo sai. Olhei para ele por cima dos ombros enquanto ia para os elevadores e ele estava com uma cara de indignação no olhar. Tenho certeza que Chacha-kun vai penar com ele por causa disso. Hehehe.

Entrei no elevador e o tal Aiji estava lá. Ele me olhou e já sabia para qual andar eu iria, então só entrei e ele apertou o botão do terraço. Eu estava feliz. Mesmo depois de ter passado pelo que passei eu estava feliz. Adorava fazer compras, desde pequeno, e isso sempre me fazia aliviar a tensão. Antes de conhecer Kai, eu gastava minha tensão limpando o apartamento, já que o inútil do Uruha não fazia isso. Não quero nem ver como vai estar a casa quando eu voltar. Vai estar com porcos e galinha, tenho certeza.

Sai do elevador assim que as portas se abriram no andar correto. Soltei um beijo no ar para Aiji que ficou um pimentão e entrei no quarto que estava com Kai às pressas, já que o telefone estava tocando. Atirei as coisas sobre a cama, me sentei na beirada dela e atendi ao telefone.

- Moshi, Moshi!²

- Nunca! Nunca atenda ao telefone! – ouvi a voz de Kai do outro lado da linha me repreender.

- Então por que está ligando? – revirei os olhos enquanto perguntava. Mais eu mereço! Se não que eu atenda, então por que liga? Infeliz.

- Comprou a roupa? – respondeu minha pergunta com outra pergunta. É um idiota mesmo. O que? Eu gosto de Chávez! Não me critica não.

- Comprei! Muito bonita! Chique e moderna. – respondi, me endireitando na cama.

- Tá! Vou estar no Lobby do Hotel às 19h45min em ponto. – disse como uma ordem.

- Não vem até a porta? – perguntei de uma maneira manhosa, assim como Uruha fazia quando queria pedir para o Aoi esperar mais alguns dias para pagar o aluguel.

- Não é um encontro! São negócios! – rebateu seco. Ah, infeliz! Mais uma gracinha e eu estragos sua noite com prazer! Filho da puta!

- E onde é que vai me levar? – Tá! Em relação ao estragar a noite dele nem iria rolar. Por mais que fosse há negócios, eu sabia que eu teria que fazer um papel bonito para ele e os prováveis acompanhantes. Então tenho que me portar bem.

- Vou te levar ao restaurante Haikai. – respondeu simples. Tá aprendendo a amansar a fera é?

- Ok. Encontro-te no lobby, mas só por que está me pagando. – apontei sorrindo de canto.

- Ora! Muito obrigado! – Senti a ironia em sua ultima frase e desligou. Infeliz. Mais eu não podia negar que adorava essas coisas. Eu mesmo era irônico a maioria das vezes, por que me chatearia com uma ironia?

Estava pronto para descer e ir procurar um bom cabeleireiro para arrumar meu cabelo, mas o desgraçado do telefone toca novamente. Fui até ele e o atendi.

- Eu disse para não atender ao telefone. – Desgraçado. Infeliz. Filho de uma égua chocadeira! [?] Era ele de novo.

- Então para de ligar! – respondi e o ouvi rir no telefone antes de desligar. Desgraçado. Tá zuando comigo! Vou acabar com sua vida desgraçado. – Louco. – disse rindo olhando para o telefone. Só podia ser louco mesmo.

Notas finais
¹ - Com Licença em Chinês.² - Alô em japonês.Eai? estão gostando?Espero que sim.Obrigada por lerem e comentarem, mais quero mais comentarios para esse cap tbm.Reviews?