Notas iniciais
Gente, sei que deve estar muito grande e é muito chato ter que ler um texto imenso. Mas eu não tenho tempo pra ficar postando então decidi fazer uma One-Shot. Peço que leiam pra quem se interesa, mas não precisam ler tudo de uma vez.

Estava passeando no parque com um vestido verde de alça. Estava procurando por alguma pessoa, mas quem?

Passei pelo lago, pelo balanço e não encontrei ninguém. O parque estava completamente deserto.

-Ei. – ouvi alguém gritar por trás

Me virei e vi uma menina de sete anos. Usava um vestido branco de bolinhas pretas. Ela veio correndo até mim de braços abertos e eu ajoelhei e abri os braços também para recebê-la. Ela veio correndo ao meu abraço. Ao sentir ela em meus braços percebi que estava menor, olhei e tinha se tornado um bebê.

Acordei, estava suada e respirando pela boca. Era a quinta vez na semana que tinha sonhado com Beth.

— Uau. – disse meu psicólogo enquanto me perdia em pensamentos

— O que você acha que é?

— Um presságio.

— Que?!

— Algo está te avisando para encontrar sua filha. E o mais depressa possível.

— Mas eu não quis ficar com ela, não dá pra procurá-la depois de um ano.

— A nossa consulta acabou. Falamos disso na semana que vem.

Saí de lá batendo pé. Não sabia o que fazer.

Chegando na escola, resolvi ir na sala da Srta. Pillsbury a conselheira do colégio. As paredes de sua sala eram transparentes,havia uma cadeira bege para mim,uma mesa transparente e uma cadeira preta onde ela estava sentada. A Srta. Pillsbury era ruiva e seus olhos eram castanhos.

— Quinn Fabray? – estranhou – O que deseja?

— Ajuda. – falei me sentando — Ultimamente eu tenho tido visões.

— Visões?

-Presságios. – expliquei – Sobre a minha...

— Sua...

— Filha. – soltei – Eu sonho com ela toda noite.

— Ah. Então você talvez deva falar com Puck. Afinal, você não teve esta filha sozinha.

Saí correndo. Fui até a sala do coral onde a aula já ia começar.

— Puck! – chamei

-O que? – puxei ele em um canto

-Nós temos que conversar.

— Sobre?

Neste momento o Mr. Schue chegou.

— Muito bem,vamos começar a aula.

— Mr Schue, eu e Puck podemos falar a sós lá fora?

— Claro, mas...

Puxei ele pela camisa até o corredor.

— O que é?

— É sobre a Beth.

— Quem?

— Nossa filha Puck!

-Ah. Você a viu?

— Não, mas planejo ver.

— Que?

Me sentei no corredor e contei tudo para ele.

— Então você anda tendo visões com nossa filha?

— Você prestou alguma atenção no que eu te falei? Se chama presságio.

— Ta. Tanto faz.

- E o que devemos fazer?

— Como é que eu vou saber?

— O meu psicólogo falou para eu procurá-la.

-Você! – saiu e eu puxei ele pelo braço

— Mas, — continuei – A Srta. Pillsbury me sugeriu pedir a sua ajuda.

— Aquela maluca me odeia?

— Sério, o que eu faço?

— Agora você quer a minha ajuda? Quando eu queria ficar com o bebê, você não tava nem aí.

— Ah, então é tudo por conta disso?

— É!

— Ah vai, me ajuda “pliss”

— Tá! – contrariado – Vai no orfanato onde você a mandou e se ela não estiver lá, pergunta por ela, e marca com os pais adotivos.

— Obrigada. E eu vou te chamar.

— Valeu.

Beijei sua bochecha, e ele botou a mão onde eu beijei, corando.

Voltamos para a sala do coral e sentei do lado de Sam, meu namorado. Recostei minha cabeça em seu ombro e ele perguntou no meu ouvido.

— O que você falou pra ele?

