Pretending

23 Fantasmas do Passado e Covardia


Notas iniciais
Oioi gente! (tô até parecendo a Kéfera com esses "oioi gente" começando todo o capítulo, mas é a vida) Então, aqui está mais um pra vocês :} eu sei que demorei uma semana (ou um pouco mais que isso, talvez, mas bah, acontece né? hihihi não me matem) MAS aqui estou eu, novamente, com um capítulo fofinho. Ou nem tão fofo, Mentira, é fofo sim. ... Ah, vão logo ler e acabem com isso kkkkkkkkkk Nos vemos lá em baixo! (;

Lizzie contava animadamente para sua mãe, tias e primas sobre o cd que Ward havia feito. Estava tão óbvio o quanto a ruiva estava nas nuvens que chegava a ser engraçado. Foi então que Celeste sentiu o celular vibrar, alegando bateria fraca. Ela revirou os olhos e pediu licença às meninas, indo pro quarto em busca do carregador.

Ao abrir a porta, Don pulou sobre ela, fazendo festa. Ela pegou o cãozinho no colo e viu que a luz do banheiro estava acesa.

– Kill? Estou entrando, e espero que esteja vestido — Disse, rindo.

Ele pôs apenas a cabeça pra fora do banheiro, de forma quase infantil.

– Relaxa, estou terminando de me arrumar, só. O Ward já está pronto? Chegou a vê-lo quando subiu?

– Não, pelo menos não na sala de estar — ela respondeu, sentando-se na cama e acariciando a orelha direita de Donny. Kill já entrara no banheiro novamente.

– Então acho que ainda estou no horário — Pelo tom de voz, ela sabia que ele estava sorrindo.

– Achei que Ward não tocava violão. Ele não disse que queria umas aulas? — Ela lembrou, de repente.

Killian deu risada.

– Acho que foi uma desculpa esfarrapada. A gente estava falando sobre a Liz aquela hora e ele foi pego de surpresa.

– Aaaah, isso explica.

– O que, achou que eu tinha ensinado ele a tocar violão em uma tarde?!

– Bom, eu estava achando bem estranho...

O loiro riu mais uma vez. Lest, então, respirou fundo.

– Ei — Começou — Muito obrigada, viu?

– Pelo que?

– Por tudo que fez pelo Ward e pela Lizzie. Não tinha obrigação nenhuma de ajudá-lo... — Explicou, pegando o carregador na mesinha de cabeceira.

– Ah, ele é um cara tranquilo. E eles mereciam isso. Só dei um empurrãozinho.

– Eu sei que a ideia do cd foi sua, Kill.

– Quem disse?

– Eu tenho certeza absoluta.

Ele finalmente saiu do banheiro, vestindo uma camisa social azulada, calças jeans e um sapatenis azul marinho e cinza. Estava lindo, pra variar.

– Não sei de onde você tirou isso.

– Você se esquece que não consegue mentir pra mim. Sei dizer quando não está falando a verdade.

– Você que pensa — Ele disse, mas sorria — De verdade, não foi nada de mais. E também sei que foi você quem acordou a Liz pra isso tudo. Sem você ela nunca teria enxergado.

– Nah, uma hora ela ia perceber, eu acho.

– Pois sabe o que EU acho? — Ele disse, se aproximando — Que formamos uma bela dupla de cupidos. E um belo casal falso.

Ela deu risada.

– Como sempre — E ergueu uma das mãos para que ele batesse. Ao invés disso, ele entrelaçou os dedos nos dela.

– Como sempre. — Ele repetiu.

Ficaram alí, sorrindo e se encarando durante alguns segundos, até ouvirem Ward gritar do corredor:

– Kill, man, já estou pronto! Te espero lá embaixo!

– Beleza, já vou descer! — Respondeu o loiro. Então estendeu a outra mão na direção de Celeste, oferecendo para levanta-la. Ela aceitou, desceram as escadas e foram de mãos dadas até a porta da frente. Liz se despedia de Ward ao lado da porta de entrada com um beijo de tirar o fôlego, então Kill preferiu falar com Lest na varanda.

