Notas iniciais
o/ Olha eu aqui para atualizar PM =D
*foge para as colinas*
Eu sei que eu demorei um pouquinho... a... mais nem foi tanto assim... o cap anterior demorou mais u.ú
Bom... É triste dizer adeus! Ç.Ç
mais esse é o Ultimo capitulo de Pretty Man. Espero que gostem. Eu não sou muito boa para encerrar fanfics, mas eu dei meu melhor.
Realmente espero que gostem.
Anyway... Enjoy!

Miyavi POVs

Nunca pensei que deixar um amor para trás fosse doer tanto. Assim que cheguei ao apartamento do Uruha, me agarrei ao loiro, deixando a tristeza se esvair em forma de lágrimas. Uruha não falou nada desde que cheguei apenas me abraçou, me fazendo carinho em meus cabelos, até que dormi em seus braços.

Quando acordei estava em sua cama com ele sentado ao meu lado me observando. Eu sabia muito bem o que viria a seguir, mas não fugiria, não tinha direito algum. Se for para sofrer, vamos sofrer de uma vez para depois a felicidade ser constante. Ao menos na minha ilusão.

- Você o beijou? – perguntou e não tive coragem de negar. – Porra, Miyavi! Será que esqueceu tudo o que te ensinei?

- Não torra Uruha. – me sentei na cama sendo encarado por ele.

- Não torra o caralho! – ele me deu um tapa no ombro e eu só resmunguei. – Viu! Agora vai ficar ai... Chorando pelos cantos! Não tem condições de trabalhar e vamos passar fome quando o dinheiro que ganhou acabar.

- Quem disse que vou voltar a trabalhar com isso? – cruzei os braços e ele me olhou interrogativo. – Isso mesmo que você ouviu. Não vou mais fazer isso, cansei.

Ele levantou da cama, ainda transtornado, não entendia o porquê, mas dava para ter uma idéia. Estou nessa há algum tempo e desde o inicio, Uruha esteve ao meu lado. Ele deve estar se sentindo traído.

- Vai mesmo parar com tudo isso? E vai fazer o que pra sobreviver? – virou-se para mim perguntando para depois cruzar os braços. – Vai trabalhar de garçom, de vendedor?

- Vou voltar para Nishikujo! De onde não devia ter saído, mesmo com meu pai e meus avôs me destratando. – desviei seu olhar sentindo meu nariz arder e a visão ficar turva. Senti o colchão afundar do meu lado e depois seus braços me abraçando com força. – Vem comigo Uru... Falo que você é meu noivo e eles não me aporrinham mais.

- Noivo... – ele riu gostosamente acariciando meu rosto. – Adoraria ir contigo. Mas tenho muita divida aqui para pagar. Voltaria para a casa dos meus pais se não fosse pela ameaça do meu pai, sabe disso.

- Eu sei. – murmurei e o abraçando forte. – Promete que dá um jeito de me visitar para matar a saudade.

- Prometo sua bicha purpurinada que tanto amo. – e rimos juntos. É... Eu voltaria para casa, para longe de tudo que me faz lembrar Yutaka.

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Arrumei minhas coisas e coloquei tudo no porta-malas do carro de Yuu. Ele ficou de me levar para a rodoviária e de lá era um passo para o meu passado macabro. Por mais que eu não goste do moreno ele estava realmente afim do Uruha e os dois estavam se acertando. Acho bem capaz de o Uruha conseguir algum fixo e sem ter que vender seu corpo para isso. É bom saber que meu amigo esta conseguindo se acertar na vida. Agora eu vou ter que voltar ao inicio para ter uma vida diferente, se é que isso é possível.