Fiz sinal para esperar com a mão.

Dormi acordada na aula pensando na Beth. Quando a aula acabou, Sam e eu fomos de mãos dadas até o corredor.

— Então, sobre o que vocês estavam falando?

— Olha Sam, eu não to afim de falar sobre isso ok?

— Ué, vai ficar me escondendo coisas agora?

— Não! É uma coisa pessoal.

— E o Puck pode saber?

— Você esta sendo ridículo.

— E você está de casinho com o...

Dei um tapa na cara dele e saí correndo. Se tem uma coisa que eu detesto é namorado ciumento.

Peguei um taxi e fui até um orfanato.Uma mulher abriu a porta, ela era morena,tinha olhos e cabelos pretos, seus cabelos eram curtos e era meio baixinha. Usava uma camisa de lã bege de manga comprida, uma saia verde até a batata, meias pretas longas e uma sapatilha da mesma cor, velha, e tinha óculos pendurados no pescoço.

— O que deseja?

— Eu gostaria de saber se vocês tem registro de Beth, que entrou aqui no início de 2010?

— Entre, por favor.

Eu entrei com ela. Passamos por uma sala com o carpete branco,dois sofás e uma cadeira verdes, uma mesa marrom de centro e um banquinho com uma mini-televisão em cima.Olhei e vi as crianças brincando no chão, aquela cena me tocou e me fez lembrar ainda mais de Beth.

Passamos por um corredor de varias curvas e depois de muito andar, chegamos em uma porta.

Ela a abriu. Uma sala grande com três janelas lado a lado. Uma mesa transparente enorme, com uma cadeira cada ponta e sete a cada lado. Sentamos uma na frente da outra.

-Srta...

— Quinn.

— Srta. Quinn,Beth esteve aqui sim mas foi adotada dias depois.

— Por quem?

— Sinto muito, mas não posso dar esse tipo de informação.

— Ok. – uma lágrima caiu do meu olho

— Esta chorando?

— É que... – mas lágrimas caíam – Minha irmã queria cuidar da criança, mas morreu durante o parto, e o namorado dela a mandou para o orfanato.

— É mesmo uma pena,mas...

— Eu só queria conversar com os pais adotivos, só!

— Ta! – bateu na mesa com mão de suco

Ela foi até um armários de arquivos e procurou por um documento. Ela retirou um envelope.

— Esta é a ficha de adoção de quem adotou Beth.

— Obrigada...

— Mildred.

— Mildred. – falei enxugando as lágrimas

Saí de lá, entrei em um taxi,cheguei em casa e fui direto para o computador. Abri o envelope e quase caí da cadeira. Era a mãe da Rachel!

Esperei um tempo para respirar. Minha filha tinha algum parentesco com Rachel. Contava pra ela? Decidi seguir em frente e ver o que acontecia.

Pesquisei Shelby Corcoran no Google e achei uma página sobre o musical da Broadway “The Lion King”. Lá tinha tudo que você precisava ou não saber sobre ele. Cliquei em integrantes e contribuidores e achei Shelby em figurino.

— Mas espera, pode ter sido ano passado. – falei para mim mesma

Desci um pouco mais a página e li no final “elenco e contribuidores renovados em 2011”.

Perfeito. No feriado da semana seguinte iria para NY com Puck.

No dia seguinte, chamei Puck para conversar no corredor.

— Não entendi, como assim nós vamos para Nova York?

— Convenci a minha mãe a pagar a passagem pra gente. Disse pra ela que era aniversário de não sei quem e que sua família tinha sido assaltada e perdido a casa.

-Ok. – saiu

“Ok? É isso que ele tem pra dizer?” – pensei

Assim que ele saiu senti alguém tocar meu ombro por trás. Me virei e vi Sam.

— Que é?

