Presumo
11 Uma guerra está por vir por minha causa
Notas iniciais
Pov - Davina
Finalmente estou recuperando o meu consciente. Devo estar dormindo á alguns dias não sei ao certo. Nesses dias não consegui pensar em nada, tentava abrir os olhos e não conseguia. Tenho uma vaga impressão de vozes de meninas me levando pra um banho.
Tento abrir meus olhos, parece que é o inicio de uma manha. Mas eu não estou no meu quarto, estou em uma enfermaria, deitada numa cama de solteiro, com uma blusa laranja e shorts jeans. De pé olhando pra mim está Nico Di Ângelo que apelidei de É, o menino de olhos negros, pele pálida e com cabelos negros que realçam sua pele. O tipo de menino que eu ficaria longe, o garoto encrenqueiro.
– Por que tá me encarando? – Pergunto pra ele. Tenho milhões de perguntas, mas essa é a primeira que digo.
É levanta as sobrancelhas e senta no banquinho do lado.
– Oi pra você também. Essa realmente é a primeira pergunta que quer fazer? – É pergunta.
– Não, só queria saber. Onde estou?
– Na enfermaria.
– Eu sei disso, mas onde exatamente?
– Na enfermaria do acampamento meio-sangue em Nova York, te trouxemos pra cá depois que você desmaiou no ginásio. Se lembra de algo? – É fala.
– Eu desmaiei, não peguei Amnésia.
– E parece que continua irritante também.
Ele acabou de me chamar de irritante?
– Olha só, me desculpa se você não gosta de mim e mesmo assim não sai de perto.
Ele olha pra mim e arregala os olhos. Em cheio.
– Nesse momento está tendo uma reunião na casa grande e você deve estar lá. Vamos. – O garoto fala ignorando meu último comentário.
– Ok, vou me arrumar primeiro. – Falo. O menino diz ok e me espera na porta.
Pego minha bolsa e entro no banheiro e coloco meu vestidinho verde com sapatilhas pretas. (look)
Chego em frente a uma grande casa colonial azul, Nico pede pra eu entrar. Quando eu entro, as conversas param, os quarenta olhos de semideuses me encaram.
– Ah oi... – Falo pra todo mundo.
– Bem vejo que você acordou, pessoal essa é Davina. – Diz um homem numa cadeira de rodas. – Meu nome é Quíron, sou diretor de atividades do acampamento. A reunião acabou, mas vou pedir a Annabeth te contar o que está acontecendo e apresentar o acampamento, Piper apresente-o a Lira. Sejam em vindas meninas.
Com esse comentário todos me cumprimentam e saem. Um menina de olhos cinzentos me encara e fala.
– Meu nome é Annabeth, vou te apresentar o acampamento, vamos.
– Ah sim claro.
Sigo a menina.
– Então, aqui é um acampamento de verão? – Pergunto olhando em volta.
A uma coleção de chalés em forma de ômega a minha frente, uma casa azul grande do outro lado, e o que parece ser uma arena de combate ao longe.
– Sim, quase isso, essa construção a sua frente é o chalé para cada deus grego. Se você é filha de Afrodite, por exemplo, você dorme ali dentro. – Annabeth aponta para uma construção rosa cheia de flores. – Você não parece assustada.
– Assustada pelo o que?
– Pelo que eu estou te contando. Você tá recebendo bem o que eu falo.
– Ah sim.
Não estou impressionada ou chamando-a de louca. Eu acredito nela, sempre cresci escutando vozes e vendo coisas estranhas na maioria das vezes. Essa é a melhor explicação que recebo até hoje.
Ela me apresenta os chalés, Zeus, Poseidon, Ares, Apolo, Hefesto, Hermes, Dionísio, Hera, Deméter, Atena, Afrodite, Artemis, Hades, Íris, Hipnos, Nêmeses, Nike, Hebe, Tique, Hécate, Éolo, Perséfone, Jano.
– Os deuses gregos existem então? – Pergunto.
– Sim, eles vivem por ai fazendo filhos e atualmente estão vivendo aqui em Nova York, em cima do Empire State. – Annabeth conta me olhando como se estivesse estudando cada parte do meu rosto.
Em cima do Empire State, por que não?
Localizo uma praia no horizonte em volta de árvores. Há adolescentes entre sete á vinte anos em todos os lugares. Todos estão me encarando como sempre. Mas esses estão murmurando alguma coisa como é ela.
– Por que todos estão me encarando?
– Em quanto você estava em coma, aconteceu várias coisas, uma é que todos do acampamento devem te proteger, a outra é que uma guerra está por vir.
