Presumo
3 Ela é irritante, até demais
Notas iniciais
POV – Nico
Cá estou eu, procurando por uma menina que nem sei como é. Os corredores são enormes, e já devo ter entrado em pelo menos três salas achando que era a de música. Mas você deve estar falando “A sala de música é a sala em que se ouve música da porta” não exatamente. Juro que já ouvi som de instrumentos nas três salas que eu entrei, isso é realmente confuso. Alguns meninos grandes e umas meninas com pouco maquiagem – ironia – me encaravam em quanto eu andava pelo pátio, procurando a então bendita sala de música.
Ouço um som de uma lira em uma porta, alguma coisa me fala que não é a sala certa, ignoro a sensação e continuo caminhando, sem saber o certo do porque fiz isso.
Viro no corredor da esquerda, e uma música muito bela me atrai, eu vou correndo em direção da porta, e olho pelo observador dela, algo está de costas tocando uma flauta de bambu, algo não, alguém.
A menina tem cabelos castanhos claros, encaracolados nas pontas, parece ter entre os quatorze e quinze anos, deve ser Davina. Ainda não vi o rosto dela, e não quero assustar-la, entro sem fazer barulho e espiono ela atrás de uma caixa de som no canto direito da sala.
Ela para de tocar e eu pergunto se ela ouviu eu entrar. A garota se vira na minha direção, não poderia ter me visto, eu estou bem escondido. Ela vem em minha direção, me escondo nas sombras, a menina para a um metro de mim e fala:
– Não precisa se esconder nas sombras.
Meu sangue esfria, como ela sabia? Fico tentado a não sair, ela pode ser algum monstro disfarçado, mas então eu vejo os seus olhos castanhos, e sua pele que parece tao macia quanto a uma bunda de bebe – ótima comparação.
– Então, vai sair dai ou não? Eu não vou te machucar.
– Eu... eu não estou com medo – Saio do meu esconderijo nem tao escondido assim. – Voce é Davina, não é?
– Sim, sou, e você? Quem é? – Davina me encara parecendo brava, mas bem calma.
– Hum, é... – Eu acabo de esquecer meu nome?
– É? Que tipo de nome é É? – Ela faz a pergunta tao simplesmente que me assusta.
– Meu nome não é É, meu nome é Nico, Nico Di Angelo. – O porque eu disse meu nome completo? Não sei.
– Hm, ok.
Ela se vira e volta a tocar a flauta, como se eu nem tivesse existido. Aquilo me deixa bravo, tá que eu sou meio pálido e vivo nas sombras, parecendo invisível, mas ninguém é tao cego assim.
– É, Grover me disse que uns amigos dele iriam vir aqui hoje. Você é um deles? – Ela pergunta e se vira com tanta graça, que o vestidinho rodado branco dela gira. (look)
– Sim, sou, e eu tenho que levar você até o refeitório.
– Por que? – Ela me pergunta sem parecer interessada, estudando algumas partituras.
– A gente vai explicar no caminho. Vem, vamos.
– Eu não quero ir, gosto dessa sala, quero ficar aqui.
– Davina, a gente tem que ir, Grover e mais alguns amigos meus devem estar esperando. – Digo, olhando suas mãos virarem as páginas. Eu tinha que resgatar Davina e leva-la ao acampamento segura.
– Vocês não deviam vir aqui. Muito menos, me “resgatar” estou bem.
Como ela sabia que eu vim resgatar ela? Ela leu meus pensamentos? Ela realmente é muito, muito estranha, e eu gosto disso. Não pera, o que eu acabei de pensar???
– Davina, por favor, eu prometo que te explico tudo depois.
– Ta então, vou levar minha flauta.
Ela tem tanto carinho pela flauta de bambu, então percebo que provavelmente Grover deu a ela. Ela termina de arrumar as suas coisas e sai da sala sem me chamar ou esperar, corro atrás dela em quanto ela vai direto para o prédio de traz e entra em um quarto, eu entro atrás dela, ela pega uma bolsa e começa a colocar alguns vestidos e pertences pessoais, fico esperando ela na porta, e não pude deixar de pensar, porque nenhum monstro nos atacou?
Ouço a porta atrás de mim se trancar. Tarde de mais. Então percebo o que ela esta fazendo.
– Davina, abre essa porta!
– Eu não vou ir, fala ao Grover que eu peço desculpas. Mas essa escola é a ultima que eu vou conseguir frequentar, e eu não quero trazer problemas há vocês.
– Você não vai nos dar nenhum problema, o único que você ta dando é esse! Abre essa porta e vem logo!
Bato na porta de novo.
– Quem é? – Ela pergunta. Pronto. Chata, sem educação e irritante.
– Para com isso, Davina!
– Davina quem? – O humor dela é igual a do Leo, será que são irmãos?
– Af! Ta bom então, você vai se ver com o Grover. – Saio de perto na porta e espero uma resposta. Nada. Vou embora afim de fazer Grover arrombar essa porta, já que uma vez não estou afim de assustar ela viajando nas sombras pra tele transportar uma menina de quatorze anos totalmente irritante.
Vou ao refeitório, e os meninos estão conversando, e vejo que eles não acharam mais nenhum outro semideus. Grover me ve chegando e franze as sobrancelhas.
– Não achou a Davina? – Grover pergunta.
– Bem, achei, mas acho que ela não foi muito com a minha cara...
– Ela te ignorou e mandou você ir embora?
– Não exatamente, ela praticamente trancou a porta na minha cara e fez uma piadinha do Toc Toc.
– É um tipo de cavalo? – Pergunta Percy, por Atena, ela não poderia dar alguma bençaozinha pra ele não?
– Não cara. É tipo a piada do toc toc. Você não aprendeu ela com o Leo não? – Disse Jason
– Acho que sim, não lembro...
– PESSOAL! Nico continue, por favor. – Grover disse estressado.
– Entao, eu disse que ia fazer você arrancar ela do quarto.
– Você sabe que eu não vou conseguir fazer isso né? – Grover disse triste.
– Sei, mas esperava que pudesse.
– Vamos procurar no ginásio antes que o sino toque. – Thalia falou. – Depois nos voltamos e buscamos Davina.
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