Quando chegamos à rodoviária, comprei minha passagem e ficamos próximo a plataforma de onde sairia meu ônibus. Nunca fui muito bom com despedidas. E me despedir de Yutaka foi difícil para mim. E agora me despedir de Uruha seria ainda mais difícil, ele quem me acolheu, ele quem me deu carinho quando precisei, sem falar nos safanões que eu bem merecia e que agora reconheço. Tão pensando o que? Sou sentimental, mas não sou santo. Aprontei muito, não nego, mas também não me arrependo. Quando vi que as pessoas começavam a entrar no ônibus, respirei fundo e me virei para o loiro que já não continha as lágrimas.

- Vem cá sua bicha rabiscada! – ele falou e me agarrou num abraço forte que não consegui não corresponder. – Se cuida, tá bom? Promete para mim que não vai deixar ninguém pisar em você!

- Como se desse! Sou maior que todo mundo agora. – brinquei e rimos ainda no abraço. Afastei-me minimamente para encará-lo, mas ele desviou o olhar levando suas mãos ao roso. – Não adianta tentar esconder, sei que está chorando.

- Tem como me deixar fazer pose de macho? Obrigado. – riu minimamente, voltando a me abraçar. – Vou sentir sua falta.

- E eu a sua. – disse me desprendendo de seus braços. – Eu ligo para avisar que cheguei ok?

- Se não ligar eu vou pra lá só pra fazer escândalo.

- Então acho que não vou ligar. – sorri de canto e ele apertou minhas bochechas.

- Vai lá. E se cuida.

- Você também.

Dei um abraço em Aoi também pedindo para que cuidasse do desmiolado do Uruha e este me garantiu que iria fazer de tudo para endireitar a coisa. Não duvido que consiga, sabe?! Aoi sempre foi do tipo que consegue o que quer. Ele queria Uruha, hoje estão de relacionamento sério. E não duvido nada ficar ainda mais serio, até por que Uruha sempre teve uma queda de penhasco pelo moreno beiçudo. Peguei minhas malas e o motorista foi colocando no porta-malas do ônibus tudo o que era meu. Conferiu minha passagem e depois me deixou entrar no veiculo.

Assim que me acomodei em minha poltrona na janela que foi percebi que eu estava regredindo. Deixando para trás meu melhor amigo que me tratou melhor que minha família para fugir de um amor que seria com toda certeza proibido. Sou realmente um covarde. Olhei pela janela, vendo Uruha abraçado a Aoi chorando e acenando para mim. Acenei de volta já sem lagrimas para chorar. Eu acho.

Yutaka POVs

Já havia se passado dois dias que Miyavi saiu por aquela porta e eu não o vi nunca mais. Nesses dois dias ele ficou na minha mente com aquelas brincadeiras infantil e as piadas bestas que me faziam rir feito uma criança num show de circo. Aquela risada gostosa e as perversidades sempre me vinham à mente quando estava no escritório com Yuki e não sabia o que mais fazer para tentar esquecer aquele tatuado.

Eu estava na minha sala, com papeis por toda a minha mesa, Yuki falava e falava porem eu não escutava nada a não ser meu coração suplicar por Miyavi.

- E então eu estava pensando em te estuprar aqui mesmo. – Ouvi Yuki dizer desviando-me de meus pensamentos e só então o dirigi o olhar.

- O que?

- Só assim me dá atenção não é? Estou à meia hora falando e você só escuta isso, safado! Seu noivo ficara sabendo disso. – Noivo... Quem dera... Desviei meu olhar dos de Yuki e ele se levantou da cadeira ficando ao meu lado. – Já entendi tudo! Brigou com Ishihara-san e está assim por que sente culpa. Eu te entendo, quando estamos com raiva descontamos na pessoa que menos tem culpa.

- Não é isso, Yuki! Eu e o Miyavi... Nós...

- Brigaram e não estão se falando. Sei como é... Teru tem cara de anjinho mais é tão temperamental quanto eu. – Disse me dando um tapinha no ombro, voltando para sua cadeira. – Dê um tempo para ele, ele deve estar de cabeça quente.

- Não Yuki! Você não está entendendo. – Loiro burro do cacete! Para de falar e me escuta!