— Eu só queria me desculpar. E quero te dar isso. – ele tirou uma caixinha de anel azul do bolso e me deu

— Que lindo! – falei ao abrir – Eu não consigo ficar brava com você. – o abracei e beijei

Contei tudo para ele que ouviu com atenção.

— E ele só falou OK?

— Também estranhei

— Já ta na hora da aula. – falou ao olhar seu relógio

Fomos de mãos dadas até a sala do coral e sentamos juntos.Antes da aula começar a exibida da Rachel fez um “comunicado especial”.

— Bem, como a maioria sabe, minha mãe é Shelby Corcoran. Acontece que ela foi morar em Nova York e me chamou para ir visitá-la, já que este sempre foi meu sonho! – disse com um sorriso enorme no rosto

Não acreditei nas palavras que ouvi.

— E o Kiko?! – pigarreou Santana

— Podem me dar licença? – falei e saí

Fui até um banheiro deserto e joguei água no meu rosto.Porque ela tinha que ir? Que ódio!

— Quinn, você ta aí? – era a voz de Sam

— Abre. – Puck

Saí do banheiro com a mesma cara de ódio que estava antes.

— Olha, tem uma coisa que eu não contei para nenhum de vocês. Quem adotou a minha filha, foi a mãe da Rachel!

— E você vai contar pra ela? — perguntaram

— Mas é obvio que não! – saí andando

Entrei na sala do coral batendo pé.

— Mr. Schue, se me permite...

— Claro.

Comecei a falar. Contei o rolo todo pro coral menos que a mãe adotiva era Shelby.

— Agora eu entendo porque você saiu correndo. Ninguém merece a Hobbit! – Santana falou

Uma semana depois:

Estávamos todos na alfândega, eu,Puck,Finn e blargh Rachel. De repente ouvimos um “espera”. Me virei e vi Sam correndo.

— Surpresa! – falou ao chegar

— Você veio! – o beijei

Ele trocou de lugar com Puck no avião e ficou do meu lado.

O vôo durou mais ou menos umas duas ou três horas. Finalmente chegamos. Puck e eu ficamos coincidentemente no mesmo hotel, no mesmo andar e no quarto em frente ao de Rachel e Finn.

O era bem confortável. Tinha uma televisão, um banheiro, um tapete bege e uma cama de casal. Que?! Eu disse cama de casal?!

-Puck!

— Que?

— Você sabia que vamos ter que dormir em uma cama de casal?

— Fica tranqüila, nada vai rolar. – beijou minha bochecha

— Ta, agora tenho que sair. Beijos.

Saí do quarto direto para o elevador. Não havia tempo há perder. Entrei em um taxi e fui direto para o teatro. Fiquei olhando pela janela. New York era mesmo uma cidade linda. Saltei do taxi.

-Ei mocinha! Não pode entrar ainda não! – falou o segurança gordão

— Mas o meu avô morreu. – fingi um choro – Tenho que avisar pra minha mãe!

— Ta. – liberou a passagem, grosso

Entrei. O teatro era majestoso. Milhões de cadeiras vermelhas, de frente para um palco enorme.

Fui para trás do palco e fiquei berrando Shelby.

— Shelby faltou hoje. – disse uma voz por trás de mim

Me virei e vi um homem pálido de cabelo castanho longo. Usava uma blusa de onça,um colete verde claro,uma calça de veludo marrom e uma bota amarela.

— Olá, sou Adam Cinha. – esticou a mão

— Oi, a dancinha, Quinn. – apertei a mão dele

— Não é “a dancinha” é Adam – Cinha.

— E o que eu disse?

— Enfim sou o melhor amigo de sua mãe.

— Você ta achando que a Shelby é... Quer dizer, eu estou morrendo de saudades da mamãe!

— Eu te dou o endereço dela.

Não disse nada. Aproveitei a chance e peguei o endereço. Fui até o apartamento dela e toquei a campainha.

— Quinn?! – ai meu deus, Rachel atendeu a porta

-Rachel?

-O que faz aqui?

