Pretérito Imperfeito

29 Capitulo Vinte e Nove


Notas iniciais
Boa leitura !

Capitulo vinte e nove.

“Se o Raito fosse Kira, eu estaria em grandes apuros, porque o Raito é o primeiro amigo que tive” – L (Death Note).

~♥~♥~♥~

Quando íamos sair do hotel, o celular de Sasuke tocou e ele foi atender. Quando voltou, estava muito sério.

Perguntei se havia alguma coisa errada, mas ele negou, dizendo que não era nada de importante.

Mas eu sei que é mentira.

Nós estamos andando pelo parque há alguns minutos, ele está segurando minha mão tão forte que parece que vai quebra-la a qualquer instante.

Já pedi para ele afrouxar o aperto, mas ele não me ouviu. Está completamente perdido em pensamentos.

– Sasuke? – Chamei.

– Hm?

– Pode soltar minha mão um pouco? Está apertando demais.

– Hm?

O olhei. Ele nem sequer estava me ouvindo.

– Sasuke, quanto é dois mais dois?

– Hm?

Bufei e, com minha mão livre, segurei seu cabelo, o puxando com força.

– Ai. – Reclamou. – O que está fazendo, Sakura?

Ele me olhou bravo, passando as mãos onde eu puxei e deixando minha mão livre.

– Preste atenção quando eu falar com você. – Reclamei. – Você estava tentando quebrar minha mão?

Levantei o braço, mostrando minha mão completamente vermelha pelo seu aperto.

– Tsc, vamos voltar para o hotel. – Ele disse, irritado.

– O que? Mas nós acabamos...

– Agora, Sakura. – Me interrompeu.

Bufei e comecei a segui-lo de volta para o hotel.

~♥~♥~♥~

Ino pov’s.

Acordei assustada.

Tinha acabado de ter um pesadelo com Sai, meu ex-namorado. Não, ele não é um perseguidor maluco ou algo do tipo, ele é meu amigo.

Não nos falamos esses dias, mas somos amigos desde o dia que decidimos terminar.

Percebi que estava sozinha na cama e ainda nua.

Suspirei e me levantei, enrolada no lençol, e fui para o meu quarto, tomar banho. Depois procuraria minhas roupas.

Tomei um longo banho e troquei de roupa, indo para a cozinha em seguida. Vinha um cheiro maravilhoso de lá.

Vi Gaara de costas para o fogão. Cabelo molhado e apenas uma calça jeans. Suas costas estavam arranhadas, marcadas pelas minhas unhas.

– Que cheiro bom. – Falei.

Esperei que ele se virasse e corasse loucamente ao me ver, mas não foi assim que aconteceu.

Sim, ele se virou, mas não corou.

Pelo contrario.

Estava sério, os olhos mostravam uma fúria enorme, maxilar travado. Ele me olhou e cruzou os braços, se apoiando na pia.

Peguei um copo e o enchi de agua, bebendo tudo em seguida. Tudo sob o olhar dele. Coloquei o copo na pia, ficando parada em sua frente.

– Algo errado? – Perguntei.

Ele pareceu se enfurecer mais com minha pergunta.

– Quem é Sai? – Perguntou, a voz baixinha e fria.

O olhei surpresa.

– Como conhece...

– Responda minha pergunta. – Me interrompeu.

Sua voz saiu irritadiça e o olhei surpresa por ele falar assim comigo.

– É meu ex-namorado.

Ele fechou os olhos e respirou fundo, e quando os abriu, me lançou um olhar frio antes de desligar o fogão e ir para a sala.

Eu o segui.

– Como o conhece? – Perguntei. – E porque está bravo comigo?

Ele parou de andar, se virando para mim mais irritado do que antes.

– Porque estou bravo? Eu te respondo, Ino. – Ele se aproximou. – Eu estou bravo porque você estava dormindo no meu quarto, na minha cama, depois do que fizemos e chamou pelo seu ex-namorado enquanto dormia. É motivo o suficiente para estar bravo ou quer outro?