- Claro que entendo! O casado aqui sou eu, não você! – ponderou sentando-se na cadeira novamente, cruzando as pernas e os braços.

- Tem como você ficar quietinho e me deixar falar o que aconteceu? – ele arregalou os olhos não esperando por esse pedido, mas mesmo assim concordou com um manear de cabeça. – Eu e Miyavi não estamos noivos.

- Oh... Entendi! Ele terminou com você.

- Eu acho que pedi para ficar quieto! – o encarei, ele riu minimamente e ainda colocou a mão em frente aos lábios para não rir. – Como eu ia dizendo, não somos noivos até por que nunca houve nada entre nós. Miyavi é ou era... Sei lá... Em fim... Um prostituto.

- O que? – agora sim ele se surpreendeu de verdade.

- Eu o havia contratado para me fazer companhia e acabei que me apaixonei por ele e, bom... Amanha volto para Kanagawa e já tem dois dias que não o vejo.

- E o que esta fazendo aqui ainda?

- O que?

- Se está apaixonado por ele vá atrás dele! – Yuki gesticulava e me olhava como se fosse a coisa mais obvia. E, de fato, era. Eu só não sabia por onde começar.

- Não é tão simples assim. – levei minhas mãos ao rosto escondendo meus olhos a ponto de lacrimejarem.

- Volte no tempo, talvez possa ter a ajuda que precisa. Só precisa se lembrar. – Ele se levantou e foi até a porta. Abriu a mesma e virou-se para mim antes de sair. – Resolva-se. Depois continuaremos... Se eu precisar de ajuda com alguma coisa, falo com Kamijo ou com Maya.

E saiu da sala. Voltar no tempo? Lembrar-me do que? E foi num flash de memória que minha ficha caiu. Miyavi sempre comentava d’um tal de Uruha. Nunca cheguei a conhecer esse cara, mas se for ligar os pontos, quando o conheci, Miyavi estava com um rapaz. Deve ser ele. Tem que ser ele.

Peguei o que eu pude e sai às pressas. Avisei Sayuri que não voltaria hoje e sai às pressas. Já na limusine, pedi para James ir o mais rápido para as redondezas de onde encontrei Miyavi. Tinha realmente um rapaz loiro, mas não tinha tanta certeza de que era Uruha. Sai do carro e corri para o rapaz, ele me olhou assustado, deve ter pensado que eu iria fazer alguma coisa com ele, mas depois de me ver recuperar o fôlego, pareceu ficar calmo.

- Você... Você se chama Uruha? – perguntei e nem me apresentei. Educação nessas horas está pouco me fodendo.

- Uruha? Não querido, se eu chegasse ao patamar do Uruha eu estava feliz. – comentou, riu minimamente. – Mais acho que é tarde para querer alguma coisa. Ele não está mais no ramo há muito tempo.

- O que? Mas... Eu...

- Mas... Se quiser eu posso dar conta do recado. – Esse povo adora me interromper, né? Vocês estão vendo. E ele ainda veio para cima de mim, aninhando seus braços em volta do meu pescoço, mas antes que tentasse alguma coisa, me afastei o suficiente.

- Não estou procurando isso! Quero saber onde posso encontrar Uruha? – disse sério e firme.

- Ele ta te devendo alguma coisa?

- Eu que faço as perguntas. Responda! Onde posso encontrar Uruha? – reforcei já deixando transparecer que não estava nada feliz com a situação.

- Certo! Ele mora a dois quarteirões daqui! É só seguir reto e virar na segunda à direita. O prediozinho de três andares é o que ele mora, só não sei o andar. – Já era um começo.

Agradeci a informação, entrei no carro novamente, na parte da frente, dando as coordenadas para James que logo chegou ao local e estacionou. Disse que ficaria ali me esperando, agora era caçar por aquele tal Uruha novamente. Entrei no tal prédio de três andares chegando ao porteiro que estava com uma expressão entediada. Não o julgo, trabalhar disso deve ser muito chato e com nada de bom para se ver.