— Só vim te dar apoio neste momento especial.

— Ah é? – desconfiada

— Rachel, quem é? – perguntou uma voz

— Uma amiga. – respondeu e me puxou pra sala contrariada

Lá estavam Shelby e Beth.

— Que bebê fofa. Posso pegar no colo?

— Claro! – Shelby me entregou –a –Beth é tratada como princesa mas, claro, nas medidas certas. Quando fui adotá-la, o pai ou a mãe colocou um bilhete escrito Beth no bolso da roupinha que estava usando. Achei um nome bonito e decidi colocar.

“Puck” — pensei

— Quinn também está procurando a filha. – começou Rachel e contou toda a história

— Que história hein. Mas, sua filha também se chama Beth? – olhou para a bebê preocupada

— Sim. Ela mora no Brooklyn. – menti para despreocupá-la

— Ah.

Ficamos conversando até a hora do jantar de Beth.A mãe a sentou na cadeirinha e ficou tentando dar o chu-chu, a cenoura,o purê de batata,o frango e o ovo.

-Quantos anos ela tem? – perguntei

— Um ano e três meses.

Shelby ficou tentando dar a cenoura para Beth enquanto ela chorava e agarrava a boneca que estava na mão.

— É melhor você deixar. – falei penalizada

— Não, ela tem que aprender dês de já. – disse com firmeza- Depois vai tomar banho e dormir.

— Você é uma ótima mãe. – falei admirada

— Obrigada. – sorriu

-Se me dão licença, vou no banheiro. – Rachel disse e eu me lembrei que estava lá

Esperei ela sumir e decidi soltar a bomba. Me sentei na poltrona de frente para Shelby e comecei a falar.

— Ela é linda. – passei a mão na cabeça quase careca de Beth

— Eu sei.

— Sabe a minha filha?

-O que que tem? – olhou para Beth com um ar aliviado

-Então, é uma coisa chata. – olhei para Beth e ela seguiu meu olhar

-O-O que? –gaguejou

— Calma, é que...

— BETH É SUA FILHA?! – berrou Rachel por trás – Porque você não me contou? – falou quase chorando

— Rachel? – falamos

Ela saiu porta fora deixando-a aberta.

— Shelby, eu...

— Sai da minha casa! – falou autoritária chorando

— Mas Shelby...

— SAI! – ela berrou e eu saí correndo com os olhos cheios de lágrimas

Entrei em um taxi, depois em um elevador e ao chegar no andar, bati na porta de Finn e Rachel com mão de soco e a chutei com o pé esquerdo.

— Abre!-berrei trocentas vezes

A porta finalmente abriu e era Finn.Ele saiu do quarto,fechou a porta e ficou na frente dela barrando a passagem.

— Deixa eu entrar! – fiquei pulando com as mãos em seus ombros

— Ela não quer te ver.

-Ela tem que entender que nem tudo tem a ver com ela Finn.Eu vou ensinar isso pra ela de uma vez por todas!

-Não dá pra esperar até amanhã? – perguntou irônico

-Aff! – abri a porta do quarto e me taquei na cama

— A porta ta aberta! – berrou do lado de fora

Joguei a minha sapatilha nela que fechou com um estrondo.

— Quinn? – Puck saiu do banheiro e pode me ouvir chorando com a cara escondida entre os braços – O que houve?

— Eu encontrei nossa filha.

— O que?! – pareceu espantado – Não me chamou porque?

— Ain, você também não! — exclamei e voltei a esconder a cara deitada

-Ei. – levantou minha cara pelo queixo – Tudo bem.

Eu fiquei olhando bem pros olhos dele, aproximei meu rosto e o beijei.Ele me deitou na cama e ficou por cima de mim.Ele começou a beijar meu pescoço suavemente enquanto eu me contorcia. Tirou minha blusa florida e enquanto me beijava, tirava meu sutiã. Eu me virei ficando por cima,tirei meus sapatos com um pé enquanto nos beijávamos calorosamente.Foi descendo os seus lábios enquanto tirava a minha saia junto com minha calçinha.

