Notas iniciais
revieews?

Tomei um banho rápido, para esfriar a cabeça, coloquei meinha roupa e desci.

-Pai, vou me encontrar com Niall, lá no parque e depois venho almoçar. Disse eu pulando os degraus.

-Tudo bem querida pode ir. Mas não volte tarde. Disse ele.

Peguei minhas chaves e saí.

Liguei a rádio e uma música começou a tocar.

“...so crazy in this thing we call love...”

Encontrei com Niall e contei tudo que acontecera, naquela manhã.

-Ai maninha, eu juro, que se essa mulher vier atrás de você de novo eu vou ficar muito irritado. Disse ele.

-Pelo menos tenho você pra me animar. Disse eu o beijando na Buchecha.

-E você pode contar comigo para tudo, eu te amo maninha. Mas agora vamos as boas noticias! Disse ele pulando do banco em que estávamos sentados. Eu consegui passar para Julliard. Nosso sonho maninha! Eu consegui!

CAP.2

Eu não consegui acreditar, não sabia se ficava feliz ou pulava, ou se ficava chocada e pulava também. –Meu Deus Niall! Não poderia estar mais feliz por você. Você é um louco sortudo.

-Você que está pulando igual a um canguru, e eu que sou louco? Disse ele me abraçando.

O calor do abraço dele era realmente a melhor coisa do mundo. Naquele momento senti algo diferente, um calor, como uma chama crescente que eu nunca havia sentido perto dele. Levantei meu rosto e me vi encarando seus olhos azuis, enquanto ele descia suas mãos para minha cintura e também encarava meus olhos, castanhos. Comecei a sentir sua respiração, seu hálito fresco perto de minha boca. Automaticamente senti meus pés subirem. Foi quando meu celular começou a tocar.

“…I can see it from the spark in your eyes, you believe in all the things you deny.”

Desconectei-me rapidamente e atendi.

-Alô?! Pai? Eu disse com meus olhos arregalados.

-Oi minha filha; Disse meu pai. –Você já está vindo?

-É. Estou sim pai. Já chego aí. Eu disse encerrando a chamada.

Olhei para Niall, ele estava me encarando. Como se esperasse algo de mim.

Por um lado eu sabia que ele gostava de mim, que sempre gostou. Mas outro lado tinha medo de estragar nossa amizade com um romance. Então eu apenas consegui dizer:

- Me leva em casa?

-Claro! Disse ele sorrindo.

Entramos no meu carro, onde ele foi dirigindo e não falamos uma palavra. Ao sair do carro, ele abriu minha porta, acenou e saiu andando. Eu apenas repeti suas ações e entrei. Aquilo tudo havia sido exaustivo, mas o pior é que eu sabia que gostava dele.

Apenas encostei-me à porta e fiquei mais ou menos cinco minutos, até meu pai perceber que eu já havia chegado.

- Liv docinho nem percebi que você tinha chegado. Sente aqui, nem tive chance de conversar com você depois de... Ah você sabe.

-Uma conversa seria uma boa agora hein. Eu disse em um tom irônico –Só vou preparar chá pra gente.

Fui até a cozinha, preparei o chá e levei até a mesa de centro em frente a nosso sofá.

-Minha filha. Sua mãe me ligou. Começou meu pai. Ela gostaria de vir conversar mais uma vez com você.

-Eu não aguento. Essa mulher que se diz minha mãe decide do nada voltar de sei lá de onde ela veio e...

–Minha filha. Deixe-me terminar. Por favor.

-Sim pai, me desculpa. Apenas me exaltei.

-Olhe, eu sei que é difícil, como eu disse antes, mas isso é para o seu próprio bem. Sua mãe não nos abandonou, eu que pedi que ela saísse. Descobri que ela estava com outra pessoa e o fato de ela fazer isso conosco me deixou enojado. Só pude pensar em tira-la daqui o mais rápido possível. E o que me mata minha filha, pode acreditar, não é ter mandado ela embora. Foi ter escondido isso de você.

-Pai, eu entendo. Assim que eu disse isso, senti as lágrimas em meus olhos querendo sair em um número infinito. Mas apenas segurei.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.