– Sabe — Ele começou, virando-se de frente pra ela e pondo as mãos em sua cintura como se fossem um casal — Por mais que eu achasse que fosse gostar de vir, eu nunca teria imaginado que fosse valer tanto a pena.

– A vida tem dessas coisas — Ela deu de ombros, intrigando-o com aqueles perturbadores olhos claros, que agora haviam assumido um tom quase cinza, mal iluminados pela noite.

– Agradeço que tenha concordado — O loiro sorriu — De verdade.

– Awn, eu quem agradeço, bobinho — Ela ria — Você fez algo que não consegui fazer durante anos de convivência. Já está até entrando pra família desse jeito — Brincou.

– Olha que, como seu namorado, posso seriamente considerar isso como um convite informal. Ou uma indireta — Ele disse, fazendo a morena gargalhar. — Ou, pior ainda: uma intimação! Até quando tenho que fazer o pedido?

– É serio, Kill! Minha mãe e minhas tias já eram apaixonadas por você. Agora então, acho que se pudessem, te davam cada uma um carro! Mas ia rolar um suborno pra você não me largar nunca e tal.

– Como se precisasse de suborno...

Ela sorriu e Ward passou por eles, correndo até o carro e gritando:

– Vamos logo Kill, quanto mais cedo, mais rápido a gente volta!

– Parece uma criança — Lest revirou os olhos.

– Só Deus sabe o que a Lizzie disse a ele pra estar tão animado pra voltar. Falando nela, está nos olhando da porta — Ele sussurrou enquanto a abraçava — Sugiro um beijo apaixonado.

Celeste não concordou, mas também não demonstrou nada contra. Após o fim do abraço, o loiro então segurou o rosto dela com as duas mãos e beijou-lhe delicadamente. Não fora demorado ou urgente, e Lest agradeceu por isso. Sempre gostara mais de beijos calmos, doces. Não que algum dos beijos do Kill fosse ruim. Aliás ela se perguntava como, além de tudo, ele conseguia beijar tão bem...

Infelizmente, porém, logo acabou. Ele deu um sorriso do lado e disse, com a voz um pouco rouca:

– Te vejo mais tarde então.

Lest apenas fez que sim com a cabeça, ainda sem confiar na própria voz. Observou Killian ir até o carro e partir, distraidamente, deixando-a lá com as pernas bambas, o coração acelerado e o corpo todo pegando fogo. Quando olhou pra porta mais uma vez, Lizzie não estava mais lá como Kill dissera.

A morena já ia entrar novamente na casa, quando ouviu uma voz conhecida.

– Poxa, parece que a coisa é séria mesmo, hein?

Ela virou-se pra trás, pega de surpresa.

– Ah, hm, oi Arwin. — Respondeu, tensa. Há quanto tempo ele estava alí? O que exatamente havia ouvido???

– Desculpa, te assustei? — Perguntou ele, quase preocupado.

– Não, não muito — Respondeu a morena, enquanto repassava a conversa com Kill em sua cabeça. Ele não havia dito nada de mais, só bem no ouvido dela. Não tinha como Arwin ter ouvido. Mas, cara, havia sido muita sorte, pois ela jurava que estavam sozinhos, podia muito bem ter posto tudo a perder. Eles tinham que ser mais cuidadosos.

– Me desculpe, eu estava chegando, ia bater na porta, mas vocês saíram na hora e eu... Não quis atrapalhar. — Ele parecia meio sem graça.

– Ah, quié isso. — Ela deu de ombros — Sem problemas.

– Hm... Você ainda não respondeu.

– Desculpa, é que fui meio pega de surpresa... Você perguntou alguma coisa?

– Não, não foi uma pergunta, na verdade foi mais uma afirmação... Vocês dois, me parece bem sério...