De repente meu celular recebeu uma mensagem. Estiquei minha mão até a mezinha de cabeceira e peguei.

— Sam quer me encontrar no Central Park amanhã.

Puck se esquivou até mim e disse sorrindo.

— Deixa ele pra lá. – voltou a beijar o meu pescoço e colocou a mão em minha bunda

...

No dia seguinte, após uma discussão com Puck, fui até o Central Park encontrar Sam. O vi e acenei.

— Demorou, o que houve?

— Nada. – falei um pouco grossa

— Ta tudo bem? – disse pegando a minha mão

— Ta. – ele me puxou pela mão e me beijou

Senti os lábios deles e imaginei Puck. Quando percebi que era Sam, me afastei.

— Sam, eu...

— Já entendi. – desapontado – Mas... Porque?

— Eu não quero te encher de problemas.

Saí andando e peguei um taxi. Ele andou um quarteirão, quando eu vi uma lanchonete estilo anos 50. Saltei nela e me sentei no balcão.

Depois mandei uma mensagem à Puck. “Me encontre em uma lanchonete chamada 50’s Back, um quarteirão depois do Central Park.”

Dez minutos depois ele chegou.

— Como foi com o namorado?

— Eu não quero falar sobre isso Ok?

Olhei para baixo e percebi o anel de Sam no meu dedo. Triste, coloquei ele no meu casaco verde por cima de meu vestido amarelo.

— Porque me chamou?

— Depois daqui vamos na Shelby.

— Ok.

Nós pedimos a comida e ficamos conversando. Chegou um ponto que ele começou a me olhar de um modo diferente.

— Que foi?

— Você é linda. – eu ri – É serio. –se aproximou de mim e nossos lábios se tocaram, eu não o impedi

Ele se separou de mim de repente. Abri os olhos e tinha caído no chão. Olhei pra cima e vi que Sam o tinha chocado.

— Sam?! – vi Finn atrás dele

— Era pra isso que você queria terminar comigo é vadia?

— Se acalma!

- Olha como fala dela! – Puck deu um soco nele e Finn o segurou para não cair

-Eu sabia que isso ia acontecer quando você decidiu caçar a sua filinha bastarda.

Puck ia fazer alguma coisa, mas eu me levantei antes e chutei a sua parte.

— Au. – falou agachado

— E toma! – joguei o anel porcaria que ele me deu nele

— Você ta bem? – Finn perguntou

— Me deixa. – ele berrou e Finn veio até nós

— Vocês vão para o hotel? – perguntou

— É. Preciso falar com sua namorada. – me lembrei

Fomos ao hotel e Finn bateu na porta,ficamos atrás dele.

-Finn? – Rachel abriu a porta – O que eles fazem aqui? – desprezo

— Rachel nós precisamos conversar! – entrei

— Não precisamos não. – ela estava saindo

— Precisamos sim. – puxei ela pra sentar na cama comigo

— O que que foi?

— Sabe Rachel, nem tudo tem a ver com você. Isso é entre eu,sua mãe e sua “irmã” entre aspas.

— Acabou?

— É serio Rachel. Você sempre quer ser o centro das atenções. – fazia um bico de contrariada a cada palavra que eu falava

— Ta! Talvez eu tenha exagerado um pouquinho.

— Um pouquinho Rachel? Você SEMPRE quer chamar atenção!

— Ta! Desculpa. É porque eu fiquei com ciúmes que você tivesse uma relação com a minha mãe melhor do que a minha e aí ela me esquecesse e... – falava muito rápido até eu a cortar com um abraço, tinha ficado vermelha – Eu e Finn vamos na Shelby.

— Nós também.

Fomos até lá. Rachel tocou a campainha e nós ficamos um pouco longe deles para que ela não pudesse nos ver.