Meus olhos arregalaram.

É claro, se eu tive pesadelo com Sai, com certeza eu devia ter chamado por ele, isso sempre acontece.

E o Gaara ouviu, entendendo tudo errado.

– Eu não...

Comecei a falar, mas ele me interrompeu novamente.

– Não quero saber. – Disse e saiu da sala, indo para o quarto.

Suspirei.

E eu nem podia ficar brava por ele falar assim comigo porque, se fosse ao contrario, se ele chamasse por outra, eu arrancaria seus olhos fora. Ele tinha toda razão de estar bravo comigo.

Tsc, eu só faço besteira.

~♥~♥~♥~

Sakura pov’s.

Eu observava Sasuke.

Ele estava deitado desde a hora que chegamos, sem falar mais nada. Apenas olhava para o teto e resmungava algo sozinho as vezes.

Bufei e fui até a cama, subindo nela e começando a pular, chamando sua atenção.

– Sasuke, será que da para falar o que aconteceu? – Perguntei irritada, parando de pular.

E franziu o cenho, irritado também e segurou meu tornozelo, o puxando de uma vez e me fazendo cair sentada na cama.

– Fique quieta Sakura, está me atrapalhando a pensar. – Falou irritado.

– E eu quero saber o que você tanto pensa que nem me escuta falar com você. – Retruquei.

– Meu deus, como você é irritante! – Resmungou.

O olhei surpresa e depois sentei em sua barriga, começando a apertar suas bochechas.

– Quem é irritante aqui, Uchiha Sasuke?

Ele tentou soltar minhas mãos das suas bochechas, mas eu só as apertei mais.

– Você é irritante, Sakura. – Resmungou, ainda tentando se soltar. – Porra, isso dói.

Apertei mais as bochechas dele, provavelmente elas ficariam roxas.

– Diga: “a Sakura é um amor de pessoa”. – Ordenei.

Ele tentou dar um sorriso arrogante, mas saiu deformado pelo fato de eu estar apertando as bochechas.

– A Sakura vai ser atriz pornô.

O olhei espantada, lembrando do dia que ele disse isso, quando colocou as câmeras na minha casa, e depois lhe dei um tapa de leve no rosto.

– Pare de ser idiota, Sasuke!

– Pare de ser irritante, Sakura!

Soltei suas bochechas e depois suspirei. Sasuke não tinha jeito mesmo.

Olhei para ele e não contive a risada.

– Meu deus, suas bochechas estão tão fofas. – Falei rindo.

Ele estava com as bochechas vermelhas pelo aperto, parecendo que estava corado.

Ele bufou e me tirou de cima dele, me jogando na cama e depois senti seu peso sobre mim.

– E você está tão minha, Sakura.

Antes que eu retrucasse, ele me beijou brutalmente, da maneira Sasuke de ser e eu apenas pude correspondê-lo.

~♥~♥~♥~

Ino pov’s.

Abri a porta do quarto do Gaara lentamente, o vendo sentado no meio da cama, olhando para o nada.

Entrei no quarto, chamando sua atenção e o fazendo me olhar.

Ele estava magoado.

– Eu...

– Saia!

Suspirei.

Ele não ia me deixar falar.

Apesar de ele ter razão, isso estava começando a me irritar. Como eu ia me explicar se ele não me deixa falar?

– Gaara, eu...

– Eu não quero ouvir suas explicações, Ino.

Me aproximei da cama, o olhando com raiva.

– Cala a boca, Gaara, mas que merda. – Gritei, irritada. – Quando é que vai ficar quieto e me deixar falar? Por deus, quando vai perceber que não chamei o Sai por amor, porque meu amor é seu, eu te amo, merda!

Travei ao ouvi minhas palavras.

Eu disse o que?

Senti meus olhos arregalarem e meu rosto corar fortemente ao ver o olhar surpreso que Gaara me lançava.

– Eu... Quer dizer...

Tentei falar mais alguma coisa, mas não consegui formular frase nenhuma.