– Ah... Um pouco. Quer dizer, não muito. Eu... Gosto dele. Acho que é o suficiente.

– Bom... A conversa me pareceu demonstrar algo diferente... Já falando em fazer parte da família...

– Ah, isso... Eu não... Não foi nesse sentido, ele estava só brincando — Disse, perguntando-se logo em seguida porque estava justificando-se pra ele.

– Hm. Anh, Lest, eu... Olha, eu sinto muito, de verdade, pela maneira como as coisas terminaram entre a gente. — Ele se aproximou — Você estava certa quanto a uma coisa: eu era muito idiota na época. E não te merecia. Sinto que lhe devo esse pedido de desculpas.

– Você... Não me deve nada — Disse, de maneira doce, apesar de ainda estar surpresa demais com aquilo tudo. Ele parecia até outra pessoa.

Tudo que dizia... Parecia genuíno. Ele... Faziam anos. Aparentemente ele havia mudado, e muito.

– Devo sim. Eu fui estúpido. Você sempre foi mulher demais pra mim — Ele deu de ombros — Continua sendo, pra ser sincero.

Celeste corou.

– Aparentemente você continua sendo o mesmo exagerado de sempre.

– Eu ia dizer que você continua a mesma garota maravilhosa, mas aparentemente está ainda mais incrível que antes. Como vai o trabalho?

– Bem, acho — Ela decidiu ignorar o comentário inicial. Ou, pelo menos, tentar — Fotografia não é um ramo fácil, mas estou batalhando por um maior reconhecimento.

– Sempre correndo atrás do que quer. E, pelo que me lembro, você merece um cargo de prestígio. Tirava fotos incríveis desde pequena. Lembro-me de uma... Na praia — Ele abriu o sorriso de lado que ela tanto conhecia — Do surfista!

– Claro! — Ela deu risada — Aquele mimadinho da casa dourada... Ainda nem acredito que ele deu aquele escândalo todo porque saiu no canto de uma das fotos...

Arwin gargalhou.

– Taí, esse conseguia ser mais idiota que eu! Mas aqueles sim eram bons tempos!

– Eram... Por um lado. Os luais na praia...

– Ah, era maravilhoso! Aquelas bolinhas de caramelo...

– ...Com calda de chocolate! — Completou Lest, empolgada com a lembrança.

– Ô tempo bom que não volta... E de Sidney? Você lembra?

– Claro! Como eu poderia esquecer?!

– Aquela viagem foi épica! — Ele sorria muito.

– Até o Luccas acabar preso por roubar um jegue enquanto estava bêbado. — Ela disse, o que fez ambos se olharem e caírem na gargalhada.

– Grande Luccas... — Disse Arwin, ainda dando risada. — só Deus sabe por onde anda hoje em dia...

– Provavelmente roubando jegues por aí — A morena brincou, o que o fez rir mais uma vez.

– Poxa Lest... Senti saudades disso, sabia?

– Isso o que?

– Essas nossas conversas, nossas risadas... Você sempre me fez muito bem.

– Pra ser sincera, acho que não havia reparado no quanto sentia falta disso também, até agora...

– Pois eu pensei muito nisso, na verdade. E fiquei muito contente quando soube que você viria.

– "Contente" — Ela deu uma risadinha — Você ainda fala engraçado.

Ele sorriu.

– Engraçado... Antes você dizia "fofo".

– Não deixa de ser — Ela deu de ombros — Não é todo mundo que sai por aí falando "contente". Mas fico feliz em saber disso.

– O que, que ainda falo "contente"?

– Não, bobo — Lest riu — Que você ficou "contente" em saber que eu estava vindo.

– Como queria que eu ficasse?

– Não sei, na verdade.

– Bom, pra ser sincero, eu fiquei um pouco apreensivo também, levando em conta tudo que havia acontecido entre a gente. Mas estava, ou melhor, estou disposto a consertar as coisas.