— Querida. – se beijaram na bochecha – E você deve ser o Finn.

— Sou.

— Vem cá. – o abraçou – Entrem.

Eles entraram e seus olhos miraram pra nós. Seu rosto mudou completamente de expressão. O que era um rosto feliz e divertido, se transformou em um com medo e com raiva.

— O que fazem aqui? – intrigada

-Podemos entrar?

— Não. – falou de pressa e barrou a passagem

— Você não pode me impedir de ver minha filha!

— Você que não pode tirá-la de mim!

— Eu não quero tirá-la de você Shelby. Me deixe entrar!

Contrariada, abriu a passagem e nós entramos. Finn estava sentado em uma das poltronas brancas e Rachel estava no tapete de tiras cinza com Beth no colo. Eles viram que tínhamos chegado e foram os três lá pra sala.

Ela se sentou na poltrona e eu também. Puck pegou uma cadeira e sentou.

— Este é Puck , o pai.

— Oi. – falaram

— O que é então? – perguntou estressada

— Shelby, quando eu tive os presságios, eu senti que eu precisava ver minha filha. Todos os indícios me indicavam que eu precisava vê-la por ela não estar bem. Mas quando eu te conheci Shelby, eu percebi que eu precisava vê-la para entender de uma vez por todas que ela estava bem.Você é uma ótima mãe Shelby. – vi seus olhos se encherem de lágrimas – Ontem quando eu vim aqui, você contou todas as histórias,todos os acontecimentos, e depois, você a alimentou, foi aí que eu tive a prova concreta. Quando eu for mãe, quero ser igualzinha a você.

Ela correu até mim e me abraçou chorando. De repente a porta se abriu e Finn, Rachel e Beth chegaram. Eu larguei Shelby e Rachel me entregou Beth, nós três nos sentamos no chão.

— Pra que esse violão? – Puck perguntou se referindo ao instrumento preto do lado da poltrona de Beth

— Ah, as vezes eu canto pra ela. –apontou a cabeça Beth no meu colo

Puck pegou o violão e cochichou alguma coisa no ouvido de Finn.

— Esta é pra você Beth.

Eles começaram a cantar.

Beth, I hear you callin'

But I can't come home right now

Me and the boys are playin'

And we just can't find the sound

Just a few more hours

And I'll be right home to you

I think I hear them callin'

Oh, Beth what can I do

Beth what can I do

Shelby começou a cantar com eles na poltrona sorrindo.

You say you feel so empty

That our house just ain't a home

And I'm always somewhere else

And you're always there alone

Eu e Rachel começamos a cantar junto com eles. Enquanto cantava, brincava com os bracinhos de Beth. Esta música foi a que deu origem ao nome dela.


Just a few more hours

And I'll be right home to you

I think I hear them callin'

Oh, Beth what can I do

Beth what can I do

Beth, I know you're lonely

And I hope you'll be alright

'Cause me and the boys will be playin'

All night

Ficamos mais um tempo lá e depois fomos embora.

— Que tal andarmos de barco? – Finn sugeriu e todos assentiram.

No passeio estava tocando “New York,New York. Quando passamos pela estátua da liberdade, todos colocaram a cabeça pra fora, inclusive eu e o barco ascendeu as luzes de natal penduradas sobre ele.

Quando estava olhando a estátua, Puck colocou os braços entre minha cintura e a cabeça no meu ombro.

— Me ajuda?

— Que é? – perguntei já rindo

— Eu to em dúvida sobre o que é mais bonito. Você ou a paisagem.

— Aff,bobo! – puxei ele pelo pescoço e o beijei ao som de “New York New York” e com fogos de artifício vindo de outro barco.

New York, a felicidade de minha filha e um namorado lindo. O que mais poderia querer?

Notas finais
Gostaram? Grande né? Por favor deixem reviews.
P.S. Me desculpem pela capa.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!