Apenas fiz o que meu instinto disse e corri para fora do quarto dele, entrando no meu e trancando a porta.

~♥~♥~♥~

Sakura pov’s.

Quando Sasuke parou de me beijar, ele ficou com a testa colada na minha. Eu sentia sua respiração ofegante batendo em meu rosto.

– Sakura, eu...

Ele se interrompeu, respirando fundo.

– Você... ? – O encorajei.

– Eu... Droga, eu não posso falar.

Ele saiu de cima de mim e levantou da cama, começando a andar de um lado para o outro.

– Não pode falar? – Perguntei confusa. – Isso que não pode falar é no que está pensando o dia todo?

– Não... Sim... Também. – Ele respondeu confuso. – Eu não sei como te dizer isso e nem se posso te contar.

– Porque não pode?

– Porque nós prometemos. Prometemos que não seria assim.

O olhei confusa e depois surpresa ao me lembrar da única promessa que fizemos.

– Sasuke, você...

Seus lábios colaram nos meus, sua mão na minha nunca e a outra na minha cintura.

– Desculpe por quebrar a promessa, Sakura, mas eu te amo.

~♥~♥~♥~

Ino pov’s.

Como eu posso ter dito aquilo para ele?

Eu nem sei se o amo mesmo... Quer dizer, eu gosto dele, muito mesmo e não consigo mais me imaginar sem ele por perto.

Então isso significa que eu o amo, certo?

Mas eu não podia ter contado assim, ainda mais fugir depois de falar.

– Ino?

Me assustei ao ouvir a voz dele do outro lado da porta.

– Você pode... Hm... Abrir a porta para mim?

Respirei fundo e me levantei do chão.

Vamos lá, Ino. Assuma suas responsabilidades.

Destranquei a porta e a abri, vendo ele parado ali, me olhando. Senti meu rosto corar novamente e abaixei o olhar.

Ele segurou minha mão delicadamente e me puxou, me abraçando e me deixando surpresa.

– Porque correu? – Perguntou baixinho.

– Eu não sei. – Sussurrei.

– E o que disse, é verdade?

Escondi meu rosto na curva de seu pescoço, seu cheiro me relaxando um pouco.

– Sim. – Sussurrei novamente.

Ele se afastou levemente e depois eu senti seus lábios encostarem nos meus. Quando ele se afastou, sorriu, as bochechas corando um pouco.

– Eu não sou bom com palavras, prefiro ações, mas esses dias atrás, perguntei para um amigo da delegacia se era normal sentir o que eu estava sentindo. Eu não sei o que é o amor, nunca senti isso. – Ele falava olhando em meus olhos. – Não sei nem quando se começa a amar.

Ele parou e passou a mão pelo meu rosto, depois, segurou minha mão e a colocou em seu coração.

Estava acelerado.

– Perguntei se era normal meu coração ficar assim quando estou perto de você. Se era normal você ficar nos meus pensamentos, se era normal querer voltar para casa logo e te ver, ou se era normal eu ficar extremamente puto quando você mexe com outros homens, tipo no dia da pizza.

Ele riu levemente, as bochechas corando mais.

– Ele me respondeu que, tudo isso, é super normal, que isso acontece quando estamos apaixonados e que minha raiva de você com outros homens se chama ciúmes.

As bochechas dele coraram mais.

– Fiquei com medo de te perder se contasse, eu não sabia se você sentia o mesmo, ou se apenas estava brincando comigo. Quando nós... – ele corou de verdade agora – bom, você sabe, o que aconteceu mais cedo, eu fiquei feliz, acreditei que você poderia me amar. Mas quando chamou pelo Sai, eu senti meu coração quebrar, fiquei com raiva de você.

– Eu nunca quis te magoar. – Sussurrei.

– Eu sei. – Ele sorriu. – E eu fico feliz que você me ame, porque eu não consigo mais me imaginar sem você.

Eu ri levemente.

– Meu deus, você é tão fofo!

Ele corou mais um pouquinho e eu ri mais.

– E agora? –Ele perguntou sem graça.

Sorri carinhosa.