- Qual o apartamento do Uruha? – perguntei assustando o velho.

- Hã? O que? Não fui eu...

- Senhor, eu quero saber qual o apartamento do Uruha?! – reforcei e ele me olhou desconfiado.

- Do que se trata? – velho enxerido.

- Assunto particular e de extrema urgência... Qual é o apartamento dele? – Perguntei novamente já deixando bem claro que não estava com paciência.

- Terceiro andar, apartamento 24. – só ouvir isso e já fui correndo para as escadas.

E pela primeira vez na vida me xinguei e me chutei mentalmente por ser um maldito sedentário e o único exercício físico que faço é sexo. Mais mesmo com a língua caindo boca a fora e o fôlego ter ficado no ultimo degrau do primeiro andar eu consegui chegar ao terceiro andar. Enquanto recuperava o ar perdido, procurei com os olhos o numero do apartamento mencionado pelo porteiro até que o achei. Caminhei até lá mais estava começando a me arrepender disso.

- Ah... Uruha! Isso... Vai... Mais... Isso! Humm... Rebola pra mim! – os gemidos roucos vinham de dentro do quarto e eu estaquei com a mão preparada para bater na porta.

- Ahh! Aoi! Mais fundo... Vai... Mais. – Duvida... Vou ou não ser inconveniente. E a vergonha?

O que Miyavi faria numa situação dessas? Olhei para a maçaneta, para a porta e ouvi mais gemidos. Tenho certeza da resposta do meu consciente para aquela pergunta. Sorri sapeca, fechei mais o punho e bati na porta varias e varias vezes.

- INFERNO! NÃO SE PODE MAIS TRANSAR COM O NAMORADO AGORA? – ouvi a reclamação em forma de grito, rindo, ainda não sabia qual dos dois tinha falado o Uruha ou o tal Aoi. Então continuei batendo na porta ouvindo um grito de “Já vai”, mas só parei quando a porta se abriu e um rapaz loiro apareceu. – Quem é você?

- Sou Uke Yutaka. – respondi cruzando os braços sendo encarado dos pés a cabeça do rapaz que vestia apenas um shorts que era mais parecido com uma boxer de tão curta e apertada. – Você é o Uruha?

- Sim, mas desculpa, não faço mais programa! – iria fechar a porta na minha cara, mas o impedi antes que o fizesse.

- Não vim à procura disso. Estou procurando o Miyavi! – disse enquanto empurrava a porta e vi um moreno beiçudo aparecer por de trás do loiro com um shorts mais frouxo.

- Ele também não faz mais isso. Ele quer se acertar, então esquece. – Ia fechar a porta, mas quem o impediu foi o moreno.

- Acabei de falar que não é disso que procuro. No começo eu o aceitei por isso, mas agora é diferente. – expliquei e ele me olhou parecendo se lembrar de alguma coisa.

- Você é o Kai-chan? – Ele enfatizou o apelido que Miyavi me chamava se sorri sentindo minhas bochechas arderem.

- Sim! Sou... Eu. Ele... Falou de mim?

- Falou tanto que já tenho material suficiente para fazer uma biografia. – sorriu e deixou-se ser abraçado pelo outro rapaz. – Entra. – Os dois me deram passagem, mas me recusei.

- Eu só quero saber onde Miyavi está para falar com ele.

- Ele voltou para a casa dos pais, disse que iria voltar a estudar, tentar começar do zero. – Pela primeira vez ouvi a voz do tal Aoi e Uruha concordou com um movimento de cabeça.

- Ele foi para Nishikujo? – os dois concordaram e suspirei derrotado. – Tem o endereço?

- Sim, mas... Não sei se ele vai querer te ver ou a família dele deixar vê-lo. – Uruha se afastou entrou mais no apartamento e voltou com um pedaço de papel e me entregou. – Esse é o endereço que ele me deixou. E cuidado com o que faz viu. Miyavi pode parecer um safado, sem-vergonha, mas ele ainda tem coração e sentimentos.