– É bom ouvir isso.

– É bom sabe que você não tem raiva de mim.

– Eu quem terminei, Arwin. Por que teria raiva?

– Porque você terminou devido ao fato de eu ser um idiota na época. Nós dois sabemos disso. Então a culpa foi minha. Não tente fazer com que me sinta melhor.

– Não estava, eu...

– Lest, sério. Eu sei o que perdi. E sei que não vou ter chance de ter de volta. Está tudo bem, eu posso viver com isso, eu acho.

– Você... Acha?

– Ah.. É, ne? Vou sempre ficar pensando "porra, não acredito que perdi essa garota". Mas vou acabar me acostumando.

Lest engoliu em seco. Não estava nem um pouco preparada pra ouvir aquilo. Tinha a certeza absoluta de que Arwin havia simplesmente esquecido dela, que devia estar pegando varias por aí, quem sabe até a Meredith...

– Eu... Estou te incomodando? Dizendo essas coisas? Se quiser eu posso ir embora, eu...

– Não! Não, imagina. Eu... Você quer entrar, Arwin? Acho que seria legal uma conversa decente, após tanto tempo...

– Eu adoraria! — Ele sorriu. Dirigiram-se, então, em direção a porta.

Enquanto isso, Kill e Ward conversavam no carro. O moreno estava tão animado que Killian achava que ele poderia explodir a qualquer momento. Ou bater o carro, o que não era nada bom.

– Cara, muito obrigada. De verdade. A ideia foi genial!

– O que importa é que funcionou, man.

– Porra, nem fale! Eu achava que a Liz não tinha como ser mais incrível, mas nessa primeira meia hora como minha namorada, ela tem se mostrado simplesmente perfeita. Caralho, eu amo essa mulher pra porra.

Kill gargalhou.

– Eu entendi, cara, cê é louco por ela. Mas isso não é uma novidade, é?

– Não. Mas a questão é: eu não posso fazer nenhuma merda, nunca. Não posso perdê-la, Kill. Mas eu tenho uma tendência escrota a fazer merda perto dela.

– Todo cara é mais idiota perto da mulher que ama, man. Relaxe. Você se acostuma.

– Nunca vi você sendo idiota com a Lest.

– Cada um tem seu tipo de idiotice, pode-se dizer.

– E qual seria o seu?

– Digamos que... — Kill pensou na melhor maneira de colocar aquilo — Eu seja um covarde perto dela.

– Covarde? Então deve ter sido uma barra pra tomar uma atitude.

– Porra, você não tem ideia — Disse o loiro. "Principalmente levando em conta que eu ainda NÃO tomei" completou em pensamento.

– Chegamos — Anunciou Ward, estacionando o carro — Já soube das strippers?

– Não soube, mas imaginei que fossem aparecer.

– Quero só ver como o Thorn vai resistir... Até porque o cara não está nem um pouco autorizado a trair minha irmãzinha de consideração nas vésperas do casamento.

– Você também terá o mesmo desafio, man.

– É, e você também. Mas com ele é mil vezes pior. Afinal — Ele finalmente desligou o carro — Nenhum de nós dois é a "atração principal": O noivo.

Notas finais
............ Então, foi fofinho né? Não? Certo, certo, eu seeeeeei que vocês não vão com a cara do Arwin, mas poxa, ele até que foi bem legal nesse capítulo, não foi? Não? Bom, quem pode culpá-lo? A Lest é bonita, fofa, legal, inteligente... Ele não tem culpa de estar encantado por ela. E ele admitiu que foi um idiota. Só estou dizendo.... Certo, não estou tornando as coisas melhores, vocês só estão com raiva de mim agora. Então vamos falar de coisas bonitas tipo a barra de chocolate que está me esperando na cozinha ou o beijo Kest ou o Kill admitindo pra si mesmo que tem que fazer alguma coisa em relação a Lest (; Vejo vocês no próximo capítulo!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.