Presumo
29 As doze pedras
Notas iniciais
Pov – Jason
– Com quem começamos? – Leo perguntou.
Olhei pros meninos que apenas negaram com a cabeça. Até que Annabeth levantou a voz.
– Eu e as meninas encontramos alguns ciclopes perto do Porto.
– O que ciclopes estão fazendo no México? – Leo perguntou. – Comprando tacos?
– Há-há. Não. – Annabeth disse sem humor. – Estavam guardando essa pedra.
Annabeth revelou uma pedra redonda vermelha.
– Parece um rubi redondo. – Hazel disse.
– O que exatamente significa ela? – Perguntei.
– Nos tempos antigos, quando Cronos estava no ague do poder e seus filhos nasceram, as Parcas ficaram bravas após descobrirem que Cronos queria matar eles. Elas falaram que ninguém poderia matar um ser imortal. Cronos entretanto não ouviu-as e tentou mata-los mesmo assim. As parcas bravas com a falta de respeito de Cronos criaram as doze pedras. Para os doze olimpianos. Cada pedra representa o poder de cada deus. Essa vermelha representa Ares.
– Hum... E? – Josh perguntou.
– Há uma lenda. – Lira suspirou. – Se colocadas juntas podem matar os deuses.
– Todos eles? – Perguntou Piper.
– Não. Escolhemos. – Lira disse.
Todos olharam impressionados para Lira.
– Que é? Eu cai do céu, lembram? Aprendi algumas coisas com as ninfas das nuvens.
– E você não nos disse antes? – Frank perguntou.
– A questão é. – Começou Annabeth — Temos que encontra-las antes que Urano se erga.
– Rachel disse que os sátiros estão sendo atacadas com mais frequência. – Leo disse. – E que Zeus nos enviara uma ajuda em São Francisco.
– Nós vamos ter que ir á São Francisco? – Davina perguntou. – Odeio São Francisco.
Nico olhou pra ela como uma face questionada. Um pequeno riso se soltou pela minha garganta.
– Que foi? – Nico olhou pra mim.
– Há, nada. – Disse. – Então teremos que ir a São Francisco, encontrar onze pedras por ai. Minha vez. A única coisa que eu vi foi um dragão de duas cabeças atacando Nico, Josh e Heitor e é claro. Annabeth, Davina e Lira explodindo um restaurante.
Percy olhou no mesmo momento para Annabeth que só deu de ombros.
– Depois eu te explico. – Disse Annabeth sussurrando para o namorado.
Vi que seus olhos estavam vermelhos e me perguntei o que os ciclopes disseram a ela. Annabeth não é de chorar muito.
– Quione nos fez uma visitinha. – Piper começou e eu apertei a mão dela encorajando-a. – Nada de mais. Ela só tinha um plano para me cozinhar viva, e de brinde as meninas.
– Hum, ok. – Percy disse. – Jason, você disse que viu um dragão de duas cabeças?
– Sim, uma tal de Anfisbena. – Olhei para Annabeth automaticamente, ela apenas assentiu com a cabeça.
– Um dragão de duas cabeças. Pouca sorte de vocês em, encontraram ela aonde? – Perguntou Annabeth.
– Tajín. – Heitor disse. – Vocês sabiam que há dezenas de altares lá?
– Sempre quis conhecer. Mas vou deixar pra próxima. Leo, já estamos a quantos km de distancia? – perguntou Annabeth.
– Hum, de acordo com Festus, uns dez apenas. – Leo respondeu.
– Ok, mais alguém? – Disse Annabeth. Olhei de esguelha pra Percy e Frank que pareciam esconder algo. Por fim Percy disse.
– Nós. Eu e Frank encontramos Fórcis no aquário. Ele nos disse para matarmos uma mulher chamada Ralo...
– Hália. – Frank corrigiu.
– É isso ai. A mulher apenas forjou a morte e para encontrar sua filha em São Francisco. Uma tal de Roda.
– Rode. – Annabeth corrigiu.
Percy olhou para ela com uma expressão de culpa.
– Calma. Eu já li sobre ela. – Annabeth deu um sorriso sinistro.
– Ham, Fórcis também disse para encontra-la e prestar atenção no colar dela. – Frank disse por fim.
Olhei para cada um na mesa. Leo parecia esconder alguma coisa. Piper apertava minha mão fortemente a cada um minuto. Calypso que não tinha se pronunciado apenas olhou para seu prato de comida.
– Então teremos que navegar até São Francisco. Quem ficara com o primeiro turno? – Perguntei.
Pov – Nico
Que dia cansativo. Fui até os estábulos que Leo reconstruiu e sentei na escadinha. Não tinha ficado com o primeiro turno, mas não estava cansado por mais que eu tenha exigido mais do que sempre exigi de mim hoje.
Perguntei-me porque Davina parecia tão distante na mesa. Nossa pequena briga mais cedo me deixou um pouquinho ousado. Ah não.
A única coisa que Davina queria de mim era o caderno. Corri as escadas até os dormitórios e abri com um estrondo a minha porta. Davina estava sentada na cama lendo seu caderno.
– Oi, olá. Tchau. – Davina se levantou passando por mim.
Fechei a porta e a impedi de passar.
– Abre.
– Me obrigue.
– Abre.
– Não.
– Abre!
– Não!
– Sim!
– Não. – Nesse ponto Davina já estava torcendo seu narizinho. Cai na risada.
– Que foi?
– É que você tem mania de torcer seu nariz quando esta brava.
– E você tem mania de ficar corado.
– Eu não fico corado. – Disse.
– Ah não. Por isso esta vermelho.
Olhei pro espelho do lado e vi que realmente estava.
– Mas particularmente prefiro você dessa cor. Você estava com um cinza assustador quando eu voltei.
Senti ficar totalmente vermelho. Piper havia me dito que eu estava branco por falta de comer.
– Ah, sobre aquilo...
Não pude terminar a frase porque Davina me puxou para um beijo. Senti o gosto da sua boca. Cereja. Puxei-a para mais perto de mim ignorando as sensações que se transformavam no meu peito. Uma explosão de sentimentos palpitavam desde meu coração ao meu estomago. Imaginei que era assim que Percy se sentia quando estava com Annabeth, ou Piper quando estava com Jason.
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