Peguei o endereço e depois de um rápido agradecimento disparei a correr escada a baixo. Subir é difícil, descer era mais fácil e não demorou nada para que eu chegasse ao carro. Pedi para que James me levasse ao aeroporto, peguei um avião e não demorou muito para que eu já estiver em Nishikujo, sozinho, sem saber por onde começar. Bom, o mais obvio, pegar um taxi. O endereço e o dinheiro eu tenho, só falta chegar lá.

Miyavi POVs

Já estava na casa da minha família há um dia, fiquei quase um dia inteiro dentro daquele ônibus apertado até chegar aqui. Mas foi bom por um lado, por que a paisagem me ajudava a esquecer tudo e todos. Mas só foi chegar aqui que me lembrei do motivo de ter fugido. O coreano filho de uma puta do meu pai ainda insistia em querer controlar a mim, mesmo sabendo que não tinha direito algum, depois de me dizer na cara que iria me deserdar. Não sei de que, morto de fome sem ter onde cair morto como ele, eu realmente devia ter ficado com Uruha em Tóquio, lá tem escolas também, e tenho certeza que ele não se negaria a me ajudar, porem em Tóquio ainda estava Kai, e não estava a fim de vê-lo. Eu teria de superar essa paixão, eu vou seguir em frente, crescer, e quem sabe eu não o reencontre, com tanto – ou mais – dinheiro que ele.

E a novidade? Bom... Quando mostrei o dinheiro que ganhei de Yutaka para meus parentes, eles viraram um amor comigo, queriam me bajular e tudo mais, minha mãe ficou ferrada de raiva com a hipocrisia deles e brigou com todos eles. Minha irmã, bom... A coitadinha não entendia nada. Só tinha seis anos e achei melhor privá-la disso tudo, mandando-a para o quarto.

- Ele tem que ressarcir! Por tudo que nos fez passar com essa... – Ele olhou para mim de cima a baixo com uma cara de nojo. Filho de uma... Se não fosse meu pai eu metia a mão na sua cara. – Com essa doença.

- Doença? Agora ser gay é ser doente? – reclamei e agora quem me olhava com cara de nojo eram meus avôs.

- Isso vai contra a natureza, Takamasa! – Meu avô exclamou dando um tapa na mesa como se fosse eu ali.

-Já chega papai! – mamãe! Salvadora da pátria! Bota moral no barraco! – Takamasa tem liberdade para escolher o que é melhor para ele.

- Você não criou direito seu filho, Isayou! – Vovô, sua ruim! Isso por que eu adorava a senhora, sua velha caquética! – Se ele tivesse crescido comigo, seria um bom pai de família hoje! (N/A: Sim, comentário FDP, eu sei... sou ruim mesmo rsrsrs)

- Chega disso! Não vou aturar mais esse tipo de argumento na minha casa! Desculpe mamãe! Se a senhora não aceitou palpites da vovó para a criação dos seus filhos, vou fazer o mesmo agora, para com a criação dos meus. Se estiverem insatisfeitos, a porta da rua é a serventia da casa! – Mamãe, já disse que te amo? Não? Então... Te amo mãe. Eu juro que olhei como veneração para minha mãe enquanto meu pai e meus avôs a observavam indignados.

- É assim que vai tratar seus pais! Quanta desonra! – Meu avô disse se levantando e puxando minha avó para fora da casa. Meu pai também se levantou, foi até minha mão, a segura pelo braço. Não na minha frente desgraçado! Não vai mais bater na minha mãe!

- Espero que esteja orgulhosa! – disse apertando mais o braço da minha mãe. Ela grunhia de dor. Levantei-me na tentativa de impedi-lo até ver o que não esperava.