– Agora você é oficialmente meu.

Ele sorriu também.

– Vai ser minha namorada? – Perguntou envergonhado.

– Se você quiser.

Ele riu levemente.

– Você é minha namorada então.

– Isso soa perfeito para mim.

~♥~♥~♥~

Sakura pov’s.

Seus lábios colaram nos meus, sua mão na minha nuca e a outra na minha cintura.

– Desculpe por quebrar a promessa, Sakura, mas eu te amo.

O olhei surpresa.

– C-como assim me ama?

Ele me soltou, se afastando um pouco.

– No começo, era para ser apenas uma farsa mesmo. – Começou, me olhando. – Não, acho que já estava apaixonado antes disso, acho que percebi no dia que me deu a surra com o buquê de rosas.

Ele respirou fundo.

– Mas como eu disse, era para ser apenas uma farsa. Eu não tinha a intenção de revelar meus sentimentos para você, principalmente depois que prometemos que seria uma farsa sem sentimentos. Você foi ficando ao meu lado, sempre me apoiando e tentando me animar, acabei me apaixonando mais por você. Admito que a briga com o Sasori foi por ciúmes, só de imaginar ele te tocando, meu sangue ferve.

Eu apenas olhava, não ia interromper ele.

– Ai teve o dia em que eu te contei tudo. Eu não me lembro bem, apenas lembro que pedi para que você ficasse comigo até eu dormir e, quando acordei, você estava lá. Você não faz ideia do quanto fiquei feliz por saber que você tinha ficado comigo lá, mesmo eu sendo bruto, egoísta, mal educado e egocêntrico.

Ele riu levemente.

– Me senti sem chão quando te vi tão magoada por causa do desaparecimento da Ino. a única coisa que passava na minha cabeça, era te abraçar e te beijar até que você parasse de chorar. Então revolvemos viajar. – Ele me olhou sério. – Eu realmente quis socar aquele cara no elevador em Paris quando ele te chamou de gostosa. Nossa, como eu quis. Mas quando você me impediu, foi como se me acalmasse automaticamente. Eu não sei o que essa viagem fez comigo, mas eu estou ainda mais apaixonado por você.

Fiquei parada, o olhando até o ponto que ele se constrangeu.

– Diga alguma coisa, Sakura!

– Bom — comecei envergonhada – o que posso dizer? Suas palavras foram tão bonitas que fiquei sem saber o que falar.

– Apenas diga o que sente. – Sasuke sussurrou, se aproximando.

Sorri.

– É claro que amo você, eu te amo há muito tempo e...

Seus lábios me interromperam.

– Apenas... Diga novamente que me ama. – Pediu.

– Eu te amo, Sasuke.

E ele sorriu. O sorriso mais lindo e perfeito do mundo inteiro. O sorriso muito mais bonito que aquele em Paris, em casa ou em qualquer outro lugar.

– Então... – Ele começou. – Quer namorar comigo? De verdade dessa vez.

Sorri.

– É claro.

E então, seus lábios se juntaram aos meus mais uma vez.

~♥~♥~♥~

Autora pov’s.

Todos estavam felizes, finalmente tinham se declarado e descobrindo que o sentimento é recíproco.

Porém, eles ainda estavam longe de ser completamente felizes, porque longe dali, um homem asqueroso maquinava seus planos.

– Tudo pronto. – Fugaku disse, sorrindo como um psicopata. – Quando voltarem a cidade, te pegarei de vez, flor de cerejeira, e ai será adeus de vez para o bastardo do Sasuke.

Continua...

Notas finais
Awn, todos namorando, todos felizes.. *-* Confesso que foi difícil escrever esse capitulo, porque nele, se inicia a reta final de Pretérito Imperfeito ! Há apenas algumas coisas para serem resolvidas, daqui ha uns sete capítulos acaba.. :( Mas ok, me digam o que acharam das declarações - gostei mais da GaaIno.. u.u - e sobre os planos maquiavélicos do Fugaku ! Até o próximo, beeeijos.. :*