Presumo

38 Mistério, cansaço, sentimentos


Notas iniciais
Fala Galera!!! Como vao??? VCS TAO PRONTOS PARA SOFRER? Esse capítulo é uma previa do que vai acontecer daqui pra frente, se vc for filha de atena, já vai matar a charada! Aproveitem ao máximo esse capítulo, pq o próximo, só na próxima segunda, eeeeeeeeeeeee, tchauu! LEIAM AS NOTAS FINAIS.

Pov: Percy

Nos ventos quentes que sopravam em minha pele através das folhas secas das árvores, eu pensava em como eu sentia falta de sair assim com a Annabeth, só nós dois, como nos velhos tempos. E que bons velhos tempos comparados a estes! No momento éramos nós dois, em um lindo encontro que terminaria com Annabeth dizendo “aceito”... Acorda Perseu.

Infelizmente não era essa a nossa realidade. Tudo que eu queria era que fossemos casais normais, que não precisavam entrar em missões “SALVEM O MUNDO”, somente aqueles encontrados em leiteiros de esquinas e panfletos sobre o meio-ambiente.

A relva espessa grudava em nossos pés, fazendo com que demorassem o dobro para dar o próximo passo. Ali, naquela escuridão, onde só a “grama” era verde, eu não conseguia ver a silhueta de Annabeth sem ter que apontar a lanterna na cara dela.

– Outro campo. – Falou ela suspirando. – Vazio.

Já estávamos cansados de dar voltas em círculos sem encontrar nada, somente campos redondos limpos.

– Podemos descansar um pouco. – Sugeri, vendo que ela estava cansada. Apertei a mão dela.

– Não confio nesse relevo. – Ela me olhou pelo canto do olho. – Ainda não escureceu.

Levantei a sobrancelha para ela.

– Ok, você entendeu.

Assenti. Atravessamos o campo observando tudo em volta. Entramos pela esquerda, a fim de encontrar alguma saída ou um porque daquela ilha. Felizmente a relva espessa havia acabado, e agora pisávamos em areia preta. Annabeth parecia apreensiva, como se tivesse em um pesadelo. Olhei para ela.

– O que foi? – Perguntei. – Parece inquieta.

– São as teias, Percy, as teias.

Olhei em volta e vi que ela tinha razão. Acabamos de entrar em uma parte da floresta onde as folhas estão moldadas por teias de aranhas. Como eu não pude ter percebido? Abracei-a de lado encorajando ela a continuar.

– Fecha os olhos. Eu te guio. Não abra eles por nada. – Falei.

Ela assentiu com a cabeça e fechou seus olhos.

Depois de vários minutos espantando aranhas de perto da Annie, vi que estávamos cobertos de teia. Avistei um campo, novamente, e parei lá.

– Pode abrir já. – Falei.

– Obrigada. – Annabeth disse abrindo os olhos. Ela olhou em volta e depois pra mim e riu.

Começamos a tirar as teias brancas dos cabelos e do corpo, quando eu saquei contracorrente assustado Annabeth.

– Olhe. – Apontei em direção a um buraco imenso no chão, feito de mármore, com uma escada que dava para o submundo. – Essa coisa não estava ai há um minuto.

– Infelizmente, essa é a nossa carona. – Annabeth murmurou infeliz.

Depois de checar os suplementos da mochila, e de respirarmos fundo o ar fresco – que incrivelmente era a única coisa de bom que a ilha proporcionava. – descemos em direção da escuridão sem fim.

A escada descia em espiral para o submundo, no centésimo degrau, me perguntei se não seria mais fácil pular em direção aquele poço.

– Percy! – Annabeth me cutucou sussurrando. Ela apontou para a parede a sua direita.

Como os degraus eram muito pequenos, tivemos que andar em fila, eu estava cobrindo a frente. Olhei para trás em direção onde ela apontava. Ela iluminou sua lanterna passando o dedo pelas escritas. Era um pequeno desenho de um arco. Somente isso.

– Ah vários desses símbolos pelas paredes. – Observou ela. – A onze degraus atrás eu vi uma pequena pomba.

– Afrodite? – Perguntei. – Apolo?

– Creio que sim.

Annabeth me entregou a sua lanterna e pediu para continuar iluminando a parede. Puxou da mochila um bloquinho e uma caneta. Ela desenhou exatamente igual como estava cravada na parede. Depois que pareceu uma eternidade pensando, ela disse.

– Abaixe mais a lanterna. – Abaixei e ela suspirou. – Ali.

Olhei para o chão e vi uma descrição em grego.