- Não faz parte de um cavalheirismo tratar uma dama. – aquela voz rouca. Não acredito que ele está aqui... Mas... Mas como ele... Como conseguiu o endereço dos meus pais? Só se... Ah, Uruha. Ainda te espanco.

Ele estava tão lindo. Tão lindo quanto o conheci. Seus cabelos negros brilhavam ao sol e seus olhos castanhos ainda intensos como antes. Seu sorriso simpático nos lábios rosados fez meu coração disparar como nunca e... Por Hide, me sinto uma colegial apaixonada. E Bom... Não sou uma colegial, não sou uma garota, mas estou apaixonado. E juro que, não consegui evitar a sorrir bobamente assim que o vi. Por que tive que me apaixonar por você, Uke Yutaka.

Meu pai o observava espantado e com raiva ao mesmo tempo. Soltou o braço de minha mãe foi até ele. O encarou nervoso e... Juro por deus, que se esse coreano desgraçado tocar no meu Kai-chan eu – desculpe mãe – arranco o pinto dele fora.

- Quem é você? E o que faz na minha casa?

- Sou Uke Yutaka! – O sorriso do Kai sumiu e aquele olhar sombrio estava dando arrepios até em mim. – E vim ver seu filho.

- Ah, não! Era só o que me faltava! Meu filho gay trás o namoradinho gay e mauricinho para a minha casa. O que eu fiz para merecer isso?

- Ser um hipócrita preconceituoso. – Ouvi-lo falar assim era musica para os meus ouvidos. – Continue assim e o denuncio por agressão familiar com direito a depoimento da vitima e de testemunhas.

- Com que dinheiro? – Ah não... Sorriso debochado do Kai. Pai eu sinto em dizer, mas, você se fodeu!

- Pergunta errada! A pergunta é: Onde vai achar dinheiro para pagar um advogado! – Kai se aproximou mais do meu pai o encarando nos olhos.

- Fique... Longe! – Bunda mole! Medroso do caralho! Já vi de onde tirei minha covardia.

- Mantenha-se na sua, se comportando como um bom cachorrinho e não te deportaram para a coréia. Seja lá qual das duas você mora. – Kai finalizou e meu pai saiu com o rabo entre as pernas. Maldito.

- Então você é o tal Uke Yutaka? – Minha mãe disse sorrindo se aproximando de Kai. Mãe, não abra mais a boca, não faça isso com o seu filhinho. – Ouvi muito sobre você. – É Ela não entende minhas mensagens telepáticas. Sabe, mãe e filho deveriam ter essa ligação. Seria tão bom! Muitas pessoas não passariam vergonha na frente do amado.

- Espero que bem. – Ele olhou de minha mãe para mim, corou lindamente e sorriu gentil. Maldito gostoso.

- Entre um palavrão e outro mais sim. Muito bem! – Ela olhou para mim sorrindo sapeca. Engraçada essa mulher. Protege-me para me apunhalar pelas costas logo em seguida. Sua... Velha... Linda.

- Mãe! – A repreendi, ela deu aquela risadinha gostosa tão parecida com a minha e tenho certeza que Kai percebeu isso.

- Desculpa filho! Vou ver sua irmã e deixá-los à sós. – ela disse fazendo uma breve reverencia para Kai e depois veio até mim, me dando um beijo na testa. – Só não se agarra com ele na minha cozinha. Se tiver algum vestígio que seja, te faço limpar com a língua.

- Também te amo! – rimos e depois ela saiu me deixando sozinho com Kai.

Eu não consegui mais encará-lo. Meu rosto ardia e para não mostrar minha vergonha abaixei a cabeça e fui até a geladeira. Preciso beber para encarar isso direito. Mais antes que eu chegasse, ele me segurou pelo pulso, me virando de frente para ele e me fazendo encará-lo, levantando meu rosto.

- Não foge assim. – sua voz rouca disse em um sussurro e tive que morder meus lábios para não soltar um gemido. – Por que tinha que ser tão longe?

