Pretty Man
4 O3. Desire
Miyavi POVS
Ele me tirou do chão em um puxão e eu o enlacei com as pernas, atacando seu pescoço. Já que não iríamos nos beijar, ocuparia minha boca com outra coisa. Ele soltava gemidos em aprovação enquanto apertava minhas coxas. Eu nem havia percebido que ele andava pelo quarto, só fui notar quando ele me jogou na cama com certa brutalidade. Eu já estava acostumado com essas coisas, sempre tinha uns e outros que gostavam de sadomasoquismo, e parecia que Kai não seria diferente. E sabe, depois de um tempo trabalhando com isso, acabei me acostumando com a vida que eu levava.
– Hm... Vem logo gatinho. – gemi pedindo e ele sorriu de canto enquanto tirava sua camisa.
Não demorou e ele veio até mim, o receio de ele esquecer o trato do “Sem beijo” me abateu, mas me aliviei ao sentir que ele direcionava seus lábios ao meu pescoço. E claro, não consegui deixar de gemer, aquilo era bom, por mais que ele fosse bruto em alguns aspectos, eu o sentia tentar ser delicado e gentil.
Enquanto sentia seus beijos, lambidas, mordidas e chupões em meu pescoço, eu acariciava e arranhava suas costas o ouvindo gemer de encontro à minha pele. Ele então se afastou mais. Se sentando entre minhas pernas, levou suas mãos ao meu peitoral, acariciando toda aquela região seguindo seu olhar por minhas tatuagens. Sorri de canto e, de certa forma, aquilo me estimulava. Não tentem entender, pequenas coisas me estimulam, e daí?
– Vai ficar só olhando ou vai fazer alguma coisa? – Ele riu minimamente enquanto levava suas mãos ao cós de minha calça, me fazendo sentir arrepios naquela região. Hehe, Miyavi Jr acordando.
– Er... É que não sou muito bom como... Como Ativo... – ele disse receoso desabotoando minha calça corando. Uma gracinha, mas tenho que manter o foco.
– Prefere inverter? – perguntei e ele me olhou curioso. – O que?
– Pensei que quando se tinha que trabalhar com... O que você... Faz... Tinha que ser o Passivo sempre. – comentou meio desconfortável, sorri, me sentando ficando bem próximo a ele, e ele ficou mais vermelho.
– Na verdade não! Eu faço o que o cliente quer. Se você quer inverter, você pode. – comentei acariciando os ombros dele. Ele estava tenso.
– Então não acharia estranho se... – cara conversa de mais pra quem quer ser comido. O interrompi com o indicador em seus lábios, levando meus lábios ao pescoço dele, voltando as caricias.
Passei a chupar e morder aquela região sem piedade enquanto o ouvia gemer. Minhas mãos passeavam por seu peitoral nu enquanto ele tentava tirar minha calça um tanto desesperado. Gente! Que isso? Desespero pra dar à bunda! Faço isso todo dia, nunca vi alguém tão desesperado. ‘Tá que a situação era diferente, mas tudo bem, não convém comentar sobre isso. Como a coisa estava difícil, acabei por me afastar dele, me levantei, ficando em pé na cama com certa dificuldade, até por que o colchão era de água, tirei a calça tirando minha boxer junto, me deixando completamente exposto, com meu membro pulsante e o vendo me comer com os olhos com um sorriso sacana nos lábios.
– Gosta do que vê? – perguntei e ele sorriu ainda mais sacana, se aproximando mais de mim, suas mãos chegaram ao meu quadril, com os olhos vidrados em meu membro.
Cara, eu sentia que poderia gozar só com aquilo. Mas... Mais o que eu to pensando? Aff... Enfim, não tive muito tempo para pensar, ele atacou meu membro com fome. Alternava entre lambidas e chupadas o que me deixa louco. Ele era quente, não consegui conter um gemido alto. Embrenhei meus dedos entre seus cabelos negros e passei a ditar os movimentos, impulsionando meu quadril contra seu rosto, sentindo minha glande tocar sua garganta. Ele se retesou algumas vezes, mas depois passou a gostar também do ritmo que a coisa estava tomando.
Quando senti meu ápice se aproximar, com meu baixo ventre se contraindo e as pernas bambeando, o afastei. Não iria acabar ali. Não mesmo. E não seria na boca dele que eu iria gozar. Queria o ouvir gritar por mais. O puxei com brutalidade, o forçando a tirar meu membro de seus lábios e ele me olhou interrogativo.
– Ainda não! – me ajoelhei a sua frente, empurrando seus ombros, o fazendo se deitar. Ele olhou para mim percebendo o que estava por vir.
Kai então dobrou as pernas bem separadas uma da outra, sorrindo de canto. Ele tava me chamando, só pode. Criatura tesuda do caralho. Levei minhas mãos de encontro à calça dele, desabotoando e logo arrancando a calça junto com a boxer, jogando longe, pouco me importando onde havia caído. Coloquei-me entre suas pernas, friccionando nossos membros já despertos, gemendo em seguida e bem alto para os outros hospedes se incomodarem.