– Me proteger do que? E que guerra você esta falando?
– Te proteger dos monstros que tentar te atacar. Uma guerra que vai envolver titãs, gigantes, deuses, semideuses, monstros, nada convidativo.
– Ah, claro.
Não entendo direito o que ela tá falando, mas sei que Annabeth não esta brincando.
– Então, filha de que deus ou deusa eu sou?
– De que sexo é o seu primogênito humano? – Ela me pergunta.
– Feminino.
– Então você deve ser filha de um deus.
– Quem exatamente?
Passamos em frente ao um anfiteatro.
– Não sabemos. Seu primogênito olimpiano te reclama quando você tem treze anos geralmente. Mas Grover me disse que você tem quatorze e meio, já foi reclamada?
– Com certeza não. Nem um cartão de natal do meu pai.
Vejo pela primeira vez Annabeth rir.
– Todos passaram por isso. Aqui fica o refeitório. — Annabeth aponta a um local com mesas sem teto.
– E quando chove? – Pergunto.
– Meu namorado perguntou a mesma coisa quando chegou aqui. – Annabeth sorri. – O clima do acampamento é controlado, só chove ou neva quando queremos.
– Lá atrás vi vários campistas se preparando pra uma batalha. O que ta acontecendo exatamente?
– A guerra. Minha amiga Rachel disse que um grupo de monstros iria atacar o acampamento a partir que você acordasse, ela é o nosso oráculo, prevê o futuro.
– Tipo o oráculo de Delfos? – Pergunto.
– Sim, tipo isso, você conhece mitologia grega? – Um certo brilho nos olhos de Annabeth se acende.
– Sim, um pouco. Tive que fazer um trabalho sobre isso. E por que só quando eu acordasse?
– Ah, hum, você é meio que uma semideusa especial. Nunca vimos ninguém matar monstros só com o pensamento, como me contaram que você fez na Valley. – Abaixo minha cabeça. Eu não sabia como fiz aquilo. – E parece que o que estamos prestes a enfrentar quer te capturar e usar você pra alguma coisa que não sabemos ainda. Rachel disse que sua aura é forte e atrai monstros. Perséfone te fez dormir e encobriu seu cheiro até descobrirmos o que estava acontecendo, agora que você esta acordada, os monstros vão atacar.
Aquilo explicava muita coisa. Como o porque que vários amigos que fiz sumiam e alguns até morriam.
– Perséfone me fez entrar em coma?
– Sim, ela mesmo.
– Então é ela a deusa que atormenta meus sonhos?
Annabeth da um sorriso antes de responder:
– Percy me contou dos seus sonhos, deve ser ela mesmo. – A menina de olhos cinzentos responde.
– Ah, de que deus você é filha? E os outros que vieram me resgatar? – Pergunto.
– Atena. Meu namorado Percy, é filho de Poseidon, Nico Di Angelo é filho de Hades, Jason e Thalia, bem, Jason é romano, filho de Júpiter, e Thalia é grega, filha de Zeus.
– Deuses romanos também existem? – Falo.
– Sim, eles são quase os mesmos, uma vez são romanos outra hora gregos. Há um acampamento pros semideuses romanos também, se você é romana, você mora lá, se é grega fica aqui.
– Claro. Há mais filhos dos três grandes? — Pergunto lembrando do meu trabalho de mitologia que fiz na escola. Que de acordo com ele, filhos dos três grandes sempre são mais poderosos que os outros, como Hércules.
– Não, eles são raros. Após a segunda guerra mundial, os três fizeram um pacto para não criarem mais filhos. Bem, Zeus e Poseidon não cumpriram bem esse acordo. Zeus se apaixonou por uma mortal e assim nasceu Thalia, depois de um tempo, ele teve uma quedinha pela mãe de Thalia de novo só que dessa vez na forma romana, e nasceu Jason. Tem Percy o único de Poseidon. Também Nico e Hazel de Hades, mas os dois não nasceram nesse século.
– Como assim, os dois têm cem anos? – Pergunto.
– Nico foi deixado no hotel Lótus quando tinha dez anos, é um lugar onde o tempo passa bem mais devagar. Ele saiu de lá á cinco anos atrás, então ele ainda tem quinze anos. Hazel é mais complicado. Ela morreu no Alasca quando tinha treze anos, e voltou a vida ano passado, agora ela tem quatorze.
– Hum sim. – To meio assustada admito.
– É muita informação, vou te levar a um quarto na Casa Grande pra você descansar até o jantar. Vamos.
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