- Talvez aqui conseguisse te esquecer, mas você tinha que vir atrás. — Embocei meu sorriso mais sapeca ele correspondeu com um sorriso igual.

- Sou persistente, sabe disso. – senti suas mãos acariciarem meu braço. A direita desceu até minha mão direita, entrelaçando seus dedos aos meus enquanto eu sentia meu peito aquecer. A esquerda subiu até minha nuca, acariciando a região, fazendo-me arrepiar. – E o que acontece depois que o garoto te salva da família?

- Eu salvava o garoto também. – Sorri e ele abriu aquele sorriso enorme de covinhas.

Ele me puxou pela nuca me beijando intensamente, o abracei forte correspondendo o beijo voraz. Senti suas mãos apertarem minha cintura e tentar ao máximo me manter colado á si. Mas não foi um beijo muito longo, ouvimos passos se aproximarem; e eu sabia que era minha irmãzinha por que a pequena – não menos louca que eu – gritava pelo Nii-san dela.

E juro a vocês, esse foi o melhor beijo de toda a minha vida. O primeiro de muitos que eu e Yutaka trocamos. Voltei para Tóquio com Kai e iniciamos um namoro fervoroso. Ele parou com as viagens de negocio e diz ele que queria estar sempre comigo, mas eu sei que o medo dele era que eu fugisse. Conheci a mãe dele que tarou minhas tatuagens assim como Kai fez na primeira noite que ficamos juntos, mas ela se conteve, eu acho.

Uruha e Aoi viviam como casados e para animar mais o loiro, e fazê-lo entender que seriam amigos dali por diante, Kai pagou as passagens dos dois para se casarem no exterior. Não sei se essa era a melhor forma de mostra amizade, mas Uruha adorou, aceitou e agora ele e Aoi estão num mar de rosas de tanta felicidade. Estão pensando até em adotar uma criança, mas não sei se os dois têm condições para isso, Aoi é um tanto paranóico. Está bem. Eu paro com as implicâncias. Aoi se mostrou um cara legal e não é justo da minha parte fazer essas piadinhas pelas costas dele. Eu passei a fazer na cara dele.

Quando a Masashi e Hizaki? Bom, soube que Masashi afundou tanto que voltou para a casa dos pais. Hizaki pediu divorcio e agora está de olho no Gackt-san. Mais acho que Chacha-kun é muito ciumento, não vai dar muito certo. Hehehe. Okay, piadas a parte. Hizaki dava em cima do Gackt-san, mas eu sei que aquele gerente tesudo só tinha olhos para o Chacha-kun.

Quanto a mim e Kai? Casamos-nos na Espanha. Minha felicidade não podia estar maior. Até por que minha mãe e minha irmã estavam na cerimônia. O crápula do meu pai se divorciou da minha mãe e voltou para a Coréia do Sul, de onde ele devia ter voltado logo que engravidou minha mãe pela segunda vez. Claro! Acham que eu não adoro aquela pentelha da minha irmãzinha? Engano de vocês.

A questão agora é: Estou feliz como nunca pensei que seria! Eu só não imaginava que trabalhar como um prostituto fosse me dar esse Belo Homem na minha vida.

Notas finais
E então? Gostaram? Sim? Não?
Xingamentos? Elogios?
Aceito qualquer coisa em forma de reviews.

...

Tá nem tudo. Tenho minha dignidade.

Bom...
Aqui se encerra Pretty Man... Espero que tenham gostado de história. Quem quiser mais fic, pede para mim por mp. Quem quiser me add no msn akne_miyavi@hotmail.com.

o/ quem quiser fazer parceria tamos ae! é só dar um salve que eu sou outro de volta =D

Agradeço desde já pelos meu leitores que tiveram paciencia de esperar e acompanhar até esse ultimo capitulo. Agradeço aos reviews que me animavam - algums que me davam medo, mas isso é relevante.

Obrigada pelo carinho e ... see ya o/
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!