Ataquei seus mamilos com os lábios, enquanto que brincava com um deles com a boca, massageava e apertava o outro com a mão mais próxima, enquanto que a outra se ocupava em apertar suas coxas. Ouvi-lo pedir por mais era intenso e gratificante, o que fazia com que eu me excitasse ainda mais. Foi então que quando decidi abusar do pescoço dele mais uma vez que ele puxou meus cabelos, me fazendo encará-lo.
– Por favor! Isso é agonizante de mais! – Ele comentou e soltou meus cabelos. Então tá, pressa... Fui levando então três dedos para prepará-lo, mas ao sentir o primeiro tentar penetrar, ele afastou minha mão daquela região. – Sem essa... Vai logo!
– Tem certeza? Não quero processo depois nas minhas costas. – Comentei e ele apertou meus ombros com as duas mãos soltando um grunhido desesperado. Tá legal! Ele quem manda.
Afastei-me um pouco, ficando sentado por sobre meus tornozelos e o puxei mais para mim, ele se sentou em meu colo, segurei seu quadril com as duas mãos e ele passou a ondulá-lo sobre o meu, roçando seu membro ereto sobre o meu, arrancando gemidos de ambas às partes. Cara aquilo era alucinante, seria aquela a melhor transa que tive? Bom, seria melhor se pudesse ter sentimentos, ser tratado com carinho, não como trapo, mas fazer o que?
Ele apoiou as duas mãos e puxou um pouco o corpo para cima, aproveitei para encaixar minha glande em seu orifício. O senti retesar, mas já era tarde demais para voltar a trás. Agora ele tinha me provocado, e nem por todo o dinheiro que eu achava que ele tinha – o que não deve ser pouco – eu pararia. Eu o queria agora, e o teria agora. E bom, ele também parecia estar disposto a ter, a retesam foi apenas uma reação automática e ele logo jogou seu corpo com tudo para meu membro, me fazer penetrá-lo fundo e muito rápido, o ouvindo reclamar de dor em um grito, apertando meus ombros com as duas mãos. Quando falo um aperto, é modo de dizer, por que ele só faltou arrancar minha carne fora. PUTA QUE PARIU! SE FOR PARA ME MATAR SERIA MELHOR EU TER FICADO COM URUHA EM CASA!
Grunhi de dor com o que ele estava fazendo, mas não nego que estar completamente dentro dele não era uma delicia. Agora eu tinha que distrair-lo para depois conseguir prosseguir com meu trabalho. Então levei uma de minhas mãos livres ao falo negligenciado dele, o masturbando com velocidade, arrancando gemidos.
– Ah! Hm... – ele então, aos poucos foi se acostumando comigo o invadindo, e não demorou muito para meu paraíso começar. Ele passou a se movimentar, lentamente, com a mão direita lhe dando apoio em meu ombro esquerdo enquanto que a mão direita ele levou até a boca, mordendo o indicador numa tentativa falha de conter os gemidos longos que surgiam em sua garganta.
– Hm... Isso! Ah... – Quem disse que eu ia ficar calado? Não fazem idéia do como era delicioso estar dentro dele. Ele era quente, apertado, contraia o músculo conforme o ritmo começava, e isso me deixava nas nuvens. Por que todos os meus programas não poderiam ser assim? Seria tão bom trabalhar assim! Ganharia dinheiro e sentiria prazer. Quer coisa melhor?
Ele por fim desistiu de conter os gemidos, levou a mão esquerda – que antes estava em seus lábios – para meus ombros e o senti segurar firme com as duas mãos antes de começar um ritmo mais rápido, o que me alucinou. Não vi mais nada, apenas sentia. Fechei meus olhos, pendi a cabeça para trás e não fiz nenhuma menção de segurar meus gemidos. Aquilo era bom de mais. Passei a segurar com ainda mais força os quadris dele, ajudando com os movimentos, tornando-os ainda mais frenéticos. Tá legal, eu era o seme e ele quem estava ditando os movimentos. Isso iria mudar agora.
O deitei por cima da cama, deitando por sobre ele sem desconectar nossos corpos, ele jogou as pernas por minha cintura, a enlaçando e logo fez a mesma coisa com meu pescoço usando de seus braços. Não demorou e o ritmo de antes voltou novamente, só que mais forte. Eu arremetia de encontro ao quadril de Kai com força e velocidade que eu suportava e ele delirava. Há, vai doer amanha! Isso se não começar a doer assim que terminarmos, mais isso é problema dele, ele que quis dar a bunda pra mim. Hahahaha!
– Hm! Quente... Ah!... Apertado! – eu nem mais sabia o que falava, só sei que eu falava alguma coisa entre os gemidos.
– Ah! Vai! Isso! Mais! – e ele, além de gemer feito uma cabrita, ainda arremetia seu quadril de encontro o meu, me fazendo ir ainda mais fundo nele, se é que isso é possível.