– Και στα χέρια ενός ουρανός θα πέσει. — Pronunciou ela. Eu estava um pouco bom nos gregos da vida, mas nem tanto.

Annabeth começou a anotar no bloquinho o que estava escrito.

– Aponte as lanternas para cima. – Sugeriu ela. Apontei e mais uma descrição apareceu. — Ο ήλιος σας καθοδηγήσει μέσα από τις ώρες.

– Ãh... – Ela me olhou após anotar no bloquinho. – Oi?

– Ah sim. – Annabeth sorriu. – Duas linhas de uma pequena profecia. O sol irá guiá-lo pelas horas, e um nas mãos do céu cairá. — Recitou ela. – Achei bem interessante o fato da profecia ser bem direta.

– Então, você acha que essa é uma nova profecia? – Perguntei.

– Partes dela. Mas ela não vale para todos nós. Pense Percy: Há símbolos como estes espalhados por todo esse lugar, um símbolo, um deus, uma pedra. Está tudo interligado. Acho que, essa seria uma pequena profecia para os filhos de Apolo, Heitor, Lira e Davina. Lá atrás vi uma pomba, Ingrid e Piper.

Tentei pegar tudo bem rápido.

– Acho que entendi. – Falei e continuei sem entusiasmo. – E pelo jeito vamos ter que voltar para descobrir o que está escrito no símbolo da pomba, certo?

– Sim. – Annabeth sorriu, pegou a lanterna da minha mão e começou a subir de volta.

Pov: Lira

Da próxima vez que eu for sair em uma missão de três, lembrar-me-ei de ir com garotas. Rondávamos essa ilha a horas a procura de um ser vivo, meus pés já estava com bolhas e para piorar, tinha que aguentar Jeremy explicando como funciona um vídeo game a Heitor. As vezes me esqueço que ele morava em uma montanha.

– ... então conseguiram criar milhões de mundos e colocar tudo em uma caixinha... – Jeremy continuou.

Santo Zeus. Parei de prestar atenção no momento que ele disse a palavra “gamer”. Andando com meu arco, avistei uma luz e gritei logo em seguida para que os dois bocós me acompanhassem. Passei por baixo de alguns galhos que formavam uma entrada em forma de arco e parei em frente a um campo com desenhos no chão.

– O que vocês acham que significam? – Perguntei examinando os gigantescos desenhos com formas esquisitas.

Era como se um cortador de grama os tivesse desenhado, em uma profundidade de um metro.

– Não sei, precisamos de Frank para ver por cima. – Falou Heitor.

– Vamos usar a mensagem de íris. – Sugeri.

Heitor assentiu e Jeremy pareceu confuso. Expliquei rapidamente pra ele como que a mensagem de íris funcionava e ele logo tratou de fazer um pequeno arco íris com as bolas luminosas de Heitor, e uma garrafinha de água.

Frank apareceu como uma gaivota sobrevoando o céu quando deu de cara com o arco íris e parou. Ele piou alguma coisa e então eu disse:

– Precisamos de você aqui, consegue nos encontrar?

Frank piou alguma coisa e moveu seu corpo em círculos.

– Ele não consegue. – Falou Heitor.

Olhei para ele em questionamento. Desde quando ele sabia falar gaivotanes?

– O que? Não questiona não! Eu vive ao redor de animais, lembra? Aprendi algumas coisinhas. – Heitor sorriu satisfeito consigo mesmo e acrescentou. – Vou mandar um sinal pra você pelo céu, Frank. Siga as luzes.

A mensagem de íris dissipou com Frank se transformando em um gavião. Não demorou muito para que ele chegasse e se transformasse em homem novamente.

– O que ta rolando? – Perguntou o chinês.

– Precisamos descobrir o que está escrito nesse campo. – Jeremy apontou para as linhas. – Ou o que está desenhado, você poderia sobrevoar e dar uma ideia?

Frank assentiu.

– E, — comecei – sabe alguma coisa sobre os outros?

– Bem. – Frank pareceu pensar. – Sem sinal de Hazel, Ingrid e Mi. Nico, Jason e Davina entraram em uma caverna há pelo menos duas horas e ainda não voltaram, e por alguma razão, eu não consigo entrar nela. Annabeth e Percy sumiram, Piper, Calypso e Leo estão terminando de arrumar o navio, e já estão arrumando os suplementos, Josh, Gabi e Lys acabaram de sair de um banho de areia movediça...

– O que?

– ... Eles estão bem. Continuando, nada de supernatural até agora, espero noticias quando voltarmos ao navio, sobrevoando não vi nada demais, apenas pelo que contei, dezesseis campos, alguns vazios outros não.

– Teremos que perguntar a Annabeth sobre isso. – Heitor falou.

Frank se transformou e sobrevoou o campo como um urubu feliz. Ele se aproximou no chão a nossa frente e fez vários desenhos com as unhas, como um mapa. Depois de minutos, ele se transformou de volta com uma expressão preocupada.

– Então. – Frank se agachou e fizemos o mesmo. – Esse desenho aqui, — disse apontando com o graveto. – é um sol e esse desenho ao lado, parece ser uma caveira.

Frank esperou chegarmos a uma conclusão então continuou.

– Mas para lá, há o Ying & Yang, que é um símbolo chinês, usado para representar o bem e o mal. – Frank rabiscou no chão e eu peguei um bloquinho de anotar oferecendo para ele que dispensou. Então, eu comecei a desenhar o que ele riscava no chão. – Há também desenhos de pombas, tridentes, raios, javalis, vinho... Desenhos que representam o pai olimpiano de cada um de nós.

Frank desenhou cada símbolo do jeito que lembrava, e voltava para conferir se havia feito certo. Quando finalmente pareceu terminar, desenhei tudo no bloquinho e sorri.

– Parece que teremos alguns trabalhos pela frente.

Pov: Nico

“– Eu tive uma queda por Percy Jackson.”

Davina parecia paralisada. Ela não disse nada e nem se moveu nos longos segundos que se passaram. Finalmente, as mãos invisíveis me deixaram junto com as raízes.

Um relacionamento só é saudável quando o tempero da verdade está nele.

– Viu essa frase em um programa de culinária? – Jason falou, parecia bravo.

Não brinque com um deus, Jason Grace. Quanto a mim, já vou com um último aviso: Nico, nem todo sonho tem açúcar.

Ignorei essa palavra ouvindo Cupido ir embora. Eu ainda estava deitado no chão olhando para o céu esperando Davina vir até mim, até que eu não aguentei mais e me levantei. Olhando para o Percy hoje, vi que ele era um semideus comum, não um super-herói de mitomagia. Caminhei até Davina na intenção de explicar tudo, pensando no que ela deveria estar pensando. Ela pura, linda do seu jeito. Eu um problemático filho do deus dos mortos. Parei em frente a ela pronto para explicar quando ela apenas me abraçou e me beijou lentamente. Coladas nossas testas, ela apenas sussurrou.

– Eu entendo você.

– Você entende? – Perguntei.

– Sim, não que eu estive em uma situação parecida, mas estive em partes. Acho que o sonho sem açúcar que o Cupido falou sou eu, Nico.

– Como assim? – Perguntei.

Antes que ela pudesse responder, ouvi gritos de Jason. Virei para trás pra ver dez “gnomos” o arrastando floresta adentro. Corri com Davina para ajudar Jason. Davina tentava usar seus poderes, mas os gnomos pareciam não se importar com a dor de cabeça que até eu podia sentir um pouco. Tentei convocar alguns esqueletos, contudo minhas forças haviam se esgotado graças ao Cupido. Lutei contra alguns gnomos, infelizmente eram centenas deles! Davina estava se saindo muito bem usando a sua espada. Jason convocou um trovão que só serviu de meio tempo antes que mais gnomos surgissem e o prendessem arrasto-o. Dez desses capetinhas pularam em cima de mim, enfiando seus dedos no meu nariz, ouvido, boca, puxando cabelo. Davina não parecia com sorte também. Consegui convocar poucos esqueletos enquanto Davina conseguia usar seus poderes em alguns. Quando finalmente nos livramos de todos os gnomos, que pareceram desistir, vimos que Jason havia sumido.

Notas finais
Entau, assim, essa primeira parte só vai até eles voltarem pro navio. a segunda se resume em: Amuletos, pedras, rituais, amor, odio, guerra, guerra, ares feliz, marte happy... hehehe, imaginaçao deu o ar da graça - (Thalia: Me chamou?) (N/A: N Thalia, ainda nao.) (Thalia: Entao quando eu vou aparecer nessa historia?) (N/A: Quando eu quiser q voce quebre alguém...) (Thalia: Hm, ok, me chame logo, estou cansada de caçar lobos e me preparar para essa guerra dos acampamentos, voce acredita que me colocaram na cozinha com os filhos de Apolo, para ajudar a fazer o "milagroso" remédio da Hazel?) (N/A: n brinca...) (Thalia: É verdade! To pichada! O pior é que os sátiros dos dois acampamentos nao param de desaparecerem de repente, quer me explicar?) (N/A: Na segunda parte voce descobrirá!)