Yutaka POVs
Eu não iria agüentar mais. Ele é grande, gostoso de mais. Hm... Eu não agüentava mais pedir por mais, só conseguia gemer. Eu estava enlouquecendo, eu sei que posso estar sendo exagerado, mas mesmo que não levantasse amanha, aquela transa poderia ser a minha melhor, era tão bom. Não fazem idéia.
Jogava meu quadril de encontro ao dele e ele arremetia com cada vez mais força, me fazendo delirar. Esqueci-me de seu pescoço, passando a arranhar suas costas. Arrisquei a abrir os olhos, em meio a movimento toda, sem deixar de gemer. E ele estava lindo, fechando os olhos com força, com a pele brilhando pelo suor, com algumas mechas do cabelo colado ao rosto, respiração acelerada, lábios rosados e entreabertos, deixando os gemidos escaparem sem nenhum ressentimento.
– Ah! Vai! Isso! Mais! – suplicava ainda mais. Arremetendo mais meu quadril de encontro ao dele.
Abri um pouco mais as pernas, tentando dar mais espaço para ele. Atitude essa que veio bem a calhar por que ele foi ainda mais fundo acertando minha próstata. Cara, eu vi estrelas. Não pude agüentar o grito, alem de pender a cabeça para trás, ainda curvei a coluna para frente enquanto gritava.
– AHHHH! Faz... Ah!... De novo... Ah... De novo! – supliquei novamente, enquanto arranhava ainda mais suas costas desenhadas.
Ele me apertou mais, se movimentando ainda mais rápido, mais forte. Demorou um pouco mais ele conseguiu atingir aquele ponto novamente, e de novo, de novo. Eu não segurava mais meus gritos há muito tempo e nem me controlava mais. Arranhava suas costas, seus braços e, ele se movimentava com ainda mais brusquidão enquanto resolvia atacar meu pescoço.
– Ah!... Eu... Não... Não agüento maahhh! – e eu não agüentei mesmo, passando a sujar a nós dois com meu esperma.
Com os espasmos do orgasmo, os músculos do meu corpo se contraiam e não demorou em ele me acompanhar, despejando sua essência dentro de mim enquanto soltava um urro de prazer por sua garganta. Ele deixou seu corpo cair sobre o meu e eu o acolho em meus braços. Nossas respirações descompassadas acalmavam-se aos poucos até que finalmente se regularam.
– Isso foi simplesmente incrível. – comentei, ele levantou o rosto me olhando com os olhos contendo um brilho que nunca vi.
– Sério? – Miyavi me olhou, apoiando o queixo no meu peitoral e não consegui sorrir com uma carinha de anjo como aquela.
– Sim. – respondi sorrindo-lhe recebendo outro sorriso de canto a canto.
Ele então saiu de dentro e de cima de mim, deitando-se ao meu lado na cama, não demorou muito e ele adormeceu. Se eu não o tivesse conhecido como o conheci, diria que era um anjo, dormia com tanta tranqüilidade que dava gosto. Até fofo, eu diria. Olhei para mim, todo suado, ele também estava claro, mais eu era um caso a parte, suado e com sêmen dele por quase todo meu corpo, era nojento, eu precisava de um banho e também de uma pomada contra assaduras.
Levantei-me com muito cuidado e caminhei lentamente até o banheiro, mas mesmo assim sentindo uma dor do caramba no traseiro. Só senti meus músculos perderem a tensão quando entrei na banheira de água quente. Estava ótima, dormiria ali se não soubesse que uma hora a água iria esfriar. E então, quando senti que a água estava ficando morna, não quente – lê-se escaldante – como antes, sai da banheira, sentindo-me bem melhor. Ainda doía, mas não era tanto quanto antes.
Fui ate minha bolsa que estava sobre a tampa do vaso e peguei um remédio para dor, tomando logo em seguida sem nada para ajudar a engolir, não era de muitas frescuras, acabei de ter o rabo comido, tomar um comprimido sem o auxilio de algo liquido era fixinha. Quando voltei para o quarto vi a bagunça que havíamos feito. Os chocolates e o champanhe estavam no chão próximo da televisão ainda ligada. As minhas roupas estavam jogadas espalhadas pelo chão assim como as dele e um detalhe que não havia percebido, aquele cabelo cumprido que ele tinha; era falso e eu provavelmente tirei dele enquanto transavamos. O cabelo dele na verdade era curto, meio loiro e meio preto, estranho, mas ele por si só era estranho, o cabelo não seria diferente.
Depois de uma rápida olhada pelo quarto, deixei meus olhos caírem por sobre a figura que ressonava na cama. Tão calmo, e até com um sorriso nos lábios. Será que fui o melhor cliente? Esse sorriso é tão lindo que gostaria de ver mais vezes, não àqueles sorrisos forçados ou os sarcásticos aos quais ele me deu hoje, mas sim esse. Parece-me tão sincero e... Mais o que é que estou pensando? Ele é um garoto de programa, não posso estar... Não! Nem pensar! Isso nunca! Daqui a alguns dias volto para Kanagawa e tento reafirmar com Takanori... Mas... Cara, por que esse tegami teve que aparecer na minha vida logo agora?
Notas finais
onegai ne... Reviews?!
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